Você está na página 1de 135

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA


NÚCLEO DE ENGENHARIA MECÂNICA

Manutenção Industrial

Planos de Manutenção

10.2
Manutenção Industrial

Plano de Aula
(Aulas 4 a 6)

1. Plano de inspeção Visuais;

2. Roteiros de Lubrificação;

3. Monitoramento de características dos


equipamentos;

4. Manutenção de troca de itens de


desgaste;

5. Plano de Intervenção Preventiva;

Núcleo de Engenharia Mecânica – NMC/CCET/UFS


Atrito

Atrito por rolamento


Atrito sólido
Atrito fluido
Causas de atrito

• Mesmo as superfícies mais lisas


apresentam reentrâncias, o que origina 2
tipos de atrito.

CISALHAMENTO: o atrito é provocado


pela resistência á ruptura que os picos Adesão(solda a frio): aparecem
possuem. micro-áreas que se soldam.
Classificação quanto ao estado
físico:
• Gasosos: ar

• Líquidos: óleos em geral (têm excelente


penetração entre as partes móveis)

• Semi-sólidos: graxas

• Sólidos: grafita(370°C), talco, mica(resistem a


temperaturas e pressões altas;inertes
quimicamente; forte aderência a metais)
Classificação quanto a origem:
• Óleos minerais: a partir do petróleo
1. Parafínicos: 90% alcanos
2. Naftênicos: alcanos e 15 a 20% ciclanos
3. Aromáticos: alcanos e 25 a 30%aromáticos
• Óleos vegetais: soja, girassol, milho e outros
• Óleos animais
• Óleos sintéticos: silicones, ésteres, resinas,
glicerina. Feitos em laboratório para situações
especiais e extremas. São caros.
• Óleos vegetais e animais se oxidam
facilmente, quando em lubrificantes têm a
função de aumentar a oleosidade do
produto final aumentando sua eficiência.
• Óleos sintéticos são caros e por isso são
utilizados apenas em casos específicos
• Óleos minerais são os mais usados
Qual lubrificante usar?
Características físicas dos lubrificantes.
Densidade.
• Temperatura do lubrificantes – 20°C
• Temperatura da água – 4°C (1 cm^3 –
1000 g.)
• Densidade 20°C/4°C = Massa de um volume do produto a 20°C/
Massa de igual volume de água destilada a 4°C.
O método usual para
determinação é
mergulhar no óleo um
densímetro, que fica em
equilíbrio a uma certa
profundidade. Nesta
haste graduada lê-se, ao
nível da superfície, a
valor da densidade.
Características dos óleos
lubrificantes

• Ponto de fulgor: é a menor temperatura


na qual o vapor desprendido pelo óleo
aquecido inflama-se momentaneamente
em contato com uma chama.
• Ponto de combustão: é a temperatura na
qual o vapor do óleo, uma vez inflamado,
continua a queimar por mais de 5
segundos.
Características dos óleos
lubrificantes
• Ponto de fluidez (pour point): temperatura
mínima em que ocorre o escoamento do óleo
por gravidade. Importante para óleos que
trabalham a baixas temperaturas.
• Índice de acidez total (TAN): é a quantidade de
base, expressa em miligramas de hidróxido de
potássio, necessária para neutralizar todos os
componentes ácidos presentes em um grama
de amostra.
Características dos óleos
lubrificantes
• Índice de alcalinidade total (TBN):é a
quantidade de ácido, expressa em miligramas
de hidróxido de potássio, necessária para
neutralizar todos os componentes básicos
presentes em uma grama de amostra.
• Oxidação: resistência a oxidação dos
lubrificantes devido a quantidade e natureza dos
depósitos formados em condições de trabalho
em alta temperatura.
Características dos óleos
lubrificantes
• Extrema pressão: é a capacidade de
suportar pressões elevadas, evitando que
as superfícies entrem em contato.
• Número de emulsão: é o tempo, em
segundos, que a amostra do óleo leva
para separar-se da água condensada
proveniente de uma injeção de vapor.
• Viscosidade: é a resistência de um fluído
ao escoamento.
Viscosidade
– Viscosidade absoluta: É definida como a força (em dina)
necessária para fazer deslocar uma superfície plana de 1cm2
sobre outra, do mesmo tamanho, com velocidade de 1cm/s.
Estando as duas superfícies separadas por uma camada de
fluido com 1cm de espessura. A unidade usada Poise (g/cm*s).

– Viscosidade cinemática: É definida como a razão entre a


viscosidade absoluta (VA) e a densidade, ambas à mesma
temperatura. A unidade usada Stoke (cm2/s).

