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DESTILAÇÃO

Concurso UCS - Edição 2016

http://rodolfo.chengineer.com/operacoes-unitarias-2.html

Aula __/__/17 - Fernanda Trindade Gonzalez Dias


 Separação dos componentes de uma mistura de líquidos
miscíveis, por meio da diferença de temperaturas de ebulição de
seus componentes individuais.

A diferença de volatilidade entre os componentes permite a separação do


componente mais volátil (fase vapor), do componente menos volátil (fase líquida)

Aumento do número de choques das


moléculas gasosas com a parede do
recipiente e com a superfície líquida:

Equilíbrio dinâmico, na qual a velocidade


de condensação se iguala à de
vaporização

Transferência de energia entre contradifusão N   N 


as fases líquida e vapor:
equimolecular
EQUILÍBRIO LÍQUIDO-VAPOR

Critério de Equilíbrio:

(dGt )T , P  0 A energia de Gibbs sempre diminui em um processo de


transferência de componente entre duas fases α e β

Pela termodinâmica (T e P constantes):   



(dG t )T , P   i dni   i dni   

i i

No equilíbrio: (dGt )T , P  0

sistema fechado:

dni  dni

   

Para  fases em equilíbrio: i   i   ...  i 


O equilíbrio é alcançado quando o potencial químico dos componentes é o
mesmo em todas as fases
EQUILÍBRIO LÍQUIDO-VAPOR


Da definição de fugacidade: i  RT ln f i  C

di  RTd (ln f i )   
f i  f i  ...  f i

 
 fi
VAPOR LÍQUIDO
No equilíbrio líquido-vapor: fi
V
Fase vapor V
f i  i yi P
V
i yi P   ii SAT xi Pi SAT
(gás real)
Fase líquida  L EQUAÇÃO
f i   i xi ( f i )   i xi (i
SAT SAT SAT
Pi ) FUNDAMENTAL DO
(solução real)
ELV

SIMPLIFICAÇÕES:
yi P  xi Pi
 V SAT
i  1 e i 1
SAT
1.Fase vapor é gás ideal:
2.Fase líquida é solução ideal: i 1 LEI DE RAOULT
EQUILÍBRIO LÍQUIDO-VAPOR

Seja Ki o coeficiente de distribuição do componente i entre as fases líquida e vapor:

SAT
y P Ki > 1: Volátil – tenderá a ir para o TOPO
Ki  i  Raoult  Ki  i
xi P Ki < 1: Pouco volátil – tenderá a ir para o FUNDO

B
OBS: EQUAÇÃO DE ANTOINE P SAT  A 
T C

SAT
VOLATILIDADE Pi
SAT
RELATIVA Ki P
entre os componentes
i, j   PSAT  i SAT
K j Pj Pj
P

Fração de vapor
condensada (q) 1* zi  qxi  (1  q) yi xi, yi: composições das
fases líquida e vapor
(durante o resfriamento da
em equilíbrio
mistura)
DIAGRAMA ELV – TEMPERATURA vs COMPOSIÇÃO (P constante)

A: líquido sub-resfriado (LSR)


B: líquido saturado (LS)
C: mistura LS (xL,A) + VS (yV,A)
D: vapor saturado (VS)
E: vapor super aquecido (VSA)

Curva do Vapor Saturado ou


Ponto de Orvalho (dew point)

Curva do Líquido Saturado ou


Ponto de Bolha (bubble point)
DIAGRAMA ELV – TEMPERATURA vs COMPOSIÇÃO (P constante)

TBSATURAÇÃO
= TBEBULIÇÃO

TASATURAÇÃO
= TAEBULIÇÃO

Componente mais volátil:  TSAT (= TEB) e  PSAT (= PVAP)  PRODUTO DE TOPO


Componente menos volátil:  TSAT e  PSAT  PRODUTO DE FUNDO
DIAGRAMA ELV – TEMPERATURA vs COMPOSIÇÃO (P constante)

