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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS- REGIONAL JATAÍ

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS


AGRONOMIA, ZOOTECNIA E ENGENHARIA FLORESTAL

Projeto
Arquitetônico:
Parte Gráfica e
Escrita
Profo. Dra.: Cecília de Castro Bolina

Jataí, 2016.
 O Desenho Arquitetônico, parte integrante do Desenho
Técnico, destina-se a representar todos os elementos
componentes de um Projeto Arquitetônico, conjunto de
desenhos (representações gráficas) de uma edificação. Este
conjunto de desenhos tem como base o sistema de
projeções ortogonais ou cônicas que permitem uma
perfeita leitura e interpretação do projeto de uma
edificação, em seus mínimos detalhes, de forma que a sua
execução seja levada a contento.

 O projeto arquitetônico é a base para a elaboração dos


chamados projetos complementares (projeto estrutural,
de instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias e
telefônicas), fundamentais para o processo de execução
de uma obra.

Cecília de Castro Bolina


 Os desenhos que fazem parte de um projeto
arquitetônico são:

 Planta Baixa.
 Cortes Verticais.
 Fachadas.
 Planta de Implantação,Situação e Locação.
 Planta de Cobertura.
 Quando necessário, seja por solicitação do cliente,
seja pelo grau de complexidade do projeto ou,
ainda, por cláusulas contratuais entre o cliente e o
profissional, o projeto arquitetônico pode ser
acrescido de outros desenhos: Detalhes
arquitetônicos e Perspectivas.
Cecília de Castro Bolina
SISTEMAS DE REPRESENTAÇÃO
GRÁFICA

Cecília de Castro Bolina


Cecília de Castro Bolina
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PLANTA BAIXA
 Do ponto de vista da Geometria Descritiva, diz-se que a
planta baixa é a seção obtida pela passagem de um
plano horizontal pela edificação a uma altura de,
aproximadamente, 1,50 metros.

 A partir da perspectiva isométrica da edificação em


estudo, passar-se-á um plano horizontal, segundo a altura
já definida no parágrafo anterior, de forma a secionar a
edificação em suas paredes, portas e janelas. Em
seguida, retira-se a parte superior da seção e determina-
se a vista superior da parte restante da referida seção,
que corresponde à Planta Baixa.

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PLANTA BAIXA

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 Em construções projetadas com vários pavimentos,
será necessária uma planta baixa para cada pavimento
distinto arquitetonicamente. Vários pavimentos iguais
terão como representação uma única planta baixa, que
neste caso será chamada de “Planta Baixa do
Pavimento Tipo”. Quanto aos demais pavimentos, o
título da planta recebe a denominação do respectivo piso.
Utilizam-se as denominações “piso” ou “pavimento” e
não andar.

 As Plantas Baixas, sempre que possível devem ser


representadas na escala 1:50. Em projetos de
edificações de grande porte, por inconveniência ou
impossibilidade de tamanho do papel, é permissível o
desenho na escala 1:75 ou 1:100.

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Cecília de Castro Bolina
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ROTEIRO SEQUENCIAL DE UM
PROJETO
 A seqüência de etapas descriminada a seguir
procura indicar o caminho mais lógico a ser
seguido no desenho da Planta Baixa de um
projeto de arquitetura. Na seqüência
apresentada, lógico que, inclusive, além de uma
maximização da racionalização do uso do
instrumental de desenho, procura-se um
andamento viabilize uma conferência do
desenho e sua elaboração e minimize ao
máximo a probabilidade de erro.
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ROTEIRO SEQUENCIAL DE UM
PROJETO
 1ª ETAPA (com traço bem fino – traço de construção):
 1. Marcar o contorno externo do projeto;
 2. Desenhar a espessura das paredes externas;
 3. Desenhar as principais divisões internas;

 2ª ETAPA (com traços médios):


 1. Desenhar as aberturas – portas e janelas;
 2. Desenhar as louças e pia da cozinha – “áreas molhadas”;
 3. Desenhar a projeção da cobertura em linha fina contínua;
 4. Apagar o excesso dos traços.

