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Prof.

Antonio de Pádua Ramos Nantes de Castilho


Setembro de 2015
1 - Introdução sobre Manutenção
1.1 Definição do termo Manutenção.
1.2 Tipos de Manutenção e Evolução
1.3 Gráfico da Evolução da Manutenção
2 - Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC)
2.1 Tipos de Falhas em MCC
3 - Indicadores de Desempenho de Classe Mundial
4 - Confiabilidade de Equipamentos de Informática
4.1 Desvantagens e Dificuldades da implementação de Confiabilidade.
5 - Conclusão
6 - Referências

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A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, na
norma NBR 5462 (ABNT, 1994) define o termo
“manutenção” como: a combinação de todas ações
técnicas e administrativas, incluindo as de supervisão,
destinadas a manter um item em um estado no qual
possa desempenhar uma função requerida. “Item” é
qualquer parte, componente, dispositivo, subsistema,
unidade funcional, equipamento ou sistema que possa
ser considerado individualmente.

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A evolução em 6 Fases.
1 - A primeira acontece no início da Revolução Industrial (Século XVIII).

2 - A segunda fase começa, com o surgimento de invenções que afetaram


largamente a indústria: eletricidade, máquinas a vapor e motores (Século
XIX).

3 - A terceira fase é o período da Manutenção Corretiva (1900 a 1920).

4 - A quarta fase corresponde à Manutenção Preventiva (1920 a 1950).

5 - A quinta fase é denominada de Racionalização (1950 a 1970)

6 - A sexta fase corresponde à Manutenção Produtiva Total (1970 até hoje)

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2 - Manutenção Centrada em Confiabilidade
(MCC)
A Norma Brasileira Registrada O processo de MCC envolve
responder 7 questões críticas para um
NBR 5462 (1994), que trata da
item físico selecionado:
Manutenção, define confiabilidade 1) Quais são as funções do item no
como “capacidade de um item equipamento?
desempenhar uma função 2) De quais maneiras o item não cumpre
requerida sob condições sua função?
especificadas, durante um dado 3) Quais as causas de cada falha
intervalo de tempo”. funcional?
4) O que acontece quando ocorre cada
falha?
5) Qual a importância de cada falha?
6) O que pode ser feito para prever ou
prevenir a falha?
7) O que deve ser feito se não for
encontrada uma tarefa preventiva
apropriada?

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2.1 – Tipos de Falhas em MCC
Falha Funcional: A incapacidade de um item
desempenhar uma função especifica dentro de
limites desejados de desempenho, podendo ser
divididas em:
o Falha Evidente: detectada pela equipe
de operação durante o trabalho normal;
o Falha Oculta: não pode ser detectada
pela equipe de operação durante o
trabalho normal;
o Falha Múltipla: combinação de uma
falha oculta, acrescida de uma segunda
falha, ou evento, que a torne evidente.

Falha Potencial: Definida como um processo


identificável, que pode ser medido, e indica uma
falha funcional pendente ou em processo de
ocorrer.

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3 - Indicadores de Desempenho
MTBF - Mean Time Between Failures no Brasil conhecido
como TMEF = Tempo Médio Entre Falhas

MTTR - Mean Time to Repair ou TMPR = Tempo Médio de


Reparo

O tempo médio para falha (TMEF) é a relação entre o


total de horas disponíveis do equipamento para a
operação (NºTot.Hr.OP) dividido pelo número de falhas
detectadas
Disponibilidade de equipamento (DISP) representa o
percentual de dedicação para operação de um
equipamento. Onde TEMF = Tempo da Médio Entre Falhas
TMPR = Tempo Médio Para Reparo
Custo de Manutenção por Faturamento (CMFT)

Custo de Manutenção por Valor de Reposição (CMVR):


Ideal <6% em um ano.

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4 - Confiabilidade de Equipamentos de
Informática
O ciclo de vida de um sistema de software consiste de duas grandes
fases: desenvolvimento e operação. A fase de desenvolvimento
compreende engenharia de sistemas, especificação de requisitos,
projeto, codificação e testes. A fase operacional refere-se à fase na qual
o sistema de software está em uso, oferecendo funcionalidades aos
usuários.

O conceito de Confiabilidade no ITIL faz referência a uma medida do


tempo em que um serviço de TI ou item de configuração pode executar
a sua função acordada sem interrupção, quanto maior o tempo em que
o serviço funciona sem apresentar uma falha, maior é o nível de
confiabilidade deste serviço.

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4.1 Desvantagens e Dificuldades da
implementação de Confiabilidade.
Três problemas principais que frequentemente surgem durante esta
implementação:

1) Como isto representa uma mudança significativa, as pessoas estão


frequentemente resistentes a novas metodologias, causando enfraquecimento da
implementação. Para isso, os gerentes necessitam de informações do progresso
da implementação para mantê-la em funcionamento;

2) Como o tempo entre a análise e a avaliação dos benefícios é longo, torna-se


difícil dizer às equipes que trabalham com a MCC se estão ou não realizando um
bom trabalho;

3) As pessoas podem ter dúvidas se os esforços gastos com a implementação


valeram a pena antes da avaliação dos benefícios.

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5 - Conclusão
Os estudos de Confiabilidade do Equipamento, tema surgido na
década de 70, são de grande importância, visto que está
ferramenta pode eliminar custos, podendo antecipar eventuais
falhas no produto/serviço ou maquinário é de grande importância
trabalhar este tema na base do sistema com toda equipe. É
necessário um bom estudo das ferramentas para compreensão dos
cálculos, pois somente desta maneira será possível buscar a
melhoria contínua e aumentar a lucratividade da empresa.

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6 - Referências
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 5462. Confiabilidade e mantenabilidade. Rio de
Janeiro, 1994.

- BAPTISTA, J. Quem é responsável pela confiabilidade dos equipamentos numa organização industrial? 2014.
Disponível em: < http://www.abb-conversations.com/br/2014/09/quem-e-responsavel-pela-confiabilidade-dos-
equipamentos-numa-organizacao-industrial/>. Acesso em: 06 set. 2015.

- BRITTO, T. M. Metodologia da Manutenção Centrada em Confiabilidade Aplicada a Pára-raios de Alta Tensão.


Mestrado em Engenharia Elétrica. Universidade Federal de Santa Catarina, 2006;

- LAFRAIA, João Ricardo Barusso. Manual de confiabilidade, mantenabilidade e disponibilidade. Rio de Janeiro:
Qualitmark, 2001.

- MOUBRAY, John. Manutenção centrada em confiabilidade. São Paulo: Aladon, 2000

- NETO, L. G. C. Influência do monitoramento objetivo e subjetivo na disponibilidade e confiabilidade de


equipamentos industriais; Mestrado em Engenharia de Produção. Universidade Metodista de Piracicaba. 2006.

- OAKLAND, John. Gerenciamento da Qualidade Total. São Paulo: Nbl Editora, 1994.

- PALMA, F. Os conceitos de disponibilidade, confiabilidade e sustentabilidade do serviço conforme a gestão da


disponibilidade da ITIL V3. 2011. Disponível em: <http://www.portalgsti.com.br/2013/07/Disponibilidade-confiabilidade-
sustentabilidade.html>. Acesso em: 06 set. 2015.

- REIS, L. O. R.; ANDRADE, J. J. O. Análise de falhas e da posição na curva da banheira de moldes empregados em
equipamentos de injeção. In: XXIX Encontro Nacional de Engenharia de Produção – ENEGEP, Salvador, 2009.

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