COMPOSIÇÕES DE EQUILÍBRIO?
REGRA DA ALAVANCA

Ex: Mistura de composição inicial


xA = 0,60

Composições do líquido e do vapor em


equilíbrio:
Líquido  leitura sobre o P.B.
Vapor  leitura sobre o P.O.
xL,A: 0,4
yV,A: 0,8
AZEÓTROPOS

COMPOSIÇÕES DE EQUILÍBRIO?
REGRA DA ALAVANCA

Ex: Mistura de composição inicial


xA = 0,60

Composições do líquido e do vapor em


equilíbrio:
Líquido  leitura sobre o P.B.
Vapor  leitura sobre o P.O.
xL,A: 0,4
yV,A: 0,8
SISTEMAS COM MULTICOMPONENTES – CÁLCULOS DO PONTO
DE BOLHA E DO PONTO DE ORVALHO

COMPOSIÇÕES DE EQUILÍBRIO?
REGRA DA ALAVANCA

Ex: Mistura de composição inicial


xA = 0,60

Composições do líquido e do vapor em


equilíbrio:
Líquido  leitura sobre o P.B.
Vapor  leitura sobre o P.O.
xL,A: 0,4
yV,A: 0,8
DESTILAÇÃO BINÁRIA - MÉTODO FLASH

- Estágio único
- Sem refluxo ao tanque
- Condensação do vapor
(o produto de topo é sempre
recolhido na forma líquida, xD)

xD: fração molar do comp. mais volátil no vapor


xB: fração molar do comp. mais volátil no líquido
xD e xB estão obrigatoriamente em equilíbrio!!!

BALANÇO MATERIAL: F DB BALANÇO ENTÁLPICO:

xF F  xD D  xB B FhF  Q  DhD  BhB


DESTILAÇÃO BINÁRIA - MÉTODO FLASH

Seja f a fração vaporizada da


alimentação:
Lembrando que: (1 - f) = q 
fração condensada

D  f *F
B  (1  f ) * F

1 f 1
Substituindo na equação de balanço por componente: xD   ( ) xB  xF
0<f<1 f f
EQUAÇÃO DE RETA DO
FLASH

f = 0: líquido saturado (Ponto de Bolha) – reta vertical


0 < f < 1: mistura líquido + vapor
f = 1: vapor saturado (Ponto de Orvalho) – reta horizontal
DESTILAÇÃO BINÁRIA - MÉTODO FLASH

Representação gráfica da destilação flash a pressão constante:

1) O ponto (xF; xF)  à reta do flash (reta y = x) 1 f


( )   : x  xF
2) Inclinação da reta do flash  (1  f ) f
f 1 f
( )  0 : y  xF
3) Reta do Flash  Curva de Equilíbrio f
DESTILAÇÃO BINÁRIA - MÉTODO FLASH

( xD ) i
CURVA DE EQUILÍBRIO: x SAT

Permite calcular as composições y  i, j 


Ki

( xB ) i Pi
 SAT
1  x  x Kj ( x )
D j Pj
em equilíbrio em um prato
(y: vapor e x: líquido) ( xB ) j

 Composições de saída do Flash: xD e xB


DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

 Neste processo, os estágios de equilíbrio são organizados em um reservatório


cilíndrico sob pressão controlada: coluna ou torre de destilação;

 Na coluna, circulam duas correntes em contracorrente e em contato permanente:


vapor ascendente e líquido descendente;

 Os internos das torres podem


ser de dois tipos principais:
pratos e recheios;
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

Por se tratar de um processo com um único estágio de equilíbrio, a destilação do


tipo flash não garante um grau de pureza elevado do destilado. A eficiência de
separação por destilação é aumentada quando múltiplos contatos entre a fase
líquida e a fase vapor são conseguidos. Assim, é possível obter-se um
enriquecimento progressivo (ou retificação) da fase vapor no componente mais
volátil e da fase líquida no componente menos volátil.

 Coluna de pratos: caracterizada por uma variação descontínua da composição da


mistura a destilar, de prato a prato.

