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INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

Trabalho de Máquinas Térmicas

Geradores de Vapor

Componentes: Jhonis Coelho, Lucas Borlini, Thaís Loureiro e Thales Caniçali


1 – Introdução

1.1 Objetivo do Projeto


Fazer um estudo da utilização do bagaço de cana-de-açúcar produzido em
Morro Agudo (SP) como fonte de energia através da avaliação do poder
calorífico inferior (PCI), com intuito de reaproveitá-lo para produção de
energia elétrica.
1 – Introdução

1.2 Por quê a escolha da Cana-de-Açúcar


como combustível?
 A cana-de-açúcar é uma das principais
culturas do mundo, cultivada em mais de
100 países, e representa uma importante
fonte de mão de obra no meio rural nesses
países. Apesar desta difusão mundial,
cerca de 80% da produção do planeta
estão concentradas em dez países, como
mostra a tabela.
1 – Introdução

1.2 Por quê a escolha da Cana-de-Açúcar como combustível?


 Merece destaque o estado de São Paulo, que produz próximo de 60% de
toda a cana, açúcar e etanol do país. O segundo maior produtor é o
estado do Paraná, com 8% da cana moída no Brasil.
 Atualmente, a maioria das usinas de cana-de-açúcar produzem sua
própria energia a partir da queima de bagaço nas caldeiras.
1 – Introdução

1.3 Por quê a escolha da cidade Morro Agudo (SP)?


 Morro Agudo, em São Paulo, foi a cidade que mais produziu cana em
2017, com um volume de 8,12 milhões de toneladas.
1 – Introdução

1.3 Por quê a escolha da cidade Morro Agudo (SP)?


1 – Introdução

1.4 Produção de energia pela queima do bagaço da cana


 No Brasil, desde a instituição do Programa Brasileiro do Álcool (Proálcool),
parte significativa das usinas sucroalcooleiras tornou-se autossuficiente em
termos energéticos. Elas passaram a gerar toda a energia necessária para
suprir sua demanda utilizando, em maior quantidade, o bagaço da cana-
de-açúcar, que responde por 30% do conteúdo energético da cana
moída, chegando a render excedentes que podem ser vendidos
(BRIGHENTI, 2003).
1 – Introdução

1.4 Produção de energia pela queima do bagaço da cana


 Dados do Ministério de Minas e Energia – MME (2015) destacam o bom
desempenho através da geração por bagaço de cana, com crescimento
de 8,1% em 2014.
 O setor sucroalcooleiro gerou 32,3 TWh em 2014, sendo 19,1 TWh
destinados ao mercado e 13,2 TWh destinados ao consumo próprio. Assim,
a geração por bagaço de cana representa 70% da geração total por
biomassa, tendo sido gerados os 30% restantes, principalmente, pela
indústria de papel e celulose, com a utilização de lixívia, lenha e resíduos
de árvores.
2 – Características do Combustível
Utilizado
 Como sua densidade é baixa, seu transporte torna-se problemático. Por
isso, ela é transformada em "briquetes", os quais são aglomerados de
casca, que reduzem consideravelmente seu volume.

Briquete do bagaço da cana-de-açucar


2 – Características do Combustível
Utilizado
2.1 Vazão de combustível
 Considerando que 30% dos 8,12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar
produzida por ano na cidade de Morro Agudo é bagaço, temos:

𝑃𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑎𝑛𝑢𝑎𝑙 ∗30% 8,12∗106 ∗0,3 𝑇


