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CENTRO EDUCACIONAL LITERATUS

CURSO TÉCNICO DE ANÁLISES CLINICAS

LEPTOSPIROSE

Ana Sílvia Araújo Aparício


Alcilene Ferreira do Carmo
Robson Renam Ferreira Crispim
Thiago Ercilio Andrade Dos Santos

Manaus/AM
2018 1
INTRODUÇÃO

Leptospirose é uma doença febril aguda causada por


espiroquetas patogênicas do gênero Leptospira;

 É a zoonose mais comum, com distribuição global;

Fonte: https://www.gettyimages.com
Fonte: https://www.diariodalagoa.com 2
HISTÓRICO

Adolf Weil, 1886:

Descrição clínica ‐febre,

icterícia esplenomegalia

e nefrite;

Antiguidade:
VeiNi(China): icterícia da colheita de arroz
Akiyami (Japão): febre outonal Fonte: https://desmanipulador.blogspot.com

Associação ocupacional e sazonal;


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HISTÓRICO

 Século 18 síndrome ictérias;

Fonte: https://actitudsaludable.net

 Século 19 associado a militares;

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Fonte: https://www.nexojornal.com.br
HISTÓRICO

 Stimson, 1907: Descreveu a existência de


microrganismos espiralados Spirochaeta
interrogans.

Fonte: https://www.gettyimages.com

Em 1916 identificação da transmissão


do rato;

Fonte: http://compromissoconsciente.blogspot.com 5
MICROBIOLOGIA DA LEPTOSPIROSE

A B
Figura: Morfologia espiralada de leptospiras observada à microscopia
eletrônica de varredura em cultura A, colonização da superfície dos túbulos
renais de um rato B.
Fonte: http://www.medicinapratica.com.br/tag/leptospira-sp/

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ESPÉCIES E SOROVARES

Em meados da década de 1960, agrupamento das leptospiras


em duas espécies: Leptospira interrogans, Leptospira biflexa;

Existem mais de 200 sorovares patogênicos e 60 sorovares


saprófitos;

A principal causa de leptospirose aguda grave nas cidades


brasileiras é o sorovar Copenhageni do sorogrupo
(icterohaemorhagiae).

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ESPÉCIES E SOROVARES

Fonte: http://www.fvoalimentos.com.br
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EPIDEMIOLOGIA

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a incidência


anual da leptospirose seja de 0,1 a 1 caso por 100.000 indivíduos
em regiões de clima temperado e 10 a 100 casos por 100.000 em
regiões tropicais úmidas;

Incidência em regiões tropicais;

Estima-se que 85 a 90% dos pacientes manifestações clinicas;

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EPIDEMIOLOGIA

Nicarágua 1995 de 60 a 70%;

Springfield (EUA), em 1998 77% dos 98 casos procuraram


atendimento 40% dos 52 pacientes confirmados;

A doença clínica é comum no sexo masculino;

Faixa etária de adultos jovens (18 – 40 anos de Idade);

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EPIDEMIOLOGIA

Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 1996 e


2005, taxa de letalidade da leptospirose:

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EPIDEMIOLOGIA

Manaus - Entre 2000 e 2017, o Amazonas registrou 897 casos de


leptospirose e 88 mortes pela doença. Os dados são da Secretaria
de Vigilância à Saúde (SVS), do Ministério da Saúde (MS), e levam
em consideração registros até 7 de fevereiro deste ano.

No Amazonas, a maioria dos pacientes com a doença infecciosa é


registrada em Manaus e está associada, principalmente, a áreas
que apresentam constantes alagações e enchentes.

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FISIOPATOLOGIA

 Evasão imune no sítio primário de infecção, devido ser


altamente móvel;

 Leptospiras não apresenta tropismo seletivo por tecido ou


órgão;

 Coloniza o lúmen;

 Hospedeiro humano, excretam leptospira nos rins por um


período limitado de tempo;

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FISIOPATOLOGIA

 Frequentemente descrita como vasculite sistêmica;

 Fisiopatologia próxima da sepse por bactérias Gram-


negativas;

 Pacientes apresentam defeito reabsorção de sódio e


potássio pelos túbulos renais.

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PATOGÊNESE

 Pacientes com morte na primeira semanas, apresentam


lesão tubular aguda com tumefação do epitélio;

 Pacientes com morte na segunda ou terceira semanas,


apresentam edema intersticial e franca necrose tubular;

 Paciente com morte após três semanas, apresentam


intensa nefrite intersticial.

