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Controle Químico de

Pragas

Pedro Takao Yamamoto


Departamento de Entomologia e Acarologia
ESALQ/USP
O que é inseticida?

São compostos químicos que aplicados


direta ou indiretamente sobre os insetos,
em concentrações adequadas, provocam a
sua morte.
Requisitos para Escolha do
Inseticida
1) Alvo de controle (identificação);
2) Modo de ação do agroquímico;
3) Época do ano;
4) Nível populacional;
5) Formulação mais adequada;
6) Seletividade aos inimigos naturais;
7) Equipamento disponível.
Mecanismo de Ação
dos Inseticidas
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Grupos de Inseticidas por MOA


(Omoto, 2002)

◦ Neurotóxicos

◦ Reguladores de Crescimento de Insetos

◦ Inibidores da Respiração Celular

◦ Outros
 Fagodeterretes
 Desintegradores do mesêntero
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Que atuam no sistema nervoso dos


insetos
1. Elementos do sistema nervoso de insetos
 Elemento básico: célula nervosa (= neurônio)

Corpo celular

Dendritos Axônio
Mecanismo de Ação dos
Inseticidas
Mecanismo de Ação dos Inseticidas
Transmissão de impulso nervoso

•Processos Elétricos: Transmissão Axônica

•Processos Químicos: Transmissão Sináptica

SINÁPSE: A fenda que separa dois neurônios


Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Neurotóxicos
◦ Atuam na Transmissão Sináptica
Inibidores da enzima acetilcolinesterase
◦ organofosforados e carbamatos
Agonistas da acetilcolina
◦ nicotina, neonicotinóides e spinosinas
Antagonistas da acetilcolina
◦ cartap
Agonistas do GABA
◦ avermectinas e milbemicinas
Antagonistas do GABA
◦ ciclodienos e fenil-pirazois
Mecanismo de Ação dos Inseticidas
Neurotransmissores

 Acetilcolina: Excitatório, presente no sistema


nervoso central
 Glutamato: Excitatório, presente em junções
neuromusculares
 Octapamina: Excitatório, associados a
neurônios dorsal mediano despareado
 GABA: Inibitório, presente no sistema nervoso
central de insetos e junções neuromusculares
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

Fonte: Celso Omoto


Transmissão do Impulso

Sinapse Axônio

Membrana
Membrana Pós-sináptica
Pré-sináptica

Canais de Na+
Receptor de ACh
Canais de Cl-
Síntese & liberação
de neurotransmissor :
Enzima acetilcolinesterase
Acetilcolina
(Acetilcolina Ác. Acético e Colina)
Inibidores de Acetilcolinesterase

Enzima:
Acetilcolinesterase
Membrana
Membrana Pós-sináptica
Pré-sináptica

Receptor de ACh
Síntese & liberação
de neurotransmissor : Fosforados e Carbamatos ligam-se
Acetilcolina à Acetilcolinesterase, inibindo a
sua ação

 excitação - tremores - morte!


Agonistas da Acetilcolina
Ex.: imidacloprid
Enzima:
Acetilcolinesterase
Membrana
Membrana Pós-sináptica
Pré-sináptica

Receptor de ACh
Síntese & liberação Os neonicotinoides imitam o
de neurotransmissor : neurotransmissor excitatório
Acetilcolina (acetilcolina)

Acetilcolinestarase não consegue degradar


as moléculas de neonicotinoides.
 excitação - tremores - morte!
Agonistas de Acetilcolina
Ex.: spinosad
Enzima:
Acetilcolinesterase
Membrana
Membrana Pós-sináptica
Pré-sináptica

Receptor de ACh
Síntese & liberação
de neurotransmissor : O spinosad liga-se ao receptor nicotinérgico
Acetilcolina de acetilcolina (em sítio distinto da ligação
por neonicotinoides) provocando uma
mudança na conformação

 excitação - tremores - morte!


Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Antagonistas da acetilcolina
◦ Cartap
 Cartap tem ação contrária à da acetilcolina
 Compete com a acetilcolina pelos seus receptores
 Conhecidos também como bloqueadores dos
receptores nicotínicos da acetilcolina
 A intoxicação é observada a partir da interrupção da
transmissão de impulso nervoso.
 Principais sintomas: paralisia e eventual morte.
Inibidores de Acetilcolinesterase

Enzima:
Acetilcolinesterase
Membrana
Membrana Pós-sináptica
Pré-sináptica

Receptor de ACh
Síntese & liberação
Cartap compete com a acetilcolina
de neurotransmissor :
pelos seus receptores e tem ação
Acetilcolina
contrária à da acetilcolina
interrompendo a transmissão de
impulso nervoso

 Paralisia e eventual morte!


Transmissão do Impulso

Sinapse Axônio

Membrana
Membrana Pós-sináptica
Pré-sináptica

Canais de Na+
Receptor de ACh
Canais de Cl-
Síntese & liberação
de neurotransmissor :
Enzima acetilcolinesterase
Acetilcolina
(Acetilcolina Ác. Acético e Colina)
Mecanismo de Ação dos Inseticidas
Neurotransmissores

 Acetilcolina: Excitatório, presente no sistema


nervoso central
 Glutamato: Excitatório, presente em junções
neuromusculares
 Octapamina: Excitatório, associados a
neurônios dorsal mediano despareado
 GABA: Inibitório, presente no sistema nervoso
central de insetos e junções neuromusculares
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

•Processo Normal: Após a ligação normal de GABA


ao seu receptor pós-sináptico, há um aumento na
permeabilidade da membrana aos íons cloro
(Fluxo de Cl- para dentro da célula nervosa), o que
desencadeia o mecanismo inibitório do sistema
nervoso.
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Antagonistas do GABA
◦ Ciclodienos e fenilpirezóis

• Antagonizam a ação do neurotransmissor inibitório GABA


(ácido γ-amino butírico).
• Impedem que, após a transmissão normal de um impulso
nervoso, se desencadeie o processo normal de inibição que
restabelece o estado de repouso do sistema nervoso central.
• Os ciclodienos e fenilpirezois afetam este mecanismo
fisiológico, impedindo a entrada de ions Cl- no neurônio e
assim antagonizando o efeito “calmante” do GABA.
• Sintomas de intoxicação: tremores, convulsões e,
eventualmente, colapso do sistema nervoso central e morte.
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Agonistas do GABA
◦ avermectinas e milbemicinas

• Agem de forma diferente dos antagonista do GABA.


• Super-inibem o sistema nervoso central.
• As avermectinas competem com o GABA, ligando-se ao seu
receptor específico na membrana pós-sináptica e
estimulando o fluxo de Cl- para o interior da célula nervosa,
desta forma “imitando” o efeito calmante do GABA.
• Ligação irreversível.
• Sintomas: Ataxia e paralisia
• Alimentação e oviposição cessam pouco tempo após a
exposição, mas a morte propriamente dita ocorre depois de
alguns dias.
Mecanismo de Ação dos Inseticidas
Transmissão de impulso nervoso

•Processos Elétricos: Transmissão Axônica

•Processos Químicos: Transmissão Sináptica


SINÁPSE: A fenda que separa dois neurônios
Transmissão Axônica

Canal de Potássio
Na+ Membrana do Axônio
K+
Corte transversal
de uma célula
nervosa
Canal de Cloro

Canal de Sódio

Condição normal: Na+ entra na célula,


desencadeando a transmissão do impulso
nervoso
Moduladores de canais de Na+
PIRETROIDES e DDT
Na+ Membrana do Axônio

Corte transversal
de uma célula
nervosa

Canal de Sódio

Condição alterada: Na+ continua


entrando na célula nervosa, causando
impulsos repetitivos  exaustão e morte
Bloqueadores de canais de Na+
OXADIAZINAS (Indoxacarb)
Na+ Membrana do Axônio
X Corte transversal
de uma célula
nervosa