 𝑚𝑐𝑜𝑚𝑏𝑢𝑠𝑡í𝑣𝑒𝑙 = =
𝐻𝑜𝑟𝑎𝑠 𝑛𝑜 𝑎𝑛𝑜 365∗24 ℎ

𝑇
 𝑚𝑐𝑜𝑚𝑏𝑢𝑠𝑡í𝑣𝑒𝑙 = 278,1 ℎ
2 – Características do Combustível
Utilizado
2.2 PCI do combustível
 O PCI do bagaço da cana-de-açúcar foi encontrado através da média
aritmética de 3 valores distintos presentes em artigos acadêmicos, trabalhos de
conclusão de curso e livros. Considerando o bagaço de cana com 0% de
umidade (base seca).
 “Metodologia Experimental Usada para Calcular o Poder Calorífico do
Combustível Bagaço de Cana” (PCI = 16 MJ/kg)
 “Avaliação energética do bagaço de cana em diferentes níveis de
umidade e graus de compactação” (PCI = 17,1 MJ/kg)
 PCI segundo Jenkins, 1990 = (17,3 MJ/kg)

 Resultado Média PCI = 16,8 MJ/kg


2 – Características do Combustível
Utilizado
2.3 Análise química elementar do combustível
 A análise química do bagaço da cana-de-açúcar também foi
encontrado através da média aritmética de 3 valores distintos presentes
em artigos acadêmicos, trabalhos de conclusão de curso e livros.

𝑚𝑖 ANÁLISE ELEMENTAR
𝑁𝑖 =
𝑀𝑖 Carbono (C) 46,3533%

Hidrogênio (H) 5,62%

Nitrogênio (N) 0,3967%

Oxigênio (O) 41,71%

Enxofre (S) 0,0467%

Cinzas 5,59%
3 – Reação de combustão com ar
úmido em excesso
3.1 Análise Química da Composição para ar teórico

Tomando como base as porcentagens mássicas de cada componente e sua


massa molar, chega-se à seguinte composição:

 (3,8627C + 5,62H + 2,6O +0,028N + 0,00145S) + 𝑎(𝑂2+3,76𝑁2)


→ 𝑏𝐶𝑂2+𝑐𝐻2𝑂+𝑑𝑁2+eSO2

a = 3,96579 b= 3,862775 c = 2,81 e = 0,00145


d= 14,9255
3 – Reação de combustão com ar
úmido em excesso
3.2 Análise Química da Composição para 30% de ar em excesso

 (3,8627C + 5,62H + 2,6O +0,028N + 0,00145S) +


3,96579*1,3(𝑂2+3,76𝑁2)→ a𝐶𝑂2 + b𝐻2𝑂 + c𝑁2 + dSO2 + eO2

a = 3,8627 b = 2,81 c = 19,3988 d = 0,00145 e = 1,186377


3 – Reação de combustão com ar
úmido em excesso

Fonte: climatempo.com.br
Dados médios do dia 07/06/2019 para a cidade de Morro Agudo : 𝜙 = 61,15% 𝑇𝑒𝑚𝑝 = 19°
3 – Reação de combustão com ar
úmido em excesso
3.3 Análise Química da Composição considerando ar úmido

𝑛𝑣 0,0225 𝑏𝑎𝑟 ×0,6115


=
3,11×1,3 1+3,76 +𝑛𝑣 1 𝑏𝑎𝑟

nv = 0,2685 kmol de vapor


3 – Reação de combustão com ar
úmido em excesso
 3.3 Análise Química da Composição considerando ar úmido

 (3,8627C + 5,62H + 2,6O +0,028N + 0,00145S) + 5,1556(𝑂2+3,76𝑁2) +


0,2685H2O → a𝐶𝑂2 + b𝐻2𝑂 + c𝑁2 + dSO2 + eO2

 a = 3,8627 b = 3,0785 c = 19,399 d = 0,00145 e = 1,18645


4 – Relação Ar/Combustível

4.1 A relação Ar/Combustível pode ser obtida através da seguinte equação:

𝐴 [𝛼𝛾 (𝑛 𝑂2 × 𝑀 𝑂2 + 𝑛 𝑁2 × 𝑀 𝑁2 + 𝑛𝑣 × 𝑀 𝐻2O]
=
𝐹 100

𝐴 [3,11.1,3 (1 × 32 + 3,76 × 28) + 0,2685 × 18]


