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LÍNGUA PORTUGUESA
GÊNEROS TEXTUAIS
E CONCEITOS
AULA 01
Prof. Silvio Lúcio
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EDITAL 6º ANO

1) Gêneros textuais e conceitos:


-localizar informações explícitas em um texto;
-inferir o sentido de uma palavra a partir do contexto em que foi empregada;
-inferir o sentido de uma expressão a partir do contexto em que foi empregada;
-inferir uma informação implícita em um texto; e
-identificar os elementos de um texto (narrador /foco narrativo).
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Localizar informações explícitas em um texto


Para que seja possível compreender o que vem a ser informação explícita em um texto, é preciso compreender que a
linguagem verbal é polissêmica: um mesmo enunciado pode assumir diferentes sentidos em diferentes contextos e
diferentes leitores podem atribuir sentidos distintos a um texto.

Vejamos a interação a seguir:

Aluno: [levantando a mão] Professora, você pode me dizer que horas são?
Professora: [olha no relógio e responde] Podem guardar o material, pessoal!
Aluno:Êba! [rapidamente, guarda o material, seguido por outros colegas]

Podemos observar que o aluno não perguntou se poderia guardar o material. No entanto, pela reação dele era o que
queria saber. A professora, interpretando a sua intenção, autorizou a guarda do material, encerrando a aula. Nesse caso,
o sentido dos enunciados foi definido por fatores externos ao texto, autorizados pelas características da situação
comunicativa e pelo conhecimento mútuo dos interlocutores sobre si mesmos e sobre as regras de convivência
colocadas.
Se o texto tivesse sido compreendido no sentido literal – ou seja, se tivessem sido consideradas as suas informações
explícitas– a resposta da professora teria que ser outra- como, por exemplo, “São cinco para as 11”. Nesse caso, as
autorizações não teriam sido dadas e os alunos continuariam executando as tarefas.
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Localizar informações explícitas em um texto

Podemos dizer, então, que o sentido de um texto é constituído tanto por informações que são apresentadas explicitamente
na superfície ou linearidade do texto, quanto por outras, que se encontram implícitas. As primeiras são facilmente localizáveis
no texto, pois se encontram escritas com todas as letras. Já as segundas são dependentes do repertório prévio dos
interlocutores e das características da situação comunicativa.

A capacidade de localizar informações explícitas no texto é fundamental para a constituição da proficiência leitora e deve ser
objeto de ensino, desde os primeiros anos de escolarização, já no processo de alfabetização. Muitos consideram essa
capacidade a mais simples de todas. No entanto, é preciso considerar que nenhuma capacidade de leitura é mobilizada no
vazio, mas sempre em função da materialidade textual. Assim, se o texto for mais complexo ou extenso, o processo de
localização da informação solicitada – e a decorrente atribuição de sentido - poderá ser igualmente mais complexo.
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Inferir informações explícitas em um texto
Em um texto articulam-se informações de duas naturezas: explícitas e implícitas, sendo ambas fundamentais no
processamento dos sentidos. Estes são determinados não apenas pelas informações explicitadas na sua linearidade, mas por
aquelas que constituem o conhecimento de mundo dos interlocutores e que não foram citadas no texto.
Em outras palavras, podemos dizer que o implícito em um texto é tudo o que está presente nesse texto pela sua ausência – os
subentendidos; é tudo o que não está dito, mas que também está significando.
Tomemos o enunciado a seguir:

