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Theodor Adorno

A indústria Cultural
A escola de Frankfurt
• 1923, fundação em Frankfurt- Alemanha
• Instituto de Pesquisa Social.
• 1933- Ascensão do Nazismo
• O que levou o surgimento deste regime?
Cultura militar/ crise econômica inflacionária/
derrota da Alemanha na primeira guerra.
• Frankfurtianos- RAZÃO UTILITARISTA.
.
O QUE É A RAZÃO UTILITARISTA?
Dialética do esclarecimento
• Porque as promessas do Iluminismo não se
cumpriram? A razão que combateria os mitos,
tornou-se ela mesma um mito.
• A racionalização crescente leva a dominação
da natureza e do homem.
• O capitalismo impôs à ciência uma ditadura da
produção.
• Tecnocracia- Lógica da eficiência sobre o bem
estar.
Inspiração em Marx e em Weber.

• Weber- racionalização da sociedade e a “jaula de


ferro” criam “hedonistas sem coração,
especialistas sem espírito”.
• Homens como apêndice da máquina.
“Desencantamento do mundo” : nos apresenta
um mundo vazio de sentido e marcado pelo
utilitarismo.
• Marx- O fetichismo da mercadoria e o processo
de alienação fragmentam e dão base à
dominação da classe operária.
• Teoria da ideologia.
Indústria cultural e a mistificação das
massas
• A cultura também torna-se uma mercadoria
fetichizada.
• Estandartização (padronização) da cultura em
sua forma industrial. (Essa mesmice regula também as
relações com o que passou. O que é novo na fase da cultura de massas em
comparação com a fase do liberalismo avançado é a exclusão do novo..
P.63)
• Pseudo-individualidade. (p.73)
• Indústria cultural como sistema não é uma
cultura das massas, mas para as massas.
A infantilização das massas
• A eterna novidade do mais do mesmo.
• O apresentador prepara as massas para o que
vão receber. (p.63/ 64/65)
• É irreflexiva e não democrática.
• A tecnologia contra a autonomia do
pensamento humano.
• Adestramento da consciência. (p.71)
O fim da arte autônoma
• Arte perde seu compromisso com a
emancipação humana e não desenvolve a
criatividade e autonomia do ser humano,
antes a atrofia. p. 66
• A arte erudita perde sua erudição e a arte
popular sua espontaneidade. Ambas deixam
de ser críticas para tornarem-se ideológicas.
• Aquilo que em geral e sem mais se poderia chamar cultura, queria,
enquanto expressão do sofrimento e da contradição, fixar a idéia de
uma vida verdadeira, mas não queria representar como sendo vida
verdadeira a simples existência (dasein) e as categorias
convencionais e superadas da ordem, com as quais a indústria
cultural a veste, como se fosse a vida verdadeira, e essas categorias
fossem a sua medida. Se os advogados da indústria cultural
retrucam a isso o fato de que ela não pretende ser arte, então é
ainda uma vez mais ideologia, que deseja eximir-se da
responsabilidade em relação àquilo do qual vive o negócio.
Nenhuma infâmia é amenizada pelo fato de se declarar como tal.
Mesmo o pior filme à moda de grande espetáculo ou à moda de
"água de rosas" se apresenta objetivamente conforme sua própria
aparência como se fosse uma obra de arte. P.5
A sociologia da música em Adorno
• Uma regressão da capacidade auditiva na
música e da capacidade de se alcançar uma
verdade estética.
• A música deixa de ter valor de uso e tem
apenas valor de troca.