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Explosões

Dayse Duarte
Explosões

Explosão Física Explosão Químicas

Rápida BLEVE Reações de ReaçõesTérmica


Transição Propagação (runways)
de Fase
Deflagração & Detonação

Laboratórios, 2007, Flórida


Explosão Térmica nos T2

Krakatoa, 1883
na Indonesia
Explosões Físicas: Exemplos

• Falha mecânica de vaso contendo gás armazenado a uma


Ruptura de

pressão elevada.
Vaso

• Sobrepressão em vaso contendo gás.


• Falha da válvula de alívio de pressão de vaso durante uma
sobrepressão.
BLEVE • Ruptura de tanque de propano.
Rápida Transição

• Bombeamento de óleo aquecido para um tanque contendo


água.
de Fase

• Erupção do vulcão de Krakatoa (1883) localizado de ilha de


Krakatoa entre as ilhas de Sumatra e Java, na Indonesia.
Quando as lavras do vulcão alcançaram o mar houve várias
explosões físicas.
Explosões Químicas: Explosões Térmicas (Runaway Reaction)

167 acidentes envolvendo reações térmicas não controladas


(runaway reaction) no período de 1980-2001 nos Estados Unidos,
segundo o Chemical Safety Board (CSB), o que resultaram em 108
mortes e centenas de milhões de dólares em danos a propriedade.

As explosões térmicas mais famosa são a de SEVESO, em o controle da


reação foi perdido.
E BHOPAL em que o aumento da temperatura do vaso resultou em uma
reação não desejada.
Explosões Químicas: Explosões Térmicas (Runaway Reaction)

Causas prováveis:
1. Perda de controle da temperatura. Inclui um resfriamento inadequado ou aquecimento
excessivo.
2. Falha no misturador do reator, muito lento ou muito rápido.
3. Mudança incorretas no processo, por exemplo o reator recebeu pouco ou muito
reagentes.
4. Contaminação dos reagentes ou do vaso.
5. Desconhecimento do comportamento da reação.
6. Procedimentos operacionais inadequados, inclusive treinamento.
7. Sistemas de controle e segurança inadequados.
Acidentes Industriais
1956 - 1986
Acidentes do Processo

Incêndios 35% ou
Explosão 22%
Explosão de Nuvem Flamável 42%
Incêndio Explosão Dispersão
25 anos após o estudo realizado por 30,2% 67,7% Tóxica
Garrison as explosões de nuvem flamável
2,1%
(VCE) passaram a ser a principal causas
dos danos materiais na indústria de
processamento.
Fontes:
Fonte: Garrison W.G., 1988, Major Fire and Explosion Analyzed for 30 Years Period, 1. Tasneem Abbasi , H. J. Pasman e S.A. Abbasi, 2010. Journal of Hazardous
Hydrocarbon Processing, 65:115-120. Material 174; 270-280.
2. F.P. Lees, Loss Prevention in the Process Industries, Hazard Identification,
Assessment and Control vol 1-3. Butterwrth-Heinemann, Oxford 1996.
3. F.P. Lees, in S. Mannan, Loss Prevention in the Process Industries,
Hazard Identification, Assessment and Control vol 1-3.
Elsevier/Butterwrth-Heinemann, Oxford 2005.
Formação e Propagação da Onda de Choque: Flash Fire

Flash Fire
Velocidade da Chama: 5m/s - 30m/s.
Sobrepressão Baixa.

Estágio 1
Formação e Propagação da Onda de Choque: Deflagação

Reação Frontal
Pressão Pressão Máxima

Frontal

Pressão (atm)
Deflagração
Energia transferida dos
gases queimados para
os não queimados Pressão Ambiente
através da condução e
difusão molecular.

Distância

Deflagação
Velocidade da Chama: 30m/s – 500m/s.
Sobrepressão: 2mbar - 3mbar.
Estágio 2
Formação e Propagação da Onda de Choque: Transição