• Viscosidade convencional ou empírica é medida por meio dos


seguintes viscosímetros: Saybolt (EUA, Canadá e México),
Redwood (Reino Unido) e Engler (demais países da Europa).
Viscosímetro de Saybolt
Viscosidade

• Pressão
Velocidade

• Temperatura

• Folgas

• Acabamento
Índice de Viscosidade
Características físicas dos lubrificantes.
Ponto de névoa e ponto de fluidez.
• Ponto de névoa – é a temperatura em que a
parafina ou outras substâncias semelhantes
começam a separar-se formando minúsculos
cristais, tornando o óleo turvo.
• Ponto de fluidez – é a menor temperatura na
qual o óleo ainda pode escoar nas condições
do teste.
• Está ligado à facilidade de iniciar a
lubrificação quando uma máquina fria é posta
em funcionamento. O óleo deve fluir
livremente.
Características físicas dos lubrificantes.
Ponto de fulgor e ponto de inflamação.
• A tabela indica o ponto de fulgor de alguns derivados do
petróleo, analisados pelo método Cleveland Vaso
Aberto.

• Tabela - fonte: www.oilbrasil.com.br


Características físicas dos lubrificantes.
Ponto de névoa e ponto de fluidez.
• O ponto de fluidez fornece uma ideia de até qual
temperatura determinado óleo lubrificante pode
ser resfriado sem perigo de deixar fluir.
• O óleo lubrificante pode deixar de fluir por 2
razões:
• 1 – pode conter uma certa quantidade de parafina
dissolvida no óleo a temperaturas maiores e
quando o óleo é resfriado a parafina cristaliza-se.
• 2- Todos os óleos aumentam de viscosidade à
medida que a temperatura abaixa, diminuindo
naturalmente a sua fluidez.
Características físicas dos lubrificantes.
Viscosidade.
• Seleção de um óleo:
• Velocidade – Quanto maior a velocidade, menor a viscosidade –
formação de película mais fácil.
• Pressão – quanto maior a carga, maior a viscosidade para suportá-
la.
• Folgas – quanto menores forem as folgas, menor deve ser a
viscosidade para que o óleo possa penetrar.
• Acabamento – Quanto melhor for o grau de acabamento superficial
das peças em movimento, menor poderá ser a viscosidade.
Com a análise dos óleos usados, podemos determinar:
Redução da viscosidade ocasionada por contaminação por
combustível ou outros produtos
menos viscosos.
Aumento da viscosidade poderá indicar a oxidação do óleo,
presença de água, de sólidos em
suspensão ou contaminação com outro óleo mais viscoso.
Aditivos para lubrificantes.

• São produtos que se adicionam ao


lubrificante com a finalidade de melhorar
certas propriedades específicas.
Aditivos para lubrificantes.
• Classes:
•  Detergentes/Dispersantes;
Mantém em suspensão e disperso na massa de óleo o carbono
formado durante a combustão. É eliminado pelo esvaziamento do
cárter. Mantém as paredes internas dos motores limpas.
• Melhoram a limpeza das peças lubrificadas.
Aditivos para lubrificantes.
•  Antioxidantes;
• Evitam as reações de oxidação, pois apresentam afinidade maior
com o oxigênio;
• Aumentam a vida útil do óleo e reduzem depósitos;
Aditivos para lubrificantes.
• Anticorrosivos;
• Existem 2 tipos:
• A) proteção de partes metálicas da corrosão por
substâncias ácidas formadas no óleo.
• B) proteção contra corrosão atmosférica e contra
umidade.
• Função – 2 fases:
• 1ª - prevenir o contato entre o agente corrosivo e o
metal (o aditivo forma uma película impermeável
sobre os metais);
• 2ª - remover do óleo os agentes de corrosão.
(neutralização das substâncias ácidas).
Aditivos para lubrificantes.
•  Antiespumantes;
• Impedem a formação de espuma, desmanchando as bolhas de ar
assim que elas atingem a superfície livre do óleo.
• Melhoram a resistência à formação de espuma.
Aditivos para lubrificantes.
•  Extrema pressão;
• Impede a soldagem e outros danos
(arranhaduras e desgaste), sob
condições de cargas elevadas;
• Age somente na lubrificação limite;
• Geralmente compostos de enxofre,
cloro e fósforo, ou combinações
desses elementos.
• Reagem com o metal, formando
películas finíssimas de sulfato,
Cloretos e fosfetos, aderentes ao
metal.
• Melhoram a lubrificação sob
pressões extremas;
Aditivos para lubrificantes.

