Você está na página 1de 34

GOVERNO DO ESTADO DO PIAUÍ

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ - UESPI


CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR – CIES
CAMPUS: URUÇUÍ
CURSO: BACHARELADO EM ENGENHARIA AGRONÔMICA
DOCENTE: PROF. MSC. JÔNATHAS M. FONSÊCA

ORGANOSSOLOS
DISCENTES: BÁRBARA VITÓRIA GOMES DE BRITO; CARLA DE SOUSA SILVA.
SUMÁRIO
1. SOLO.........................................................................3 4. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA........................24
1.1. O que é solo......................................................................4 4.1. Brasil.................................................................................25
1.2. Classificação do Solo.....................................................5 4.2. Outros Países.................................................................28
1.3. Nomenclatura das Classes de Solo..........................8
5. NA AGRICULTURA.............................................29
2. ORGANOSSOLOS................................................10 5.1. Limitações e Potencial do Uso Agrícola..............30
2.1. Conceito...........................................................................11 5.2. Manejo.............................................................................31
2.2. Material de Origem.....................................................12
6. REFERÊNCIAS.....................................................32
2.3. Processos de Formação.............................................13
2.4. Solos Englobados.........................................................15
2.5. Características..............................................................16
2.6. Ambientes de Ocorrência.........................................17
2.7. Definição.........................................................................18

3. NÍVEL CATEGÓRICO..........................................21
3.1. 1º Nível Categórico – ordem...................................22
3.2. 2º Nível Categórico – subordem............................23 2
1. SOLO
DEFINIÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E NOMENCLATURA
1.1. O QUE É SOLO?
 O solo que classificamos é uma coleção de corpos naturais,
constituídos por partes sólidas, líquidas e gasosas, tridimensionais,
dinâmicos, formados por materiais minerais e orgânicos que
ocupam a maior parte do manto superficial das extensões
continentais do nosso planeta.
 Contém matéria viva e podem ser vegetados na natureza onde
ocorrem e eventualmente, terem sido modificados por interferências
antrópicas.

4
1.2. A CLASSIFICAÇÃO DO SOLO
 O ato de classificar um solo em determinado sistema taxonômico
requer primeiramente identificar para o mesmo quais atributos
diagnósticos estipulados em cada sistema são aplicados a eles.

 Definidos os atributos de cada solo, procura-se fazer o seu


enquadramento pelo sistema de chaves, que define as classes ate o
4º nível categórico (SiBCS).

5
1.2. A CLASSIFICAÇÃO DO SOLO
Clima
Vegetação
Obtida a
Aspectos ambientais Relevo
partir da avaliação
do local do perfil
dos dados Material Originário
morfológicos, físicos
e químicos e Condições Hídricas
mineralógicos do
perfil.
Características externas ao solo
e relações solo-paisagem,
são também utilizadas.

6
1.2. A CLASSIFICAÇÃO DO SOLO
• Níveis categóricos do sistema (SiBCS)
Classes do 1º nível ORDENS

Classes do 2º nível SUBORDENS

Classes do 3º nível GRANDES GRUPOS

Classes do 4º nível SUBGRUPOS

Classes do 5º nível FAMÍLIAS

Classes do 6º nível SÉRIES


7
1.3. NOMENCLATURA DAS CLASSES DE SOLO
 Em fichas de descrição morfológica de perfis de solos e nas
legendas de mapas:
• 1º e 2º níveis categóricos devem ser escritos com letras maiúsculas;
• 3º nível categórico apenas com a primeira letra maiúscula;
• 4º nível categórico todas as letras devem ser minúsculas.

EXEMPLO:
ORGANOSSOLOS HÁPLICOS Hêmicos salinos

ORDEM SUBORDEM GRANDES GRUPOS SUBGRUPOS

8
1.3. NOMENCLATURA DAS CLASSES DE SOLO
Elemento Termos de conotação
Classe
Formativo e de memorização

Orgânico. Horizonte H ou O
ORGANOSSOLO ORGANO
hístico.

9
Foto: Ademir Fontana
Fonte: Acervo da Embrapa Solos

2.ORGANOSSOLOS
CONCEITO E SUAS CARACTERÍSTICAS

Organossolo Háplico Sáplico Térrico


2.1. CONCEITO
Compreendem solos pouco evoluídos,
com preponderância de características
devidas ao material orgânico, de
coloração preta, cinzenta muito escura
ou brunada, resultantes da acumulação
de resíduos vegetais, em graus variáveis
de decomposição, em condições de
drenagem restrita ou em ambientes
úmidos e frios de altitudes elevadas,
saturados com água por apenas poucos
dias durante o período chuvoso.
(EMBRAPA, 2013)

11
FONTE: www.embrapa.br
2.2. MATERIAL DE ORIGEM
É composto por resíduos vegetais em vários estádios de
decomposição, geralmente em mistura com materiais minerais de
granulometria variável.