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QUADRO CLÍNICO

 A leptospirose apresenta amplo aspecto que


pode ser confundido por diversas outras doenças
infecciosas;

Fonte: http://guiadoscuriosos.uol.com.br

 No caso mais leve, pode ser confundida


com: Dengue, HIV aguda e outras;

Fonte: http://www.ebserh.gov.br

 Na forma mais grave, confunde- se com:


Malária, febre tifoide, hepatites;
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Fonte: https://www.opas.org.br
QUADRO CLÍNICO

PERIODO DE INCUBAÇÃO

 Média 7 à 14 dias

 Regride após 5 à 7 dias

 Recrucede após 3 à 4 dias Chamado de


período de defervescente

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QUADRO CLÍNICO

Fonte: https://pt.depositphotos.com

Calafrios
Fonte: https://pt.depositphotos.com Fonte: https://pt.depositphotos.com

Náuseas e Vômitos Mialgia Intensa:


 Panturrilha
 Abdômen
Sintomas:

Fonte: https://pt.depositphotos.com Fonte: https://pt.depositphotos.com

Febre alta Cefaleia Intensa


Anorexia
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Fonte: https://pt.depositphotos.com
DIAGNÓSTICO

Fonte: http://www.sossuinos.com.br Fonte: http://www.interlabdist.com.br

 Teste de Aglutinação  Meio de Cultura (Fletcher)


Microscopia- MAT

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br Fonte: https://www.sabresafety.com.br

 Proteína C Reativa Alta- PCR  Ensaio de Imunoabsorção


Enzimática- ELISA 20
TRATAMENTO

 Diagnostico precoce / Serviço de Referência;

 Inicio precoce de Antibiótico

 Identificar fatores de riscos para óbito

 Medida de suporte com base nos fatores de


risco identificados
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TRATAMENTO
Surgimento dos
sintomas

Ocorrência recente Evolução da


de fortes chuvas doença

Histórico Detalhado

Contato nos
Características
últimos 30 dias
ambientais
em áreas de risco
Infraestrutura
Sanitária da residência
e trabalho
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QUADRO CLÍNICO MAL DEFINIDO

 Observação Domiciliar

 Hidratação oral

 Evolução de sintomas

Fonte: https://desmanipulador.blogspot.com

 Exames em dias, no surgimento de novas queixas


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TRATAMENTO

 Após achados clínicos, epidemiológico e laboratório.

 Tratamento com antibiótico:


Formas Brandas Clientes Internados
Doxiclina Amoxiclina50 Penicilina Ceftriaxona 1g
100mg 0mg 1.500.000 IU
V.O V.O I.V I.V
12/12 8/8 6/6 1/dia
 Observação:

Alérgico a Hipertensão/
Betalactâmicos Choque
Azitromicina Norepinefrina

Fonte: https://desmanipulador.blogspot.com
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PREVENÇÃO

Fonte: https://www.acbgbrasil.org
Fonte: http://smslabore.com.br

 Quimioprofilaxia pré- exposição  Uso de EPI


 Quimioprofilaxia pós- exposição

Fonte: http://blog.alergohouse.com.br

Fonte: http://mogiene.com.br
 Imunização com antígeno
 Controle de Roedores bruto polivalente 25
PREVENÇÃO

Fonte: http://mogiene.com.br

 Intervenção sanitária em locais


precários

Fonte: http://mogiene.com.br

 Educação pelas formas de exposição


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CONCLUSÃO
• Leptospirose, Síndrome de Weil em seu quadro mais severo, é
uma doença bacteriana que afeta seres humanos e animais e que
pode ser fatal;

• Foi classificada em 1907, graças a um exame post mortem


realizado com uma amostra de rim infectado, mas a doença já fora
identificada em 1886, pelo patologista alemão Adolf Weil;

• É uma zoonose causada por uma bactéria do tipo Leptospira, o seu


diagnóstico da doença não é fácil, dada a variedade de sintomas;

• Sendo assim devemos tomar algumas medidas profiláticas como


por exemplo: Desratização, com uso de raticida, depois de o rato já
estar instalado no local;
• Manter limpos os utensílios e vasilhames de alimentação animal.
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REFERÊNCIAS
• Andrade, L.; Cleto S.; Seguro A.C. Door to-dialysis time and daily hemodialysis in
patients with leptospirosis: impact on mortality. Clin J Am Soc Nephrol. 2007.
739-44 p.

• Arean, V.M. Studies on the pathogenesis of leptospirosis. II. A clinicopathologic


evaluation of hepatic and renal function in experimental leptospiral infections. Lab
Invest., 1962. 11:273-88 p.

• Arean, V.M. The pathologic anatomy and pathogenesis of fatal human


leptospirosis (Weil’s disease). Am J Pathol, 1962. 40:393-423 p.

• Bharti, A.R.; Nally, J.E.; Ricaldi, J. N. Leptospirosis: a zoonotic disease of global


importance. Lancet Infect Dis., 2003. 3(12):757-71 p.

• Cerqueira, T. B.; Athanazio, D. A.; Spichler, A. S.; Seguro, A. C. Renal


involvement in leptospirosis – New insights into pathophysiology and treatment.
Braz J Infect Dis., 2008. 248p.
• Costa, E.; Costa, Y. A.; Lopes, A. A. Severe forms of leptospirosis: clinical,
demographic and environmental aspects]. Rev Soc Bras Med Trop., 2001.
34(3):261-7 p. 28
OBRIGADO!

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