Trasição entre a deflagação e a detomação


Velocidade da Chama: 500m/s – 1000m/s.
Sobrepressão: Superior a 1bar

Estágio 3
Formação e Propagação da Onda de Choque: Detonação
Onda de Choque

Mistura

Zona de
Reação
Flamável

Pressão Máxima
Onda de Choque

Pressão (atm)
Reação Frontal
Detonação Onda de Choque
Pressão Ambiente

Distância

Detomação
Velocidade da Chama: Superior 2.200m/s.
Sobrepressão: Superior a 20bar

Estágio 4
Formação e Propagação da Onda de Choque

t1 = Tempo de chegada

Pressão
t1 – t2 = Duração da onda de choque
T3 = Máxima pressão negativa

Tempo
Tempo

Estágio 5
Método TNT

Uma explosão de tri-nitrotolueno –TNT é uma detonação, enquanto uma


explosão de uma nuvem de hidrocarbonetos é uma deflagação, logo a
velocidade das ondas de choque são distintas. O modelo TNT deve ser
utilizado para estimar sobrepressões em alvo localizados distante do centro
da explosão (aproximadamente 10 vezes do diâmetro da nuvem de gás), ou
.
seja, no entorno do centro da explosão.
Método TNT

O modelo equivalente do TNT é simples de ser utilizado, porém apresenta


algumas desvantagens:

O método TNT estima uma sobrepressão resultante de uma explosão sem


considerar o grau de confinamento em que a explosão ocorreu.

A fração de energia transferida para a onda de choque é desconhecida.


.

E o valor deve ser estabelecido.


O valor recomendado é 0,05.
Método TNT
.

Em 1915 Hopkinson observou que quando duas cargas do mesmo explosivo e como a
mesma geometria são detonadas na mesma atmosfera, ondas de choque semelhante são
produzidas na mesma distância escalar.

x 1
Z= 1
(m  kg 3 )
M 3
po Z Distância escalar.
x Distância do centro da explosão ao alvo.
M Massa do explosivo.
po Pico de sobrepressão
td


i p = p ×dt ip Impulso da fase positiva.
0
ta Tempo de chegada.
0 td Duranção da fase positiva.
ta td

Curva simplificada da sobrepressão em função do tempo


Método TNT: Variável não Escalar e Variável Escalar

Variável Variável Não Escalar Variável Escalar

(No SI) (No SI)


Distância do centro da
x m  Z=
x
1
m kg  1/ 3

explosão ao alvo M 3

o po
p Pico de sobrepressão p o Pa 
ps =
pa
sendo pa a pressão ambiente

p = 1,01.105 Pa 
a
td
is =
ip
Pa  s k g  1/ 3


td
i p = p  dt

1
ip = p×dt M 3

0
Impulso 0

0
ip
i p  1 2  p o  t d Pa  s  is = 1
 p o  td
M 3

ta td
Tempo de chegada ta seg  a =
ta
1
seg kg  1/ 3

M 3

Tempo de duração td seg  d =


td
1
seg kg  1/ 3

M 3
Método TNT: Massa Equivalente

f E  H c  M G
M TNT =
H TNT

Sendo: M TNT Massa equivalente de TNT, kg.


fE Fração de energia que é transferida para a onda de choque ,
vários autores recomendam valores entre 0,01 e 0,1.
H c Calor de combustão do gás, kJ/kg.
MG Massa flamável da nuvem de gás, kg.
HTNT Calor de combustão do TNT, i.e. HTNT = 4.760 kJ / kg
  Z 2 
808  1    
  4,5  
pS =
2 2 2
 Z   Z   Z 
1    1    1  
 0,048   0,32   1,35 
x 1
Z= 1
(m  kg 3 )
M 3
Método TNT: Impulso não Escalar

