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CAPITULO VII – CONFISSÕES

O CAMINHO A DEUS
COMPONENTES
Jessica
Manoel
Genildo
Kalione
Sara
O PROBLEMA DE DEUS E O PROBLEMA DO MAL
OS SOBERBOS
“Querendo Vós mostrar-me primeiramente como "resistis aos
soberbos e dais graças aos humildes" e quão grande seja a
misericórdia com que ensinastes aos homens o caminho da
humildade, por "se ter feito carne o vosso Verbo e ter
habitado entre os homens", deparastes-me por intermédio
dum certo homem, intumescido por monstruoso orgulho,
alguns livros platônicos, traduzidos do grego em latim.”
INTERNALIZAÇÃO QUANDO A PROBLEMÁTICA DO
MAL
“Entrei, e, com aquela vista da minha alma, vi, acima dos meus
olhos interiores e acima do meu espírito, a Luz imutável. Esta
não era o brilho vulgar que é visível a todo o homem, nem era
do mesmo gênero, embora fosse maior. Era como se brilhasse
muito mais clara e abrangesse tudo com a sua grandeza. Não
era nada disto, mas outra coisa, outra coisa muito diferente de
todas estas.”
A RELATIVIDADE DAS CRIATURAS
“Examinei todas as outras coisas que estão abaixo de Vós
e vi que nem existem absolutamente, nem totalmente
deixam de existir.“
O PROBLEMA DO MAL. A PERFEIÇÃO DAS
CRIATURAS
“Vi, pois, e pareceu-me evidente que criastes boas
todas as coisas, e que certissimamente não existe
nenhuma substância que Vós não criásseis. E, porque
as não criastes todas iguais, por esta razão, todas
elas, ainda que boas em particular, tomadas
conjuntamente são muito boas, pois o nosso Deus
criou "todas as coisas muito boas”. ”
A SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO MAL.
“Em absoluto, o mal não existe nem para Vós, nem para
as vossas criaturas, pois nenhuma coisa há fora de Vós
que se revolte ou que desmanche a ordem que lhe
estabelecestes. Mas porque, em algumas das suas partes,
certos elementos não se harmonizam com outros, são
considerados maus. Mas estes coadunam-se com outros, e
por isso são bons (no conjunto) e bons em si mesmos.”
A TRAJETÓRIA DUM ERRO
“Não há saúde naqueles a quem desagrada alguma parte da
vossa criação, como em mim também não a havia, quando me não
agradavam muitas coisas que criastes. Porque a minha alma não
ousava desgostar-se do meu Deus, recusava olhar como obra vossa
tudo o que lhe não agradava. Por isso, lançara-se na "teoria das
duas substâncias", mas não encontrava descanso, e apenas
expressava opiniões alheias.”
A HARMONIA DA CRIAÇÃO
“Reconheci que cada coisa se adapta perfeitamente não só
ao seu lugar, mas também chega a seu tempo. Reconheci que
Vós — único Ser Eterno — não começastes a operar depois
de épocas incalculáveis de tempo, porque todos estes
espaços de tempo, passados ou futuros, não teriam passado
nem viriam, se Vós, na vossa imutabilidade, não agísseis.”
ONDE RESIDE O MAL
“Procurei o que era a maldade e não encontrei uma
substância, mas sim uma perversão da vontade desviada
da substância suprema — de Vós, ó Deus — e tendendo
para as coisas baixas: vontade que derrama as suas
entranhas e se levanta com intumescência.”
O ÚNICO CAMINHO PARA A VERDADE
“Buscava um meio para me prover de forças a fim de ser
apto para gozar-Vos, mas não o encontraria, enquanto não
abraçasse "o Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo
Homem-Deus bendito por todos os séculos, que está acima
de todas as coisas".

“Como possuía pouca humildade, não compreendia que


Jesus, meu Deus, fosse humilde, nem alcançava de que
ensinamentos fosse mestra a sua fraqueza.”
HESITANTE NA DOUTRINA DO VERBO
“Isto já o sabe todo aquele que conhece a imutabilidade
do vosso Verbo, imutabilidade que eu já conhecia quanto
me era possível, e de que não duvidava absolutamente
nada. Com efeito, mover agora pela vontade os membros
do corpo, e logo depois não os mover; sentir agora um
afeto e logo depois já o não sentir; exprimir, por meio de
sinais, sábias idéias, e logo voltar ao silêncio são
características da mutabilidade da alma e da
inteligência.”
“reconhecia apenas em Cristo um homem completo: não só
um corpo humano ou um corpo e uma alma sem mente,
mas um homem real, que eu julgava avantajar-se aos
restantes mortais, não por ser a personificação da
Verdade, mas por motivo da grande excelência de sua
natureza humana e de sua mais perfeita participação
quanto à Sabedoria”
A PROCURA DA VERDADE NOS LIVROS DOS
NEOPLATÓNICOS
“Tagarelava à boca cheia como um sabichão, mas, se
não buscasse em Cristo Nosso Salvador o caminho para
Vós, não seria perito, mas perituro. Já então, cheio do
meu castigo, começava a querer parecer um sábio; não
chorava e, por acréscimo, inchava-me com a ciência.”
A GRAÇA
“Ora, se antes de tudo me tivesse instruído nas vossas Santas
Escrituras, e, familiarizado com elas, sentisse a vossa doçura,
se deparasse depois com aqueles volumes (dos platônicos),
talvez eles me arrancassem do sólido fundamento da
piedade.
Ou, se persistisse no sentimento salutar que deles tinha
haurido, julgaria que, se alguém aprendesse só por esses
livros, também deles poderia alcançar o mesmo afeto
espiritual.”
CRISTO SENDO A SOLUÇÃO PARA O PECADO
(O MAL)
Que fará o infeliz homem? "Quem o livrará deste corpo
de morte, senão a vossa graça por Jesus Cristo Nosso
Senhor", que Vós gerastes coeterno e criastes no princípio
de vossos caminhos, ao qual "o príncipe deste mundo",
apesar de o não encontrar em nada merecedor de morte,
o matou? "Foi assim anulado o libelo que nos era
contrário."
ENTRE O ESPLENDOR DA VERDADE E O
PLATONISMO
“Uma coisa é ver dum píncaro arborizado a pátria da
paz e não encontrar o caminho para ela, gastando
esforços vãos por vias inacessíveis, entre os ataques e
insídias dos desertores fugitivos com o seu chefe Leão e
Dragão294; e outra coisa é alcançar o caminho que
para lá conduz, defendido pelos cuidados do general
celeste, onde os que desertaram da milícia do paraíso
não podem roubar, pois o evitam como um suplício.”
Como um criador incorruptível pode criar seres bons mas passivos
a corrupção, e ficar isento da equação que faz de suas criaturas
seres criados para corromper-se?

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