FONTE: edisciplinas.usp.br
13
2.3. FATORES DE FORMAÇÃO
Forte Hidromorfismo

Condições Anaeróbicas

Processos de mineralização

Desenvolvimento pedogenético

Acumulação expressiva de
restos vegetais
14
2.3. FATORES DE FORMAÇÃO
Clima úmido
Frio Nesses ambientes, as
Vegetação alto-montana condições de distrofismo
e elevada acidez podem
também restringir a
Baixa temperatura transformação da
matéria orgânica.
Redução da atividade
biológica

15
2.4. SOLOS ENGLOBADOS
Esta classe engloba solos com horizontes de constituição orgânica
(H ou O), com grande proporção de resíduos vegetais em grau variado
de decomposição.
Estes horizontes podem se sobrepor ou estar entremeados por
horizontes ou camadas minerais de espessuras variáveis.

16
2.5. CARACTERISTICAS
• São solos fortemente ácidos; *Critérios
relacionados aos
• Apresentam alta capacidade de troca de cátions; altos teores de Al no
• Baixa saturação por bases; solo ou de saturação
• Esporádicas ocorrências de saturação média por Al, não devem
ser aplicados para
ou alta. os horizontes
orgânicos.
Podem apresentar:
• Materiais sulfídricos; • Podem estar recobertos por
• Caráter sálico; deposição pouco espessa de
camadas de material mineral
• Propriedade sódica ou solódica; (< 40cm de espessura).

17
2.6. AMBIENTES DE OCORRENCIA
• Áreas baixas de várzeas, depressões e locais de surgentes;

• Sob vegetação hidrófila ou higrófila (tipo campestre ou florestal);

• Áreas que estão saturadas com água por poucos dias no período
das chuvas situadas em regiões de altitude elevada, clima úmido,
frio e vegetação alto-montana.

• Neste caso, estando assentes diretamente sobre rochas não fraturadas,


horizonte C ou ainda horizonte B pouco desenvolvido.

18
2.7. DEFINIÇÃO
• Solos com preponderância de material orgânico em mistura com
maior ou menor proporção de material mineral e que , segundo
SiBCS, satisfazem a um dos seguintes critérios:

a) 60cm ou mais de espessura, sendo 75% ou mais do material


orgânico consiste de tecido vegetal na forma de restos de ramos finos,
fragmentos de troncos, raízes finas, cascas de árvores, excluindo as
partes vivas.

19
2.8. DEFINIÇÃO
b) Solos que estão saturados com água no máximo por 30 dias
consecutivos por ano, durante o período mais chuvoso, com horizonte
O hístico, apresentando espessuras de:

• 20cm ou mais quando sobjacente a um contato lítico ou a material


fragmentário constituído por 90% ou mais de fragmentos de rocha.

• Solos saturados com água durante maior parte do ano, na maioria dos
anos, a menos que artificialmente drenados, apresentando horizonte H
hístico com espessura de 40cm ou mais.

20
3. NÍVEL
CATEGÓRICO FONTE: www.geografia.seed.pr.gov.br
CHAVE PARA AS CLASSES DO 1º E 2º NÍVEL
CATEGÓRICO
3.1. 1º NÍVEL CATEGÓRICO - ORDEM
• A chave apresenta definições simplificadas das ordens, permitindo
que sejam distinguidas entre si. Sequência para organossolo:

• Solos que apresentam horizonte hístico que atenda a um dos


seguintes critérios de espessuras:
a) 20cm ou mais, quando sobrejacente a um contato lítico ou a
fragmentos de rocha, cascalhos, calhaus e matacões (90% ou mais em
volume).
b) 40cm ou mais, contínuo ou cumulativo nos primeiros 80cm da
superfície do solos.

22
3.1. 1º NÍVEL CATEGÓRICO - ORDEM

c) 60cm ou mais de 75% (expresso em volume) ou mais do horizonte


for constituído de tecido vegetal na forma de restos de ramos finos,
raízes finas, cascas de árvores etc., excluindo as partes vivas.

23
3.2. 2º NÍVEL CATEGÓRICO - SUBORDEM
• TIOMÓRFICOS
Solos que apresentam horizonte sulfúrico e/ou materiais
sulfídricos dentro de 100cm da superfície do solo.

• FÓLICOS
Solos que estão saturados com água, no máximo por 30 dias
consecutivos por ano, durante o período mais chuvoso, e que
apresentem horizonte O hístico. Localizam-se em ambientes de clima
úmido, frio e de vegetação alto-montana.