•  Aumentadores do índice de viscosidade;


• Polímeros de elevado peso molecular, longas cadeias
moleculares e altas viscosidades;
• Quanto maior a temperatura, mais as moléculas do
aditivo se distendem, aumentando a sua viscosidade e,
dessa forma, compensando o afinamento do óleo
básico.
• Melhoram as características de temperatura x
viscosidade.
Aditivos para lubrificantes.
Características físicas dos lubrificantes.
Ponto de névoa e ponto de fluidez.
• O ponto de fluidez fornece uma ideia de até qual
temperatura determinado óleo lubrificante pode
ser resfriado sem perigo de deixar fluir.
• O óleo lubrificante pode deixar de fluir por 2
razões:
• 1 – pode conter uma certa quantidade de parafina
dissolvida no óleo a temperaturas maiores e
quando o óleo é resfriado a parafina cristaliza-se.
• 2- Todos os óleos aumentam de viscosidade à
medida que a temperatura abaixa, diminuindo
naturalmente a sua fluidez.
Características físicas dos lubrificantes.
Ponto de fulgor e ponto de inflamação.
• Segurança – ponto de fulgor – previsão da
temperatura máxima a que o produto pode
ser submetido quando estocado,
transportado e manuseado.
• Produtos com ponto de fulgor abaixo de 70°C
– manuseio perigoso.
• Utilizado no controle de uso de lubrificantes,
para verificação da presença de
contaminantes mais voláteis (gasolina, óleo
diesel, etc.).
Aditivos para graxas.
• Obter determinadas características;
• Mais usuais;
•  inibidores de oxidação;
•  inibidores de corrosão;
•  agentes de oleosidade;
•  lubrificantes sólidos;
•  agentes modificadores de estrutura;
•  agentes de extrema pressão;
•  agentes de adesividade.
CARACTERÍSTICAS E PROPRIEDADES DOS
ÓLEOS LUBRIFICANTES.
• Na refinação e produção de óleos lubrificantes, devem ser estabelecidos
limites de tolerância, cobrindo numerosas propriedades e características, a
fim de se obter o grau desejado de normalização dos produtos.

• Usam-se como limites básicos, várias propriedades físicas e químicas,


conhecidas como especificações para óleos lubrificantes.

• Estas especificações são usualmente determinadas e expressas baseadas


em testes padronizados, estabelecidos por órgãos normalizadores como a
ASTM (American Society for Testing and Materials), ABNT (Associação
Brasileira de Normas Técnicas), IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), API
(American Petroleum Institute), e outras.
Características físicas dos lubrificantes.
Extrema pressão.
• Extrema pressão – Quando o óleo possui a propriedade de evitar
que as superfícies em movimento entrem em contato, mesmo
quando as pressões são muito elevadas.
• O teste mais utilizado é o Four Balls ASTM D-2783.
• . Nele, 3 esferas são dispostas juntas horizontalmente, e uma
quarta, presa a um eixo girando sobre elas a uma velocidade de
1800 rpm. Quando as esferas se soldam é anotada a carga máxima
suportada pelo lubrificante.
Ensaios e características das graxas

• 3 grupos
• A) Ensaio de caráter geral;
• B) Ensaios especiais;
• C) Ensaios de desempenho;
Ensaios e características das graxas.
Consistência.
• Consistência de uma graxa é a resistência que esta se opõe à
deformação sob a aplicação de uma força.
• Aparelho – penetrômetro;
• Cone, que sob a ação de uma carga padronizada, penetra uma
dada profundidade (medida) na graxa durante 5s, a 25°C. A
penetração é dada em décimos de milimetros.
• A consistência de uma graxa é medida pelo grau NLGI – Instituto
Nacional de Graxas Lubrificantes.
Ensaios e características das graxas.
Consistência.
Grau NLGI Penetração trabalhada
(ASTM) a 77°F.
NLGI 000 445/475
NLGI 00 400/430
NLGI 0 355/385
NLGI 1 310/340
NLGI 2 265/295
NLGI 3 220/255
NLGI 4 175/205
NLGI 5 130/160
NLGI 6 85/115

As graxas com consistências NLGI 0, 00 e 000 são consideradas semifluidas, e


as maiores que 6 são chamadas graxas de bloco. As de consistência NLGI 2 e 3
são as mais empregadas.
Ensaios e características das graxas.
Ponto de gota (ou de derretimento).
• Indica a temperatura em que uma graxa
do estado sólido ou semi-sólido passa
para o estado líquido.
• Determina-se a temperatura em aparelho
especial, em que se dá a queda da
primeira gota de graxa liquefeita.
• Permite relacionar o ponto de gota com a
temperatura de trabalho.
Ensaios e características das graxas.
Ponto de gota (ou de derretimento).

