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DLPA, DMPL e DFC

Profª: Hellen Ferreira


Demonstração dos Lucros ou Prejuízos
Acumulados (DLPA)
• Instrumento de integração entre o BP e a DRE;

• Apenas uma parte do Lucro Líquido é distribuído para os


proprietários, em forma de dividendos;

• A destinação do Lucro Líquido será evidenciada na DLPA,


antes de ser indicada no BP;

• Encerra-se a DRE com a apuração do resultado (lucro ou


prejuízo);

• Transporta-se o lucro Líquido para DLPA para efetuar sua


distribuição;

• Em seguida, após a distribuição o que fica retido é


transportado para o BP.
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos
Acumulados (DLPA)
• No art.176 da Lei nº 11.638, a DLPA é relacionada
como uma demonstração financeira obrigatória;

• Todavia, no art.178 da mesma lei, é determinado


que o PL é constituído em Capital Social, Reservas
de Capital, Reservas de Lucro, Ações em Tesouraria,
Ajustes de Avaliação Patrimonial e Prejuízos
Acumulados, não incluindo a conta Lucros
Acumulados;
• Recomenda-se assim, o uso da conta Lucros ou
Prejuízos Acumulados.
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos
Acumulados (DLPA)
• A solução é a utilização da conta: Lucros ou
Prejuízos acumulados;

• Receber o lucro líquido e promover sua


distribuição;

• Manter a DLPA com sua finalidade específica;

• Tratando-se de S/A’s de capital aberto, a DLPA


deverá ser substituída pela DMPL;
Estrutura na DLPA
Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido (DMPL)
• Ao contrário da DLPA que fornece a
movimentação de apenas uma conta do PL, a
DMPL evidencia a movimentação de todas as
contas do PL durante o exercício;

• Assim, todo acréscimo ou diminuição do PL é


evidenciado a partir desta demonstração;

• Mais completa e abrangente que a DLPA;

• Fundamental para elaboração da DOAR;


Técnica de Elaboração (DMPL)
• Indica-se uma coluna para cada conta do PL;

• Preferencialmente indicando o Grupo de Reservas


a que pertence;

• Se existir a conta “dedutiva” Capital a realizar,


faz-se a subtração do Capital social e utiliza-se a
conta Capital realizado.
Estrutura DMPL
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)
• É um dos principais relatórios contábeis para fins
gerenciais;

• Tornou-se obrigatória no Brasil, para as


companhias abertas e de grande porte a partir de
2008;

• Evidencia as modificações ocorridas no saldo de


Disponibilidades (Caixa e equivalentes de Cx) da
companhia em determinado, por meio dos fluxos
de recebimento e pagamento.
DFC x DOAR
• A DFC substituiu a DOAR com o advento da lei
nº 11.638/07;
• Embora a DOAR seja mais rica em termos de
informação, os conceitos e termos nela contidos,
não sejam de fácil compreensão;
• A DFC por possuir uma linguagem e conceitos
mais simples, possui uma melhor comunicação
com a maioria dos usuários das Demonstrações
Contábeis.
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)
• Indica no mínimo, as alterações ocorridas no
exercício no saldo da conta Caixa e equivalentes
de caixa, segregadas em fluxos;

• Fluxo das operações;


• Fluxo dos investimentos;
• Fluxo dos financiamentos;

• Poderá ser obtida de duas formas: de forma


direta ou de forma indireta.
Apresentação da Demonstração do
Fluxo de Caixa
• Método Direto: onde as principais classes de
recebimentos e desembolsos brutos são
divulgadas;

• Método Indireto: onde o superávit ou o déficit


líquido é ajustado pelos efeitos das transações que
não envolvem dinheiro, quaisquer deferimento ou
provisões de recebimentos ou pagamentos
operacionais passados ou futuros e itens da receita
ou da despesa relativa a fluxos de caixa de
atividades de investimento ou de financiamento.
Estrutura Método Direto
• DFC da _________em __/12/XX:
• I - Fluxos das Operações:
• (+) Recebimento de Vendas
• (-) Pagamento de Compras
• (-) Pagamentos de impostos
• (-) Pagamento de Despesas Operacionais
• (=) Caixa Gerado pelas Operações
• II - Fluxos dos Investimentos:
• (-) Aquisição de Investimentos /imobilizado
• (+) Vendas de Investimentos /imobilizado
• (=) Caixa Gerado pelos Investimentos
III - Fluxos dos Financiamentos:
(+) integralização do capital
(+) Empréstimos Bancários
(-) Amortização de Financiamentos
(-) Pagamentos de dividendos
(=) Caixa Gerado pelos Financiamentos
Variação Total das Disponibilidades: (I + II + III)
Saldo Inicial das Disponibilidades
Saldo Final das Disponibilidades
Vantagens do Método Direto
 É o mais aconselhado a usar, pois proporciona
informações que o método indireto não
disponibiliza, como estimar futuros fluxos de caixa;
 Permite gerar informações com base em critérios
técnicos, eliminando qualquer interferência da
legislação fiscal;
 Permite que a cultura de administrar pelo caixa seja
introduzida mais rapidamente nas entidades;
 As informações do caixa podem estar disponíveis
diariamente.
Desvantagens do Método Direto

A falta de experiência dos profissionais nas


áreas atingidas em usar as partidas dobradas
para classificar os recebimentos e pagamentos.
Estrutura Método Indireto
I – Origens dos Recursos
a) das Operações
(+/-) Resultado Líquido do Exercício
(+-) Ajustes (ex.: depreciação)
(=) Resultado Líquido Ajustado
(+) Aumentos Líquidos nas contas do Passivo Circulante
(-) Aumentos Líquidos nas contas do Ativo Circulante

b) de Investimentos
(-) Compras de Imobilizado
(+) Recebimentos por venda de Imobilizado

c) de Financiamento
(+/-) Empréstimos Tomados/Pagos
(+/-) Juros Recebidos/Pagos
II – Aplicações dos Recursos (igual DOAR)
III – Variação Líquida do Disponível (I-II)
IV – Saldo Inicial do Disponível
V - Saldo Final do Disponível (III + IV)
Vantagens do Método Indireto
 A utilização desse método propicia ao usuário
avaliar o quanto do superávit do período foi
transformado em caixa;

 Apresenta baixo custo;

 Concilia o superávit contábil com fluxo de caixa


operacional líquido, mostrando como se compõe
a diferença;
Desvantagens do Método Indireto
O tempo despendido para gerar informações
pelo regime de competência e só depois
convertê-las para o regime de caixa;

Se há interferência da legislação fiscal na


contabilidade, o método indireto irá eliminar
somente parte dessas distorções.
Qual método de DFC usar?
• A diferença entre o modelo indireto e o modelo
direto da DFC está apenas na evidenciação dos
fluxos gerados pelas operações;

• Não há diferença no que diz respeito aos fluxos


gerados pelos financiamentos e pelos
investimentos.