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Mulher, Estado e Revolução

Sabrina Rodrigues Marques


Mestre em História-UNIOESTE
proptical@Hotmail.com
Mulher, Estado e Revolução- Wend Goldman
Capítulos
1. As origens da visão bolchevique: amor sem entraves, mulheres livres
2. O primeiro retrocesso: besprizornost’ e a criação socializada da criança
3. A lei e a vida colidem: união livre e população assalariada
4. Agitando o mar de estagnação camponesa
5. Podando o “matagal burguês”: esboço de um novo código da família
6. Liberdade sexual ou caos social: o debate sobre o Código de 1926
7. Controlando a reprodução: mulheres versus Estado
8. Reformulando a visão: a ressurreição da família
CONCLUSÃO – O oxímoro de Stalin: Estado socialista, direito e família
Em síntese Goldman indagou:
Com base nas condições materiais da União Soviética depois da Revolução,

“quais são as condições necessárias para se realizar ideais revolucionários? É possível que se crie
total liberdade sexual para homens e mulheres sob condições de desemprego, discriminação e
persistência de atitudes patriarcais? O que podemos aprender da experiência de nossos camaradas,
especialmente a classe trabalhadora e as mulheres camponesas, depois da Revolução Russa?”
Mulher, Estado e revolução, trata da Revolução Russa através do olhar das mulheres. São as grandes
experiências na libertação feminina e sobre o amor livre após a tomada do poder. O estudo vai desde a
triunfante Revolução operária de 1917 até 1936, quando o regime já se encontrava sob o controle da burocracia
stalinista.

A Revolução Russa marcou profundamente a Rússia quanto às relações sociais e principalmente quanto ao papel
da mulher na sociedade.

A estratégia bolchevique de libertação da humanidade através de uma revolução operária incluía a luta contra a
opressão às mulheres e a outros setores da sociedade. Após a tomada do poder, porém, essa problemática se
colocava de forma muito mais concreta, lançando aos revolucionários o desafio de levar adiante todos os
âmbitos da construção de uma sociedade comunista, desde as questões do modo de vida, da organização
familiar e das relações humanas em geral.
Em primeiro plano a necessidade da Revolução de outubro de 1917

Era libertar as mulheres do que os bolcheviques consideravam como a “escravidão do lar”. E, ao


mesmo tempo que sustentavam que o trabalho doméstico deveria ser separado por completo do lar,
também apontavam a necessidade de as mulheres fazerem parte da produção, como trabalhadoras,
conquistando assim uma independência econômica fundamental em relação aos homens.

Os revolucionários russos, portanto, avançaram nesse sentido socializando o trabalho doméstico por
meio de lavanderias, creches e restaurantes públicos, reduzindo-o assim ao mínimo possível.

Mas a opressão milenar às mulheres não poderia ser transformada de um dia para o outro, e todo um
processo de “revolução dentro da revolução” deveria avançar. Por isso reflexões acerca das formas
de relação social, da criação coletiva das crianças e do amor foram tema de debates calorosos entre
os pensadores revolucionários da Rússia pós-1917.
Os revolucionários russos, portanto, avançaram nesse sentido socializando o trabalho doméstico
por meio de lavanderias, creches e restaurantes públicos, reduzindo-o assim ao mínimo
possível.

Mas a opressão milenar às mulheres não poderia ser transformada de um dia para o outro, e
todo um processo de “revolução dentro da revolução” deveria avançar. Por isso reflexões
acerca das formas de relação social, da criação coletiva das crianças e do amor foram tema de
debates calorosos entre os pensadores revolucionários da Rússia pós-1917.
Libertar as mulheres das tarefas domésticas, socializando-as, e dar as condições materiais e
econômicas para livrar as relações humanas de qualquer entrave capitalista também estava
acompanhado da necessidade que as mulheres tomassem em suas mãos o destino do país e da
sociedade, passando a não somente ter mais direitos ou mais liberdade, mas também administrando
o Estado operário e dirigindo os sovietes.

