Você está na página 1de 19

AÇOS PLANOS SILICOSOS PARA

APLICAÇÕES ELÉTRICAS:
GRÃOS ORIENTADOS E NÃO ORIENTADOS

Por: Ananias Alexandre Emmerick

Professora: Ivani de Souza Bolt.


Disciplina: Teoria de Defeitos nos Sólidos

Abril / 2019
AGENDA
 Introdução

 História

 Microestruturas e propriedades

 Tipos de Aço : Orientados e não orientados

 Exemplos com figuras e Gráficos

 Conclusão

 Referências

2
INTRODUÇÃO
 Este trabalho baseia-se em um tema exposto na aula do dia
13/03/2019, sobre : Índice de Miller e Planos Cristalinos.

 Foi escolhido por estar dentro de um dos assuntos


abordados e pela importância e impacto técnico e financeiro.

 Objetivo: Sinalizar a importância do assunto: Índice de


Miller e Planos Cristalinos para dois segmentos
econômicos onde o Brasil tem engenharia forte, a
siderurgia e a indústria de eletricidade.

3
INTRODUÇÃO
 Aços são materiais que se encontram nas mais diversas
formas, composições, microestruturas e aplicações, sendo
de uso fundamental na história do mundo.

 Entre os aços, destaco os aços usados para fins elétricos,


que diferem pela otimização de suas propriedades
magnéticas.

 Estes tem a levada capacidade em amplificar milhares de


vezes um campo magnético externamente aplicado
(permeabilidade), tendo baixíssimas perdas magnéticas
(quando magnetizados e desmagnetizados perdem parte
da energia em forma de calor).

4
HISTÓRIA

 Em 1900 - Robert Hadfield desenvolveu os aços de grãos


não-orientados (GNO).

 Em 1926 – Ruder mostrou que as direções das arestas do


cubo da célula unitária eram mais facilmente
magnetizadas, quando comparadas com as direções das
diagonais do cubo e das faces, abrindo caminho para os
aços de grãos orientados (GO).

 Em 1934 – Normam Goss desenvolve os aços de gãos


orientados (GO), em um processo de laminação a frio em
dois estágios com recozimento intermediário.

5
HISTÓRIA

Relação orientação / magnetização de Ruder 1926 – Fonte: Luiz Claudio Cândido

6
HISTÓRIA

Relação orientação / magnetização / laminação de Normam Goss – Fonte: Luiz Claudio Cândido

7
MICROESTRUTURA E PROPRIEDADES

 Conhecida como permeabilidade magnética, que por sua


vez é a relação entre o valor da indução magnética
(intensidade do campo magnético no interior do material) e a
intensidade do campo magnético que a criou, isso causa
a ampliação.

 A adição de silício ao aço reduz a saturação do aço elétrico,


aumenta a resistividade elétrica, diminui a anisotropia e
observa-se que o silício é um elemento químico sem spins
desemparelhado, portanto não magnético, que substitui os
átomos de ferro na rede: com isso, a adição de silício tem
um efeito exclusivamente diluidor da magnetização.

8
MICROESTRUTURA E PROPRIEDADES

 Para se obter o resultado desejado se manipula


metalurgicamente o Índice de Miller e o Plano
Cristalográfico.

 Mesmo desmagnetizado, os momentos magnéticos atômicos


continuam alinhados nas direções desejadas.

9
AÇO DE GRÃO ORIENTADO (GO)

 O aço ao Silício GO apresenta uma textura pronunciada,


chamada textura de Goss.

 Os cristais apresentam a direção de laminação, e o plano


diagonal ao cubo (110) de mais fácil magnetização como a
direção [001], que corresponde a aresta do cubo paralela ä
direção de laminação e o plano diagonal do cubo (110)
paralelo ao plano da chapa.

 Possui excelentes propriedades magnéticas na direção da


laminação da chapa e torna adequado para uso em núcleos
estáticos, onde o fluxo magnético coincide com a direção de
laminação – Transformadores – Eq. Estático.

10
FIGURAS E GRÁFICOS

Anisotropia do Ferro – Fonte: Luiz Claudio Cândido

11
AÇOS DE GRÃO NÃO ORIENTADO (GNO)
 Não apresenta textura pronunciada, ou seja, há uma dispersão
na orientação dos grãos e tem seus valores de propriedades
magnéticas parecidas em todas as direções do plano da
chapa.

 Adequado para aplicações que exigem isotropia das


propriedades magnéticas ao longo do plano da chapa, onde o
fluxo magnético muda de direção – motores elétricos e
geradores de energia – Eq. Rotativos.

 O objetivo com o GNO é sempre controlar a laminação a


frio, recristalização, as inclusões não-metálicas e o
crescimento de grão, de maneira a obter uma textura tipo
fibra (100) perpendicular ao plano da chapa, ou seja, textura
(100).
12
FIGURAS E GRÁFICOS

Variáveis de Processo x Propriedades – Fonte CSN – Companhia Siderúrgica Nacional

13
FIGURAS E GRÁFICOS

GNO (Esquerda) GO (Direita ) – Fonte: http://engenheirodemateriais.com.br/2017/09/27/acos-eletricos/

14
FIGURAS E GRÁFICOS
ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL

Anisotropia do Ferro – Fonte: Luiz Claudio Cândido


15
FIGURAS E GRÁFICOS

Avaliação da qualidade e produção dos aços GO – Fonte: Fonte: Rubens


Takanohashi e Paulo Ricardo C. de Andrade / Acesita.
16
CONCLUSÕES
 Constatou-se que:
Primeiro: Trabalhando a orientação, através da manipulação do
índice de Miller e dos planos cristalográficos, é possível se produzir
aços alétricos, GNO de baixíssima perda magnética, utilizados
em motores elétricos e geradores, e aços GO utilizados em
transformadores, aços utilizados nos mais diversos equipamentos
elétricos.

Segundo: Como estes aços possuem elevada e excelente


permeabilidade, e baixa perda magnética, a utilização destes
tipos de aços aumentam a eficiência energética e a economia
global de energia e vida útil do equipamento, fornecendo assim
uma redução, que impacta no consumo de energia mundial,
além de movimentar um mercado de milhões em cifras
financeiras.

17
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CALLISTER JR., W.D., Ciência e Engenharia dos Materiais, uma Introdução, 7ª Edição, Ed.
Guanabara, 2008, Capítulos 2, 3 e 4.
http://brasil.aperam.com/wp-content/uploads/2015/08/A%C3%A7os-El%C3%A9tricos-GO-e-
GNO.pdf
https://www.estudopratico.com.br/corrente-de-foucault-historico-e-o-que-ocorre-nela/
LANDGRAF, Fernando José Gomes. Propriedades Magnéticas para Fins Elétricos, Instituto de
Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – SP, 2002, pg. 109-128.
S.C. Paolinelli "Desenvolvimento do produto GNO-110 de perdas magnéticas ultra baixas"
in "Anais do 2o Congresso Internacional de Tecn. Met. ABM" , S.Paulo, ABM, CD ROM, sem
pá- gina (1997).
https://www.tescan.com/br/technology/detectors/x-ray-spectrometry
WAELZHOLZ: https://www.waelzholz.com/pt/produtos/aco-eletrico/acos-eletricos-de-grao-nao-
orientado-no.html
CÂNDIDO, Luiz Claudio. Aços Especiais I – aços Elétricos (silicosos) – GO, Universidade federal
de Ouro Preto, MG, Departamento de Engenharia Metalúrgica e Materiais.

18
OBRIGADO PELA ATENÇÃO.

Ananias Alexandre Emmerick


premmerick@gmail.com

19