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Pavimentação/ Engenharia Civil

Terminologia dos materiais ou


Alunos:
misturas: Asfálticos
Lyniker Oliveira Borba
Matheus Rezende de Oliveira
Pedro Henrique de Almeida Lacerda
Stephane Nascimento Severo
Wendell Alves Badaró
Pavimentação/ Engenharia Civil
Tópicos abordados:
1.1. Terminologia dos materiais ou misturas: Asfálticos
1.1.1. CA_ Concreto Asfáltico Betuminoso/CBUQ
1.1.2. LA_ Lama Asfáltica
1.1.3. MB_ Macadame betuminoso
1.1.4. MCA_ Micro-Revestimento Asfáltico
1.1.5. PMF_ Pré-Misturado a Frio
1.1.6. PMQ_ Pré-Misturado a Quente
1.1.1. Concreto Asfáltico (CA) / Concreto
Pavimentação/ Engenharia Civil Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ)
• É o mais nobre dos revestimentos Flexíveis./É um dos mais utilizados nas vias
urbanas e rodovias brasileiras.

• Pode ser definido como revestimento flexível resultante da mistura a quente, em


usina apropriada, de agregado mineral graduado, material de enchimento (Filler)
e material betuminoso, espalhado e comprimido a quente.

• Difere do Pré-misturado a Quente apenas no que concerne à qualidade.

• Controles Rigorosos- Índices do Ensaio MARSHALL. (O CBUQ, possui uma


faixa de vazios não preenchidos, que exige uma adição de Filler, como cimento,
pó calcário e similares- Há diferença de controle nessa faixa de vazios quanto ao
Pré-Misturado a Quente – menor rigor).
1.1.1. Concreto Asfáltico (CA) / Concreto
Pavimentação/ Engenharia Civil Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ)
-COMPOSIÇÃO

• Agregados ao entrarem no misturador (107ºC e 163ºC)

• Cimento Asfáltico nos tanques ou caldeiras (121ºC e 163ºC)

• Agregado Miúdo (Areia);

• Agregado Graúdo (Brita);

• CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo)-Ligante- Obtido da Destilação Fracionada


do Petróleo.
Pavimentação/ Engenharia Civil
1.1.1. Concreto Asfáltico (CA) / Concreto
Pavimentação/ Engenharia Civil Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ)
-FABRICAÇÃO E TRANSPORTE

• A mistura dos ligantes é realizada a quente em uma usina de asfalto e


transportado até o local de aplicação por caminhões especialmente equipados
onde será lançado por equipamento adequado. (Vibroacabadora);

• Após o lançamento a mistura é compactada até atingir a densidade específica em


projeto;
VIBROACABADORA ROLO
PNEUMÁTICO
1.1.1. Concreto Asfáltico (CA) / Concreto
Pavimentação/ Engenharia Civil Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ)
-CONDIÇÕES GERAIS (NORMA DNIT 031/06-ES)
• O Concreto asfáltico pode ser usado como revestimento, camada de ligação
(Binder), base, regularização ou reforço do pavimento.

• Não é permitida sua execução em dias de chuva.(119ºC temperatura mínima para


o espalhamento).60ºC~110ºC- temperatura de rolagem ( risco de fissuras )!!!

• O concreto asfáltico somente deve ser fabricado, transportado e aplicado quando


a temperatura ambiente for superior à 10ºC.

• TODO carregamento de concreto asfáltico que chegar na obra deve estar


amparado com certificados pelo fabricante/distribuidor quanto à origem deste
concreto, tempo de carregamento, distância de transporte.
EM SUMA, DE OLHO NO CONTROLE TECNOLÓGICO!!!
MANIFESTAÇÕES
PATOLÓGICAS!!!!!!!!!!!
1.1.1. Concreto Asfáltico (CA) / Concreto
Pavimentação/ Engenharia Civil Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ)
-OBSERVAÇÕES E RECOMENDAÇÕES (NORMA DNIT 031/06-ES)

• Instalar usinas longe de cursos hídricos; e 200m de distância de residências,


hospitais, clínicas, creches, clubes...LONGE DE CONCENTRAÇÕES
URBANAS!!!