Essa ideia confrontava diretamente o que o capitalismo relegava às mulheres. Não era uma questão
de opressão somente, mas a noção de que a própria alienação do trabalho doméstico impede as
mulheres de qualquer desenvolvimento.
As origens da visão bolchevique: amor sem entraves, mulheres livres

Em outubro de 1918, apenas um ano após a chegada dos bolcheviques ao poder, o Comitê Executivo
Central do Soviete (VTsIK), o mais alto órgão legislativo, ratificou um Código completo do Casamento,
da Família e da Tutela. O Código captou em lei uma visão revolucionária das relações sociais, baseada
na igualdade das mulheres e no “definhamento” (otmiranie) da família.

A socialização do trabalho doméstico eliminaria a dependência das mulheres para com os homens e
promoveria uma nova liberdade nas relações entre os sexos.
Trotski declarou que, assim que a “lavagem [fosse] feita por uma lavanderia pública, a
alimentação por um restaurante público, a costura por uma loja pública”, “o elo entre marido e
mulher seria liberto de tudo que lhe é externo e acidental”. Novos relacionamentos, “não
obrigatórios”, se desenvolveriam baseados em sentimentos mútuos.

A ideia soviética de matrimônio dos anos 1920 era a de uma relação entre iguais, uma união de
camaradas fundada em afeto mútuo e soldada por interesses comuns. Teóricos soviéticos
reconheciam que a união de companheiros exigia que as mulheres se tornassem iguais em
relação aos homens.
Se as mulheres não participassem da vida política e cultural, suas relações com os homens não poderiam
ser baseadas em respeito mútuo.

Invocando o ideal da união de companheiros Shishkevich:“A participação de ambos os cônjuges na vida


pública facilita o entendimento mútuo e desenvolve respeito à mulher como uma igual, uma amiga e uma
camarada”. Teóricos soviéticos prognosticaram relações baseadas na “união livre” ou no “amor livre”.
Kollotai: “Na natureza não há moralidade nem imoralidade”, escreveu. “A satisfação dos instintos naturais e
saudáveis somente deixa de ser normal quando transcende os limites estabelecidos pela higiene.” Ela
defendia que a moral, assim como a família, era historicamente construída e, portanto, sujeita à :

“O ato sexual não deve ser reconhecido como vergonhoso nem pecaminoso, e sim como natural e legal,
uma manifestação de um organismo saudável tanto quanto a satisfação da fome e da sede”.
A visão bolchevique era baseada, portanto, em quatro preceitos: união livre, emancipação das
mulheres através do trabalho assalariado, socialização do trabalho doméstico e definhamento da
família.

No capitalismo:
Apesar das mudanças impulsionadas pelo crescimento da indústria doméstica ao longo do século
XVIII, o lar ainda era a unidade de produção primária, e a maioria das mulheres no interior e nas
cidades estava solidamente integrada à economia familiar. As mulheres se dedicavam a uma
variedade de ofícios como resultado da penetração do mercado no campo, mas essas tarefas ainda
eram realizadas dentro da casa em meio ao trabalho tradicional do cultivo, educação das crianças,
limpeza, costura e remendo.
As expressões limitadas de feminismo contidas na Revolução Francesa demonstraram que as
demandas pela emancipação da mulher não poderiam ser realizadas enquanto o lar desempenhasse
um papel central na produção.
No início do século XIX, trabalhadores da Inglaterra e da França recorriam cada vez mais à prática
de auto casamento ou união livre. Muitos simplesmente não tinham recursos para casar, e grande
parte deles adiava o casamento e vivia junta.

Na França, muitos trabalhadores, principalmente na indústria metalúrgica, se opunham ao


casamento por princípio. Licenças eram caras, e o anticlericalismo, desenfreado. Na Inglaterra, a
não conformidade sexual e religiosa também estava amplamente difundida.