(1) Amiga 1: Será que daria pra você trazer o meu CD amanhã?
(2) Amiga 2: Vai ter manifestação na Av. Paulista...!
(3) Amiga 1: Nossa! Amanhã? Então a gente se vê na quarta, tá bom?
(4) Amiga 2: Que pena, eu ia passar pra te pegar e a gente ir junto...
Apesar da aparente incoerência entre o que uma amiga diz para a outra, todos conseguimos compreender que:
a) a Amiga 1 parece ter emprestado um CD para a Amiga 2;
b) a Amiga 2 não vai levar o CD porque vai à manifestação (inferência autorizada na linha (4);
c) a Amiga 1 não vai à manifestação (inferência possível na linha 3 e autorizada na (4);
d) a Amiga 1 sabia que a 2 iria à manifestação, pois se surpreendeu apenas com a data;
e) a Amiga 1 ficou sabendo da data apenas com a Amiga 2;
f) a Amiga 2 irá de carro e daria uma carona para a Amiga 1;
g) a Amiga 2 pensava que a Amiga 1 iria à manifestação (decepcionou-se quando ela disse que não iria);
h) as amigas vão ficar pelo menos um dia sem se ver;
i) a manifestação pode ser na cidade de São Paulo, considerando o nome da avenida, e por esse ser um local típico para a realização de manifestações.
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Localizar informações explícitas em um texto


Concluindo, todos fomos capazes de constituir informações implícitas: considerando eventuais pressupostos -
inferência realizada em a), pois se a Amiga 1 pede a devolução do CD, então só pode tê-lo emprestado para a
colega; a partir das pistas oferecidas no próprio texto - como em b), c), d), e), f) e g); e a partir do conhecimento
de mundo - como no item i).
As informações implícitas, portanto, constituem o sentido de um texto. No processo de leitura, tais informações só
podem ser recuperadas por meio da inferenciação, ou seja, através da identificação de sentidos possibilitados por
deduções e conclusões que articulam as marcas linguísticas do texto com as características da situação de
comunicação e com os diversos tipos de conhecimentos prévios do leitor.
Alguns autores costumam classificar as inferências como locais ou globais. As locais seriam realizadas
quando acontece uma lacuna de compreensão, provocada, por exemplo, pela presença de uma palavra cujo
significado é desconhecido. Nesse caso, o leitor retoma o texto e procura pistas que permitam descobrir os
sentidos. Já as globais são resultantes dos pressupostos e dos subentendidos, e são realizadas recuperando-se
as marcas linguísticas do texto, a significação já elaborada, e articulando essas informações com os
conhecimentos de mundo.
No processo de ensino, esses procedimentos indicados devem ser objeto de estudo e exercitação – por exemplo,
em uma atividade de leitura colaborativa, modalidade relevante em práticas desenvolvidas na escolarização inicial
e, especialmente, no processo de alfabetização.
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Identificar os elementos de um texto (narrador /foco narrativo).

Imagens: (a) Omniii / GNU Free Documentation License; (b) Jessie Eastland aka Robert DeMeo / Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported; (c)
Jurema Oliveira / Domínio público; (d) Thomas Dwyer / Creative Commons Attribution 2.0 Generic license; (e) Cat / Creative Commons Attribution 2.0 Generic
license; (f) Mr. Mohammed Al Momany / Domínio público.
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http://www.kboing.com.br/legiao-urbana/1-60042/
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Ela passou do meu lado O brilho das estrelas no chão


Oi, amor - eu lhe falei Tenho certeza que não sonhava
Você está tão sozinha A noite linda continuava
Ela então sorriu pra mim E a voz tão doce que me falava
Foi assim que a conheci O mundo pertence a nós
Naquele dia junto ao mar E hoje a noite não tem luar
As ondas vinham beijar a praia E eu estou sem ela
O sol brilhava de tanta emoção Já não sei onde procurar
Um rosto lindo como o verão Não sei onde ela está
E um beijo aconteceu Hoje a noite não tem luar
Nos encontramos à noite E eu estou sem ela
Passeamos por aí Já não sei onde procurar
E num lugar escondido Onde está meu amor?
Outro beijo lhe pedi
Lua de prata no céu Legião Urbana
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Relatar fatos.

Falar sobre algo acontecido.

Falar sobre acontecimentos.

Contar de modo detalhado uma história.

Expor de forma oral ou escrita fatos reais e imaginários.


