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Universidade Estadual do Piauí – UESPI

Bacharelado em Agronomia
Disciplina: Entomologia Agrícola
Docente: Francisco Leonardo

Manejo Integrado de Pragas da Cana-de-Açúcar


(Saccharum officinarum)

Discente: Carla Sousa – 1037979

Uruçuí - Piauí
Cana de Açúcar

A princípio originária da

espécie Saccharum

officinarum, provém do

território asiático, e era aí

semeada desde tempos

ancestrais.
Classificação Científica

Reino: Plantae

Classe: Liliopsida

Ordem: Poales

Família: Poaceae

Gênero: Saccharum
 No Brasil, no início do século XVI. Ela prosperou
principalmente no Nordeste.

 Hoje, porém, é na região interiorana de São Paulo que


se localiza a maior parte dos canaviais.

 Ela se desenvolve melhor em climas que se


caracterizam por apresentar duas estações, uma de altas
temperaturas e a outra úmida.
Principais Pragas
 Diatraea saccharalis-Broca da Cana.

 Elasmopalpus lignosellus-Lagarta Elasmo.

 Hyponeuma taltula-Broca Peluda.

 Mahanarva fimbriolata-Cigarrinha-das-raízes.

 Migdolus fryanus-Migdolus da Cana.

 Telchin licus-Broca Gigante.

 Procornitermes triacifer-Cupins
D. Saccharalis-Broca da Cana.
Lepidoptera: Crambidae
PREJUÍZOS - As lagartas
causam prejuízos diretos,
pela abertura de galerias,
ocasionam perda de peso da
cana e que podem levar a
planta à morte
especialmente em canas
novas.
Monitoramento e Amostragem

 A determinação das áreas mais infestadas é realizada


mediante o levantamento populacional da praga em
canaviais com 2 a 4 meses após o plantio.

 Coleta 30 canas por hectares, em 5 pontos.

 Fazer a contagem dos entrenós, das canas coletadas,


retira os entrenós atacados.
Método de Controle

Controle Biológico

 Que é o uso dos Trichogrammas que, são parasitóides de


ovos.

 Eles colocam seus ovos dentro dos ovos das mariposas,


fazendo com que as lagartas morram e ao invés de
nascerem lagartas vão nascer mais Trichogrammas.
E. Lignosellus-Lagarta Elasmo
Lepidoptera: Pyralidae
CICLO BIOLÓGICO
LARVA

 Inicialmente se alimentam
de folhas para, em seguida,
localizar-se na parte
inferior do colmo rente ao
solo, nas canas novas.
LAGARTAS
ADULTA: mariposa pequena de coloração cinza
PREJUÍZOS

 Essa praga ataca as plantas recém-brotadas da cana-de-


açúcar com até 30 cm de altura.

 Construindo galerias no centro da haste da cana, as


plantas apresentam-se inicialmente amareladas, em
seguida murcham as folhas internas, onde ocorre a morte
da folha ainda enrolada.

 Os maiores prejuízos são causados nos primeiros 30 dias


após a brotação das plantas.
Forma de Controle
 É o controle cultural, o controle indicado para a Lagarta
do elasmo,

 O monitoramento é o principal componente para o


sucesso na redução populacional da praga.

 Escolhas de mudas sadias, eliminação da planta doente da


cultura, eliminação de restos cultural após a colheita,
aração do solo e escolha da época do plantio.
H. taltula-Broca Peluda
Lepidoptera: Noctuidae

CICLO BIOLÓGICO

OVOS: são ovipositados na base da touceira da cana-de-


açúcar, individualizados.
A eclosão das lagartas ocorre de 5 a 6 dias após a
oviposição. O período de desenvolvimento varia de
45 a 62 dias.
PUPAS: O período pupal varia de 12 a 15 dias.
ADULTOS: A longevidade dos adultos é de 5 a 6
dias, começa a ovoposita do segundo dia de vida,
Cada fêmea oviposita em média, 85 ovos por dia.
PREJUÍZOS

O ataque ocorre na base da


touceira atingindo o colmo
e no sistema radicular da
cana ocasionando a morte
dos perfilhos em
desenvolvimento.
Ataca a base do colmo criando um podridão
vermelho.
Forma de Controle

Controle cultural

Controle mas eficiente é desenleirar as palhas, para expor


os ovos depositados na base da soqueira. após a colheita da
cana, retira soqueiras velhas, plantar mudas feitas de um
local sem nem um índice de infestação dessa praga.
M. fimbriolata-Cigarrinha-das-raízes
Hemiptera: Cercopidae

CICLO BIOLÓGICO

O ciclo de M. fimbriolata inicia-se em setembro,


normalmente, com o início das chuvas.

Os ovos são depositados nas bainhas próximas à base das


touceiras, nos resíduos vegetais e na superfície do solo do
canavial. Cada fêmea pode ovipositar, em média, 340 ovos,
sendo que 20 dias após a postura ocorre a eclosão da ninfa.
As ninfas são semelhantes ao adulto, Inicialmente são ativas,
movimentando-se em busca de alimento, esta fase tem um
período de 37 dias.
Os adultos apresentam longevidade de 20 dias,
aproximadamente.
PREJUÍZOS

Danos causados pelas ninfas nas raízes da planta, impedem


ou dificultam o fluxo de água e nutrientes na mesma. Com
isso, pode haver desidratação, “chochamento” e
afinamento do colmo, levando ao aparecimento de
rachaduras na parte externa.
Um de seus danos é a “queima”, consequências das
toxinas, injetadas ao se alimentar, causam redução
no tamanho e grossura dos entrenós.
A perfuração dos tecidos pelo estilete infectado do
inseto provoca a contaminação da seiva nutritiva e pode
causar a morte da planta.
Forma de Controle

 Fazer o monitoramento nos talhões no inicio do período


chuvoso.