• Ensaio Marshall-Resistência máxima a compressão radial e quantidade ótima de


ligante (3 Corpos de prova de cada mistura-Moldados in Loco imediatamente
antes do início da compactação) e Ensaio de tração por compressão diametral.

• Verificações finais do Produto: Espessura da Camada, Alinhamentos,


Acabamento da Superfície, Condições de Segurança (Derrapagem).

• Não é permitido grau de compactação menor que 97% ou maior que 101%.
Pavimentação, Engenharia Civil
1.1.2. LA_ Lama Asfáltica
Definição:
• Lama asfáltica consiste na associação de agregado mineral,
material de enchimento (filer), emulsão asfáltica e água,
com consistência fluida, uniformemente espalhada sobre
uma superfície previamente preparada (DNIT).
• Resulta em um composto de alta resistência ao desgaste por
abrasão, de baixa permeabilidade e anti-derrapante.

• A lama asfáltica é usada como preventivo e corretivo, na conservação de pavimento asfálticos. Não
pode ser entendida com um reforço estrutural do pavimento. Entendendo com sendo uma camada
de desgaste e de ataque do intemperismo
Pavimentação, Engenharia Civil
1.1.2. LA_ Lama Asfáltica
Finalidade:
• impermeabilizar revestimentos antigos, com desgaste
superficial;
• proteção de revestimentos recentes de graduação
aberta;
• selar fissuras e melhorar estética de pavimentos
antigos (rejuvenescimento superficial);
• eliminar problema de derrapagem, elevando o
coeficiente de atrito (pneu/ pavimento);
• construir revestimentos em vias de tráfego leve.
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1.1.2. LA_ Lama Asfáltica
Materiais:
• Ligante betuminoso:
- Podem ser empregadas emulsões asfálticas aniônicas de
ruptura lenta, além do asfaltos modificados emulsionados, quando
indicados no projeto.
• Aditivos:
- Podem ser empregados aditivos para acelerar ou retardar a
ruptura da emulsão na lama asfáltica.
• Água
- Deverá ser limpa, isenta de matéria orgânica, óleos e outras substâncias prejudiciais a ruptura da
emulsão asfáltica.
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1.1.2. LA_ Lama Asfáltica
Materiais:
• Agregado
- Serão constituídos de areia, agregado miúdo, pó-de-pedra ou mistura de ambos. Suas partículas
individuais deverão ser resistentes e apresentar moderada angulosidade, livre de torrões de argila e de substâncias
nocivas.

• Material de enchimento (filer)


- Deve ser constituído por materiais finamente
divididos, tais como: cimento Portland, cal extinta, pós
calcários, etc, e que atendam a granulometria seguinte:

Pavimentos flexíveis – Lama asfáltica – Especificação de serviço – DNIT 2009.


Pavimentação, Engenharia Civil
1.1.2. LA_ Lama Asfáltica
Aplicação
• São aplicadas em usina específica denominada de usina de lama asfáltica, automotoras, constituídas com um silo de
agregados, um silo de filler, um tanque de emulsão, um tanque de água, um misturador e uma caixa-espalhadora munida
de lâminas de borracha (neoprene) para proporcionar o espalhamento da mistura asfáltica em consistência fluida e de
acordo com a espessura da camada projetada. Normalmente a espessura da camada será em função da dimensão do
maior agregado constituinte do traço.