1
  Z 4  2
0,067  1    
  0,23  
ip = 1 Em (bar.ms)
  Z  
3 2

Z  1  
2
 
  1,55  
po

td

Z=
x 1
(m  kg 3 ) 
ip = p×dt
0

M
1
3 0
ta td
Método TNT: Tempo de Duração não Escalar

  Z 10 
980  1    
td   0,54  
1
= 1 Em (ms)
  Z 3    Z 2 
 
M 3 2

1      1  Z  0,74   1    
6

  0,02     6,9  

po
f E  H c  M G
M TNT =
H TNT
td


ip = p×dt x 1

0
0
Z= 1
(m  kg 3 )
3
ta td M
Método TNT

Estudo de Caso
Em 19 de novembro de 1984, aproximadamente as 5h35min, enquanto a cidade de San Juan Ixhuatepec dormia,
um duto se rompeu durante um procedimento de transferência no terminal de armazenamento e distribuição
contendo um terço do suprimento de gás de petróleo liquefeito (GPL) da cidade do México, pertencente a
companhia de petróleo estatal do México, a gigante PEMEX, a qual administrava a estação de San Juan com uma
capacidade de 16000m3. O vazamento durou entre 5-10 minutos o que resultou em uma nuvem insidiosa de GLP
que dispersou lentamente em direção à extremidade oeste do local onde um fosso queimava resíduos gasosos (ou
seja, em direção a um ground flare at the bottling plant). No momento do acidente a capacidade do terminal foi
estimada entre 11.000 m3 e 12.000m3 de GLP. Sendo liberado para a atmosfera cerca de 4.750kg. A 130 metros do
terminal de San Juan os residentes foram acordados por uma grande explosão seguida de incêndio, o qual era
alimentado pelo gás que estava vazando dos tanques danificados pela explosão. Vários tanques explodiram,
desencadeando um efeito dominó. Estima-se que houve de 500-600 mortes possivelmente 6-7 mil feridos
gravemente. Cerca de 200.000 foram evacuadas e o terminal destruído. A intensidade do impacto térmico foi tão
intensa que 2% dos corpos não puderam ser devidamente identificados. Os efeitos da onda de choque foram
identificados por um sismógrafo situado a 20km de distância. Foram registradas 9 explosões, a maior delas atingiu
0,5 na escala Richter. No momento do acidente a temperatura era de 7oC e a velocidade do vento de 0,4m/s.
Estime a sobrepressão a distâncias de 25m, 75m, 150m e 200m do centro da explosão.
Dados:
Energia TNT equivalente, fE: 0,05
Calor combustão do propano, ΔHc: 46.010 kJ/kg
Calor combustão do TNT, ΔHTNT: 4760 kJ/kg
Massa do propano envolvida na explosão: 4750 kg

Resultados:
Massa equivalente de TNT, MTNT: 2295 kg

X Z Ps
(metros) m/kg1/3 Bar
25 1,90 2,33
75 5,69 0,23
125 9,48 0,11
200 15,16 0,06
Método Multi Energia

Sub-explosões ocorrendo dentro da nuvem


Etapa1: Estime o tamanho da nuvem.
Método Multi Energia
Etapa 2: Identifique as regiões obstruídas e não obstruídas.

Etapa 3: Estime o volume livre da região obstruída.

Etapa 4: Estime a energia de cada região.

Etapa 5: Determine para cada região o potencial da fonte.

Etapa 6: Determine a localização do centro de cada região.

Etapa 7:
Estime para as regiões definidas na etapa 2: Distância escalar,
pressão escalar adimensional, pico de sobrepressão e duração
da fase positiva.
Qual o tamanho da nuvem formada?

Qex
Vc =
  cs
Sendo:
Vc Volume da nuvem, m3.

Qex Quantidade de massa flamável que faz parte da nuvem, kg.


 Densidade do gás, kg/m3.
cs Concentração estequiométrica.

NOTA Para fica do lado da segurança poderá ser considerado todo o inventário liberado
para o meio ambiente.
Para o caso de uma poça a quantidade de massa que contribuirá para a explosão
poderá ser estimada multiplicando-se a taxa de evaporação por um período de
tempo.

Etapa 1
O que considerar como regiões obstruídas?

1. Espaços congestionados.

Unidade de Destilação Atmosférica


2. Espaços entre planos:
3. Plataformas de vários andares
abertas contendo equipamentos.
4. Galerias de esgotos, produtos
químicos, entre outras.
5. Tuneis.
6. Corredores.
7. Pontes.

Etapa 2
Qual o volume livre da região obstruída?

• O entorno do centro da explosão deve ser


separado em duas regiões: regiões obstruídas e
regiões não obstruídas.
• O potencial da explosão nas regiões obstruídas é
maior do que nas regiões não congestionadas.
• A nuvem só poderá se dispersar nos espaços
vazios das regiões obstruídas.
• O método de multi-energia assume que apenas o
volume da nuvem presente na região obstruída
Unidade de Recuperação de Enxofre
contribuirá para a força (potência) da explosão.

Etapa 3
Qual a energia de cada
região identificada na etapa 2?

Cada região definida na etapa 2 deve ser considerada uma fonte (carga)
independente. A energia é estimada multiplicando-se o volume da carga
estimada na etapa 3 por 3,5MJ/m3.
E Energia liberada pela explosão, Joule.

E = Ec  Vc Ec

Vc
Energia de combustão do material liberado para o ambiente na concentração
estequiométrica, para a maioria da mistura hidrocarboneto-ar é 3,5MJ/m3.
Volume da nuvem obstruída, m3.

E = 3,5  10  Vc 6

Etapa 4
Qual o potencial de cada fonte (carga) identificada?