=
𝐹 100

𝐴 𝐾𝑔 𝑎𝑟
𝐹
= 5,598 𝐾𝑔 𝑐𝑜𝑚𝑏𝑢𝑠𝑡𝑖𝑣𝑒𝑙
5 – Característica da Caldeira

 A UAT (Usina Alto Taquari), pertencente ao Grupo Odebrecht, dispõe de


duas caldeiras aquatubolares para geração de vapor a 67 Bar de pressão.
São denominadas Caldeira 1 e Caldeira 2 e têm capacidade para a
produção de 225 T/h cada, de vapor superaquecido (vapor direto) a
515°C.
 O vapor direto (saída da caldeira) aciona as três turbinas da indústria,
sendo duas de contrapressão, outra de condensação.
 A biomassa empregada como combustível para a caldeira produzir o
vapor de água é o bagaço de cana.
5 – Característica da Caldeira

Caldeiras Aquatubolares da Usina Odebrecht “Alto Taquari” no Mato


Grosso
5 – Característica da Caldeira

 Então, o equipamento utilizado é uma caldeira aquatubular, com


capacidade máxima contínua de 225 ton/h de vapor superaquecido a
515°C e 67 Bar de pressão, a partir da queima de bagaço de cana e
utilizando água de alimentação tratada e desaerada a 127°C conforme a
TABELA 1.
5 – Característica da Caldeira

Características de trabalho da UAT - MT


5 – Característica da Caldeira

 Considerando uma eficiência (n) de 85%, temos pela equação a seguir que a
quantidade mássica de combustível queimado será:

𝑚𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 ∗(ℎ𝑠𝑣 −ℎ𝑒𝑎) 𝑇


 𝑚𝑐𝑜𝑚𝑏𝑢𝑠𝑡í𝑣𝑒𝑙 𝑝𝑎𝑟𝑎 1 𝑐𝑎𝑙𝑑𝑒𝑖𝑟𝑎 = 𝑛 ∗𝑃𝑐𝑖
= 48 ℎ

 Onde:
 𝑚𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 = 225 t/h
 ℎ𝑠𝑣 = Entalpia de saída do vapor a 515°C e 67bar = 3528,8 KJ/kg
 ℎ𝑒𝑐 = Entalpia de entrada da água de alimentação a 127°C e 67Bar
(saída do economizador) = 481,7 KJ/Kg
 PCI = 16,8 MJ/kg
6 – Vazão de Ar

6.1 Vazão de Ar
 Depois de obter a equação de combustão já balanceada, foi possível
identificar a quantidade de ar necessária pela fórmula:

𝐴
𝑚𝑎𝑟 = 𝑚𝑐𝑜𝑚𝑏𝑢𝑠𝑡í𝑣𝑒𝑙 .
𝐹

𝐾𝑔𝑐𝑜𝑚𝑏 𝐾𝑔𝑎𝑟
𝑚𝑎𝑟 = 48000 . 5,598
ℎ 𝐾𝑔𝑐𝑜𝑚𝑏

𝐾𝑔 𝑎𝑟
𝑚𝑎𝑟 = 268704

6 – Emissão de Poluentes para uma
caldeira
6.2 Verificação da Emissão de 𝑆𝑂2
 Tendo consciência de que é necessário restringir valores das emissões a
níveis em que a população pode ficar exposta sem que haja qualquer
tipo de risco de causar problemas de saúde, deve-se verificar se o
quantidade de 𝑆𝑂2 emitido está dentro dos limites estabelecidos, ou seja,
se está dentro dos padrões de qualidade do ar.
6 –Emissão de Poluentes para uma
caldeira
6.3 Emissão de 𝑆𝑂2
 A quantidade de emissão de 𝑆𝑂2 foi definida através da fórmula:

