Você está na página 1de 26

ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO

DE ORGANISMOS AQUÁTICOS

TÍTULO:
IMPORTÂNCIA DA BRANCHONETA NA ALIMENTAÇÃO
DE PEIXES CARNÍVOROS DE ÁGUA DOCE

EQUIPE: Aline Barros, Érica e Jair Rastele


APRESENTAÇÃO
• A Branchoneta é conhecida como brancneque,
camarãozinho ou Artêmia de Água doce, espécie
Dendrocephalus Brasiliensis, foi descoberta em 1921
por Pesta, entre os estados da Bahia e do Piauí,
também encontradas no México e Argentina,
proveniente de Lagos e Poços de água doce. Em 1989,
surgiu em grandes densidades na estação de
Piscicultura de Paulo Afonso. Atualmente atua como
uma importante fonte de Alimentação para peixes
carnívoros de água doce.
POSIÇÃO SISTEMÁTICA
REINO: Animalia

FILO: Crustacea

CLASSE: Branchypoda

SUBCLASSE: Sarsostraca

ORDEM: Anostraca

FAMÍLIA: Tamnoceplhaliade

GÊNERO: Dendrocephalus

ESPÉCIE: Dendrocephalus Brasilisensis


DESCRIÇÃO SOBRE A ESPÉCIE
• APRESENTAM SEXOS SEPARADOS E DE FÁCIL IDENTIFICAÇÃO
• POSSUEM UM CORPO CILÍNDRICO, COM VARIAÇÃO DE
CORES VERDE CLARO E BRANCO PARA MACHOS, E UM
POUCO TRANSPARENTES PARA AS FÊMEAS, CUJAS CALDAS
SÃO AVERMELHADAS.POSSUEM 11 PARES DE FILOPÓDIOS.
• AS FÊMEAS PODEM SER FACILMENTE IDENTIFICADAS PELO
OVISACO QUE CARREGAM PROXIMO A CAUDA;
• PODEM ALCANÇAR ATÉ 30mm SE AS CONDIÇÕES FOREM
FAVORÁVEIS.
OVISACO CARACTERÍSTICO DAS FÊMEAS
Ovissaco
Sem cistos

Fonte LOPES Dezembro de 2007


Fonte AMARAL, Agosto de 2013
CICLO DE VIDA

PODEM VIVER APROXIMADAMENTE 90 DIAS;

EM CONDIÇÕES AMBIENTAIS FAVORÁVEIS E DISPONIBILIDADE


DE ALIMENTO, AS FÊMEAS PODEM PRODUZIR OS CISTOS NO
8º DIA;

PODEM GERAR EM TORNO DE 100 A POUCO MAIS DE 200


CISTOS;
OS CISTOS NECESSITAM SER DESIDRATADOS E POSTERIORMENTE
REIDRATADOS PARA ECLODIREM

12 HORAS APÓS A REIDRATAÇÃO OS CISTOS ECLODEM.


CISTOS DE BRANCHONETA (DENDROCEPHALUS BRASILIENSIS)
FASES DE DESENVOLVIMENTO DO D. BRASILIENSIS COM TEMPERATURA DE 25˚C

FONTE: DA SILVA, 2016


FONTE: DA SILVA, 2016
FONTE: DA SILVA, 2016
TABELA: Tempo aproximado de cada estágio de desenvolvimento de D. brasiliensis
e os respectivos comprimentos médios registrados, onde L. médio = Comprimento
Médio e DP = desvio padrão (DA SILVA, 2016).
HÁBITO ALIMENTAR
• ESPÉCIE ESPECIALMENTE FILTRADORA.
• ALIMENTA-SE DO MATERIAL EM SUSPENSÃO, FILTRANDO COM SEUS
APÊNDICES BACTÉRIAS, ALGAS, PROTOZOÁRIOS, MATAZOÁRIOS E
RESTOS DE MATÉRIA ORGÂNICA.
• TENDÊNCIA FITOPLANCTÓFAGA, UMA VEZ QUE O ZOOPLÂNCTON
PRATICAMENTE NÃO É CONSUMIDO.
• PORTANTO, SEU HÁBITO ALIMENTAR PRIMITIVO SERIA PREDADOR E,
A ALIMENTAÇÃO FILTRADORA É UMA ESPECIALIZAÇÃO(LOPES et al.,
1998).
VIVEIRO EUTROFIZADO DA ESTAÇÃO DE PISCICULTURA DA CHESF
IMPORTÂNCIA DA BRANCHONETA NA ALIMENTAÇÃO
DE PEIXES CARNÍVOROS DE ÁGUA DOCE
A PRODUÇÃO EM MASSA DESSA ESPÉCIE PODE AUXILIAR COMO FONTE
ALIMENTAR ALTERNATIVA PARA PRODUÇÃO DE ALEVINOS DE ESPÉCIES
CARNÍVORAS.
POSSUE IMPORTANTE VALOR NUTRICIONAL, COM ÍNDICE DE PROTEÍNA
PRÓXIMO A 70%.
PRESENÇA DE ÁCIDOS GRÁXOS (ÁCIDO EICOSAPENTAENÓICO OU EPA,
ÁCIDO LINOLÊNICO E ÁCIDO DOCOSAHEXAENÓICO OU DHA).
A UTILIZAÇÃO COMO ALIMENTO VIVO APRESENTA UM EXCELENTE
RESULTADO, TANTO NO CRESCIMENTO E PESO DOS ALEVINOS QUANTO
NA REDUÇÃO SIGNIFICATIVA DE MORTALIDADE.
FONTES Matéria seca Proteína bruta P Ca Cinza
A) Convencionais
1. Anostraca
1
11,00 61,60 10,10
Artemia
2. Cladócera
1
70,10 1,46 0,21
Daphnia
1
59,12 1,32 0,16
Moina
3. Rotífera
1
56,92 1,42
Brachionus plicatilis
B) Alternativo
Dendrocephalus
67,05 0,54 1,71 14,82
brasiliensis
Fonte LOPES et. al 1998
ESTUDOS FEITOS SOBRE O EMPREGO DA BRANCHONETA,
COMPARATIVAMENTE COM RAÇOES OU PEIXES TRITURADOS NA DIETA
DE TRÊS ESPÉCIES DE PEIXES CARNÍVOROS, TUCUNARÉ, APAIARI E
NIQUIM DURANTE A ALEVINAGEM, MOSTROU EXELENTES RESULTADOS
TANTO EM CRESCIMENTO QUANTO EM SOBREVIVÊNCIA.

