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Análise da Viabilidade Econômica de Investimentos

• Meta de qualquer empresa: lucro


• Foco das plantas industriais: venda de produtos de alto
valor produzidos a partir de matérias-primas de baixo valor

A partir da estimativa dos


custos de capital e de
produção

O processo gera O processo é atraente em


recursos? Avaliar
relação a outras alternativas?
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Primeiro passo: estabelecer o fluxo de caixa da empresa


• Fluxo de caixa:
é a demonstração visual das receitas e despesas distribuídas
ao longo de um período estabelecido.
• Para a montagem da projeção do fluxo de caixa de um
investimento, devem ser consideradas entradas e saídas:

Entradas
- contas a receber
- empréstimos
- dinheiro dos sócios...

Saídas
- contas a pagar
- despesas gerais de administração (custos fixos)
- pagamento de empréstimos
- compras à vista...
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Fluxo de Caixa Financeiro

Fluxo de caixa líquido: é a soma aritmética do dinheiro recebido (+)


e despendido (-) pela empresa tomado em um mesmo ponto no tempo.
Assim:

Ft = fluxo de caixa líquido no tempo t


Ft < 0 representa um caixa líquido negativo (dinheiro despendido)
Ft > 0 representa um caixa líquido positivo (dinheiro recebido)
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Diagramas de Fluxo de Caixa


Exemplo: um indivíduo empresta $1000 a outro por 4 anos, a uma taxa de juros
anual de 16%. Ambos combinam que o pagamento do principal só será efetuado
ao final do quarto ano, mas que os juros serão pagos anualmente.

pessoa que recebeu o pessoa que concedeu o


$1.000 empréstimo empréstimo $1.160

$160 $160 $160

1 2 3 4 0
0 1 2 3 4

$160 $160 $160

$1.000
$1.160

Uma vez que duas partes estão envolvidas na transação, notar


que a direção do fluxo monetário depende do ponto de vista
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JUROS
Juros Simples

São calculados sobre o montante do capital:

I=Pni

onde:
I representa os juros ganhos
P é o principal ou capital inicial
n é o período de tempo em os juros ocorrem a uma taxa i
i é a taxa de juros

O valor total do montante S corresponde ao capital inicial ou principal


mais o juros simples após n períodos de tempo:

S = P + I = P (1 + n i)
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Juros Compostos
Juros compostos: juros periódicos, vencidos e não pagos são somados ao
capital emprestado, formando um montante sobre o qual são calculados os
juros seguintes.

Cálculo dos juros compostos quando os juros são pagos anualmente,


para uma taxa de juros anual de 16%:
Quantia devida no Juros a serem Quantia devida Quantia a ser paga pelo
Ano começo de cada pagos ao final de devedor ao final de
ao final de cada
ano ($) cada ano ($) ano ($) cada ano ($)

1 1.000,00 160.00 1.160,00 160.00


2 1.000,00 160.00 1.160,00 160.00

3 1.000,00 160.00 1.160,00 160.00

4 1.000,00 160.00 1.160,00 1.160.00


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Cálculo dos juros compostos quando é permitido seu acúmulo:

Quantia devida Juros adicionados ao Quantia devida Quantia paga pelo


Ano no começo de empréstimo ao final ao final de cada devedor ao final
cada ano, A ($) de cada ano, B ($) ano, A+B ($) de cada ano ($)

1 1.000,00 1.000,00*0,16 = 160,00 1.000*(1,16) = 1.160,00 00,00

2 1.160,00 1.160,00*0,16 = 185,60 1.000*(1,16)2 = 1.345,60 00,00

3 1.345,60 1.345,60*0,16 = 215,30 1.000*(1,16)3 = 1.560,90 00,00

4 1.560,90 1.560,90*0,16 = 249,75 1.000*(1,16)4 = 1.810,64 1.810,64


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Fórmulas de Juros
Símbolos utilizados:
i = taxa anual de juros;
P = soma de um principal no presente;
A = pagamento individual, em uma série de n pagamentos iguais,
feitos ao final de cada período de juros anuais;
F = soma futura ou valor futuro de P.

Pagamento Único com Fator de Juros Compostos

0
...
1 2 3 n-1 n

P
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Cálculo do pagamento único e do fator de juros compostos


Quantia a ser
Ano Juros ganhos
paga no começo Quantia composta ao final do ano
durante o ano
do ano

1 P Pi P + Pi = P(1+i)1

2 P(1+i) P(1+i) i P(1+i) + P(1+i) i = P(1+i)2

3 P(1+i)2 P(1+i)2 i P(1+i)2 + P(1+i)2 i = P(1+i)3

n P(1+i)n-1 P(1+i)n-1 i P(1+i)n-1 + P(1+i)n-1 i = P(1+i)n

= F

F  P1  in 
F  P F/P,i,n 
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Anuidade

Pagamentos individuais em série com fator de juros compostos

0 1 2 3 n-1
...

A A A A A

Série de pagamentos anuais iguais (A) equivalente a uma


quantia futura única (F)
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Anuidade (cont.)

Capital resultante da composição de pagamentos anuais iguais de $100, a uma taxa de


juros composta anual de 12%, ao final de 5 anos:

Fluxo de caixa: 0 1 2 3 4 5

100 100 100 100 100

Final Pagamento ao final do Quantia composta Quantia composta


do ano corrigido pelo fator ao final de 5 anos total
Ano de juros compostos ($) ($) ($)
1 100(1,12)4 157,35

2 100(1,12)3 140,49

3 100(1,12)2 125,44

4 100(1,12)1 112,00

5 100(1,12)0 100,00 635,28


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Anuidade (cont.)

