Você está na página 1de 24

AS SOCIEDADES RECOLETORAS E AS PRIMEIRAS SOCIEDADES PRODUTORAS

VESTÍGIOS ARQUEOLÓGICOS - VIANA DO CASTELO


FRISO CRONOLÓGICO

FIM DO PALEOLÍTICO NÉOLITICO IDADE DO BRONZE IDADE DO FERRO


SUPERIOR E MESOLITICO
-13500 -12700 - 10000 -5000 -4500 -4300 -4000 3900 -2400 -2200 -1800 -800 -400 -200-----100 -58
DIVISÃO DA PRÉ-HISTÓRIA
IDADE DA PEDRA

IDADE DOS METAIS


• Paleolítico (Pedra • Idade do Cobre
Lascada- entre 3 (entre 6 mil e 4 mil
milhões e 8 mil anos anos atrás)
atrás) -NÓMADAS • Idade do Bronze
• Mesolítico • Idade do Ferro
• Neolítico (Pedra (1200 anos a.C.)
Polida – entre 8 e 6
mil anos atrás)
SEDENTÁRIOS
AS SOCIEDADES RECOLETORAS
Domínio do fogo
Melhoria das condições de vida
- Cozedura dos alimentos;
-Aquecimento;
-Iluminação dos abrigos;
Produção do fogo
Homo erectus -Proteção contra os animais
Fricção de dois pedaços ferozes;
400 mil anos a.c. de madeira/ Choque de
duas pedras - Aperfeiçoamento dos
instrumentos;
- Fortalecimento dos laços sociais;
-Desenvolvimento da linguagem-

DOMÍNIO DO SER HUMANO SOBRE A NATUREZA


AS SOCIEDADES RECOLETORAS
As conquistas do Homem do Paleolítico
Fabrico de
Libertação da
Bipedia utensílios em Domínio do fogo
mão
pedra e osso

Seixo quebrado,
Verticalidade bíface de pedra e
osso, raspador

Desenvolvimento da inteligência

-Definição de uma economia recoletora


-Comunidades nómadas
-Adoção de uma linguagem
-Culto dos mortos
-Manifestações artísticas (arte rupestre e arte
móvel)
PRÉ-HISTÓRIA
• Mamoa de Afife Fornelos • Gravuras Rupestres de Roques
• Vestígios de oficina de talhe de • Gravuras Rupestres da Laje da • Mamoa de Felgueiras
bifaces - Afife Lança • Mamoa de Arques
• Gravuras Rupestres da • Gravuras Rupestres do • Mamoa de Alvarães / Vila Fria
Cividade de Afife Troviscoso • Gravuras Rupestres
• Gravuras Rupestres de • Gravuras Rupestres do • Mamoa da Chasqueira
Freixieiro de Soutelo Mesieiro
• Mamoa de Lordelo
• Mamoa da Chão da Pica • Gravuras Rupestres Fossetes
da Piotinha • Mamoa e Cista da Pedreira /
• Gravuras rupestres da Laje da Neivatex
Churra • Gravuras Rupestres do Penedo
da Moura • Mamoa da Gandara
• Gravuras rupestres Pedra do
Sol • Gravuras de S. Mamede • Cista de Lordelo
• Vestígios de oficina de talhe de • Vestígios de oficina de talhe de
bifaces - Carreço bifaces - Areosa • GRAVURAS RUPESTRES
• Gravuras rupestres do • Gravuras do Castro do Vieito • MONUMENTOS MEGALÍTICOS
Montedor • Gravuras Rupestres da Breia • ESTAÇÕES DE TRADIÇÃO
• Gravuras rupestres da Laje / • Vestígios de oficinas de talhe PALEOLÍTICAS
Fraga da Bica de bifaces - Anha • NECRÓPOLES PROTO-HISTÓRIA
• Mamoa da Cova da Moura • Mamoa de Mazarefes
• Gravuras rupestres da praia de • Mamoa do Santoínho
Gravuras rupestres de Montedor - Carreço

No litoral Norte do concelho de Viana do


Castelo, concretamente nas freguesias de
Areosa, Carreço e Afife, concentra-se um dos
maiores conjuntos de gravuras rupestres do
Noroeste Peninsular, distribuídas por
numerosos núcleos, dos quais destacámos os
da Laje da Churra, Fraga da Bica e Praia de
Fornelos. Os motivos insculturados, vão desde
os motivos geométricos aos zoomorfos e
antropomorfos. Estas gravuras poderão
remontar ao Calcolítico (idade do Cobre –
entre 6 a 4 mil anos a.C.)e estender-se pela
Idade do Bronze, até à Idade do Ferro.
Mamoa de Afife

Os monumentos deste tipo, também


conhecidos por Dólmenes ou Antas,
eram túmulos de enterramento
coletivo, que se desenvolveram
desde o Neolítico Pleno até ao
Bronze inicial, ou seja, sensivelmente
do 5.º ao 2.º Milénio antes de Cristo.