TUCUNARÉ (Cicla sp.) APAIARI (Astronotus ocelatus) NIQUIM (Lophiosirulus alexandri)


PRODUÇÃO DE BIOMASSA DE BRANCHONETA

• É NORMALMENTE REALIZADA EM VIVEIROS ESCAVADOS DE 2000M², COM


CERCA DE 0,80m DE PROFUNDIDADE MÉDIA QUE, APÓS TOTALMENTE
SECOS E LIMPOS, SÃO ADUBADOS COM ESTERCO BOVINO NA PROPORÇÃO
DE 150g/m².
• O TEMPO DE CULTIVO ATÉ O INÍCIO DA COLETA DESTES ANIMAIS É DE 15
DIAS.
• NA EPPA A BIOMASSA DE BRANCHONETAS É COLHIDA EM DOIS
PERÍODOS(CHUVOSO E SECO).
• A BIOMASSA DEPOIS DE COLHIDA É ARCONDICIONADA EM SACOS
PLÁSTICOS, FORMANDO TABLETES DE 1,0 kg, MANTIDOS EM AMBIENTE
FRIO PARA SER UTILIZADO POSTERIORMENTE COMO ALIMENTO PARA OS
PEIXES TRABALHADOS.
PRODUÇÃO DE BIOMASSA DE BRANCHONETA

COLETA DE BIOMASSA DE BRANCHONETA EM VIVEIRO


NA ESTAÇÃO DE PISCICULTURA DE PAULO AFONSO
PRODUÇÃO DE BIOMASSA DE BRANCHONETA

BIOMASSA DE D. BRASILIENSIS PARA ACONDICIONAMENTO


EM FREEZER
Fonte LOPES Novembro de 2002
A BRANCHONETA NA PISCICULTURA ORNAMENTAL

• O ALTO CUSTO COM INSUMOS INCENTIVOU AS PESQUISAS SOBRE A


UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE COMO ALIMENTO VIVO;
• A ARTÊMIA SP., ANTES UTILIZADA, TRAZ PREJUIZOS AOS BOLSOS E
PARA A QUALIDADE DA ÁGUA JÁ QUE OS NÁUPLIOS NÃO RESISTEM
MUITO TEMPO DEPOIS DE COLOCADOS EM ÁGUA DOCE;
• EXPERIMENTOS REALIZADOS COM ESPÉCIES DE PEIXES UTILIZADAS
NO AQUARISMO DEMONSTRARAM QUE A BRANCHONETA OBTEVE
MELHORES RESULTADOS EM COMPARAÇÃO ÀS RAÇÕES
CONVENCIONAIS.
ESPÉCIES CARNIVORAS MUITO UZADAS NA PISCICULTURA ORNAMENTAL
APRESENTARAM BONS RESULTADOS COM O USO DA BRANCHONETA

ACARÁ BANDEIRA APAIARI


CONSIDERAÇÕES FINAIS

• ATUALMENTE, OS ESTUDOS ESTÃO SENDO INTENSIFICADOS EM


RELAÇÃO A BRANCHONETA , POIS MESMO SURGINDO INICIALMENTE
COMO PRAGA NAS ESTAÇÕES DE PISCICULTURA DE PAULO AFONSO,
TAMBÉM MOSTROU SER UMA EXCELENTE FONTE DE ALIMENTO VIVO
PARA ALEVINAGEM DE ESPÉCIES CARNÍVORAS E ONÍVORAS, COMO
TAMBÉM POR SUA ATRATIVIDADE E COMPONENTES NUTRICIONAIS.
REFERÊNCIAS
• AMARAL, A. B. DO, Produção de Dendrocephalus brassiliensis, Pesta, 1921
Alimentado com Chiorella vulgaris em Sistema experimental de
cultivo,UFRB, Curso de Mestrado, Cruz das Almas – BA, 2013.
• DA SILVA, R. A. CUSTÓDIO, Cultivo de Dendrocephalus brasiliensis (Pesta,
1921)visando à aplicação em aquicultura, Centro de Ciências Biológicas e
da Saúde, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos 2016.
• LOPES, J. PATROCÍNIO, Produção de Cistos e biomassa de
“branchoneta”Dencrocephalus brasiliensis Pesta 1921, em viveiros de
cultivo UFRP, Departamento de Pesca, Recife Novembro de 2002.