F = A(1) + A(1+i) + … + A(1+i)n-2 + A(1+i)n-1 (equação 1)

F (1+i) = A(1+i) + A(1+i)2 + … + A(1+i)n-1 + A(1+i)n (equação 2)

Subtraindo-se a equação (1) da equação (2), tem-se:

F(1+i) = A(1+i) + A(1+i)2 + … + A(1+i)n-1 + A(1+i)n

- F = - A - A(1+i) - A(1+i)2 - ... - A(1+i)n-1

F(1+i) - F = - A + A(1+i)n
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Anuidade (cont.)

Resolvendo para F, tem-se:

FA
1  in  1
i

O fator
1  in  1 é denominado fator composto de uma série de
i
pagamentos iguais e é designado como (F/A,i,n)

Fundos de Capitalização A

 i 
A  F 
 1  i  1
n
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Anuidade (cont.)

Recuperação de capital para pagamentos iguais em série


A A A A A

...
0 1 2 3 n-1 n

i i1  in
A  P1  in AP
1  i n
1 1  in  1

o fator resultante i(1+i)n / [(1+i)n – 1] é designado (A/P,I,n)


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Anuidade (cont.)

Valor presente de uma série de pagamentos iguais em série

PA
1  in  1
i1  in

o fator resultante [(1+i)n – 1] / [i (1+i)n ] é designado como (P/A,i,n)


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Pagamentos em Série do Tipo Gradiente Uniforme


Em geral, uma série de pagamentos aumentando uniformemente por
n períodos pode ser expressa como:

G, 2G, ………. (n-1)G

onde G é a mudança anual na magnitude dos pagamentos


(n-1)G
(n-2)G
2G
G

...
0 1 2 3 n-1 n
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Série em Gradiente e Equivalência a uma Série de Gradientes

Gradiente em série e equivalente da série

Fim do ano Gradiente em Série Equivalente para o Gradiente


série em Série
0 0 0
1 0 0
2 G G
3 2G G+G
4 3G G+G+G
. . .
. . .
. . .
n-1 (n-2)G G+G+G+…+G
n (n-1)G G+G+G+…+G+G
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A soma futura pode ser deduzida da seguinte forma:


F  G F / A,i,n  G
1 F / A,i,n  2  ...  G
F / A,i,2  G 
F / A,i,1

 1  in 1  1   1  i n 2  1  1  i2  1  1  i1  1 


 G   G   ...  G    G 
 i   i   i   i 


i
[
G  n1  n2
1i  1i  ...  1  i2  1  i  n  1 ]

i
[
G  n1  n2
1i  1 i    
 ...  1  i  1  i  1 
2 nG
i
]
G  1  in  1 nG
F  
i  i  i
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Dedução da relação entre A e G:


 i 
A  F 
 1  i  1
n

G  1  in  1  i  nG  i 
     
i  i   1  i  1
n i  1  i  1
n

G nG  i 
   
i i  1  i  1
n


G nG A / F,i,n
A   G  
 1 n  A / F,i,n  

i i i i  

1 n 
A  G  
 i 1  i  1
n
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Pagamento em Série do Tipo Gradiente Geométrico

Em algumas situações, um pagamento anual aumenta ou diminui


não de uma quantia constante, mas de uma porcentagem constante:

Ft=F1 (1+g)t-1 t=1,2,……..n P


F1  1  gn  1
 , P  F1 

 P / A,g,n 
1  g  g1  g 
n
 1  g 
F1(1+g)n-1
F1(1+g)n-2
F1(1+g)2
onde:
F1(1+g)1
F1 (1  i)
g'  1
... (1  g)
0 1 2 3 n-1 n
g’: taxa livre de crescimento
Gradiente geométrico para g›0
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Taxa de Juros Nominal e Efetiva

Taxa de juros nominal: expressa em base anual, sendo determinada pela


multiplicação da taxa de juros efetiva pelo número de períodos computados no
ano.
Relação entre a taxa de juros nominal e a efetiva

c
 r 
i  1   1 C1
 m

onde: r = taxa nominal de juros


i = taxa efetiva de juros em um dado intervalo de tempo
m = períodos de juros computados por ano
c = número de períodos de juros em um dado intervalo de tempo
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Juros Compostos Contínuos


m
 r 
i a  lim m    1   1
 m
r
m  m 
 r   r  r 
1    1   
 m    m  
 
m
 r  r
lim m    1    e  2,7182
 m

m
 r r
i a  lim m    1    1  er  1
 m
Assim, quando a taxa de juros é computada continuamente, tem-se:

Taxa anual efetiva de juros= ia = er - 1


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Comparação das Taxas de Juros Efetivas


Taxa de juros efetiva anual para vários períodos computados a uma taxa anual nominal de 18%:

Frequência Número de Taxa de juros Taxa de juros


de cômputo períodos por ano efetiva por período anual efetiva

Anualmente 1 18,0000% 18,0000%


Semestralmente 2 9,0000 18,8100

Trimestralmente 4 4,5000 19,2517

Mensalmente 12 1,5000 19,5618

Semanalmente 52 0,3642 19,6843


Diariamente 365 0,0493 19,7142

Continuamente  0,0000 19,7217