𝑆𝑂2 𝑛𝑆𝑂2 . 𝑀𝑀 𝐾𝑔𝑆𝑂2


=
𝐹 100 𝐾𝑔𝑐𝑜𝑚𝑏

𝑆𝑂2 0,00145 . 64 𝐾𝑔/𝐾𝑚𝑜𝑙 𝐾𝑔𝑆𝑂2


= [ ]
𝐹 100 𝐾𝑔𝑐𝑜𝑚𝑏

𝑆𝑂2 𝐾𝑔𝑆𝑂2
= 0,000928 [ ]
𝐹 𝐾𝑔𝑐𝑜𝑚𝑏
6 – Emissão de Poluentes para uma
caldeira
6.3 Emissão de 𝑆𝑂2
 A quantidade de emissão de 𝑆𝑂2 foi definida através da fórmula:

𝐾𝑔𝑆𝑂2 𝐾𝑔𝑐𝑜𝑚𝑏
𝑆𝑂2 = 0,000928 . 48000[ ]
𝐾𝑔𝑐𝑜𝑚𝑏 ℎ

𝐾𝑔𝑆𝑂2 24ℎ
𝑆𝑂2 = 44,544 .
ℎ 𝑑𝑖𝑎

𝐾𝑔𝑆𝑂2
𝑆𝑂2 = 1069,056
𝑑𝑖𝑎

𝑔𝑆𝑂2 𝐾𝑔 𝑎𝑟 1 𝑑𝑖𝑎 1 ℎ
𝑆𝑂2 = 1069056 . 1,2928 . . [ ]
𝑑𝑖𝑎 𝑚3 24ℎ 268704 𝐾𝑔 𝑎𝑟
6 – Emissão de Poluentes para uma
caldeira
6.3 Emissão de 𝑆𝑂2
 A quantidade de emissão de 𝑆𝑂2 foi definida através da fórmula:

𝜇𝑔
𝑆𝑂2 = 214311,969 [ 3 ]
𝑚
Segundo a Resolução de Nº0.03 do Conselho Nacional do Meio Ambiente
(CONAMA), de 28/06/90, os padrões nacionais de qualidade do ar são:
.
.
.
.
.
.
.
6 – Emissão de Poluentes para uma
caldeira
6.3 Emissão de 𝑆𝑂2
 Para atender ao padrão de qualidade de ar mostrado no slide anterior, se fez
necessário a instalação de um filtro de 𝑆𝑂2 no projeto.
 Devido a necessidade de um filtro muito eficiente, foi escolhido o Purificador
por via úmida - Dessulfuração de gás de combustão (FGD), da empresa B&W.

.
 Os modelos atuais são capazes de
remover mais de 99% do SO2.
.
.

.
7 – Temperatura Adiabática de Chama

 Como o trabalho utilizou o bagaço da cana de açúcar como


combustível, que se encontra no estado sólido, não há entalpia de
formação para o mesmo. Sendo assim, utilizou-se o PCI para encontrar a
temperatura adiabática de chama.
𝑚𝑐𝑜𝑚𝑏 . 𝑃𝐶𝐼 = ෍ 𝑛 (∆ℎ𝑝 )

100𝐾𝑔 𝑐𝑜𝑚𝑏. 𝑃𝐶𝐼


= [𝑛𝐶𝑂2 ℎ𝐶𝑂2 𝑇𝑐ℎ − ℎ𝐶𝑂2 298𝐾 + [𝑛𝐻2𝑂 ℎ𝐻2𝑂 𝑇𝑐ℎ − ℎ𝐻2𝑂 298𝐾
+ [𝑛𝑁2 ℎ𝑁2 𝑇𝑐ℎ − ℎ𝑁2 298𝐾 + [𝑛𝑂2 ℎ𝑂2 𝑇𝑐ℎ − ℎ𝑂2 298𝐾
7 – Temperatura Adiabática de Chama

Como o processo é iterativo, foi utilizado um método ensinado em aula onde


são estimados valores para a temperatura adiabática de chama até que
seja possível usar de uma interpolação afim de encontrar o valor da
temperatura adiabática de chama real.