• HÁPLICOS
Outros solos que não se enquadram nas classes anteriores.
24
4. DISTRIBUIÇÃO
GEOGRÁFICA
BRASIL

FONTE: www.agencia.cnptia.embrapa.br
4.1. BRASIL
• Os Organossolos são geralmente associados às regiões Sudeste e
Sul do Brasil, e são poucos os estudos sobre a ocorrência e os efeitos
do uso e manejo agrícola, desses solos na região Nordeste como
Bahia e Alagoas, pouco são os estudos sobre a gênese e a ocorrência
desses solos nos Estados do Ceará, do Rio Grande do Norte e da
Paraíba.

26
4.1. BRASIL
• Sul e sudeste: estando relacionados aos ambientes de várzeas
interioranas ou na baixada litorânea, ocorrendo ainda em
ambiente alto-montano.
• Nordeste: zonas litorâneas com influência marinha, várzeas de
planícies de inundação, incluindo feições antigas de meandros
abandonados, formações lacustres e vales fluviais (Andriesse,
1988; Pereira et al., 2005), sob vegetação de campos hidrófilos ou
formações arbustivas que proporcionam a grande produção de
biomassa vegetal.

27
4.1. BRASIL
Classes Área absoluta (Km2) Área relativa (%)
Argissolos 228.589,16 26,84
Cambissolos 448.268,08 5,26
Chernossolos 37.206,29 0,44
Espodossolos 160.892,69 1,89
Gleissolos 397.644,27 4,67
Latossolos 2.681.588,69 31,49
Luvissolos 241.910,74 2,84
Neossolos 1.122.603,82 13,18
Nitossolos 96.533,02 1,13
Organossolos 2.231,33 0,03
Planossolos 226.561,75 2,66
Plintossolos 594.599,98 6,98
Vertissolos 17.630,98 0,21
Afloramentos de rocha, dunas, águas e outros 201.815,77 2,37
28
BRASIL (soma total de área) 8.514.876,60 100,00
4. OUTROS PAÍSES
Rússia, Canadá, Estados Unidos, Rússia, Suécia, Finlândia, Escócia,
Alemanha, Holanda, Eslovênia, Polônia, Casaquistão, Malásia, Nova
Guiné, Indonésia.

FONTE: edisciplinas.usp.br
29
5. NA
AGRICULTURA
MANEJO, POTENCIAL E LIMITAÇÕES
5.1. POTENCIAL E LIMITAÇÕES AO USO
• Limitações ao Uso Agrícola
Os apresentam limitações ou mesmo restrições ao uso agrícola,
associadas à presença de teores elevados de materiais sulfídricos, de
sais e de enxofre responsáveis por toxidez na maioria das culturas.

• Potencial ao Uso Agrícola


Os solos de média a alta saturação por bases (eutróficos) indicam
fertilidade natural mais alta, o que aumenta o potencial de uso
agrícola destes solos.

31
5.2. MANEJO
Estes solos são muito suscetíveis ao cultivo. Embora sejam
adotados uso e manejo adequados, estes podem ser muito lentamente
modificados. Seu manejo requer cuidados quando drenados. Os solos
orgânicos podem ter seu potencial de uso afetado por drenagem
excessiva ou mal conduzida.

32
6. REFERÊNCIAS
SANTOS, Humberto G. dos. [et al.]. Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos. – 3 ed. rev. ampl. –
Brasília, DF : Embrapa, 2013.
EMBRAPA. Sistema brasileiro de classificação de solos. 2. ed. – Rio de Janeiro : EMBRAPA-SPI, 2006.
ALMEIDA, Eliane de P. Clemente; ZARONI, Maria J.; SANTOS, Humberto G. dos. Organossolos Háplicos.
Brasília, DF : EMBRAPA. Disponível em: <http://www.agencia.cnptia.embrapa.br> Acessado em: 09 de Nov.
2018.
ZARONI, Maria J.; SANTOS, Humberto G. dos. Organossolos. Brasília, DF : EMBRAPA. Disponível em:
<http://www.agencia.cnptia.embrapa.br> Acessado em: 09 de Nov. 2018.
SANTOS, Humberto G. dos. [et al.]. Solos. Brasília, DF : EMBRAPA. Disponível em:
<http://www.agencia.cnptia.embrapa.br> Acessado em: 09 de Nov. 2018.

• SILVA, Rafael C.; VALLADARES, Gustavo Souza. [et al.]. Caracterização de Organossolos em
Ambientes de Várzea do Nordeste do Brasil. R. Bras. Ci. Solo, 38:26-38, 2014

33
Obrigado!