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Em uma narrativa, há o relato de acontecimentos envolvendo
personagens que agem, participam da história. Essas ações
acontecem em um tempo e em um espaço.

Personagens QUEM?

O QUÊ?

Ações

Espaço Tempo

ONDE? QUANDO?
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Consiste em arranjar uma


sequência de fatos na qual os
personagens se movimentam
em um determinado espaço à
medida que o tempo passa. Sempre que falamos em
narração, temos a ideia
de contar histórias,
sejam elas verídicas ou
fictícias.
http://www.brasilescola.com/redacao/narracao.htm
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É a parte do texto em que são apresentados alguns personagens e


expostas algumas circunstâncias da história, como o momento e o lugar onde a
ação se desenvolverá.
http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/narracao.htm

Ela passou do meu lado


Oi, amor - eu lhe falei
Você está tão sozinha Personagens
Ela então sorriu pra mim Circunstâncias da história
Foi assim que a conheci Lugar
Naquele dia junto ao mar
As ondas vinham beijar a praia Momento
O sol brilhava de tanta emoção
Um rosto lindo como o verão
E um beijo aconteceu
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É a parte do texto em que se inicia propriamente a ação.


Encadeados, os episódios se sucedem, conduzindo ao clímax.

Nos encontramos à noite


Passeamos por aí
E num lugar escondido
Outro beijo lhe pedi

http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/narracao.htm
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É o ponto da narrativa em que a ação atinge seu momento crítico,


tornando o desfecho inevitável.

Lua de prata no céu


O brilho das estrelas no chão
Tenho certeza que não sonhava
A noite linda continuava
E a voz tão doce que me falava
O mundo pertence a nós

http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/narracao.htm
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É a solução do conflito produzido pelas ações dos personagens.

E hoje a noite não tem luar


E eu estou sem ela
Já não sei onde procurar
Não sei onde ela está
Hoje a noite não tem luar
E eu estou sem ela
Já não sei onde procurar
Onde está meu amor?

http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/narracao.htm
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Personagens
Narrador
Espaço

Tempo
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São homens, crianças, bichos, seres


imaginários, objetos que se transformam em
personagens, desde que participem do enredo
criado por determinado autor.

Imagens: (a) Andrea silva / Creative Commons Attribution 2.0 Generic license; (b) Kyra Malicse / Creative Commons Attribution 2.0 Generic license; (c)
Jsatc002 / GNU Free Documentation License; (d) Nevit Dilmen / GNU Free Documentation License.
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São as personagens mais importantes, pois desempenham um papel


central, portanto a sua atuação é fundamental para o desenvolvimento da ação.

Desempenham um papel de menor importância que o protagonista,


porém é ainda importante para o desenrolar da ação.

Desempenham um papel irrelevante no desenrolar da ação,


cabendo-lhes, no entanto, o papel de ilustrar o ambiente ou o espaço
social de que é representante.
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Imagens: (a) Petritap / Creative Commons Attribution 3.0 Unported license.; (b) Jeremy Reding / Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Generic license;
(c) Fir0002 / GNU Free Documentation License. ; (d) Lviatour / Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license.
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Indica quando a ação aconteceu, dias, meses, anos, séculos, horas, minutos,
segundos.

Retrata a duração interior dos acontecimentos e é expresso pelas lembranças e


pelos sentimentos das personagens.
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É o local onde acontecem os fatos, onde as personagens se


movimentam, ou seja, onde os personagens realizam as ações.

Imagens: (a) Feydey / Public domain; (b) Adelano Lázaro / Public domain; (c) Roberto Garrido / Creative Commons Attribution 2.0 Generic license.
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É aquele que revela o ambiente onde se movem as personagens, ou seja,


onde elas praticam as ações, podendo ser ao ar livre, numa bela praia, enfim,
entre tantos outros lugares.

É ligado à vivência subjetiva dos personagens.


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É o sujeito que conta, narra a história, atua como um mediador –


intermediário entre a história narrada e o leitor – receptor – ouvinte.