 Coluna de enchimento (ou de recheio): a variação da composição é contínua ao


longo de toda a coluna. O enchimento da coluna pode ser aleatório (peças de
diferentes formas dispostas aleatoriamente no interior da coluna) ou estruturado
(blocos compactos metálicos, cerâmicos ou plásticos com estrutura bem definida).
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

Para que os produtos de topo e de fundo sejam purificados, a solução é combinar as


seções de retificação ou absorção (pratos acima da alimentação) e de esgotamento
(pratos abaixo da alimentação, inclusive o prato de alimentação)
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

PRATO IDEAL:
As correntes que DEIXAM o
prato [(Vn, yn) e (Ln, xn)]
ESTÃO EM EQUILÍBRIO.

As correntes que chegam ao


prato [(Vn+1, yn+1) e (Ln-1, xn-1)]
NÃO estão em equilíbrio.
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

DIMENSIONAMENTO DE UMA COLUNA DE DESTILAÇÃO:

 Passo 1: Levantamento de dados termodinâmicos de equilíbrio de fases e


demais propriedades dos componentes e das fases presentes na coluna;

 Passo 2: Determinação do número de estágios teóricos para uma dada


separação desejada ou a partir de uma coluna já existente, determinar a separação
que se pode obter;

 Passo 3: Determinação do número de estágios reais utilizando o conceito de


eficiência de pratos ou global aos estágios teóricos;

1) Modelo Rigoroso: 2) Modelo Reduzido:


Equações MESH Método de Lewis: Método algébrico (ou analítico);
(Simuladores de processos) Método de McCabe-Thiele (1925): Método gráfico;
Método de Ponchon-Savarit: Método gráfico;
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

BALANÇOS EM COLUNAS DE PRATOS:

Global: F DB

Por componente: xF F  xD D  xB B Componente mais


volátil

D x F  xB
Relação ente D e F:  1
F x D  xB

Relação entre B e F:

B x D  xF

F xD  xB

Recuperação do MAIS VOLÁTIL D * xD


no produto de topo: r
F * xF
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

B(1  xB )
Recuperação do MENOS VOLÁTIL no produto de fundo: r
F (1  xF )

Perdas no processo: perdas  1  recuperação

Produtos de TOPO e FUNDO como saldos de


vazões internas da coluna:

Balanço no condensador e prato n (retificação):

D  Vn 1  Ln V L

Balanço no refervedor e prato m (esgotamento):

B  Lm  Vm 1 L V
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

MÉTODO DE McCABE-THIELE
Hipóteses:
1) Vazões de vapor e líquido são constantes em uma mesma seção da coluna (CMO,
constant molar overflow);
2) Coluna é adiabática;
3) Variações de calor sensível são desprezíveis diante de variações de calor latente;
4) Entalpia de mistura é desprezível;
5) Entalpias de vaporização das espécies e da mistura são constantes;

Baseia-se na resolução gráfica de equações de balanço de massa e energia das:


 Seção de retificação (ou enriquecimento);
 Seção de esgotamento (ou empobrecimento);
 Seção de alimentação (ou carga);
em uma curva de equilíbrio de fases.
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

MÉTODO DE McCABE-THIELE

 Determinação do nº de estágios de
equilíbrio (pratos ideais) a partir da
associação da curva de equilíbrio e da
reta de operação.

Curva de equilíbrio: determina as


composições em equilíbrio em um
prato;

Reta de operação: permite obter a


composição do próximo prato,
conhecendo-se a do prato atual;
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

MÉTODO DE McCABE-THIELE – SEÇÃO DE ALIMENTAÇÃO

 q  xF
y    x  Reta de operação da alimentação ou reta “q”
 q 1  q 1
Onde q representa a condição térmica da alimentação

L  L hV  hF hV: entalpia do vapor saturado


E pode ser calculada por: q  hL: entalpia do líquido saturado
F hV  hL hF: entalpia da alimentação

Razão entre o aumento de


líquido no prato da
alimentação por mol da
corrente de alimentação
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

MÉTODO DE McCABE-THIELE – SEÇÃO DE ALIMENTAÇÃO


DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

MÉTODO DE McCABE-THIELE – SEÇÃO DE ALIMENTAÇÃO

Efeito das condições térmicas da alimentação nas correntes de vapor e


líquido no interior da coluna
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