As escavações realizadas na Mamoa


de Afife permitiram a recolha de
várias pontas de seta e lâminas de
sílex e quartzo, machados de pedra
polida e alguns fragmentos
cerâmicos, materiais que se podem
classificar como Neolíticos, mas que
perduraram até ao início da Idade dos
Metais.
Mamoa da “Neivatex” – S. Romão do Neiva

• Monumento funerário megalítico de tipo


câmara- corredor, atribuível ao período
Calcolítico.
MAMOA DO SANTOINHO (Darque)

Monumento funerário megalítico com couraça pétrea e


indícios de estrutura de contenção e corredor, atribuível ao
período calcolítico. Apresenta, na parte central, depressão
bastante acentuada relacionada com possível violação e
conserva ainda dois monolíticos, que presumivelmente
fariam parte da câmara.
Encontra-se junto da fábrica Viana Turbo.
AS PRIMEIRAS SOCIEDADES PRODUTORAS
A Revolução Neolítica
Neolítico
Economia de Produção Progressos técnicos

Agricultura Criação de gado Novos utensílios

Crescimento da produção

SEDENTARIZAÇÃO

Formação de aldeamentos Atitude perante a natureza

Criação de excedentes Cultos agrários

Diferenciação social Megalíticos


IDADE DO FERRO
• Castro de Sto. António • Castro do Monte dos Castelos
• Cividade de Afife • Cividade de Lanheses
• Castro do Cútero • Castro de Vila Mou
• Castro da Pedreira • Castro de S. Silvestre
• Castro de Agrichouse • Castro de Terronha
• Castro de Montedor • Castro do Monte
• Necrópole Proto – Histórica de Montedor • Castro de Serreleis
• Castro da Corôa • Castro de Sabariz
• Castro do Pêgo • Castro de Santinho - Roques
• Citânia de Santa Luzia • Cividade de Deão
• Castro do Galeão • Senhora do Crasto
• Castro do Faro de Anha • Castro do Peso
• Castro de Moldes • Castro do Cresto
• Senhora do Crasto • Castro da Portela
• Rego do Castro • Castro Alto dos Mouros
• Castro de Miradoiros do Galo • Castro da Padela
• Castro do Vieito • Castro de Carmona
• Castro do Calvário • Pias salineiras de Fornelos
• Castro do Alto da Corôa
• Castro do Castelão • CASTROS
• Castro de Vilar de Murteda • VESTÍGIOS CASTREJOS
• Castro da Aguieira
CASTROS
• A origem dos castros, antigos povoados estrategicamente implantados a

grandes altitudes, privilegiando de boas condições naturais de defesa e

visibilidade e próximos de linhas de água, remontam ao final da Idade do

Bronze, cerca de 1000 anos a. C. Inicialmente as habitações eram cabanas

de madeira e colmo. e mais tarde em pedra (granito), de planta circular,

quadrangular ou retangular.

• A criação de gado, a recoleção, o artesanato e uma agricultura ainda na

sua fase inicial eram algumas das atividades a que se dedicavam estas

comunidades,. Os homens dedicavam-se à caça, à guerra e aos trabalhos

metalúrgicos. Tinham vários deuses relacionados com a guerra e

prestavam culto às forças da natureza .

• Alguns castros foram abandonados ainda durante a Idade do Ferro, e

muitos sofreram a ação da romanização.


Citânia de Sta. Luzia – Sta. Maria Maior

A Citânia de Santa Luzia, conhecida “Cidade Velha”, é


um dos mais conhecidos povoados da Idade do Ferro e
da Romanização do Noroeste Peninsular.

Apresenta um sistema defensivo formado por três


ordens de muralhas. No interior, apresenta ruas
retilíneas que se entrecruzam e à face das quais se
distribuem habitações de planta circular, elíptica e
retangular, tendo algumas das casas um vestíbulo ou
“caranguejo” onde podemos encontrar, por vezes,
fornos de cozer pão.

