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Controladores Lógicos

Programáveis (CLPs)
O QUE É CLP?
O CLP é como se fosse um computador
(microprocessador) feito para Controlar uma
Lógica Programável, ou seja, um equipamento
que podemos desenvolver os programas para
ele controlar uma máquina ou mesmo um
processo inteiro.
O QUE É CLP?
Sua sigla CLP significa:

C –Controlador

L – Lógico

P – Programável
DEFINIÇÃO

• É um equipamento digital que usa memória


programável para armazenar instruções que
implementam funções como: lógica, sequenciamento,
temporização, contagem e operações aritméticas,
para controlar através de módulos de entrada e saída
(digital e analógica) diversos tipos de máquinas e
processos.
HISTÓRICO

• Sistemas eletromecânicos: baixa confiabilidade,


pouca flexibilidade e grande consumo de energia
• 1968: divisão de hidramáticos da GM
• Década 70: microprocessadores deram impulso ao
CLP
• Década de 80: uso no Brasil
• Década de 90: grande evolução
CARACTERÍSTICAS DO CLP

• Fácil diagnóstico de funcionamento ainda em


fase de projeto do sistema e/ou reparos que
venham a ocorrer em sua operação
• Pode ser instalado em cabines reduzidas devido
ao pequeno espaço físico exigido
• Operam com reduzido grau de proteção, pelo
fato de não serem geradores de faiscamentos
• Facilmente reprogramado sem a necessidade
de interromper o processo produtivo
(programação on-line)
CARACTERÍSTICAS DO CLP

• Possibilitam a criação de um banco de


armazenamento de programas que podem
ser reutilizados a qualquer momento
• Baixo consumo de energia
• Maior confiabilidade pela menor incidência
de defeitos
• Flexibilidade da expansão do número de
entradas e saídas a serem controladas
• Capacidade de se comunicar com diversos
outros equipamentos
APLICAÇÕES NA INDÚSTRIA
• Painéis sequenciais de intertravamento
• Controle de malhas
• Sistemas SCADA
• Sistemas de controle de estações
• Sistemas de controle de células da manufatura
• Processos de: empacotamento, engarrafamento,
enlatamento, transporte e manuseio de materiais,
usinagem, geração de energia; em sistemas de
controle predial de ar condicionado, sistemas de
segurança, montagem automatizada, linhas de
pintura e sistemas de tratamento de água,
existentes em indústrias de alimentos, bebidas,
automotiva, química, têxtil, plásticos, papel e
celulose, farmacêutica e siderúrgica/metalúrgica
EXEMPLO: COMANDO DE UM
MOTOR – ANTES DO CLP
EXEMPLO: COMANDO DE UM
MOTOR – DEPOIS DO CLP
Diagrama de Blocos de um CLP
Componentes de um CLP
• Fonte de alimentação
• CPU
• Memória
• Módulos de entrada e saída
• Linguagens de programação
• Dispositivos de programação
• Módulos de comunicação
• Racks
COMPONENTES - FONTE

• Alimenta a CPU e demais dispositivos


• Converte AC em DC
• O CLP possui uma bateria interna
COMPONENTES - CPU

Princípio de funcionamento:
Execução, por parte da CPU, de um
programa que realiza continuamente um
ciclo de varredura, com os seguintes passos:

a) Obtenção dos dados dos vários módulos de


entrada;
b) Execução das instruções do programa
c) Atualização das saídas, transferindo os
dados ao equipamento controlável através
dos módulos de saída
COMPONENTES - CPU
COMPONENTES - MEMÓRIAS

• Do Programa Executivo: não-volátil


• Do usuário:
• De dados: controle do programa do usuário
• Imagem das entradas e saídas: interligação
entre o CLP e os equipamentos
MEMÓRIA DO PROGRAMA EXECUTIVO

• O gerenciamento de todo o sistema composto pelo


CLP é efetuada através da execução de um programa
inserido nesta parte da memória e, denominado de
programa executivo.
• Não-volátil
• Responsabilidade do fabricante do equipamento
MEMÓRIA DO USUÁRIO

• Armazena o programa do usuário


• Contém alguns Kbytes de palavras-livres que
serão processadas pela CPU
• A cada ciclo, a CPU processa este programa,
atualiza a memória de dados internos e as
imagens das entradas e saídas
MEMÓRIA DE DADOS

• Nesta área se encontram dados referentes ao processamento


do programa do usuário
MEMÓRIA IMAGEM DAS ENTRADAS
E SAÍDAS

• Área de memória reservada para a interligação entre


Controladores Lógicos Programáveis e os equipamentos
• Esta memória é a imagem real das entradas e saídas do CLP
COMPONENTES: MÓDULOS DE
ENTRADAS E SAÍDAS

• Realizam a conexão física entre a CPU e o mundo externo,


através de circuitos de interfaceamento
MÓDULOS DE ENTRADA

• Os módulos de entradas tem que ser seguros contra


destruição das entradas por excesso ou alimentação de tensão
indevida; e devem possuir filtros de supressão para impulsos
parasitórios
MÓDULOS DE SAÍDA