MÉTODO DE McCABE-THIELE – SEÇÃO DE ALIMENTAÇÃO

Pontos notáveis para o traçado da reta de


alimentação:

xF , xF 
 q 
inclinação    
 1 q 

Localização do prato de alimentação:


Interseção entre as seções de retificação e
esgotamento
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

MÉTODO DE McCABE-THIELE – SEÇÃO DE RETIFICAÇÃO (prato n)

L D Reta de operação da seção de retificação ou absorção


yn 1  xn  xD (ROSR ou ROSA)
V V

Relação entre a composição do líquido de um prato com a composição do vapor


que vem do prato inferior (onde V = LR + D)

Definindo a Razão de Refluxo (RD) xn e yn estão em equilíbrio!


(condensador):
Força motriz para a
LR L transferência de massa:
RD   diferença (yn – yn+1)
D D

ROSR ou ROSA:

 RD  xD ADICIONAR FIGURA 4-2



yn 1   
 xn  – Livro EPS (Azevedo &
 RD  1  RD  1 Alves), pag 107
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

MÉTODO DE McCABE-THIELE – SEÇÃO DE RETIFICAÇÃO (prato n)

ROSR  y  x  xD , xD 
Pontos notáveis para o traçado da ROSR:
 RD 
inclinação   
 RD  1 
 x 
 0, D 
 RD  1 

Condensador e Prato de Topo:

 Condensador Total:
Condensa totalmente o vapor recebido do
prato nº 1 até a temperatura do P.B.
(líquido saturado)

O traçado dos estágios se inicia em y1 = xD


DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

MÉTODO DE McCABE-THIELE – SEÇÃO DE RETIFICAÇÃO (prato n)

 Condensador Parcial:
Condensa parcialmente o vapor recebido do prato nº 1.

y’ = xD, onde y’ = vapor não condensado

O condensador parcial representa um estágio adicional de fracionamento (1º


estágio de equilíbrio da coluna), por onde se deve iniciar o traçado dos pratos.

OBS: y1 será o SEGUNDO PRATO!


DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

MÉTODO DE McCABE-THIELE – SEÇÃO DE ESGOTAMENTO (prato m)

L B Reta de operação da seção de esgotamento (ROSE)


ym1  xm  xB
V V
Relação entre a composição do líquido de um prato da seção de esgotamento
com a composição do vapor que chega do prato inferior, onde L  V  B

Pontos notáveis para o traçado da ROSE:

ROSE  y  x  xB , xB 
ROSR  linha ' q'

ADICIONAR FIGURA 4-4


– Livro EPS (Azevedo &
Alves), pag 109
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

MÉTODO DE McCABE-THIELE – SEÇÃO DE ESGOTAMENTO (prato m)

Refervedor e Prato de Fundo:


Todo refervedor é PARCIAL e funciona como mais um prato de equilíbrio!
Nº pratos ideais = Nº de estágios da coluna – Refervedor

(o refervedor deve ser descontado


do nº de pratos da coluna)

O refervedor será sempre o último


prato!
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

Nº DE ESTÁGIOS DE EQUILÍBRIO - McCABE-THIELE

 Dados do equilíbrio líquido-vapor (ELV) na pressão de operação da coluna;


 Condições da alimentação (T, composição);
 Composições do destilado (D) e do resíduo (B);
 Razão de Refluxo;

Nº teórico de estágios de equilíbrio # Nº


de pratos:
Uma coluna de destilação com N
estágios teóricos tem (N – 1) pratos

ADICIONAR FIGURA 4-10


– Livro EPS (Azevedo &
Alves), pag 118
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

Nº DE ESTÁGIOS DE EQUILÍBRIO - McCABE-THIELE

1) No diagrama x-y, marcar xB, xF, xD na linha de 45º (reta y = x)

 q 
2) Traçar a linha-q a partir de xF e do coeficiente angular  
 q 1 
 xD 
3) Traçar a ROSR (retificação) a partir de xD e do coeficiente linear  
 RD 1 

4) Traçar a ROSE (esgotamento) a partir de xB e da intersecção entre a linha-q e a