Calculando a temperatura adiabática de chama:

100𝐾𝑔 𝑐𝑜𝑚𝑏. 16800


= [3,8627 ℎ𝐶𝑂2 𝑇𝑐ℎ − 9364) + [3,0785 ℎ𝐻2𝑂 𝑇𝑐ℎ − 9904)
+ [19,399 ℎ𝑁2 𝑇𝑐ℎ − 8669) + [1,18645 ℎ𝑂2 𝑇𝑐ℎ − 8682)
7 – Temperatura Adiabática de Chama

Calculando a temperatura adiabática de chama:

෍ 𝑛 ∆ℎ𝑝 = 1925130

Avaliando a 1800K:
෍ 𝑛 ∆ℎ𝑝 = 1756261

Avaliando a 2000K:
෍ 𝑛 ∆ℎ𝑝 = 1981425

Interpolando, temos que:


𝑻𝒄𝒉 = 𝟏𝟗𝟓𝟎𝑲
8 – Escolha da Turbina

8.1 Procedimentos para escolha

Dados de saída da caldeira

 Pressão de vapor: 67 Bar


 Temperatura de vapor:515°C

 Com os dados acima chega-se ao ℎ𝑆𝐶 = ℎ𝐸𝑇 = 3528,8 𝐾𝐽/𝐾𝑔


8 – Escolha da Turbina
8.2 Turbina proposta – Siemens Steam turbine
SST- 600
• Potência máxima: Até 200MW

• Pressão de entrada: Até 165 bar

• Temperatura de Entrada: Até 565° C

• Pressão do condensado na saída: Até 1.1


Bar
8 – Escolha da Turbina

8.3 Entalpia de Saída

 Admitindo uma pressão de escape de 1 bar, temos:


ℎ𝑆𝑇𝑖𝑑𝑒𝑎𝑙 = 2550 𝐾𝐽/𝐾𝑔

 Considerando uma eficiência isentrópica de 90%, temos:


ℎ𝐸𝑇 − ℎ𝑆𝑇𝑟𝑒𝑎𝑙
 𝑛= e ℎ𝑆𝑇𝑟𝑒𝑎𝑙 = 2647,9 𝐾𝐽/𝐾𝑔
ℎ𝐸𝑇 −ℎ𝑆𝑇𝑖𝑑𝑒𝑎𝑙
8 – Escolha da Turbina

8.4 Potência da Turbina

 𝑊𝑡𝑢𝑟𝑏𝑖𝑛𝑎 = 𝑚𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 ∙ ℎ𝐸𝑇 − ℎ𝑆𝑇𝑟𝑒𝑎𝑙

225 ∙ 103
 𝑊𝑡𝑢𝑟𝑏𝑖𝑛𝑎 = ∙ 3528,8 − 2647,9 = 𝟓𝟓𝑴𝑾 < 𝟐𝟎𝟎𝑴𝑾
3600

450 ∙ 103
 𝑊𝑡𝑢𝑟𝑏𝑖𝑛𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑎 2 𝑐𝑎𝑙𝑑𝑒𝑖𝑟𝑎𝑠 = ∙ 3528,8 − 2647,9 = 𝟏𝟏𝟎𝑴𝑾 < 𝟐𝟎𝟎𝑴𝑾
3600
9- Condensador

9.1 Procedimentos para dimensionamento

Dados de saída da turbina

 Pressão de vapor: 1 Bar

 Com o dado acima chega-se ao ℎ𝑆𝑇𝑟𝑒𝑎𝑙 = ℎ𝐸𝑐𝑜𝑛𝑑 = 2647,9𝐾𝐽/𝐾𝑔


9- Condensador

9.2 Potência dissipada pelo condensador

 𝑄𝑐𝑜𝑛𝑑𝑒𝑛𝑠𝑎𝑑𝑜𝑟 = 𝑚𝑣𝑎𝑝𝑜𝑟 ∙ ℎ𝐸𝑐𝑜𝑛𝑑 − ℎ𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑

 Considerando:
ℎ𝑆𝑐𝑜𝑛𝑑 = ℎ𝐸𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎 = 417,46 𝐾𝐽/𝐾𝑔
𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝑆𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎𝑑𝑜 𝑎 1𝑏𝑎𝑟 (𝑇𝑒𝑚𝑝 = 99,63° 𝐶)