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ROTEIRO SEQUENCIAL DE UM
PROJETO
 3ª ETAPA (com traços médios e fortes):
 Desenhar as linhas tracejadas – projeção da cobertura, reservatórios,
 outras;
 Denominar os ambientes;
 Indicar a área de cada ambiente e a especificação do tipo de piso;
 Cotar aberturas – portas, janelas, portões;
 Colocar a indicação de nível;
 Cotar o projeto;
 Desenhar piso nas “áreas molhadas”;
 Indicar a posição dos cortes; a entrada principal; o norte;
 Acentuar a espessura dos traços da parede;
 Denominar o tipo de desenho (planta baixa, planta de cobertura,
 implantação...), bem como colocar a escala (1/50; 1/100...).

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OBSERVAÇÕES GERAIS
 Em todo e qualquer projeto arquitetônico,
independentemente da finalidade da construção, é
indispensável a colocação de denominação em todas as
peças, de acordo com suas finalidades. Esta
denominação deve atender ao seguinte:
 a) Nomes em letras padronizadas, conforme NBR; Nomes
sempre na horizontal;
 b) Utilização sempre de letras maiúsculas;
 c) Tamanho das letras entre 3 e 5mm;
 d) Letras de eixo vertical, não inclinadas;
 e) Colocação convencional no centro das peças.
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OBSERVAÇÕES GERAIS
 São igualmente de indispensável indicação a
colocação das áreas úteis de todas as peças,
de acordo com o seguinte:
 a) Colocação sempre abaixo do nome da peça;
 b) Letras um pouco menores do que a indicação
do nome das peças;
 c) Algarismos de eixo vertical;
 d) Indicação sempre na unidade “m²”;
 e) Precisão de dm² (duas casas após a vírgula).
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NIVÉIS DAS DEPENDÊNCIA
 Os níveis são cotas altimétricas dos pisos, sempre em
relação a uma determinada Referência de Nível pré-
fixada pelo projetista e igual a 0 (zero). A colocação os
níveis deve atender ao seguinte:
 a) Colocados dos dois lados de uma diferença de nível;
 b) Evitar repetição de níveis próximos em planta;
 c) Não marcar sucessão de desníveis iguais (escada);
 d) Algarismos padronizados pela NBR;
 e) Escrita horizontal;
 f) Colocação do sinal + ou - antes da cota de nível;
 g) Indicação sempre em metros;
 h) Simbologia convencional:
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NIVÉIS DAS DEPENDÊNCIA

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COTAS NAS ABERTURAS
 PORTAS: Todas as portas e
portões devem ser cotados,
identificando-se sua largura
e altura, de acordo com o
seguinte:
 a) Sempre na ordem “l x h”
(largura por altura);
 b) Algarismos padronizados;
 c) Posicionamento ao longo
das folhas;
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COTAS NAS ABERTURAS
 JANELAS: todas as janelas devem ser cotadas em
Planta Baixa, identificando-se sua largura, altura e
peitoril, de acordo com o seguinte:
 a) Sempre na ordem “l x h/p” (largura por altura
sobre peitoril);
 b) Algarismos padronizados;
 c) Posicionamento interno ou externo à
construção (apenas uma opção em um projeto).

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COTAS GERAIS
 O desenho da Planta Baixa só será considerado completo se,
além da representação gráfica dos elementos, contiver todos
os indicadores necessários, dentre os quais as cotas
(dimensões) são dos mais importantes. A cotagem deve
seguir as seguintes indicações gerais:
 a) As cotas devem ser preferencialmente externas;
 b) As linhas de cota no mesmo alinhamento devem ser
completas;
 c) A quantidade de linhas deve ser distribuída no entorno
da construção, sendo que a primeira linha deve ficar
afastada 2,5 cm do último elemento a ser cotado e as
seguintes devem afastar-se umas das outras 1,0cm;

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COTAS GERAIS
 d) Todas as peças e espessuras de paredes devem ser
cotadas;
 e) Todas as dimensões totais devem ser identificadas;
 f) As aberturas de vãos e esquadrias devem ser
cotadas e amarradas aos elementos construtivos;
 g) As linhas mais subdivididas devem ser as mais
próximas do desenho;
 h) As linhas de cota nunca devem se cruzar;
 i) Identificar pelo menos três linhas de cota: subdivisão
de paredes e esquadrias, cotas das peças e paredes, e
cotas totais externas.
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COTAS GERAIS

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OUTRAS INFORMAÇÕES
 Além das informações anteriores, já discriminadas e
ocorrentes em qualquer projeto, cabe ao projetista
adicionar ainda todos e quaisquer outros elementos
que julgue serem indispensáveis ao esclarecimento e
que não congestionem demais a representação gráfica.