• Os módulos de saída devem ser amplificados e possuir


proteção contra curto-circuito
• Os módulos de entradas e saídas podem ser subdivididos em
dois grupos distintos: digitais (discretos) e analógicos
(numéricos).
ENTRADAS E SAÍDAS DIGITAIS

• São os tipos de sinais mais comuns encontrados em sistemas


automatizados com CLP. Nestes tipos de interface a informação
consiste em um estado binário da variável de controle (ligado
ou desligado)
EXEMPLOS

• Entradas digitais: chaves seletoras, sensores fotoelétricos,


chaves de fim de curso, sensores de proximidade, etc

• Saídas digitais: alarmes, ventiladores, lâmpadas, solenóides,


etc
INTERFACE TÍPICA PARA
ENTRADA DE SINAIS EM CA/CC
INTERFACE TÍPICA PARA SAÍDA
DE SINAIS EM CA
ENTRADAS E SAÍDAS ANALÓGICAS

• A diferença básica com relação às entradas e saídas discretas


é que aqui mais de um Bit deverá ser manipulado, seja
paralelamente (todos ao mesmo tempo) ou serialmente (um Bit
de cada vez), a fim de se controlar a grandeza física do
processo em questão.
EXEMPLOS

• Entradas Analógicas: transdutor de temperatura, pressão,


transdutores óticos, de umidade, de fluxo, conversor D/A, etc

• Saídas Analógicas: válvula analógica, acionamento de um


motor, atuador analógico, etc
INTERFACE TÍPICA PARA
ENTRADA/SAÍDA DE SINAIS
ANALÓGICOS
MÓDULOS DE COMUNICAÇÃO

• São responsáveis principalmente pela ligação do CLP com os


seus periféricos: terminais de vídeo, impressoras, instrumentos
digitais e quaisquer instrumentos que possam se comunicar
através de portas seriais tipo RS-232.
• Podem ser: ASCII, Adaptador de E/S Remotas, Serial e
Interface de Redes.
MÓDULOS DE COMUNICAÇÃO ASCII

• São usados para enviar e receber dados alfanuméricos de


equipamentos periféricos para o controlador
• Geralmente este módulo possui processador e memória
próprios que executam as tarefas de transferência de dados
MÓDULOS ADAPTADORES DE E/S
REMOTAS

• São usados em controladores geralmente de grande porte e


permitem a instalação de sistemas de E/S localizados a
distancias maiores da CPU principal
• Os subsistemas de E/S são geralmente conectados usando
uma configuração serial ou estrela
• A comunicação pode ser feita através de par trançado, cabo
coaxial ou fibra óptica.
ELOS DE COMUNICAÇÃO EM REDE

• Para executar estas tarefas de comunicação, os


fabricantes de CLP implementaram módulos de
comunicação que permitem a integração de um
CLP a outros CLPs e a computadores
corporativos
• Estes módulos geralmente adotam padrões de
comunicação em rede como Ethernet ou
proprietárias que permitem a troca de
informações entre computadores e os
controladores programáveis
ELOS DE COMUNICAÇÃO EM REDE

• Os módulos de rede hoje oferecidos pelos fabricantes


permitem opções como a de execução de controle distribuído,
onde vários controladores de pequeno porte controlam células
de produção
• Estas células interligadas via rede podem ter sua operação
supervisionadas por estações baseadas em
microcomputadores ou computadores
RACK DO CLP

• A base ou rack é responsável pela sustentação mecânica dos


elementos que compõem o CLP
• Contém o barramento que faz a conexão elétrica entre eles, no
qual estão presentes os sinais de dados, endereço e controle
necessários para que a CPU e os módulos de entrada/saída
possam operar
LINGUAGENS DE
PROGRAMAÇÃO
Introdução
LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO
DE CLPS

• As linguagens de programação permitem aos usuários se


comunicar com o CLP através de um dispositivo de
programação e definir as tarefas que o CLP deve executar.
• As linguagens mais usadas são:
- Diagrama de Contatos (Ladder Diagram) e
- Lista de Instruções (Statement List)
LADDER

• É um diagrama de relés cujos símbolos representam:


- contatos normalmente abertos -| |-
- contatos normalmente fechados -| / |-
- saída, representando a bobina -( )-
Exemplo

S1 S2 Y1
-------[ ]------[ / ]-------------------( )--------

• Se a entrada S1 for verdadeira e a entrada


S2 for falsa, a saída Y1 será ativada
EXEMPLO: COMANDO DE UM
MOTOR
Exemplo de Aplicação - Estampador
de Peças
Entradas

• S1: sensor de final de curso do cilindro 1


• S2: sensor de final de curso do cilindro 2
• S3: sensor de final de curso do cilindro 3
• FS: foto-sensor de peça
• PTD: chave de partida
Saídas

• EV1: eletroválvula de comando do cilindro 1


• EV2: eletroválvula de comando do cilindro 2
• EV3: eletroválvula de comando do cilindro 3
• EV4: eletroválvula para ar comprimido
DISPOSITIVOS DE PROGRAMAÇÃO

• A programação de CLPs é realizada através de dispositivos de


programação separados que são compartilhados por vários
CLPs de uma instalação
• Pode ser : off-line ou on-line
• O uso de PCs como ferramenta de programação tem grande
aceitação
DISPOSITIVOS DE PROGRAMAÇÃO