Usina automotora Silo de agregados Misturador de lama


Pavimentação, Engenharia Civil
1.1.2. LA_ Lama Asfáltica
Execução
• Espalhamento da lama asfáltica: espalhada com velocidade uniforme e reduzida. Observar a consistência da massa,
abrindo ou fechando a alimentação d’água, de modo a obter uma consistência uniforme e manter a caixa distribuidora
uniformemente carregada de massa.
• Correção de falhas: A escassez de massa é corrigida com adição de massa, e os excessos com a retirada por meio de
rodos de madeira ou de borracha. A superfície áspera deixada será alisada com a passagem suave de tecido espesso,
umedecido com a própria massa, ou emulsão.
• Compactação pelo tráfego: Duas a três horas após o espalhamento da lama asfáltica, a superfície deverá ser liberada ao
tráfego. A faixa deve ser reaberta ao tráfego após a lama asfáltica ter adquirido consistência suficiente para resistir ao
tráfego sem desagregar.
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1.1.2. LA_ Lama Asfáltica

Condições Gerais
• Não permitir a execução dos serviços em dias de chuva ou quando
a superfície de aplicação apresentar qualquer sinal de excesso de
umidade.

• Não permitir a execução dos serviços sobre revestimento asfáltico


antigo com deficiência estrutural do pavimento e sobre trincas
(retráteis) do revestimento tipo “pele-de-jacaré”.

• Sobre revestimentos asfálticos lisos (ou polidos) ou vias de alta


densidade de tráfego, recomenda-se a execução de pintura de
ligação, para evitar descolamentos da camada de lama asfáltica.

• Não permitir a abertura ao trafego antes da cura camada.


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1.1.3. MB_Macadame Betuminoso
-O QUE É?

• Ligante Betuminoso
• Agregado
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1.1.3. MB_Macadame Betuminoso
-PODE SER USADO EM?

• Base;
• Reforço;
• Revestimento com selagem.
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1.1.3. MB_Macadame Betuminoso
-DE QUE É FORMADO?

• Ligante Betuminoso (CA, EA, LM)


• Agregado Mineral (Pedras, Cascalhos, Britados)
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1.1.3. MB_Macadame Betuminoso
-ALGUMAS CONDIÇÕES:

• Desgaste de L.A. <= 50%;


• I.F. > 0,5;
• P.I. < 12%.
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1.1.3. MB_Macadame Betuminoso
-CONDIÇÕES DO EQUIPAMENTO:

• Carros distribuidores de ligante betuminoso: dispositivos de aquecimento, tacômetro, calibradores e


termômetros;
• Máquina distribuidora de agregados que permita espalhamento homogêneo;
• Rolos compressores do tipo 3 rodas. (Calibragem??)
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1.1.3. MB_Macadame Betuminoso
-EXECUÇÃO (C.A.)

• Varredura da pista;
• Espalhamento do agregado (1ª camada);
• Compressão do agregado;
• Aplicação do ligante (Tº Ideal?)
• Juntas Transversais;
• Espelhamento e compressão da 2ª Camada de agregado;
• Revestimento (5 a 10 dias após)
1.1.4. MCA_Micro-revestimento
Pavimentação/ Engenharia Civil asfáltico
-CONDIÇÕES GERAIS
• Mistura processada em usina móvel especial, de agregados minerais, filer, água,
emulsão com polímeros e eventualmente adição de fibras (ABNT NBR
14948/2003);

• Evolução das lamas asfálticas;


 Vantagens

• Espalhado e compactado a quente ou a frio.


1.1.4. MCA_Micro-revestimento
Pavimentação/ Engenharia Civil asfáltico
-UTILIZAÇÃO
• Recuperação funcional de pavimentos deteriorados;

• Capa selante;

• Revestimento de pavimentos de baixo volume de


tráfego;

• Camada intermediária anti-reflexão de trincas em


projetos de reforço estrutural.
1.1.4. MCA_Micro-revestimento
Pavimentação/ Engenharia Civil asfáltico
-EXECUÇÃO
• Reparos prévios executados;

• Pavimento limpo;

• Aplicação realizada à velocidade uniforme


(mais reduzida possível);

• Manter a consistência da massa uniforme;