O espólio conhecido parece indicar que embora o local


fosse já habitado desde os inícios da Idade do Ferro, o
grande desenvolvimento do povoado se deve ter dado
nos primórdios da romanização da região.
Castro e Castelo do Monte da Guilheta – Moldes – Castelo do Neiva

Povoado fortificado da Idade do Ferro, com


indícios de romanização, localizado no Monte de
Moldes, em Castelo do Neiva, possui um sistema
defensivo composto por cinco linhas de muralha
em pedra, reforçado com torreões que se
distribuíam estrategicamente ao longo do
terreno. No interior, em sucessivos patamares,
distribuíam-se as habitações de planta circular e
retangular, algumas com vestíbulo e separadas
por ruas lajeadas.

Do seu espólio constam, além dos habituais


fragmentos de cerâmica comum da época
romana, castreja e medieval, capacetes e copos
de bronze.
Castro de S. Silvestre - Cardielos

Povoado fortificado da Idade do


Ferro, localizado na Serra de Perre,
com grande domínio visual sobre o
vale do Lima.

Trata-se de um antigo habitat castrejo,


de médias dimensões, defendido por
três ordens de muralhas, no interior
das quais se fixavam habitações com
planta circular e retangular.

Do espólio, constam um abundante


numero de fragmentos de cerâmica
castreja feita à roda, fragmentos de
cerâmica romana, tégulas e ímbrex.
(telhas)
Cividade de Afife
Povoado da idade do ferro com fortes indícios de
romanização, localizado na Serra de Santa Luzia.

No interior do recinto fortificado apresenta várias


canalizações, recolectores de águas, fonte de
mergulho, pias em pedra, pátios lajeados e vários
conjuntos de habitações circulares e
retangulares.

Do espólio, além dos inúmeros fragmentos de


cerâmica castreja e cerâmica comum da época
romana, conhecem-se algumas moedas romanas,
mós manuais, cossoiros, pesos de tear, fíbulas,
prisões de gado e objetos metálicos.

Junto à estrada de acesso, há um penedo com


gravuras, cujos motivos decorativos se
enquadram no grupo “Galaico-Português com
representação de círculos concêntricos e
conjuntos de dois círculos envolvidos por um
sulco informe.
CASTRO DO GALEÃO - Darque

• Povoado fortificado da idade do ferro ou prolongamento do Castro


do Monte de Árculo, no Monte do Faro de Anha.

• Apresenta sistema defensivo formado por duas linhas de muralha,


completadas e reforçadas por um fosso.

• À superfície encontram-se facilmente fragmentos de cerâmica


castreja, romana e medieval, pois nesse período serviu pelo menos
como atalaia.
ATALAIA MEDIEVAL DO GALEÃO (Darque)

• Pela cerâmica que se observa à superfície podemos


afirmar a ocupação teve início na Idade do Ferro,
continuou na época romana e voltou a ser reocupada na
Idade Média.

Durante a Reconquista terá servido como atalaia às


movimentações inimigas e de refúgio quando
necessário.
GLOSSSÁRIO:

Calcolítico – Idade do Cobre, ou Calcolítico, "cobre" + λίθος, transl. líthos, "pedra" é um dos
períodos da proto-história, situado cronologicamente entre o Neolítico e a Idade do Bronze. O
termo também pode ser utilizado para denominar algumas sociedades que apresentaram
manifestações culturais diferenciadas durante este período.

Cossoiros- roseta de espora; ou bola de ferro onde se embebe o mastro

Fíbulas –alfinete, fivela

Megalitismo - construção de diferentes tipos de monumentos fazendo uso de grandes blocos de pedra,
entre o V e o II milénio a.C.

Tégula e ímbrex - é um tipo de telha feita em barro, da época grega e romana que se estende
até à Idade Média

BIBLIOGRAFIA E WEBOGRAFIA:

http://cm-vianadocastelo-junior.inwebonline.net/ficha.aspx?id=13&src=cmviana
Casa dos Nichos – Núcleo de Arqueologia
Escola Virtual
Roteiro Arqueológico – Câmara Municipal de Viana do Castelo
DGPC – Direção Geral do Património Cultural
(http://www.patrimoniocultural.gov.pt/en/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-
patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73785)
Muito obrigado pela Vossa atenção!