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“...

coisa rara e bonita é a gente se comunicar por meio da alma, sem que
palavra alguma necessariamente aconteça...” Ana Jácomo

“... E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras,


nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo.
Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele
sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com
amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o
seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.” Ana Jácomo
Níveis de Ação

• Nível Real: Ações diretas e concretas, utilizando-se da racionalidade. Em um 1º encontro,


poderá inibir a ação espontânea, criativa, aumentando o nível de tenção e mal estar.

• Nível Simbólico: Utiliza-se a capacidade simbólica para abstrair conteúdos e conceitos. A


utilização do Objeto Intermediário facilita a interação e a projeção de conteúdos
intrapsíquicos, ou psicossociais.

• Nível Fantasia: Atua-se com a faculdade da imaginação humana. Por meio de jogos que
afloram a espontaneidade e a criatividade, no “como se” (como se fosse realmente), o clima
sério, formal e tenso do nível real, dá lugar a um clima relaxado e permissivo.
Objeto Intermediário
• O termo “Objeto Intermediário” foi introduzido na teoria e na prática psicodramática por Rojas-
Bermúdez (1970) como um recurso para o favorecimento do aquecimento dos pacientes psicóticos
crônicos durante as sessões de Psicodrama conduzidas pelo referido autor.

• Do ponto de vista da conceituação teórica, este termo foi assim denominado pelo autor de objeto
intermediário, devido à própria qualidade deste intermediar a passagem do estado de alarme (campo
tenso) para o campo relaxado.

• Do ponto de vista prático, o Objeto Intermediário, “é qualquer objeto que funcione como facilitador
do contato entre duas ou mais pessoas”
Objeto Intermediário
• objeto intermediário pode ser qualquer objeto concreto, ou pessoa, que assuma uma
conotação sintática para o paciente e possa servir de mediador entre ele e o ambiente.

• Dessa forma, o Objeto Intermediário sugere a utilização de uma infinidade de materiais


como música, papéis, figuras, desenhos, entre outros que aplicados sob uma diversidade de
técnicas como dançar, pular, desenhar, recortar, colar, imaginar, modelar, dentre outros,
favorecem o envolvimento dos participantes, o aparecimento da comunicação (verbal e não
verbal) e a expressão dos sentimentos.
Funções do Objeto Intermediário

1)Portador de um Papel ou Função Mediadora: Produz ou facilita uma ação, para impulsionar a comunicação
ou restabelecê-la, proporcionando acesso a conteúdos intrapsíquicos e psicossociais.

2) Instrumental ou Função de Ego Auxiliar: Sendo utilizado nas diferentes etapas da sessão, fazendo emergir,
e/ou ampliando aspectos ocultos que favorecem insights.

3) Portadores de Linguagem Simbólica: Sua função criativa possibilita ao paciente a criar desenhos, pinturas,
montagens desenvolvidas por meios plásticos, estimulando a comunicação do que não se pode – ou não se
sabe – expressar sem o objeto.
Rojas-Bermúdez (1970) descreveu oito características do Objeto Intermediário,
sendo estas:

a) Existência real e concreta;


b) Inocuidade;
c) Maleabilidade, para que possa ser utilizado em qualquer situação;
d) Transmissor, que mensagens possam ser transmitidas por seu intermédio;
e) Assimilabilidade, isto é, o que permite uma relação tão íntima, que o sujeito possa identificá-lo consigo
mesmo;
f) Adaptabilidade, adequando-se às necessidades do sujeito;
g) Instrumentalidade, para que possa ser utilizado como prolongamento do sujeito;
h) Identificabilidade, que lhe permita ser reconhecido imediatamente.
Objeto Intermediário / Referências