 E é recomendado o controle biológico, com a aplicação


do fungo Metarhizium anisopliae quando forem
encontradas populações acima de 3 ninfas por metro
linear e de 1 a 4 adultos por cana.
FUNGO Metarhizium Anisopliae 95%

 É um dos mas eficaz


controlador biologico,
não e tóxico, eles
penetram no inseto
liberando uma toxina
que reduz sua
mobilidade até a morte.
M, fryanus-Migdolus da Cana
Coleoptera: Cerambycidae
CICLO BIOLÓGICO

 O desconhecimento do ciclo biológico de M. fryanus


impossibilita antever com exatidão o seu aparecimento
em determinada área.

 Passam uma etapa da vida em grandes profundidades no


solo (2 a 5 metros).
 As fêmeas ovipositam
seus ovos nos meses
de janeiro a março,
Cada fêmea oviposita
aproximadamente 40
ovos por ciclo.
 As larvas são de coloração branco-leitosa, quando
completamente desenvolvidas, mede cerca de 6,0 cm.
Apresentam grande mobilidade no solo.
 PUPAS: Após a larva se aprofundar no solo, de 4 a 5
metros, ela transforma-se em pupa, no interior de uma
câmara pupal.
 ADULTOS: São insetos de hábito subterrâneo, vivem em
solos profundos.

 O ciclo biológico da praga é longo, provavelmente


superior a dois anos.
PREJUÍZOS

 As larvas destroem o
sistema radicular da
cana-de-açúcar de
qualquer idade,
perfurando-o em todos
os sentidos e
alimentando-se dele.
 Em canas jovens, as touceiras aparecem parcial ou
totalmente secas.
 Os danos ao canavial são irreparáveis: desde a queda de
produtividade até a perda total da plantação.
METODO DE CONTROLE

 Por viver debaixo da terra e só sair na superfície por um


curto período de tempo - para as revoadas de
acasalamento - a praga é difícil de ser encontrada, o que
dificulta seu controle.

 O controle cultural com o uso de feromônio sintético, as


quais capturam e matam os machos do besouros é o mas
usado pra fazer o controle dessa praga.
Telchin licus-Broca Gigante
Lepidoptera: Castniidae

CICLO BIOLÓGICO E DESCRIÇÃO

 A broca gigante completa seu ciclo biológico em


aproximadamente 160 dias, apresentando dois ciclos
completos durante o ano, um maior nos meses de junho-
julho (inverno) e outro menor nos meses de novembro-
dezembro (verão).
PREJUÍZOS
 As lagartas perfuram internamente o colmo, causando a
morte de plantas ou perda de peso, deixando-o oco, além
de gerar falhas e sintoma de “coração morto” na brotação
das soqueiras.
 Em situações de altas infestações, reduz a longevidade do
canavial e a produção.
METODO DE CONTROLE
Controle biológico

 É usado o fungo Beauveria Bassiana, logo após o contato


do fungo com o inseto penetran internamente, logo após
liberam toxinas no interior do inseto, mudando seus
habitos de vida e levando até a morte.

 Todo esse processo ocorre de 6 a 12 dias após a


aplicação.
Procornitermes triacifer-Cupins
Isoptera: Termitidae
 Após a cópula, a rainha
coloca os primeiros ovos.
O desenvolvimento
embrionário dos novos
indivíduos podem ser
longo, variando de 24 a 90
dias de acordo com a
espécie.
Cupins da cana-de-açúcar

Classificação

 Ordem Isoptera

 2 Famílias

 Termitidae

 Rhinotermitidae

 9 gêneros

 20 espécies (12 - SP)


Espécies
 Cornitermes bequaerti
 Cornitermes cumulans
 Embiratermes spp.
 Heterotermes longiceps
 Heterotermes tenuis
 Nasutitermes spp.
 Neocapritermes opacus
 Neocapritermes parvus
 Procornitermes triacifer
 Syntermes dirus
 Syntermes molestus
 Rhynchotermes spp.
PREJUÍZOS

 Os cupins subterrâneos constituem-se numa das mais


sérias pragas da cana-de-açúcar.

 No Brasil esta praga acha-se disseminada, ocasionando


danos em cana-planta e soca.
 Os cupins atacam os toletes recém-plantados, danificando
as gemas e trazendo, como consequência, falhas na
germinação.
 Em cana-soca, os prejuízos são ainda maiores, pela perda
de peso e drástica redução na rebrota.
Controle Químico

Principais Inseticidas

 Fipronil 800 WG: é um inseticida que age por ação de


contato.

 Bifentrina 100 CE: seu modo de ação e por contato e


ingestão.

 Imidacloprid 480 SC: é um inseticida, altamente tóxico,


é aplicado o sulco diretamente no sobre o plantio os
toletes e socas.
OBRIGADO
QUEM PLANTA
BOAS SEMENTES!
COLHERA BONS
FRUTOS .