ROSR

5) Traçado dos estágios: evolui-se ao longo do diagrama, traçando-se horizontais


das retas de operação até a curva de equilíbrio e verticais da curva de equilíbrio
até as retas de operação.
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

Ao se cruzar a reta de
alimentação, deve-se
fazer a troca da reta
ROSR para a reta
ROSE
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

Nº DE ESTÁGIOS DE EQUILÍBRIO - McCABE-THIELE

 Os cruzamentos das horizontais e verticais sobre a curva de equilíbrio definem as


concentrações das correntes líquido e vapor em equilíbrio que deixam cada estágio
[(x1, y1), (x2, y2), etc.]

 Os cruzamentos das horizontais e verticais sobre as retas de operação definem as


concentrações das correntes líquido e vapor que se cruzam entre dois estágios de
equilíbrio [(x1, y2), (x2, y3), etc.]

 O último estágio teórico ideal da coluna corresponde ao prato em que


x < xB

 O estágio onde a prolongação da linha-q primeiro atravessar é o estágio ótimo


para carga (NF)
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

Nº DE ESTÁGIOS DE EQUILÍBRIO - McCABE-THIELE

Determinação do nº de estágios teóricos e do estágio ótimo para


carga pelo método de McCabe-Thiele
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

CONDIÇÕES LIMITES DE OPERAÇÃO

Refluxo Total ou Nº Mínimo de Pratos (NMIN)


Uma coluna opera com refluxo total quando não há quaisquer entradas ou saídas (da
alimentação, do destilado ou do resíduo). Todo vapor que sobe na coluna é
totalmente condensado e todo líquido que desce é totalmente vaporizado e
reenviado para a coluna.
F=D=B=0

L
RD   : 
D
 RD 
lim RD      1
 RD  1 
 x 
lim RD    D   0
 RD  1 
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

CONDIÇÕES LIMITES DE OPERAÇÃO

Refluxo Total ou Nº Mínimo de Pratos (NMIN)

Traçado dos estágios: ROSR e ROSE coincidem com a reta y = x

 x (1  xB ) 
ln  D EQUAÇÃO DE FENSKE
 xB (1  xD ) 
N MIN  1 (desconta o refervedor)
ln  AB

onde
yA yA
xA xA
 AB  
yB (1  y A )
xB (1  x A )

Volatilidade em relação ao
componente mais volátil
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

CONDIÇÕES LIMITES DE OPERAÇÃO

Refluxo Mínimo (RD, MIN) ou Nº Infinito de Pratos (NMAX)

RD,  inclinação  RD 
 R 1 
 D 
O traçado dos estágios se torna impossível e a especificação da coluna só é
possível com um número infinito de estágios
 O refluxo mínimo ocorre com ROSR  ROSE  RALIM sobre a curva de ELV
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

CONDIÇÕES LIMITES DE OPERAÇÃO

Refluxo Mínimo (RD, MIN) ou Nº Infinito de Pratos (NMAX)

( RD ) MIN x  y' ( x' , y' ) : RALIM  CELV


 D
( RD ) MIN  1 xD  x'

Zona invariante ou Pinch


(estrangulamento do traçado dos estágios)

Zona de composição constante operando a RD,MIN

Os pratos próximos à alimentação serão


representados por apenas 1 ponto!!!
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

LIMITES OPERACIONAIS

 RD  1,5RD
MIN OPERACIONAL MIN
Razão de refluxo operacional (ótima): 1,1RD

 Baixas velocidades de vapor: o líquido desce através das perfurações


(GOTEJAMENTO) – o vapor não borbulha o líquido;

 Altas velocidades de vapor: a ascensão do vapor impede a descida do líquido


pelos “downcomers” (INUNDAÇÃO);

Velocidade operacional: Voperacional : 0,6VINUNDAÇÃO Qvapor (m3 / h)


S
Voperacional
 L  V
VINUNDAÇÃO  K 'v
V Área da seção
transversal
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

EFICIÊNCIA GLOBAL E DE PRATO

Na prática, os pratos não operam com uma eficiência de 100%. Em uma destilação
real, as correntes de vapor e de líquido que deixam um mesmo prato NÃO ESTÃO
EM EQUILÍBRIO:
 Tempo insuficiente de contato entre as fases
 Mistura deficiente

Para alcançar o grau de separação desejado, será necessário utilizar um número


maior de pratos para compensar o afastamento do comportamento ideal.