Graxas Ponto de gota (°F) Ponto de gota (°C)


De cálcio 150-220 66-104
De alumínio 82-110 82-110
De sódio e cálcio 250-380 121-193
De sódio 300-500 149-260
De lítio 350-425 177-218
De bário 350-475 177-246
Especiais de argila, 500 ou mais 260 ou mais
sílica e grafite
Ensaios e características das graxas.
Estabilidade ao trabalho.
• O ensaio é feito por meio do
esmagamento da graxa no interior de um
cilindro oco horizontal, dentro do qual gira
um rolo de material pesado. Após 4 horas,
verifica-se a variação de penetração
sofrida pela graxa.
Ensaios e características das graxas.
Viscosidade aparente e Separação do óleo.
• Viscosidade aparente - É realizado para
verificar se uma graxa escoa bem em
longos condutos existentes em sistemas
de lubrificação centralizada.
• Separação do óleo – As graxas
apresentam certa tendência à separação
do óleo lubrificante quando armazenadas
por longo tempo.
Ensaios e características das graxas.
Corrosão e Oxidação.
• Corrosão – A graxa não deve atacar uma
lâmina de cobre sob condições
padronizadas.
• Oxidação – Quando a temperatura de
trabalho for elevada deve-se trocar
frequentemente a graxa.
• Aparelho padrão- verifica a quantidade de
oxigênio absorvido por uma graxa sob
determinadas condições.
Ensaios e características das graxas.
Prova de carga.
• Pressão máxima que uma graxa pode
aguentar.
• Máquina – Timken;
Sistemas de classificação API para óleos de
motor.
• Série S – óleos comercializados em postos de serviço,
revendedores de carros e garagens;
• Geralmente motores a gasolina;
• Série C – veículos comerciais, agrícolas e “fora de estrada”;
• Motores a diesel;
• Óleos formulados para gasolina nem sempre são adequados
para os motores a diesel e vice-versa.
• O atual sistema de classificação é muito mais preciso na
definição do nível de qualidade do que o sistema anterior.
• Quando se diz que um óleo atende à mais alta classificação
API , este óleo preenche a maioria dos níveis de
desempenho inferiores.
Sistemas de classificação API para óleos de
motor.
• Serviço SA – Óleo mineral puro. Não são apropriados aos motores
atuais;
• Serviço SB – Possuem pequena aditivação – resistência à oxidação
e antidesgaste;
• Serviço SC – 1964-1967 – carros de passeio;
• Serviço SD – 1968-1970 – carros de passeio;
• Serviço SE – 1972 – motores a gasolina;
• Serviço SF – 1980-1988 – motores a gasolina;
• Serviço SG – 1989 – motores a gasolina;
• Serviço SH – 07/1993 – motores a gasolina;
• Serviço SJ – 08/1997 – motores a gasolina. ;Recomendado para
motores até 2001;
• Serviço SL – classificação mais recente- 07/2001; Melhor controle
de depósitos sob altas temperaturas e proporcionam menor
consumo;
Sistemas de classificação API para óleos de
motor.
• Serviço CA – motores a diesel que operam em condições leves ou
moderadas e com combustíveis de alta qualidade;
• Serviço CB – motores a diesel que operam em condições leves ou
moderadas, porém com combustíveis de qualidade inferior;
• Serviço CC – motores a diesel levemente supercomprimidos, operando em
condições moderadas e severas, e certos motores a gasolina para serviços
pesados. Introduzido em 1961;
• Serviço CD – motores a diesel supercomprimidos que, operando a altas
velocidades e com grande potência de saída;
• Serviço CE – motores turbinados em condições de serviço pesado;
• Serviço CF-4 – Criado em 1990, para serviço típico de veículos diesel
ligeiro e caminhões em serviço extrapesado.
• Serviço CG-4 –Criado em 1994, adequado para veículos diesel ligeiro em
aplicações dentro e fora da estrada.
• Serviço CH-4 – Criado em 1998, melhor controle de fuligem em motores
aspirados ou turbinados, que utilizem diesel com alto teor de enxofre, em
aplicações dentro e fora da estrada.
Exercício.
• O gráfico mostra a variação da
viscosidade cinemática em
centistokes com a temperatura
em ºC de um óleo lubrificante.
Determine o índice de
viscosidade (IV) e a
classificação SAE desse óleo.
• IV = L – U x 100
L–H
L = 273 cS (tabela)
H = 139,6 cS (tabela) Classificação SAE
U= 168 cS (gráfico – viscosidade a Viscosidade a 100ºC = 14,3
40ºC)
cS
• IV = 273 – 168 x 100 = 78,7
Tabela (entre 12,5 e 16,3) =
273 – 139,6 óleo SAE 40
GRAXAS

Óleo + aditivo + sabão GRAXA


Atual: graxa é uma combinação de um fluido
com um espessante, resultando em um
produto homogêneo com qualidades
lubrificantes.
Óleo = fluido
Sabão = espessante
GRAXAS

• Aplicação:
• Onde não se deseja o escoamento
• Formação de selo protetor
• Uso em ambientes muito úmidos ou de
agressividade acentuada
Lubrificantes semi-sólidos ou graxas.