Os primeiros centros industriais eram viveiros de hostilidade contra o clero e suas taxas de
casamento. Em muitas cidades, o anticlericalismo tomou contornos radicais, até mesmo socialistas.
Pensadores livres painistas[a], feministas e socialistas debatiam intensamente a instituição do
casamento, expressando o que muitos trabalhadores já praticavam há várias décadas.
A reação inicial dos trabalhadores à entrada das mulheres no mercado de trabalho na Inglaterra,
assim como em outros
países, foi ativamente hostil. As mulheres começaram a ingressar no ofício de alfaiataria na
Inglaterra durante a Guerra
Napoleônica, desviando trabalho das oficinas mais antigas e diminuindo o controle que os
trabalhadores haviam conquistado
sobre a contratação, salários e organização do trabalho. Os homens começaram rapidamente a se
organizar para manter as
mulheres fora dos ofícios, argumentando que mulheres trabalhadoras rebaixavam os salários e
tornavam impossível para um
homem sustentar sua família. Organizaram greves importantes em 1827 e 1830 para, em certa
medida, excluir as mulheres do
trabalho. Empregadores usaram as mulheres como fura-greves, e no final dos anos
Zetkin
defendia o direito das mulheres ao trabalho, mas acreditava que o trabalho assalariado era “um
pré-requisito
essencial” para a independência das mulheres. Ainda que, nas palavras de Zetkin, “a escrava do
marido se tornou a escrava do
empregador”, ela insistia que as mulheres “se beneficiaram com essa transformação”[108].
• Os bolcheviques reconheciam que a lei por si própria não poderia libertar as
mulheres, mas os primeiros passos que deram,
• naturalmente, foram para eliminar leis familiares antiquadas e garantir um novo
marco legal para suas próprias ideias sobre
• relações sociais. Juristas a favor de reformas haviam tentado atualizar as leis
russas por mais de meio século antes da
• Revolução de Outubro, mas obtiveram pouco sucesso. Em dois decretos breves,
publicados em dezembro de 1917, os
• bolcheviques conquistaram mais do que o ministro da Justiça, os jornalistas
progressistas, as feministas, a Duma e o Conselho
• de Estado jamais haviam tentado: substituíram o casamento religioso pelo civil e
estabeleceram o divórcio a pedido de
• qualquer um dos cônjuges. Um Código completo do Casamento, da Família e da
Tutela foi ratificado pelo Comitê Executivo
• Central do Soviete (VTsIK) um ano depois, em outubro de 1918[121]. O novo
Código varreu séculos de domínio patriarcal e
• eclesiástico e firmou uma nova doutrina baseada em direitos individuais e
igualdade de gênero.
• Leis abolidas na URSS
• Por sua insistência sobre os
• direitos individuais e igualdade de gênero, o Código constituiu nada menos do que a legislação
familiar mais progressista que
• o mundo havia conhecido[128]. Aboliu o status legal inferior das mulheres e estabeleceu igualdade
perante a lei. Ao eliminar a
• validade do casamento religioso, garantiu status legal somente ao casamento civil e organizou
escritórios de estatísticas
• (conhecidos como Zags) para o registro de casamento, divórcio, nascimento e morte. O Código
garantia o divórcio a pedido
• de qualquer um dos cônjuges: não era necessária uma justificativa. E ampliava as mesmas
garantias de pensão alimentícia para
• o homem e para a mulher.
• O Código varreu séculos de leis de propriedade e privilégio masculino ao abolir a ilegitimidade e
garantir a todos os filhos
• o direito de serem sustentados por seus pais. Todos os filhos, nascidos dentro ou fora de um
casamento registrado, tinham
• direitos iguais. Dessa forma, o Código separou o conceito de casamento do de família, ao criar
obrigações familiares
• independentes do contrato matrimonial.
• De acordo com a ideia predominante de casamento como
união entre iguais, o Código restringiu claramente os deveres e
• obrigações da união matrimonial. Casamento não dava origem