Canal de Sódio

Condição alterada: os canais de Na+ ficam


fechados, bloqueando o fluxo de Na+ para o
interior da célula, impedindo a transmissão dos
impulso nervosos  paralisia e morte
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Neurotóxicos

◦ Atuam na Transmissão Axônica

 Moduladores de Canais de Na
◦ piretroides e DDT

 Bloqueadores de Canais de Na
◦ oxadiazinas
Modo de Ação no Sistema
Muscular

Ryanodine Muscle Cell


Receptor
RynaxypyrTM
RyR
Ativador dos
Receptores de
Rianodina (Grupo 28) –
RyR RyR Cyazypyr e Rynaxypyr
cytosol
Membrane
lumen
Internal calcium ions store
Calcium ions
Modo de Ação no Sistema
Muscular
http://www.dupont.com/products-and-
services/crop-protection/vegetable-
protection/videos/mode-of-action.html
Modo de Ação no Sistema
Muscular

32
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Que atuam como Reguladores de


Crescimento de Insetos
Inibidores da Síntese de Quitina
• QUITINA: principal componente do exosqueleto dos
insetos, só é produzida por insetos e por alguns
organismos aquáticos
– interferência na produção de quitina - um alvo
seletivo para inseticidas
• Os sintomas se manifestam na muda de pele
• Diflubenzuron (Dimilin) foi o primeiro exemplo
• Outros: Lufenuron (Match), Hexaflumuron (Trueno), etc
Mecanismo de Ação dos Inseticidas
Reguladores de Crescimento de Insetos

Fonte: Celso Omoto


Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Que atuam como Reguladores de


Crescimento de Insetos

Juvenóides (agonistas do HJ)


• Os juvenóides imitam a ação do Hormônio Juvenil
(HJ), impedindo que as lagartas empupem
(metamorfose incompleta). Ex. Metoprene,
piriproxifen

Anti-Juvenóides (antagonistas do HJ)


• Os anti-HJ interferem na síntese de HJ. Ex.
precocenos
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Que atuam como Reguladores de


Crescimento de Insetos

Agonistas de Ecdisteróides

• Provocam uma aceleração no processo da


ecdise. Ex. tebufenozide e methoxyfenozide
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

MUDA TÍPICA (LARVA / LARVA)


EM LEPIDOPTERA
Síntese da nova
cuticula (cont.)
Deslocamento da
Nivel relativo de 20-OH
ecdisona na hemolinfa

cápsula da cabeça
(apólisis) Reabsorção
do fluído
da muda
Síntese da nova cutícula
Escape da
cutícula anterior
(ecdise)
Pára de comer
se reinicia a
Alimentação normal alimentação

Tempo
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

MAC
MODO DE AÇÃO EM LEPIDOPTERA
Deslocamento prematuro Declinação lenta inibe síntese da
Nivel relativo de Metoxifenozide

da cápsula da cabeça nova cutícula, reabsorção do


(apólise: 15-20 h) fluido de muda, e liberação do
hormonio da eclosão.
Fracasso de escapar da
na hemolinfa

cutícula anterior (ecdise)


pára de comer
(12-24 h)
Dose oral
Morte
(24-72 h)
Alimentação
normal

Tempo
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Reguladores de Crescimento de Insetos

 Inibidores da Síntese de Quitina


◦ benzoilfeniluréias, buprofezin1 e ciromazina1
1 = possuem mecanismos diferenciados

 Agonistas do Hormônio Juvenil


◦ Juvenóides (p.ex. Piriproxifen, metoprene , fenoxicarb)

 Antagonistas do Hormônio Juvenil


◦ anti-juvenóides (precocenos)

 Agonistas de Ecdisteróides
◦ MACs (p.ex. tebufenozide e methoxyfenozide)
Mecanismo de Ação dos Inseticidas