• Vantagens:
• 1 apresentam melhores propriedades de
retenção no local de lubrificação.
• 2 é preferível o uso de graxas quando é
impraticável um fornecimento contínuo de
óleo.
• 3 Agem como elemento de vedação em
atmosferas corrosivas e úmidas.
Lubrificantes semi-sólidos ou graxas.

• Fabricação:
• O sabão, já pronto, é dispersado a quente
no óleo apropriado. (Sabões de alumínio
ou lítio).
• O sabão é preparado a quente ou a frio,
na presença do óleo lubrificante.
Lubrificantes semi-sólidos ou graxas.

• Usa-se:
• Óleo mineral A escolha depende da
aplicação que deverá ser dada à graxa
(temperatura de trabalho, velocidade e
cargas suportadas pela graxa).
• Óleos sintético  utilizado para obtenção de
óleos especiais (graxas para temperaturas
muito baixas (-30 a -60°C) ou temperaturas
muito altas (120 a 150°C).
• Quanto à natureza do sabão metálico, as graxas classificam-se da seguinte
forma:

• • Graxas à base de sabão de Cálcio – bastante aderentes, são indicadas


para uso em peças que trabalham em contato com água. Não são indicadas
para utilização em temperaturas superiores a 800C.

• • Graxas à base de sabão de Sódio – recomendadas para mancais planos e


rolamentos que trabalham a altas velocidades e temperaturas elevadas (até
1200C) e, ocasionalmente, em engrenagens. É desaconselhável o seu uso em
presença de umidade, pois o sabão é solúvel em água.

• • Graxas à base de sabão de Alumínio – são indicadas para uso onde o


principal requisito seja a característica de aderência da graxa,
proporcionando boa proteção contra a ferrugem e resistência à lavagem por
água. Não resiste a temperaturas elevadas.

• • Graxas à base de sabão de Lítio – são bastante aderentes e relativamente


insolúveis em água, substituindo, em aplicações convencionais, muito bem as
graxas de Cálcio e Sódio, sendo, portanto, de aplicações múltiplas. Possuem
grande estabilidade mecânica e alto ponto de gota, sendo de fácil aplicação
por meio de pistolas e sistemas centralizados de lubrificação.
• • Graxas à base de sabão Complexo – sabão
complexo é aquele, em que a fibra do sabão é
formada pela cocristalização de um sabão normal
(Cálcio, Sódio, Alumínio ou Lítio) e um agente
complexo, como: ácido acético, lático, etc. Esse
tipo de graxa apresenta como característica
principal um elevado ponto de gota.

• Graxas espessadas sem sabão – são as que


utilizam espessantes químicos inorgânicos ou
orgânicos dispersos no óleo. Esses tipos de
espessantes não são feitos com álcali metálico
como os usados nas graxas espessadas com
sabão. Exemplos: poliuréia e argila orgânica.
GRAXAS: produção
• Dissolução do sabão pronto no óleo:
óleo + sabão graxa

• Formação do sabão (saponificação) na presença do óleo


Graxas: características

• Consistência(NGLI): determinada através


do penetrômetro, que consiste em fazer um
cone-padrão(aço ou latão) penetrar(mm),
durante 5 segundos, a uma dada
temperatura (25°C=77°F), em uma amostra
de graxa.
Não trabalhada: amostra não preparada
Trabalhada: antes do ensaio a amostra é
submetida a 60 golpes em um aparelho
padronizado.
PENETRÔMETRO
TABELA DE CONSISTÊNCIA
CLASSES PENETRAÇÃO ESTRUTURA
NLGI TRABALHADA
0,1 mm

0 355-385 EXTREMAMENTE
MOLE
1 310-340 MUITO MOLE
2 265-295 MOLE
3 200-250 MÉDIA
4 175-205 CONSISTENTE
5 130-160 MUITO
CONSISTENTE
6 85-115 EXTREMAMENTE
CONSISTENTE E
DURA
TABELA DE CONSISTÊNCIA

• Além dos tipos constantes desta


classificação, ainda encontramos graxas
mais moles, dos tipos 00 e 000. As
graxas 000 são tão fluidas que são
medidas pelo viscosímetro, como se
fossem óleos e as 00 são medidas por um
penetrômetro com cone de alumínio e não
de aço.
• Conclui-se, portanto, que quanto maior for
a penetração de uma graxa, mais fina ou
mole ela é.
Ponto de Gota
• É a temperatura na qual o produto torna-se
suficientemente fluido, sendo capaz de gotejar
através de um dispositivo especial, sendo
obedecidas rigorosamente as condições de
ensaio.