à propriedade compartilhada entre cônjuges: a mulher
• preservava absoluto controle de sua renda depois do
casamento e nenhum cônjuge poderia reclamar propriedade do
outro.
• Embora o Código previsse um prazo ilimitado de pensão
alimentícia para ambos os gêneros, o auxílio se limitava aos
pobres
• desvalidos. O Código pressupunha que ambas as partes,
casadas ou divorciadas, deveriam sustentar a si mesmas.
• Os bolcheviques enfatizavam fortemente o trabalho assalariado
como pré-requisito para a libertação das mulheres
• justamente porque a luta para incorporar o trabalho feminino no
movimento da classe trabalhadora era central para a igualdade
• da mulher trabalhadora no século XIX. Seu comprometimento com
a socialização do trabalho doméstico e o definhamento da
• família eram respostas diretas aos ataques do capitalismo sobre a
família e os papéis de gênero tradicionais. O trabalho
• assalariado feminino e as consequências que lhe seguiram
forneceram o elo entre os vários componentes da visão
• bolchevique.
• CONTROLANDO A REPRODUÇÃO: MULHERES VERSUS ESTADO
• A Revolução de Outubro e a subsequente guerra civil pouco
fizeram para colocar fim à prática do aborto clandestino. Na
• verdade, a fome, a miséria e a ruína econômica estimulavam um
número cada vez maior de mulheres a procurar abortos
• ilegais. Em 1920, Semashko alegou que o aborto justifica-se
“apenas em casos extremos e excepcionais”, mas reconhecia que
• a criminalização era ineficaz para alterar as circunstâncias que
levavam as mulheres ao aborto. Além de solicitar um melhor
• atendimento a gestantes e mães como parte integrante da “luta
contra o aborto”, ele também recomendou que a operação fosse
• realizada, legalmente, por médicos em hospitais, “sob condições
em que causasse o mínimo de danos” para as mulheres[5]
• Alguns meses depois, em novembro de 1920, os Comissariados da Saúde e da Justiça (NKZdrav e
NKIu) legalizaram o
• aborto.
• Reconhecendo que a repressão foi inútil, o decreto permitia às mulheres fazerem abortos gratuitos em
hospitais, mas apenas
• pelos médicos; as babki (parteiras camponesas) ou parteiras teriam de enfrentar sanções penais e
seriam privadas do seu
• direito à prática da profissão. O decreto explicava que “as reminiscências morais” e as “dolorosas
condições econômicas do
• presente” tornavam o aborto necessário. Oferecia às mulheres uma alternativa segura, legal e
economicamente justa aos becos
• do passado[6].
• Com esse decreto, a União Soviética tornou-se o primeiro país do mundo a dar a todas as mulheres a
possibilidade legal e
• gratuita de interromper a gravidez. No entanto, apesar da enorme liberdade que o decreto concedia às
mulheres, nunca
• reconheceu o aborto como um direito da mulher. O decreto afirmava claramente que o aborto era “um
mal”, e que a
• legalização devia ser associada à “agitação contra o aborto entre as massas de mulheres
trabalhadoras”[7]. Semashko sentiu a
• necessidade de salientar que o aborto não era uma questão de direito individual, já que tinha o
potencial para diminuir a
• natalidade e ferir os interesses da sociedade e do Estado[8].
• O decreto, fortemente moldado pelas noções patriarcais da maternidade, mostrava pouca consciência
dos limites que os
• filhos estabeleciam sobre a possibilidade das mulheres, mesmo sob as condições mais prósperas, de
participarem da vida
• pública. A ideologia oficial recomendava clínicas de maternidade e creches como a principal solução do
conflito entre o
• trabalho e a maternidade. Um pesquisador do aborto, que expressava a visão oficial dominante,
escreveu:
• Esperamos que no futuro, com o aumento da riqueza material da nossa União, do padrão de vida e do nível cultural do povo trabalhador, as mulheres percam o medo
• da maternidade. A gravidez tornar-se-á uma alegria e não um sofrimento, e o aborto como um fenômeno de massas já não terá um papel ativo em nossa União.[9]