450 ∙ 103
 𝑄𝐶𝑜𝑛𝑑𝑒𝑛𝑠𝑎𝑑𝑜𝑟 = ∙ 2647,9 − 417,46 = 𝟐𝟕𝟖, 𝟖𝑴𝑾
3600
10 - Bomba
10.1 Bomba Proposta

Bomba de corpo de estágio de alta pressão, modelo MC

Fonte : https://www.sulzer.com/pt-br/brazil/shared/products/2017/03/28/12/51/mc-high-pressure-stage-casing-pump
10- Bomba
10.2 Especificações

Fonte : https://www.sulzer.com/pt-br/brazil/shared/products/2017/03/28/12/51/mc-high-pressure-stage-casing-pump
10- Bomba
10.2 Dados de entrada:

• 67bar = 670 m

𝑚3
• Vazão: 450 ℎ

Gráfico de faixa de
desempenho

Fonte : https://www.sulzer.com/pt-br/brazil/shared/products/2017/03/28/12/51/mc-high-pressure-stage-casing-pump
11- Eficiência da caldeira e da fornalha
11.1Cálculo da Exergia Química
Para o cálculo da exergia química dos combustíveis, considera-se que existe
uma relação entre o seu Poder Calorífico Inferior (PCI) e sua exergia
química. Esta relação é expressa por:

𝑏𝑞
β=
𝑃𝐶𝐼

Onde: β representa a relação entre a exergia do combustível e o seu poder


calorífico e (H/C, O/C, N/C e S/C) representam as relações atômicas.
11- Eficiência da caldeira e da fornalha

Szargut et al. (1988) determinaram uma correlação para o cálculo da exergia


da madeira, que pode ser estendida ao bagaço, pela similitude nas
características e composição destes materiais.

𝐻 𝑂 𝐻2 𝑁
1.0412 + 0.2160( 𝑐2 ) − 0.2499 𝑐2 1 + 0.7884 𝑐 − 0.0450 𝑐2
β=
𝑂2
1 − 0.3035 𝑐

β = 1,1229
11- Eficiência da caldeira e da fornalha

Para um combustível industrial sólido a componente da exergia química


específica (bq) é calculada como:

𝑏𝑞 = 𝑃𝐶𝐼+ 2442×𝑤 β+ 9417×𝑆

𝑏𝑞 = 𝐸𝐶𝑜𝑚𝑏𝑢𝑠𝑡í𝑣𝑒𝑙 = 1,128 𝐾𝐽/𝐾𝑔


11- Eficiência da caldeira e da fornalha
11.2 Calculo da Eficiência Exergética da Caldeira (LORA, 2004)

𝑚𝑣 ((ℎ𝑎𝑠 −ℎ𝑎𝑒 )−𝑇0 (𝑆𝑎𝑠 −𝑆𝑎𝑒 ))


𝜀𝑐𝑎𝑙 =
𝑚𝑐 . 𝐸𝐶𝑜𝑚𝑏𝑢𝑠𝑡𝑖𝑣𝑒𝑙

𝜀𝑐𝑎𝑙 = 0,75 = 75%

𝑛𝑐𝑎𝑙 = 0,85 = 85%


11- Eficiência da caldeira e da fornalha
11.3 Cálculo da eficiência exergética da fornalha

Elementos Variação de Entalpia [KJ/Kmol]


𝐶𝑂2 88405
𝐻2 𝑂 69998
𝑂2 57217
𝑁2 54312

Encontrado a variações de entalpia de cada elemento, multiplicamos


estes valores pela proporção do elemento. Fazendo o somatório e
dividindo o resultado por 100kg do combustível, temos:
σ(ℎ𝑡𝑐 − ℎ0 ) = 712,19 KJ/Kg
11- Eficiência da caldeira e da fornalha
11.3 Cálculo da eficiência exergética da fornalha

