Você está na página 1de 27

Acadêmicos:

- Diego Andrade
- Matheus Alves

DISPNEIA
CASO CLÍNICO
IDENTIFICAÇÃO
• Paciente J.A.S, masculino, 44 anos, branco,

solteiro, bancário, Vila Xixebal de Araguaína-


TO.

QUEIXA PRINCIPAL
Dispneia e Dor torácica há 9 horas
CASO CLÍNICO

HDA: Um homem de 44 anos chega ao serviço de


emergência (SE) queixando-se de dor torácica
concomitante a dispneia após múltiplos episódios de
ânsia de vômito e vômito propriamente dito,
subsequentes a uma noite de bebedeira. Refere ainda
epigatralgia.
CASO CLÍNICO
FATORES DE MELHORA?

FATORES DE PIORA?

TEMPO DE SURGIMENTO?

SINTOMAS ASSOCIADOS?
CASO CLÍNICO
HDA: Um homem de 44 anos chega ao serviço de
emergência (SE) queixando-se de dispneia concomitante
a dor torácica que surgiu há 9 horas, após múltiplos
episódios de ânsia de vômito e vômito propriamente dito,
subsequentes a uma noite de bebedeira. Refere ainda,
associado a náusea, quadro de epigastralgia. Refere que
a dispneia piora quando deambula e melhora em
repouso. Refere ainda diaforese, sudorese fria e astenia.
Paciente apresenta intolerância a tudo que engole e
CASO CLÍNICO

HDA: Ele não tem história pregressa de dor torácica. O


paciente também se queixa de dor de garganta
intermitente pregressamente. O paciente relata que a voz
está "diferente", sente fraqueza e sofre desmaios. .
CASO CLÍNICO

PROVÁVEIS DIAGNÓSTICOS?

Cada ligante deve listar 3 diagnósticos diferenciais...


5 MINUTOS ...
CASO CLÍNICO
HPP:
• Refere pirose há 8 anos (sem tratamento)
• DM: 2 anos, uso de Metformina
• HAS: 3 anos em uso de Losartana
• Ex-tabagista: Cigarro, 3 maços por dia (parou há 1
mês)
• Sorologias positivas: HIV 1 e VHC (desde 2004)
CASO CLÍNICO
HPF: Relata o falecimento do pai após complicação
cirúrgica cardíaca e mãe viva HAS, DM, AIDS, Sífilis,
Tuberculose, Hanseníase e Caxumba (só não pegou
mais doença porque está idosa).

HFS: Nascido de parto normal, apresenta carteira de


vacinação em dia, etilista esporádico de destilados e
fermentados, tabagista a 25 anos (4 maços/ por dia).
Relata múltiplas parceiras sexuais, uso de drogas EV
CASO CLÍNICO

REVISÃO DE SISTEMAS: A revisão dos sistemas


resultou negativa.
CASO CLÍNICO
SINAIS VITAIS:

• Tax: 37°C
• FC: 132 bpm
• PA: 168/94 mmHg
• FR: 22 rpm,
• SatO2: 98% ao ar ambiente.
CASO CLÍNICO
EXAME FÍSICO:

O exame físico mostrou que o paciente está doente e


aparenta desconforto, além de apresentar taquicardia e
hipertensão, mas não tem febre. Suas membranas
mucosas estão ressecadas. Ele apresenta crepitantes
bibasilares tênues. Não há história médica pregressa
significativa.
CASO CLÍNICO

RESUMO: Esse paciente tem 28 anos e apresenta dor


torácica aguda intensa, diaforese e dispneia
subsequentes a múltiplos episódios de vômito!

QUAL A SUA CONDUTA?


CASO CLÍNICO

• Ritmo sinusal
• Eixo normal
• Complexos QRS normais
• Segmento ST e ondas T normais
CASO CLÍNICO

Naquele momento, foi realizada propedêutica


complementar básica para abdômen agudo, com
hemograma mostrando leucocitose (12.800/mm³)
com desvio à esquerda, amilase de 375mg/dl (VR:
125mg/dL), além de RX de tórax.
CASO CLÍNICO
CASO CLÍNICO

“Foi aventada a hipótese de pancreatite aguda


alcoólica e realizado o tratamento. Houve piora
progressiva e piora dos parâmetros físicos, com
diaforese e taquicardia. Foi solicitada TC de
abdômen, que se mostrou normal.”
CASO CLÍNICO

O corpo clínico descartou a hipótese de IAM, pelos


achados de ECG e demais recursos propedêuticos
normais. Após 25 horas, iniciou quadro de
taquidispneia importante, que motivou a realização
de uma angio-TC de tórax frente à hipótese de
TEP.
CASO CLÍNICO
CASO CLÍNICO

“A angio-TC demonstrou volumoso


pneumomediastino com coleção
mediastinal”
CASO CLÍNICO

“Diante dos achados da angio-TC, a equipe de


cirurgia geral realizou rapidamente um
esofagograma com contraste hidrossolúvel, que
evidenciou escape do contraste para o
mediastino.”
DIAGNÓSTICO:

“Síndrome de Boerhaave.”
CASO CLÍNICO

“O paciente foi encaminhado ao centro cirúrgico. A


laparotomia evidenciou lesão de aproximadamente
0,5 cm em esôfago terminal e mediastinite grave.
A despeito do tempo de evolução maior que 24
horas o tratamento consistiu no reparo primário
esofágico .”
CASO CLÍNICO