O número real de pratos pode ser determinado com base no conceito de eficiência

Eficiência global (E0) (refere-se globalmente à coluna)

Eficiência de prato ou de Murphree (EM) (refere-se a cada prato individualmente)


DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

EFICIÊNCIA DE PRATO OU DE MURPHREE

Baseia-se na separação obtida em cada prato. Pode estar relacionada à fase vapor
(EMV) que sobe para o prato superior ou à fase líquida (EML) que escorre para o prato
imediatamente abaixo.

Onde:
xn: composição real do líquido que sai do estágio n
x*n: composição ideal do líquido em equilíbrio com yn
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

EFICIÊNCIA DE PRATO OU DE MURPHREE

Conhecida a Eficiência de Murphree,


pode-se construir o gráfico de McCabe-
Thiele por meio de uma linha “pseudo-
equilíbrio”
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

EFICIÊNCIA GLOBAL

RELAÇÃO DE
O’CONNELL

E0  49,2.(  ) 0, 245

0,1    10cP

Onde (cP) é a viscosidade


da carga e α é a volatilidade
relativa
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

PROBLEMAS DE OPERAÇÃO EM COLUNAS DE PRATOS

 ARRASTE: transferência de gotículas de líquido de um prato para o prato superior


por intermédio do vapor. O líquido do prato inferior acaba contaminando o prato
superior com compostos mais pesados, o que prejudica o fracionamento;

 GOTEJAMENTO (weeping): passagem do líquido de um prato superior para outro


inferior através dos orifícios destinados à passagem do vapor. Vasos vertedores de
entrada são utilizados para evitar este fenômeno.

 ESPUMEJAMENTO: formação de espuma na superfície do líquido. Alguns tipos


de líquidos tendem a se expandir formando bolhas que retêm vapores no seu interior.

 INCRUSTAÇÕES: precipitados gerados pela presença de sais ou sólidos em


suspensão no líquido.
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

PROBLEMAS DE OPERAÇÃO EM COLUNAS DE PRATOS

 INUNDAÇÃO: ocorre quando o líquido é aumentado sobre a bandeja com maior


rapidez do que pode fluir para o prato inferior.
Causas: aumento na velocidade do líquido ou do vapor e aumento de sujeira e
incrustação.

Consequências: empobrecimento
da qualidade do produto, diminuição
do gradiente térmico na seção
inundada, aumento da perda de
carga e flutuações de pressão.
DESTILAÇÃO BINÁRIA POR ESTÁGIOS

PROBLEMAS DE OPERAÇÃO EM COLUNAS DE PRATOS

 INUNDAÇÃO: ocorre quando o líquido é aumentado sobre a bandeja com maior


rapidez do que pode fluir para o prato inferior.
Causas: aumento na velocidade do líquido ou do vapor e aumento de sujeira e
incrustação.

Consequências: empobrecimento
da qualidade do produto, diminuição
do gradiente térmico na seção
inundada, aumento da perda de
carga e flutuações de pressão.
SELEÇÃO DE MATERIAIS?

 Atividade que envolve diversas especialidades tecnológicas,


desde a criação do projeto até a análise de desempenho do produto
em campo.

Decisões inadequadas podem provocar prejuízos econômicos e desastres por


falta de segurança
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 ASHBY, M.F. Materials Selection in Mechanical Design. New York, Pergamom


Press, 1992.

 CALLISTER, W.D. Ciência e Engenharia de Materiais: uma introdução. Rio


de Janeiro: LTC editora, 5ª ed., 2002, cap. 23, p. 499-527;

 FERRANTE, M. Seleção de Materiais. São Carlos: Editora da Universidade


Federal de São Carlos, 2ª ed., 2002, 286 p.;