 Inibidores da Respiração Celular

◦ Inibidores do Transporte de Eletrons - MET


◦ p.ex. rotenona, fenazaquin, piridaben, fenpiroximate,
dicofol**

◦ Inibidores da Síntese de ATP


◦ dinitrofenóis (dinocap, binapacril, etc.)
◦ organoestânicos (cihexatin, oxido de fenbutatin, etc.)
◦ pirroles (chlorfenapyr)

◦ Inibidores da ATPase
◦ p.ex. propargite e diafentiuron

** sítio II
Mecanismo de Ação dos Inseticidas
 Outros

◦ Pimetrozine
◦ fagodeterrentes - causa bloqueio na alimentação de insetos
sugadores, paralisando a glândula salivar dos afídeos.

◦ Azadirachtina
◦ ação fagodeterrente e hormonal

◦ Bacillus thuringiensis - Bts


◦ as endotoxinas de Bt atuam como desintegradores das
células epiteliais do mesêntero.
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola

Preparo da Calda

Aplicação
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola
Rótulo de Defensivo Agrícola
Classificação Toxicológica dos
Defensivos Agrícolas
Classificação Toxicológica dos
Defensivos Agrícolas
Requisitos para Escolha do
Inseticida
1) Alvo de controle (identificação);
2) Modo de ação do agroquímico;
3) Época do ano;
4) Nível populacional;
5) Formulação mais adequada;
6) Seletividade aos inimigos naturais;
7) Equipamento disponível.
Sr. Shunji Nishimura

APLICADORES DE
INSETICIDAS
Polvilhadeira
 São máquinas providas de um depósito com
agitador mecânico, uma moega de
alimentação e um regulador de saída do pó
que é impulsionado pela corrente de ar,
produzida por diversos processos,
dependendo do tipo de máquina.

 Classificação:
1. Manual
2. Motorizada
3. Tratorizada
4. Avião
Polvilhadeira
Polvilhadeira
Polvilhadeira
Polvilhadeira
Polvilhadeira
 Vantagens:
1. Baixo custo na operação.
2. Alto rendimento.
3. Facilidade de adaptação as várias culturas e
estádios da mesma cultura.
4. Mão-de-obra menos qualificada.

 Desvantagens:
1. Maior consumo de inseticida (gasto).
2. Mais facilmente lavado (perda= menos
eficiente).
3. Deposição irregular (ineficiência).
4. Sensível à ação do vento (deriva= perda=
contaminação).
Granuladeira
 Constam de depósito com moega de
alimentação e regulador de saída, podendo
ter agitador ou não.

 Classificação:
1. Manual
2. Tração animal
3. Tratorizada
4. Avião
Granuladeira
Granuladeira
Fotos: Dr. Wilson Novaretti

Granuladeira tratorizada
Granuladeira tratorizada
Granuladeira tratorizada
Granuladeira
 Vantagens:
1. Deposição mais uniforme que os pós.
2. Facilidade de manuseio.
3. Pequena influência do vento.
4. Maior segurança ao aplicador.
5. Menor gasto com inseticida.

 Desvantagens:
1. Emprego limitado.
2. Dificuldade de obtenção.
3. Escassez de inseticidas nessa forma de
aplicação.
Pulverizadores
 São máquinas nas quais o líquido é
bombeado sob alta pressão para o bico e
parte-se ao ser lançado ao ar, por
descompressão. Constam de tanque ou
depósito, bomba, câmara de ar, tubulações,
bico e registro, contendo reguladores de
pressão ou não.

 Classificação:
1. Manual
2. Motorizado
3. Tratorizado
Pulverizadores Manuais e
Motorizados
Pulverizadores Tratorizados
Pulverizadores Automotrizes
Pulverizadores
 Vantagens:
1. Menor gasto de inseticida.
2. Maior adesão do inseticida à planta.
3. Menor influência do vento.
4. Facilidade de aquisição de inseticida.