 Entre os mais freqüentes, citam-se: dimensões de


degraus; sentido de subida das escadas (setas);
capacidade de reservatórios superior e inferior;
indicação de projeções de coberturas; identificação
de iluminação zenital; eventual discriminação dos
tipos de pisos.

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 Os títulos da Plantas Baixas, conjuntamente com as
respectivas escalas, devem ser posicionados, com
caracteres em destaque, abaixo e preferencialmente à
esquerda dos respectivos desenhos.

 As áreas construídas devem constar em legenda ou em


quadro em destaque, próximo à legenda.

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CORTES
 São os desenhos em que são indicadas as
dimensões verticais. Neles encontram-se o
resultado da interseção do plano vertical com o
volume. A posição do plano de corte depende
do interesse de visualização. Recomenda-se
sempre passá-lo pelas áreas molhadas (banheiro
e cozinha), pelas escadas e poço dos elevadores.
Podem sofrer desvios, sempre dentro do
mesmo compartimento, para possibilitar a
apresentação de informações mais
pertinentes.

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CORTES
 Podem ser:
 Transversais: plano de corte na menor
dimensão da edificação.

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CORTES
 Longitudinais: na maior dimensão.

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 Transversais

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ETAPAS PARA O DESENHO DO CORTE

 1. Colocar o papel sulfurizê sobre a planta,


observando o sentido do corte já marcado na
planta baixa; Escala 1:50.
 2. Desenhar a linha do terreno;
 3. Marcar a cota do piso dos ambientes
“cortados” e traçar;
 4. Marcar o pé direito e traçar;
 5. Desenhar as paredes externas (usar o traçado
da planta baixa);
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ETAPAS PARA O DESENHO DO CORTE

 6. Desenhar o forro, quando houver, ou a laje;


desenhar também o contra-piso;
 7. Desenhar a cobertura ou telhado;
 8. Desenhar as paredes internas, cortadas pelo
plano;
 9. Marcar as portas e janelas seccionadas pelo
plano de corte;
 10. Desenhar os elementos que estão em vista
após o plano de corte. Ex.: janela e porta não
cortadas, parede em vista não cortada....

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ETAPAS PARA O DESENHO DO CORTE

 Denominar os ambientes em corte;


 11. Colocar a indicação de nível;
 12. Colocar linhas de cota e cotar o desenho;
 Repassar os traços a grafite nos elementos em
corte. Ex.: parede – traço grosso;
 laje – traço médio; portas, janelas e demais
elementos em vista – traço finos.
 OBS.: No corte as cotas são somente na
verticais. Espessuras das lajes, fundações e
peças do telhado não são cotados.
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FACHADA
 A fachada de uma edificação é constituída pela projeção
ortogonal da face externa da edificação. O número de
fachadas será determinado pela necessidade ou não do
projetista mostrar detalhes do projeto considerados
importantes. Caso este opte por uma fachada esta será
normalmente aquela voltada para a via pública onde se
localiza a frente do terreno onde a edificação será
construída.

 A fachada deve ser executada nas escalas de 1:50 ou


1:100. Este desenho não é cotado.

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FACHADA

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ETAPAS PARA O DESENHO DE ELEVAÇÃO

 1. Traçar, com o auxílio da régua paralela e dos


esquadros, todas as linhas de projeção verticais das
paredes e demais detalhes da planta que são de
interesse para o desenho da fachada, na prancha branca;

 2. Retirar a planta baixa e sobre o papel de desenho colar


um dos cortes (com maior detalhe, e com a altura da
cumeeira) lateralmente ao desenho da elevação,
alinhando o nível externo do corte com a linha do piso
da elevação;

 3. Transportar todos os detalhes em altura que


interessam ao desenho da elevação: altura e forma da
cobertura, altura das portas, das janelas, peitoris....
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ETAPAS PARA O DESENHO DE ELEVAÇÃO

 No caso em que as fachadas/elevações são


desenhadas na mesma escala que a planta baixa
e os cortes (recomendável), o trabalho do
desenhista fica consideravelmente facilitado – o
escalímetro não precisa ser usado.
 ETAPAS:
 1. Colar a prancha em branco sobre a prancheta,
sobre a qual vamos desenhar a elevação;
 2. Sobre a prancha em branco colar a planta
baixa no sentido da elevação que vamos
desenhar;
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ETAPAS PARA O DESENHO DE ELEVAÇÃO

 A interseção destas linhas horizontais com as


verticais traçadas a partir da planta baixa, permite
ao desenhista completar com facilidade o desenho.
 Esta maneira de trabalhar traz inúmeras vantagens,
principalmente rapidez e impossibilidade de erros
de escala ou desenhos que não estejam de acordo
com a planta projetada.
 A existência de saliências e reentrâncias nas
elevações/fachadas permite obter contrastes de luz e
sombras, que valorizam o desenho.