• As graxas apresentam ponto de gota variáveis,


dependendo:
do tipo de agente espessante empregado,
das matérias primas usadas e
do processo de fabricação.
Ponto de Gota
Ponto de gota de algumas graxas

Graxas de:
Cálcio 65 a 105°C
Sódio 150 a 260°C
Lítio 175 a 220°C
Complexo de cálcio 200 a 290°C
GRAXAS

• O sabão possui um metal em sua


composição = > a graxa receberá o nome
desse metal:
• Graxa de sabão de cálcio
• Graxa de sabão de lítio
• outros
GRAXAS: exemplos e aplicação

• Cálcio: textura macia e amanteigada;


resistente à água; usada em temperatura
abaixo de 60°C. usada em mancais
planos, chassis de veículos e bombas de
água
• Sódio: textura fina até fibrosa; para altas
temperaturas (90 a 120°C); solúveis em
água; resistente à ferrugem; usada em
mancais de rolamentos, juntas universais
GRAXAS: exemplos e aplicação

• Lítio: múltiplas finalidades (multipurpoise):


textura fina e lisa; insolúvel em água,
elevadas temperaturas (70 a 150ºC)
Substituem as de cálcio e sódio; tem ótimo
comportamento em sistemas
centralizados de lubrificação; evita
enganos de aplicação.
GRAXAS: exemplos e aplicação

• Alumínio: Macia; quase sempre filamentosa; resistente à


água; boa estabilidade estrutural quando em uso; pode
trabalhar em temperaturas de até 71°C. É utilizada em
mancais de rolamento de baixa velocidade e em chassis.
• Bário: Características gerais semelhantes às graxas à
base de lítio.
• Graxa Mista: É constituída por uma mistura de sabões.
Assim, temos graxas mistas à base de sódio-cálcio,
sódio-alumínio etc.
• Composições Betuminosas: São lubrificantes de
elevada aderência formulados à base de misturas de
óleos minerais com asfalto.
GRAXAS: aditivos
• Como é difícil obter uma graxa com toda as qualidades
desejadas pela simples seleção do espessante e do
óleo, incluem-se os aditivos.
– Inibidor de oxidação: É um produto químico da
classe das aminas e dos fenóis. Sua presença é
indispensável em graxas para rolamentos e em
outras graxas onde o período de serviço é longo.
– Inibidor de corrosão: São compostos químicos
denominados cromato, dicromato, sulfonato
orgânicos ou sabão de chumbo. A água praticamente
não consegue remover esses compostos das
superfícies metálicas.
GRAXAS: aditivos

– Agente adesividade: Quando a necessidade requer


uma graxa mais pegajosa são adicionados polímeros
orgânicos viscosos ou látex em solução aquosa.