• A ideia de que as mulheres tinham um direito básico de controlar sua própria fertilidade recebia pouca
consideração como
• tal. Mesmo Alexandra Kollontai, uma defensora poderosa da libertação das mulheres, acreditava que a
maternidade não era
• “uma questão privada”. Ela argumentava que a necessidade de recorrer à interrupção da gravidez
desapareceria uma vez que
• estivessem disponíveis os serviços necessários para o cuidado da criança e as mulheres entendessem
“que a natalidade é uma
• obrigação social ”[10]. As discussões em torno do aborto no início da década de 1920, como as que
aconteciam antes da
• Revolução, não foram enquadradas em termos de direitos individuais. O conceito de direitos
reprodutivos das mulheres foi
• pouco desenvolvido, e a noção de direitos fetais menos ainda.
• Em suma, a opinião prevalecente sobre o aborto se baseava em
três princípios básicos fundamentais: em primeiro lugar,
• que a questão da pobreza levava as mulheres a procurar o
aborto, e que uma melhora nas circunstâncias materiais
eliminaria
• essa necessidade. Segundo, que a decisão de ter um filho não
era pessoal, mas sim social; em terceiro lugar, que as
• necessidades reprodutivas da sociedade, em última análise,
prevaleciam sobre os desejos individuais de uma mulher. As
• tendências libertárias tão evidentes nas discussões sobre
casamento e divórcio nunca se estenderam para a questão da
• maternidade.
• O decreto de 1920 tornou visíveis as necessidades – até então
escondidas – das mulheres. Multidões de mulheres iam às
• instalações médicas soviéticas exigindo abortos
A autoria do cartaz é
"Trabalhadoras,
atribuída a Lev Brodarty
peguem os rifles"
(1889–1954). Artista
(1917)
gráfico e ilustrador,
estudou na Academia de
Belas Artes, na Polônia.
Além de imagens de
divulgação dos ideais da
Revolução, desenhou
caricaturas para o
jornal Pravda e outras
publicações da época,
além de ilustrações para
livros.
O que a Revolução
de Outubro deu às
trabalhadoras e
camponesas”,
pôster soviético
mostrando ao fundo
escolas, bibliotecas,
centros de cultura,
de lazer.
"Abaixo a escravidão
da cozinha! Que haja
uma nova vida
familiar!" (G. Shegal,
1931). Cartaz
socialista
questionando os
tradicionais papéis
sociais e dando uma
nova interpretação
para as relações
familiares.
"Dia A artista russa
Internacional Valentina Kulagina
da Mulher (1902 – 1987)
Trabalhadora é produziu cartazes
o dia de e materiais de
julgamento da propaganda em
concorrência colaboração com
socialista" seu marido,
(1930) Gustav Klutsis,
também artista,
que conheceu na
escola Vkhutemas
em 1920.
"Dia Internacional Também produzido
da Mulher por Valentina Kulagina
Trabalhadora – é o que, combinando
dia de luta do técnicas de pintura com
proletariado" fotografias e outros
(1931) elementos gráficos, foi
uma das figuras
centrais do
Construtivismo no
início do século 20, ao
lado de El Lissitzky,
Alexander Rodchenko
e o própio marido,
Gustav Klutsis.
"Fascismo – o Produzido por Nina
inimigo mais cruel Vatolina (1915 – 2002).
das mulheres" A artista estudou no
(1941) Instituto de Moscou
(1937 – 1942),
especializando-se em
pintura, principalmente
de retratos. No aguge
da sua carreira, nos
anos 60, decidiu mudar
de direção e seguir
carreira na literatura,
tendo sido publicada
pela editora "Soviet
Artist". Casou-se com o
artista Max Avadevich
Birstein.
"Mãe pátria" Irakli Moissejewitsch Toidze
(1941) (1902 – 1985) foi um pintor
georgiano e artista gráfico.
Neste cartaz, faz referência à
proposta de que o serviço
militar obrigatório abrangesse
as mulheres, que surgiu após o
lançamento da Operação
Barbarossa de invasão da
União Soviética por tropas
nazistas em 22 de junho de
1941. Filho do artista georgiano
Moses Toidze, o autor criou
uma série de cartazes de
propaganda durante a Segunda
Guerra Mundial e ganhou
o Prêmio Stalin em diversas
ocasiões durante os anos 1940
por suas ilustrações.
"Solidariedade - Cartaz produzido pelo artista
não ao soviético Viktor Koretsky
fascismo" (1975) (1909 – 1998), em que mostra
uma mulher com um lenço
vermelho. Viktor Koretsky
também fazia parte da
Brigada KGK3, coletivo
composto por ele, Vera
Gitsevich e Boris Knoblok.
Estudou na Escola de Artes
Ilustrativas de Moscou, onde
teve influência dos
Construtivistas; seu interesse
na arte do pôster do agit-prop
originou-se de seu fascínio
com as fotomontagens de
John Heartfield (nome
artístico do pintor alemão
Helmut Herzfeld)