• Escolha classe número 1 para regiões não

Unidade de Coqueamento Retardado


obstruídas.
• Se uma certa turbulência é esperada, talvez
devido a um vazamento sob pressão (i.e. jet
release) escolha classe número 3.
• Classe número 7 é recomendada para área
congestionada.
• Para o pior cenário, região muito obstruída
classe número 10 deve ser escolhida.

Etapa 5
Qual a localização do centro de cada região?

1 1
3 E  3
 3  3
ro =    ou ro =   Vc 
 2 Ev     2  

ro Raio do blast, m.

E Energia de combustão da nuvem formada (ou seja energia liberada pela explosão),
Joule.
E = Ev  Vc

Ev Energia de combustão na concentração estequiométrica por unidade de volume,


para a maioria dos hidrocarbonetos: Ev = 3,5 MJ / m3 .

Vc Volume da nuvem, m3, estimado na etapa 1.

Etapa 6
Quais os parâmetros de cada região?

_
Distância Escalar x
r= 1
E 3
 
r
x
_
Distância escalar.

Distância real do centro da explosão ao alvo, m.


 Pa 
E Energia de combustão da nuvem formada (estimada na etapa 4), Joule.
Pa Pressão atmosférica, Pa.
Pa = 100 kPa

Etapa 7
Quais os parâmetros de cada região?

Duração Adimensional da Fase Positiva

Etapa 7
Quais os parâmetros de cada região?

Pressão Escalar Adimensional

Etapa 7
Quais os parâmetros de cada região?

Pico de Sobrepressão

____
P = P Pa
P Pico de sobrepressão, bar.
____ Pressão escalar adimensional.
P
Pa Pressão atmosférica, bar.
Pa = 1 bar

Etapa 7
Quais os parâmetros de cada região?

Duração da Fase Positiva

__ 1
t E 3
t =   
us  Pa 
t Duração da fase positiva da explosão, segundos.
__ Duração adimensional da fase positiva da explosão.
t
E Energia de combustão da nuvem formada (estimada na etapa 4), Joule
Pa Pressão atmosférica, Pa.

us Velocidade do som ambiente, m/s.


us = 340 m / s

Etapa 7
Método Muilti Energia

Estudo de Caso
Explosão da BP no Texa

As 13h20min em 25 março de 2005, ocorreu uma explosão na refinaria da BP na cidade do Texa,


durante a partida da unidade de isomerização de hidrocarboneto. A explosão ocorreu quando a
coluna de destilação encheu ocorrendo o vazamento de uma grande quantidade de líquido flamável,
como resultado foi formada uma nuvem de vapor que cobriu toda a unidade e se dispersou para o
sul. A nuvem sofreu ignição. A explosão danificou seriamente a planta mantando 15 operadores e
ferindo outros 170. A investigação sobre o acidente forneceu a seguinte informação: O volume da
nuvem que se dispersou para uma área congestionada foi estimada em 9.000m3. O combustível
que se dispersou além da área congestionada foi consumida por um flash fire. Usando o método de
multienergia estime: 1) a sobrepressão a uma distância de 45 m a partir do centro da explosão, e 2)
a que distância a sobrepressão atingiu valores de 700Pa.
Explosão da BP no Texa: Solução
Em 19 de novembro de 1984, aproximadamente as 5h35min, enquanto a cidade de San Juan Ixhuatepec dormia,
um duto se rompeu durante um procedimento de transferência no terminal de armazenamento e distribuição
contendo um terço do suprimento de gás de petróleo liquefeito (GPL) da cidade do México, pertencente a
companhia de petróleo estatal do México, a gigante PEMEX, a qual administrava a estação de San Juan com uma
capacidade de 16000m3. O vazamento durou entre 5-10 minutos o que resultou em uma nuvem insidiosa de GLP
que dispersou lentamente em direção à extremidade oeste do local onde um fosso queimava resíduos gasosos (ou
seja, em direção a um ground flare at the bottling plant). No momento do acidente a capacidade do terminal foi
estimada entre 11.000 m3 e 12.000m3 de GLP. Sendo liberado para a atmosfera cerca de 4.750kg. A 130 metros do
terminal de San Juan os residentes foram acordados por uma grande explosão seguida de incêndio, o qual era
alimentado pelo gás que estava vazando dos tanques danificados pela explosão. Vários tanques explodiram,
desencadeando um efeito dominó. Estima-se que houve de 500-600 mortes possivelmente 6-7 mil feridos
gravemente. Cerca de 200.000 foram evacuadas e o terminal destruído. A intensidade do impacto térmico foi tão
intensa que 2% dos corpos não puderam ser devidamente identificados. Os efeitos da onda de choque foram
identificados por um sismógrafo situado a 20km de distância. Foram registradas 9 explosões, a maior delas atingiu
0,5 na escala Richter. No momento do acidente a temperatura era de 7oC e a velocidade do vento de 0,4m/s.
Estime a sobrepressão a distâncias de 25m, 75m, 150m e 200m do centro da explosão.
Layout do terminal PEMEX, dimensões em metros.