Elementos Variação de Entropia [KJ/Kmol.k]


𝐶𝑂2 93,967
𝐻2 𝑂 74,541
𝑂2 62,372
𝑁2 59,534

Repetindo o mesmo método para entropia temos:

σ(𝑆𝑡𝑐 − 𝑆ℎ0 ) = 0,7613 KJ/Kg.K


11- Eficiência da caldeira e da fornalha

11.3 Cálculo da eficiência exergética da fornalha

𝑚𝑔 ((ℎ𝑡𝑐 −ℎ0 )−𝑇0 (𝑆𝑡𝑐 −𝑆0 ))


𝜀𝑓𝑜𝑟 =
𝑚𝑐 . 𝐸𝐶𝑜𝑚𝑏𝑢𝑠𝑡𝑖𝑣𝑒𝑙

𝜀𝑓𝑜𝑟 = 0,1689
𝜀𝑓𝑜𝑟 = 16,89%
11- Eficiência da caldeira e da fornalha
11.3 Cálculo da eficiência exergética da fornalha

𝑚𝑔 (ℎ𝑡𝑐 −ℎ0 )
𝑛𝑓𝑜𝑟 =
𝑚𝑐 . 𝑃𝐶𝐼

𝑛𝑓𝑜𝑟 = 0,2796 = 27,96%


12- Analise de Custo
Custo Mensal Investimento (R$)

Equipamento Investimento (R$) Funcionários 300000


Manutenção 100000

Investimento Impostos 350000


1 Bilhão de reais
(Alto Taquari) Bagaço de cana
1728000
(2 caldeiras)
Fonte: https://portogente.com.br/noticias/noticias-do-dia/33360-usina-de-alto-taquari-entra-em-operacao
TOTAL 2478000

Preço do kg do bagaço:
https://uniudop.com.br/index.php?item=noticias&cod=1138389

Retorno financeiro:

𝐸𝑛𝑒𝑟𝑔𝑖𝑎𝑔𝑒𝑟𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑜 𝑚ê𝑠 × 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑜 𝑘𝑤ℎ (0,90) = R$71,28 Milhões de reais


12- Analise de Custo
R$3,000,000,000.00
R$2,500,000,000.00
R$2,000,000,000.00
R$1,500,000,000.00
Investimento (R$)
R$1,000,000,000.00
R$500,000,000.00
Retorno (R$)
R$0.00
3 meses

6 meses

9 meses

12 meses

15 meses

18 meses

21 meses

24 meses

27 meses

30 meses

33 meses

36 meses
Retorno em 14,5 meses de operação
Referências

 https://www.novacana.com/n/cana/safra/ranking-100-cidades-brasileiras-mais-produziram-cana-de-
acucar-2017-161018 - Dados Morro Agudo
 https://www.comprerural.com/brasil-maior-produtor-de-cana-de-acucar-do-mundo-seguido-pela-
india/ - números produtores de cana de açúcar
 ANÁLISE DA VIABILIDADE DO USO DE BAGAÇO DE CANA-DEAÇÚCAR E CAVACO PARA GERAÇÃO DE
VAPOR (Palloma Iânes Silva / Me Alex Anderson de Oliveira Moura)
 “Metodologia Experimental Usada para Calcular o Poder Calorífico do Combustível Bagaço de Cana”
 “Avaliação energética do bagaço de cana em diferentes níveis de umidade e graus de
compactação”
 Eficiência de Combustão em Caldeiras Aquatubolares da Usina Odebrecht Alto Taquari
 BRIGHENTI, C. R. F. Integração do cogerador de energia do setor sucroalcooleiro com o sistema elétrico.
São Paulo, 2003. 169p. Dissertação (Mestrado em Energia) - Programa Interunidades de Pós-Graduação
em Energia da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
 Jenkins, 1990
 https://www.babcock.com/pt-br/products/wet-scrubbers-fgd
 EQUIPALCOOL SISTEMAS LTDA. Prontuário e Databook. São Paulo. Jun. 2009.