Imagem: www.photos-public-domain.com / Public domain. Imagem: Ildar Sagdejev (Specious) / GNU Free Documentation
License.
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É aquele que conta, narra e participa do enredo. Ao mesmo tempo em que


ele conta, demonstra também sua cota de envolvimento com a trama, geralmente
narrada em 1ª pessoa.

É aquele que apenas se limita a descrever os fatos, sem se envolver com eles.
A narrativa acontece na 3ª pessoa.
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É aquele que sabe tudo sobre o enredo e as personagens. É ele que revela os
sentimentos e pensamentos mais íntimos das personagens. É estruturado em 3ª
pessoa e sua voz muitas vezes se confunde com o pensamento dos participantes,
(personagens).
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É contado através
de um narrador.

É baseado
na ação.

Envolve Apresenta
personagens. características do
local onde
aconteceram
É centrado no os fatos.
conflito vivido
pelos personagens.
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As cachoeira tão zoando


Já faz três noites Terra moiada
Que pro norte relampeia Mato verde, que riqueza
A asa branca E a asa branca
Ouvindo o ronco do trovão Tarde canta, que beleza
Já bateu asas Ai, ai, o povo alegre
E voltou pro meu sertão Mais alegre a natureza
Ai, ai eu vou me embora Sentindo a chuva
Vou cuidar da prantação Eu me arrescordo de Rosinha
A seca fez eu desertar da minha terra A linda flor
Mas felizmente Deus agora se alembrou Do meu sertão pernambucano
De mandar chuva E se a safra
Pr'esse sertão sofredor Não atrapaiá meus pranos
Sertão das muié séria Que que há, o seu vigário
Dos homes trabaiador Vou casar no fim do ano.
Rios correndo
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1ª) Na música “A Volta da Asa Branca”, Luiz Gonzaga narra acontecimentos do


cotidiano de um povo. Releia a letra da canção e assinale a alternativa correta.

A- ( ) Apenas seres humanos fazem parte do enredo.


B- ( ) A música tem um enredo rico de personagens.
C- ( ) Os elementos da natureza não podem ser considerados personagens no
enredo da música.
D- ( ) A música não tem personagens definidos.

2ª) Os relatos dos acontecimentos na música apresentam características de


um local bem familiar da nossa realidade. Pode-se afirmar que o
espaço/ambiente é:

A- ( ) uma plantação.
b- ( ) uma cachoeira.
c- ( ) o sertão pernambucano.
d- ( ) a natureza.
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3ª) Em uma narrativa, as ações acontecem em determinado tempo. A música “A Volta de Asa
Branca” é uma narração de fatos que acontecem durante:

A- ( ) o período de inverno.
B- ( ) o período de seca.
C- ( ) a volta para a terra natal.
D- ( ) a colheita de uma safra.

4ª) Luiz Gonzaga foi um artista que em suas composições muito enalteceu o sertão
pernambucano. Em A Volta da Asa Branca, alguns personagens são enaltecidos, são eles:

A- ( ) Asa Branca, sertão, plantação.


B- ( ) Asa Branca, mulheres e homens sertanejos, o vigário.
C- ( ) Asa Branca, sertão, mulher sertaneja.
D- ( ) Asa Branca, mulheres e homens sertanejos, Rosinha.

5ª) É possível perceber que o narrador dos fatos na música muito se envolve com a trama.
Diante dessa constatação, é correto afirmar que:
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A- ( ) O narrador é também personagem.


B- ( ) O narrador é mais onisciente do que personagem.
C- ( ) O narrador é apenas onisciente.
D- ( ) O narrador é mais observador do que personagem.
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1- a- ( ) b- (x) c- ( ) d- ( )
2- a- ( ) b- ( ) c- (x) d- ( )
3- a- ( ) b- (x) c- ( ) d- ( )
4- a- ( ) b- ( ) c- ( ) d- (x)
5- a- (x) b- ( ) c- ( ) d- ( )
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