– Agente de untuosidade: São gorduras e óleos vegetais


com a função de melhorar o poder lubrificante das
graxas. O agente de untuosidade é necessário em um
pequeno número de graxas
Exercícios
Lubrificantes sólidos
Grafite.
• Grafite  sólido que apresenta estrutura
lamelar (lâminas minúsculas).
• C  anéis hexagonais.
• Pode ser aplicado:
•  pó seco
•  aerossol
•  pasta ou dispersão líquida
•  graxa.
• Em forma de pó ou dispersão – lubrificante de extremas pressões
(lubrificação limite).
• Eficiente a altas temperaturas.
• ↑ Temperatura ↓Coeficiente de atrito
Lubrificantes sólidos
Bissulfeto de molibdênio (MoS2).
• Bissulfeto de molibdênio  estrutura lamelar – camada de átomos
de molibdênio entre 2 camadas de átomos de enxofre (MoS2);
• Mais mole que o grafite.
• Pode ser aplicado: pó seco ou como dispersão em água ou óleo.
• Lubrificação limite.
• Nome comercial – Molikote.
• Menores coeficientes de atrito que os do grafite.
• Até 900°C – Decomposição do MoS2.
Lubrificantes sólidos
Teflon.
• Plástico – politetrafluoretileno;
• Apresenta baixo coeficiente de atrito;
• 300°C – estabilidade;
• Resiste a quase todos os agentes químicos e apresenta
excelente resistência à oxidação;
• Pode ser incorporado em forma de pó.
Características físicas dos lubrificantes.
Viscosidade.
• “F” necessária para produzir o movimento das
camadas de óleo umas sobre as outras, e “V”
constante da placa superior é:
• A) proporcional à área “S”;
• B) proporcional ao gradiente de velocidade ou
grau de cisalhamento;
• V/h=V1/h1=V2/h2=...Vn/hn
• Equação:
• F=ƞ.S.(V/h)
• Ƞ- constante de proporcionalidade ou coeficiente
de viscosidade;
Características físicas dos lubrificantes.
Viscosidade.
• F=ƞ.S.(V/h)
• Ƞ= (F/S)/(V/h)
• F= força em dinas (g.cm/s^2)
• S= área em cm^2
• V= velocidade em cm/s
• h= distância entre as placas, em cm.
• Ƞ = g/(s.cm)
• A essa unidade foi dada a denominação de
‘poise’.
Características físicas dos lubrificantes.
Escalas de Viscosidade.
• Para as medidas de viscosidade de óleos
lubrificantes, utilizam-se geralmente as
escalas de viscosidade:
• A) cinemática;
• B) Saybolt;
• C) Engler; e
• D) Redwood.
• Viscosidade cinemática é física e as demais
empíricas.
Características físicas dos lubrificantes.
Escalas de Viscosidade.
• Visc. Cinemática = visc absoluta/massa
específica
• =(g/s.cm)/(g/cm^3)
• =cm^2/s = stoke (s ou S)
• O viscosímetro cinemático funciona pelo
escoamento do óleo através de um tubo
capilar, sob o peso de uma coluna do mesmo
óleo.
• Nos demais, a viscosidade é medida pelo
tempo de escoamento em segundos, através
de orifícios padronizados.
Características físicas dos lubrificantes.
Índice de Viscosidade.
• A viscosidade é a propriedade mais
importante de um óleo e a temperatura é o
fator mais importante que afeta a
viscosidade.
• Quanto a temperatura, a viscosidade.
• Muitas vezes, um óleo lubrificante deve
trabalhar em uma larga faixa de temperatura
e deve atender às características de
viscosidade-temperatura.
Características físicas dos lubrificantes.
Índice de Viscosidade.
• O índice de viscosidade (IV) é um número
empírico e apresenta o significado de que
quanto maior o valor de IV, menor será a
tendência do óleo ter a viscosidade
modificada com a variação de
temperatura.
• Óleos de base parafínica apresentam
menor variação de viscosidade com a
temperatura do que os óleos de base
naftênica.
Características físicas dos lubrificantes.
Índice de Viscosidade.
• 1929 – conceito de IV;
• A) óleos naftênicos, provenientes do Golfo
do México, apresentavam grande variação
de viscosidade com a temperatura. IV=0.
• B) óleos parafínicos, oriundos do petróleo
da Pensilvânia, apresentavam pequena
variação de viscosidade com a
temperatura. IV=100.
Características físicas dos lubrificantes.
Índice de Viscosidade.
• Todos os óleos estariam classificados
entre 0 e 100 e o que mostrasse o maior
índice de viscosidade, indicaria uma
variação de viscosidade relativamente
pequena com uma grande variação de
temperatura.
• Atualmente, temos óleos que ultrapassam
os índices de viscosidade iniciais de 0 a
100 e superam o I.V. de 250.
Características físicas dos lubrificantes.
Índice de Viscosidade.
• IV=[(L-U)/(L-H)]x100
• L- viscosidade a 37,8°C (100°F) do óleo de
IV igual a zero, tendo a mesma viscosidade a
98,9°C que a amostra de IV a calcular.
• H- viscosidade a 37,8°C do óleo de IV igual a
cem, tendo a mesma viscosidade a 98,9°C
que a amostra de IV a calcular.
• U- viscosidade a 37,8°C do óleo cujo IV se
procura determinar.
Características físicas dos lubrificantes.
Índice de Viscosidade.
• Altas temperaturas – a viscosidade de um óleo
pode diminuir a tal ponto que a película
lubrificante pode ser rompida.
• Baixas temperaturas – o óleo pode tornar-se
demasiadamente viscoso, dificultando a
circulação, ou mesmo impedindo que o
mecanismo funcione.
• Motor de automóvel – o óleo do cárter não deve
ser tão viscoso a ponto de, na partida em tempo
frio, impor carga excessiva para a movimentação
do motor. Em tempo quente, o óleo deve fluir
livremente para lubrificar as partes do motor.
Características físicas dos lubrificantes.
Índice de Viscosidade.
Para uma mesma
variação de
temperatura, a
viscosidade dos óleos
para motores SAE 20,
30, 40 3 50 variam
muito mais do que a
viscosidade do óleo SAE
20W 50. O óleo SAE
20W 50 possui um I.V.
maior que os outros
óleos.

• Tabela fonte: Ipiranga.