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ETAPAS PARA O DESENHO DE ELEVAÇÃO

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COBERTURA
 A cobertura de uma edificação pode ser
feita através de uma laje, de um telhado, ou
da junção dos dois elementos.

 As coberturas são classificadas:


 1. Quanto ao número de “águas”.
 2. Quanto à platibanda.
 3. Quanto ao tipo de telhas.
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1. Quanto ao número de “águas”

Telhado de uma água ou meia água

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Telhado de duas águas

Telhado de quatro águas

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Telhado “Shed”

Telhado de lanternim

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2. Quanto ao beiral ou à platibanda

O termo Platibanda designa


uma faixa horizontal (muro
ou grade) que emoldura a
parte superior de um edifício
e que tem a função de
esconder o telhado.
Pode ser uma parede mais
alta que o telhado, para
assim escondê-lo e tirar a
aparência de casa.

Telhado com beiral


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O Mosteiro da Batalha,
caracteristicamente gótico, dispõe
platibanda rendilhada em todas as
arestas superiores.

O beiral é a última fileira de telhas que forma


a aba do telhado, constituindo a parte
avançada deste sobre o corpo do edifício.
Tem a finalidade de provocar a queda das
águas pluviais (águas da chuva) de modo que
estas não escorram pela fachada do edifício

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3. Quanto ao tipo de telhas utilizadas

Telhados de telhas cerâmicas.


Telhados de telha de fibrocimento ou cimento-
amianto.
Telhados de telhas de aço.
Telhados de telhas de alumínio.
Telhados de telhas de plástico, entre outros.

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PLANTA DE COBERTURA
 Desenhada, geralmente, na escala 1:100 ou 1:200, a
Planta de Cobertura representa, no projeto a vista
superior (vista de cima) da edificação. Seu objetivo é
mostrar as subdivisões da cobertura da edificação,
bem como a direção e o sentido de escoamento das
águas pluviais.

 O desenho da planta de cobertura deve conter,


também, a linha que indica o limite externo da
edificação, que corresponde ao beiral,
representado por linha tracejada estreita.

 A largura do beiral deve ser cotada. Cecília de Castro Bolina


PLANTA DE SITUAÇÃO
 Consiste na visualização superior do terreno e da
construção situada em seu interior. Indica a forma e
dimensões do terreno, os lotes e as quadras
vizinhas, limites da propriedade ou parte dela e
ruas ou estradas de acesso.

 Em geral, são representadas na escala de 1:500,


1:000 ou 1:2000.

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PLANTA DE SITUAÇÃO
 Para atender aos objetivos e finalidades da própria
planta de situação, a representação gráfica deve ser
composta dos seguintes elementos:
 Elementos reais:
 Contorno do terreno (ou gleba);
 Contorno do quarteirão (em zona urbana);
 Trechos dos quarteirões adjacentes (em zona
urbana);
 Acessos e elementos topográficos (em zona rural).

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 Informações:
 Orientação geográfica (norte);
 Dimensões lineares e angulares do lote ou gleba (cotas do
terreno);
 Distância à esquina mais conveniente (zona urbana);
 Nome dos logradouros (zona urbana);
 Nome dos acessos e elementos topográficos (zona rural);
 Distância a um acesso principal – rodovia estadual,
municipal ou federal (zona rural);
 Dimensões dos passeios e ruas (zona urbana).

 A orientação geográfica do lote ou gleba é um elemento


indispensável ao desenho, e normalmente se faz através da
indicação do norte, identificado por seta que indique a direção
e sentido do norte, acompanhada da letra N (maiúscula).
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Alguns exemplos de
representação do norte:

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PLANTA DE LOCALIZAÇÃO
 Representação da vista ortográfica
superior esquemática, abrangendo o
terreno e o seu interior, com a
finalidade de identificar o formato, as
dimensões e a localização da
construção dentro do terreno para o
qual está projetada.