 Desvantagens:
1. Aparelhos mais caros.
2. Menor rendimento.
3. Maior consumo de água.
4. Exigência de mão-de-obra especializada.
5. Maior perigo de intoxicação.
Atomizadores
 As partículas produzidas pelos
atomizadores não enfrentam o ar, mas são
carregados em turbilhonamento até o local
de sua deposição, pela corrente de ar
produzida pela ventoinha.
 As partículas, em revolução no ar, atingem
uma superfície foliar maior do que a
conseguida com outro aparelho, atingindo
melhor a face inferior da folha.
Atomizadores
Atomizadores
Atomizadores
Atomizadores
Atomizadores
 Vantagens:
1. Fácil operação.
2. Pequeno desgaste.
3. Alto rendimento.
4. Baixo volume de água.
5. Maior adesividade da partícula.
6. Menos mão-de-obra.
7. Menor gasto com inseticidas.
8. Menor influência do vento.
9. Maior facilidade de aquisição dos inseticidas.

 Desvantagens:
1. Aparelhagem cara.
2. Necessidade de mão-de-obra especializada.
3. Assistência mecânica.
4. Não aplicável a qualquer cultura.
(Termo) Nebulizadores
 O tipo mais comum consiste no
aquecimento de óleo mineral e arraste da
partícula por uma corrente de ar quente.
 Consiste na divisão do líquido a um diâmetro
na ordem de 50µ denominada ultra baixo
volume (UBV), e, devido as características
do aparelho aplicador, as gotas ficam mais
afastadas entre si, em comparação com as
aplicações convecionais.
Termonebulizadores
Nebulizadores
 Vantagens:
1. Eficiente capacidade de penetração.
2. Baixo volume de líquido empregado.
3. Alto rendimento.
4. Melhor distribuição dos inseticidas.

 Desvantagens:
1. Decomposição da partícula pelo calor.
2. No caso de UBV, limitação em
determinadas situações.
3. Baixo período de controle (sem resíduo).
Aplicação Aérea

 Utilização de avião ou helicóptero para


aplicação do inseticida nas diferentes
formulações.

 O produto deve ser registrado para a


aplicação aérea.
Aplicação Aérea
Aplicação Aérea
Aplicação Aérea
 Vantagens:
1. Proteção mais rápida.
2. Alto rendimento.
3. Não prejudica e planta e compacta o solo.
4. Pode ser utilizado após chuvas, que dificulta
entrada de máquinas.

 Desvantagens:
1. Viável somente em grandes áreas.
2. Sofre maior influência de fatores climáticos.
3. Os perigos de deriva são maiores.
4. Só trabalha durante o dia.
Aplicadores em Drench
Aplicadores em Drench
Aplicadores em Drench
Aplicadores de Inseticidas Puros
Devem ser utilizados de forma criteriosa, senão:

Resistência dos insetos Desequilíbrios


aos inseticidas (mais de biológicos
500 pragas resistentes)
Efeitos prejudiciais ao
Aparecimento de novas homem, inimigos
pragas (antes naturais, peixes, outros
secundárias) = surto de animais
pragas secundárias
Resíduos nos alimentos,
Ressurgência de pragas água e solo
Produto A
SS S
S S SS Após S
S S SR S
S S R
S S Aplicação
S
S S S
S

Produto A S S
S S R
S Após S
S R S SS R
S R R
S S S S
Aplicação
S RS S R
Produto A
SRS R
S S S R
S R Após
S R S SS R R
S R S R Falhas no
RS S Aplicação R
SS R S R R Controle !!!
S R
Brevipalpus
phoenicis
R
Ausência de
R S S
S R Pressão de S S R
R R S RS
R Seleção S S S
S R S R S S R S
R R S R R S
S R S S R
R S S S S
R R R S
S S S
R S R
S
Estágio 1 Estágio 2