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1.1.5. PMF_Pré-Misturado a Frio
-DEFINIÇÃO
• É a mistura executada à temperatura ambiente em usina apropriada, composta
de agregado mineral e ligante asfáltico, espalhada e compactada a frio;
• Revestimento, base, regularização ou Reforço.
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1.1.5. PMF_Pré-Misturado a Frio
-MATERIAIS
• Agregado miúdo;
• Agregado graúdo;
• Ligante asfáltico.
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1.1.5. PMF_Pré-Misturado a Frio
COMPOSIÇÃO DA MISTURA DE PMF
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1.1.5. PMF_Pré-Misturado a Frio
-EQUIPAMENTOS
• Equipamentos
gerais como em
outro tipo de
revestimento;
• Usina para PMF.
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1.1.5. PMF_Pré-Misturado a Frio
-EXECUÇÃO
• Condições gerais;
• Preparo da superfície;
• Produção;
• Transporte;
• Distribuição;
• Compactação.
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1.1.5. PMF_Pré-Misturado a Frio
-CONTROLE E ACEITAÇÃO
• Materiais;
• Produção;
• Aplicação;
• Execução;
• Acabamento.
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1.1.5. PMF_Pré-Misturado a Frio
--VANTAGENS E DESVANTAGENS
• Produção;
• Aplicação;
• Armazenamento;
• Transporte;
• Acabamento;
• Resistência;
• Custo.
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1.1.6.PMQ_Pré-Misturado a Quente
-CONDIÇÕES GERAIS
• Produto resultante da mistura a quente, em usina apropriada, de um ou mais
agregados minerais e cimento asfáltico de petróleo, espalhado e comprimido a
quente.

• Pode ser usado como camada de regularização, como base de pavimento ou


revestimento.

• O pré-misturado a quente é aplicado em espessuras que variam de 3 à 10 cm, de


camada acabada. Essas espessuras definem a utilização de agregados mais finos
até os mais graúdos.

• A principal diferença do CBUQ resume-se a qualidade.(Maior Controle na


Dosagem e Execução).
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1.1.6.PMQ_Pré-Misturado a Quente
-EXECUÇÃO E CONTROLE
• A Temperatura de compressão deve ser estabelecida em função do peso dos rolos
compressores. Um rolo muito pesado pode levar o aparecimento de ondulações.
E se a temperatura for baixa de mais, o rolo poderá gerar fissuras.(Devido a
queda de viscosidade do material).

• Rolos compressores próximos a vibroacabadoras.(Liberação de Tráfego após


atingir a temperatura ambiente- 6 horas após a execução.

• Controle Geométrico: Controle de Espessura e Controle de Acabamento da


Superfície.

• Controle Tecnológico: Qualidade dos Materiais, Uniformidade da Mistura, teor


de asfalto, temperatura e compactação.
Pavimentação/ Engenharia Civil
1.1.6.PMQ_Pré-Misturado a Quente
Pavimentação/ Engenharia Civil

DÚVIDAS?
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Pavimentação/ Engenharia Civil

1. NORMA DE REVISÃO DNIT DNER ES-311/97.

2. Pavimentação asfáltica : formação básica para engenheiros / Liedi Bariani Bernucci... [et al.]. –
Rio de Janeiro : PETROBRAS: ABEDA, 2006.
3. NORMA DNIT 035/2005 – ES

4. MICRORREVESTIMENTO ASFÁLTICO A QUENTE – ET-DE-P00/023, DEPARTAMENTO DE


ESTRADAS E RODAGEM, FEV/2006

5. DNIT________ES – Pavimentos Flexíveis – Pré misturado a frio - Especificação de serviço. Rio de


Janeiro: IPR, 2009

6. CONCRETO ASFÁLTICO PRE-MISTURADO À FRIO. Brasquímica. Acesso em: 10 de abril de 2019.


Disponível em: https://www.brasquimica.com.br/informacoes-
tecnicas/prg_pub_det.cfm/concreto-asfaltico-pre-misturado-a-frio

7. DNIT. Pavimentos flexíveis – Lama asfáltica – Especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR, 2009