Características físicas dos lubrificantes.
Índice de Viscosidade.
• O sistema de IV apresenta limitações:
• 1- sistema falho para óleos muito finos,
viscosidade abaixo de 8 centistokes a
98,9°C.
• 2- o sistema de IV é baseado em padrões
arbitrários não mais adequados atualmente.
• 3- Na faixa acima do IV=125, são possíveis
resultados anômalos, pois 2 óleos com a
mesma viscosidade a 37.8°C, mas com
diferentes viscosidades a 98.9°C, podem ter
o mesmo IV.
Características físicas dos lubrificantes.
Classificação SAE- óleos para cárter de
motores.
• Constituem uma classificação de óleos lubrificantes
de cárter, somente com base na viscosidade.
• Óleos mais finos – classificados a 0°F (-17,7°C),
específicos para climas frios e o grau SAE
acompanha a letra W (winter).
• Óleos mais viscosos – classificados a 210°F (98,9°C)
• Óleo SAE 10W-30 – SAE 10W a 0°F e SAE 30 a
210°F.
• Óleo SAE 10W-40 – SAE 10W a 0°F e SAE 40 a
210°F.
• Desenvolvido pela Society of Automotive Engineers
(S.A.E.)
Sistemas de classificação API para óleos de
motor.
• API – Instituto Americano de Petróleo;
• SAE – Sociedade de Engenheiros
Automotivos;
• ASTM – Sociedade Americana para
Testes e Materiais;
• Estabeleceram um sistema de
classificação para os óleos de motor que é
baseado na descrição dos níveis de
desempenho de cada tipo de óleo.
Sistemas de classificação API para óleos de
motor.
• Série S – óleos comercializados em postos de serviço,
revendedores de carros e garagens;
• Geralmente motores a gasolina;
• Série C – veículos comerciais, agrícolas e “fora de estrada”;
• Motores a diesel;
• Óleos formulados para gasolina nem sempre são adequados
para os motores a diesel e vice-versa.
• O atual sistema de classificação é muito mais preciso na
definição do nível de qualidade do que o sistema anterior.
• Quando se diz que um óleo atende à mais alta classificação
API , este óleo preenche a maioria dos níveis de
desempenho inferiores.
Sistemas de classificação API para óleos de
motor.
• Serviço SA – Óleo mineral puro. Não são apropriados aos motores
atuais;
• Serviço SB – Possuem pequena aditivação – resistência à oxidação
e antidesgaste;
• Serviço SC – 1964-1967 – carros de passeio;
• Serviço SD – 1968-1970 – carros de passeio;
• Serviço SE – 1972 – motores a gasolina;
• Serviço SF – 1980-1988 – motores a gasolina;
• Serviço SG – 1989 – motores a gasolina;
• Serviço SH – 07/1993 – motores a gasolina;
• Serviço SJ – 08/1997 – motores a gasolina. ;Recomendado para
motores até 2001;
• Serviço SL – classificação mais recente- 07/2001; Melhor controle
de depósitos sob altas temperaturas e proporcionam menor
consumo;
Sistemas de classificação API para óleos de
motor.
• Serviço CA – motores a diesel que operam em condições leves ou
moderadas e com combustíveis de alta qualidade;
• Serviço CB – motores a diesel que operam em condições leves ou
moderadas, porém com combustíveis de qualidade inferior;
• Serviço CC – motores a diesel levemente supercomprimidos, operando em
condições moderadas e severas, e certos motores a gasolina para serviços
pesados. Introduzido em 1961;
• Serviço CD – motores a diesel supercomprimidos que, operando a altas
velocidades e com grande potência de saída;
• Serviço CE – motores turbinados em condições de serviço pesado;
• Serviço CF-4 – Criado em 1990, para serviço típico de veículos diesel
ligeiro e caminhões em serviço extrapesado.
• Serviço CG-4 –Criado em 1994, adequado para veículos diesel ligeiro em
aplicações dentro e fora da estrada.
• Serviço CH-4 – Criado em 1998, melhor controle de fuligem em motores
aspirados ou turbinados, que utilizem diesel com alto teor de enxofre, em
aplicações dentro e fora da estrada.
Sistemas de classificação API para óleos de
motor.
Exercício.
• O gráfico mostra a variação da
viscosidade cinemática em
centistokes com a temperatura
em ºC de um óleo lubrificante.
Determine o índice de
viscosidade (IV) e a
classificação SAE desse óleo.
• IV = L – U x 100
L–H
L = 273 cS (tabela)
H = 139,6 cS (tabela) Classificação SAE
U= 168 cS (gráfico – viscosidade a Viscosidade a 100ºC = 14,3
40ºC)
cS
• IV = 273 – 168 x 100 = 78,7
Tabela (entre 12,5 e 16,3) =
273 – 139,6 óleo SAE 40