Reestabelecimento da Susceptibilidade

 Imigração de indivíduos suscetíveis de áreas não-


tratadas ou de hospedeiros alternativos

 Desvantagem adaptativa dos indivíduos resistentes


Produto A
S S
S R S
ROTAÇÃO
Após a
S R S
S SS S R
S S SSS Aplicação S
S SR

Produto B
SRS
R S SR Após a S
S SS S
RS S R
S Aplicação S
S RS S
Produto C R

RS S S
S SR Após a
R R
S S S
S SS S R Aplicação S R
R S S
Sistema Nervoso Respiração Celular
a. Moduladores de Canais de Na +
a. Inibidores da fosforilação
Piretróides/Éster Nor-Pirétrico oxidativa
b. Inibidores da Acetilcolinesterase
(impede formação de ATP)
Organofosforados e Carbamatos
c. Ativadores de Canais de Cl- Organoestânicos
Abamectin Dinitrofenóis
d. Agonistas da Octopamina b. Inibidores da fosforilação
Amitraz oxidativa
(desacoplamento de prótons)
Clorfenapir
c. Inibidores do transporte de
elétrons
Fenpyroximate, Pyridaben (Sítio I)
d. Inibidores da ATPase
Propargite

Efeito na Lipogênese (?!)

Reguladores de Crescimento
de Ácaros O
O
Spirodiclofen
O
O Cl
Cl

a. Inibidores da biosíntese de quitina (?) Cl


Cl
O

Hexythiazox, Flufenoxuron
O

O
O
Mistura de Produtos

 Produto A + Produto B

 Os indivíduos resistentes ao
produto A serão controlados
pelo produto B.
 Os indivíduos resistentes ao
produto B serão controlados
pelo produto A.
Mistura de Produtos

 Produto A + Produto B

Algumas condições básicas


para o uso da mistura no
manejo da resistência:
 Baixa freqüência de resistência
 Persistência semelhante para os
dois produtos
 Alta mortalidade da praga
Curvas de Degradação da Atividade
Biológica de Pesticidas

Seleção a favor de indivíduos resistentes


ao produto B

100
% Mortalidade

Produto B
50 Produto A

0
Tempo
Recomendações Básicas para o
Manejo de Resistência

 Utilizar os AGROQUÍMICOS dentro das


recomendações de MIP/MEP/PIF;
 Realizar a rotação ou mistura de
AGROQUÍMICOS com mecanismos de ação
distintos;
 Incentivo às pesquisas e treinamentos
técnicos;
 Realizar o monitoramento da resistência.
Seletividade de Agroquímicos

Conceito:

1. Propriedade que um produto fitossanitário apresenta de


controlar a praga visada, com menor impacto possível
sobre os componentes do agroecossistema;
Ou
2. A propriedade que um produto tem de apresentar baixo
efeito sobre inimigos naturais, nas mesmas condições de
aplicação em que a praga visada é controlada.
Fisiológica – Inseticidas seletivos
(inerente ao produto)

Devido as diferenças fisiológicas


entre pragas e demais organismos
não alvo da aplicação, provoca a
morte das espécies pragas em
determinada dose do agroquímico, a
Seletividade qual não afeta as espécies benéficas.

Ecológica – Uso Seletivo de Inseticidas


(formas de aplicação do produto)

Resulta da separação dos efeitos dos


agroquímicos da ocorrência inimigos
naturais suscetíveis.
O tempo ou espaço pode ser o fator
de separação.
Uso Apropriado de Agroquímicos
em MIP
Seletividade ecológica (Aplicações seletivas):
a) Tratamento de sementes e no sulco com inseticidas sistêmicos
b) Aplicação de granulados no plantio
c) Aplicação em faixa no solo (aplicação de uma estreita faixa de solo
próxima a rua)
d) Aplicação local de inseticidas (hot spot) - reboleiras
e) Aplicação em ruas alternadas em frutíferas
f) Esquemas de aplicação de doses reduzidas
g) Seletividade pela não-persistência
h) Seletividade por inseticidas sistêmicos
i) Tratamento de espiga ou fruto
j) Aplicação no momento que a praga está presente, mas ainda não houve
colonização dos inimigos naturais.