 2 tanques esféricos com diâmetro de 16,5m.


 4 tanques esféricos com diâmetro de 14,5m.
 5 tanques cilíndricos tendo 2m de diâmetro e 19m de
4 3 comprimento.
 3 tanques cilíndricos tendo 2m de diâmetro e 16m de
comprimento.
 21 tanques cilíndricos tendo 2m de diâmetro e 13m de
2 comprimento.
 14 tanques cilíndricos tendo 3,5m de diâmetro e 21m
1 de comprimento.
 4 tanques cilíndricos tendo 3,5m de diâmetro e 32m de
comprimento.
 A altura mínima abaixo dos tanques é de 2m.
 A altura dos tubos acima dos tanques é 0,5m.
Layout do terminal PEMEX: Área Obstruída 4 3

V1 = 32  3,5  4  1,5  3  11,5  3,5  2  0,5 = 5.760 m3


2
1

V2 = 42  13  12,75 7  3,5  6 1,5  10  7  2  6  3 3,5  2  0,5 = 30.691m3


V3 = 33  8,5 4  2  3  3  12,75 2  2  0,5 = 5.555 m3

V4 = 33  8,5  16,5  29  14,5  10,5  16,5  2  0,5 = 55.590 m3

Área total obstruída = 97.596 m 3

A capacidade do terminal é 16.000m3, menor do que a área total obstruída. O espaço não
ocupado pelos tanques é 81.596m3 (97.596m3-16,000m3). O volume da nuvem formada é de
63.844m3, ou seja a nuvem ficará dispersa nos espaços vazios da área obstruída. Razão
pela qual a classe de explosão recomendada é 10.
Dados:
Calor combustão do propano, ΔHc: 46.010 kJ/kg
4 3
Densidade do propano, ρ 1,86 kg/m3
Massa do propano envolvida na explosão: 4.750 kg/m3
Concentração estequiométrica, cs 0,04
Pressão atmosférica, Pa: 100.000 Pa 2
Pressão atmosférica, Pa: 1 Bar
1
Velocidade do som ambiente, us: 340 m/s
Distância do centro da explosão, x: 75 m

Resultados:
Volume da nuvem, Vc: 63.844 m3
Volume livre da região obstruída: 81.596 m3
Energia da fonte, E: 2,23E+11 Joule
Raio da fonte (só há uma fonte, i.e. região), ro: 31,24 m
Distância escalar: 0,57 -
Pico de sobrepressão para uma classe de explosão 10, ∆P: 1,72 Bar
Duração da fase positiva da explosão, t+: 0,05768 seg
Resultados

 __ 
 b  log1 0  r   c
x Distância Ps = 10  
Duração t+
metros Escalar Para uma classe de explosão 10 Adimensional
__ __ ms
r b c ∆P s (Bar) t
25 - - - - - -
75 0,57 2,3721 0,3372 1,72 0,15 57,68
125 0,96 2,3721 0,3372 0,51 0,22 84,59
200 1,53 1,5236 0,3372 0,24 0,29 111,51
Impacto da Explosão

Fonte Propagação Alvo

Consequência

Identifique o limite do Critérios de danos


impacto no alvo para o alvo
selecionado
Sobrepressão Total no Indivíduo: Pulmão
Impacto de Morte da Explosão

Impactos C1 C2 S Pr
Ruptura do Ouvido
-12,6 1,524 -

Impacto na Cabeça
5,0 -8,49

Deslocamento do Corpo
5,0 -2,44

Colapso da Edificação
5,0 -0,22

Dano Estrutural Grave


5,0 -0,26

Dano Estrutural Leve


5,0 -0,26

Quebra de Vidro
-16,58 2,53 -
Impacto da Explosão: Pulmão
O impacto sobre os indivíduos de uma explosão é função do sobrepressão total no indivíduo e do
tempo de duração da fase positiva da onda de choque.

m é a massa do indivíduo