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 São os seguintes os elementos gráficos
componentes do desenho de uma Planta de
Localização/Implantação:
 Elementos gerais:
Contorno do terreno;
Contorno da cobertura (+grosso, em destaque,
apenas no caso de se representar JUNTAMENTE
com a planta de cobertura);
Contorno da edificação (linha tracejada, quando
JUNTAMENTE com a planta de cobertura);
Desenho de construções pré-existentes;
Representação de vegetação existente e à
plantar;
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 Tratamentos externos - muros, jardins, piscinas...
 Representação das calçadas;
 Localização e representação do poste padrão
(fornecimento da energia elétrica);
 Localização do hidrômetro (localização do fornecimento de
água);
 Desenho da rede pluvial (caixas de passagem grelhadas
30x30cm e canalização subterrânea, até o passeio público –
rede pública de captação, ou até a sarjeta);
 Desenho da rede de esgotos (caixas de inspeção 30x30 cm;
caixas de gordura 50x50cm e canalização subterrânea até o
passeio público – quando houver rede pública de captação);
 Identificação de local para destinação de lixo;

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 Informações:
 Cotas totais do terreno;
 Cotas parciais e totais da edificação;
 Cotas angulares da construção (diferentes de 90º);
 Cotas de beirais;
 Cotas de posicionamento da construção (recuos);
 Cotas das calçadas;
 Informações sobre os tratamentos externos;
 Distinção por convenção das construções
existentes;
 Número do lote e orientação geográfica (norte);
 Identificação do alinhamento predial e meio-fio;
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SÍMBOLOS GRÁFICOS
 O desenho arquitetônico, por ser feito em
escala reduzida e por abranger áreas
relativamente grandes, é obrigado a
recorrer a símbolos gráficos. Assim
utilizaremos as simbologias para definir,
como por exemplo, as paredes, portas,
janelas, louças sanitárias, telhas, concreto
...
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PAREDES
 Normalmente as paredes internas são
representadas com espessura de 15 cm, mesmo
que na realidade a parede tenha 14 cm ou até
menos. É obrigatório o uso de paredes de 20 cm de
espessura quando esta se situa entre dois
vizinhos (de apartamento, salas comerciais...).

 Convenciona-se para paredes altas (que vão do


piso ao teto) traço grosso contínuo, e para
paredes a meia altura, com traço médio contínuo,
indicando a altura correspondente.
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PORTAS
 São desenhadas representando-se sempre a(s) folha(s)
da esquadria, com linhas auxiliares, se necessário,
procurando especificar o movimento da(s) folha(s) e o
espaço ocupado.

 As portas podem ser dos mais variados modelos. As


mais utilizadas são as de abrir em giro. A altura dessas
portas tem, normalmente 2,10 metros, podendo ser
aumentadas em função da necessidade.

 Quanto à sua largura, dependerá dos compartimentos


os quais a porta estabelece ligação. Costuma-se adotar
as seguintes dimensões (larguras) mínimas: Banheiros -
0,60m; Salas, cozinhas, portas externas - 0,80m;
Quartos - 0,70m. Cecília de Castro Bolina
PORTAS

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Diversos modelos de portas em tamanho padrão ou sob
medida - Portas Articuladas Camarão e Mexicana
Maciças Cecília de Castro Bolina
Porta interna

Porta externa
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JANELAS
 Quanto às janelas, as dimensões e as
formas variam de acordo com a
necessidade e o gosto do cliente. É
fundamental que a janela permita
ventilação e iluminação suficientes para
que o ambiente do compartimento na qual
esta esteja localizada seja adequado ao
tipo de utilização que este terá.
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PISOS
 Em nível de representação gráfica em Planta
Baixa, os pisos são apenas distintos em dois
tipos: comuns ou impermeáveis. Salienta-se que
o tamanho do reticulado constitui uma simbologia,
não tendo a ver necessariamente com o tamanho
real das lajotas ou pisos cerâmicos.

 Geralmente, usa-se hachuras para diferenciar


tipos de pisos. As hachuras compostas de linhas
estreitas, eqüidistantes e paralelas entre si e
inclinadas.
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PEÇAS SANITÁRIAS
 Dependendo de suas alturas, podem ser
seccionados ou não pelo plano que define
a planta baixa. Em uma ou outra situação,
são normalmente representados pelo
número mínimo de linhas básicas para
que identifiquem sua natureza.

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Vaso sanitário ou bacia
Largura: 0,50m a 0,60m.
Altura: 0,40m.
Comprimento: 0,35m a 0,40m.
Obs.:
1. Estas dimensões podem
variar de acordo com o
projeto ou fabricante.
2.O vaso sanitário deve ficar
afastado 0,15m da parede.

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Largura: 0,50m a 0,60m
Altura: 0,80m
Comprimento: variável
Obs.: estas dimensões podem variar de acordo com o projeto ou fabricante.
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MÓVEIS -
SALA/QUARTO/COZINHA

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MÓVEIS -
SALA/QUARTO/COZINHA

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MÓVEIS -
SALA/QUARTO/COZINHA

Fogão
Largura: 0,50m a 0,60m
Altura: 0,80m
Comprimento: 0,50m
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Obs.: estas dimensões podem variar de acordo com o fabricante
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ÁREA DE SERVIÇO

Dimensões:
Largura: 0,50m a
0,60m
Altura: 0,80m
Comprimento:
variável
Obs.: estas
dimensões podem
variar de acordo com
o fabricante

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GARAGEM

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ILUMINAÇÃO E VENTILAÇÃO
 Todo compartimento deve ter, em plano vertical, ao menos
uma abertura para o exterior. Estas aberturas devem ser
dotadas de persianas ou dispositivos que permitam a
renovação do ar. Nos compartimentos destinados a dormitórios
não será permitido o uso de material translúcido, pois é
necessário assegurar sombra e ventilação simultaneamente.

 As áreas destas aberturas serão proporcionais às áreas dos


compartimentos a iluminar e ventilar, e variáveis conforme o
destino destes compartimentos.

 As frações que representam as relações entre áreas de piso e


de esquadrias que apresentaremos, são as mínimas. Por isso
sempre que houver disponibilidade econômica, os vãos devem
ter as maiores áreas possíveis.
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ILUMINAÇÃO E VENTILAÇÃO
 I. DORMITÓRIOS ( local de permanência prolongada, noturna )

 A área das aberturas não deverá ser inferior a 1/6 da área do


piso .

 II. SALAS DE ESTAR , REFEITÓRIOS , COPA , COZINHA ,


BANHEIRO , WC etc. ( local de permanência diurna )
 A área das aberturas não deverá ser inferior a 1/8 da área do
piso .
 Essas relações serão de 1/5 e 1/7 , respectivamente, quando os
vãos abrirem para áreas cobertas ou varandas e não houver
parede oposta a esses vãos a menos de 1.50 m do limite da
cobertura dessas áreas .

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 Estas relações só se aplicam às varandas, alpendres e
marquises, cujas coberturas excedam a 1,00 m e desde que não
exista parede nas condições indicadas:

 A relação passará para ¼ e 1/5 respectivamente, quando houver


a referida parede a menos de 1,50 m do limite da cobertura.

 As aberturas nos dormitórios que derem para áreas cobertas são


consideradas de valor nulo para efeito de iluminação e
ventilação.

 Em hipótese alguma serão permitidas aberturas destinadas


a ventilar e iluminar compartimentos com menos de 0,60m2.

 Também não serão considerados como iluminados e ventilados


os pontos que distarem mais de 2 vezes o valor do pé direito,
quando o vão abrir para área fechada, e 2 vezes e meia para os
demais casos.

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 A iluminação e ventilação por meio de clarabóias será
tolerada em compartimentos destinados a escadas, copa,
despensa, oficina, e armazém para depósito, desde que a área de
iluminação e ventilação efetiva seja igual à metade da área
total do compartimento.

 Quando a iluminação do compartimento se verificar por uma só de


suas faces, não deverá existir nessa face pano de parede que
tenha largura maior que 2 vezes e meia a largura da abertura ou a
soma das aberturas.

 As escadas serão iluminadas em cada pavimento por meio de


janelas ou de vitrais o mais alto possível e que podem ser
parcialmente fixos.

 As janelas devem, se possível, ficar situadas no centro das


paredes, por questão de equilíbrio na composição do interior.

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 Quando houver mais de uma janela em uma mesma
parede, a distância recomendável entre elas deve ser
menor ou igual a ¼ da largura da janela, a fim de que a
iluminação se torne uniforme.

 Com janelas altas conseguimos iluminar melhor as


partes mais afastadas das janelas.

 As oficinas bem iluminadas geralmente possuem janelas


altas, de pequena altura de verga e de grande altura de
peitoril.

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PAISAGISMO

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EXERCÍCIO

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