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FALHAS E SOLUÇÕES NO SISTEMA DE

DISTRIBUIÇÃO
Alunos: Murilo Rodrigues de Souza 151011541
Norton Glitz 131011995
Paulo Cesar Ribeiro Nunes 141011874
Pedro Alves Nunes 141011645
Pedro Cerri Giroto 151011389
Rafael Esperança Rother 141010932 Professor: André Nunes de Souza
Renê Hanai Yoshida 141012544
Rodrigo Bento Costa 161011535
Rodrigo Turati Rossi 151010226
Rodrigo Turcato Milan 141012536
Sri Vyasa P. Muniz Espada IN01201802
01

Tópicos

2. 3. Proteções, 4. Inovação 5. Conclusões


1. Introdução Classificação Normas e Tecnológica e e Opiniões
das Falhas Fiscalização Novas Normas Finais
02

1 Introdução
03
O que é a distribuição de
Energia Elétrica e onde ela está
inserida no processo de
consumo

O sistema de distribuição de energia é aquele que conecta


fisicamente o sistema de transmissão, ou mesmo unidades geradoras
de médio e pequeno porte, aos consumidores finais da energia
elétrica.
04
O que é a distribuição de
Energia Elétrica e onde ela está
inserida no processo de
consumo
05
O que é a distribuição de
Energia Elétrica e onde ela está
inserida no processo de
consumo

A conexão, o atendimento e a entrega efetiva de energia elétrica ao


consumidor do ambiente regulado ocorrem por parte das distribuidoras
de energia. A energia distribuída, portanto, é a energia efetivamente
entregue aos consumidores conectados à rede elétrica de uma
determinada empresa de distribuição, podendo ser rede de tipo aérea
(suportada por postes) ou de tipo subterrânea (com cabos ou fios
localizados sob o solo, dentro de dutos subterrâneos).
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Rede Aérea de Distribuição de


Energia Elétrica
07

Rede Subterrânea de
distribução de Energia Elétrica
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O que é a distribuição de
Energia Elétrica e onde ela está
inserida no processo de
consumo

Assim como ocorre com o sistema de transmissão, a distribuição é


também composta por fios condutores, transformadores e equipamentos
diversos de medição, controle e proteção das redes elétricas.
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O que é a distribuição de
Energia Elétrica e onde ela está
inserida no processo de
consumo
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O que é a distribuição de
Energia Elétrica e onde ela está
inserida no processo de
consumo

As redes de distribuição são compostas por linhas de alta, média e


baixa tensão. As redes de baixa tensão, com tensão elétrica que pode
variar entre 110 e 440 V, são aquelas que, também afixadas nos
mesmos postes de concreto que sustentam as redes de média tensão,
localizam-se a uma altura inferior. As redes de baixa tensão levam
energia elétrica até as residências e pequenos comércios/indústrias por
meio dos chamados ramais de ligação. Os supermercados, comércios e
indústrias de médio porte adquirem energia elétrica diretamente das
redes de média tensão, devendo transformá-la internamente para níveis
de tensão menores, sob sua responsabilidade.
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O que é a distribuição de
Energia Elétrica e onde ela está
inserida no processo de
consumo

O Brasil conta com mais de 77 milhões de “Unidades Consumidoras”


(UC), termo que corresponde ao conjunto de instalações/equipamentos
elétricos caracterizados pelo recebimento de energia elétrica em um só
ponto de entrega, com medição individualizada e correspondente a um
único consumidor. Do total de Unidades Consumidoras brasileiras, 85%
são residenciais.
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O que é a distribuição de
Energia Elétrica e onde ela está
inserida no processo de
consumo

O setor de distribuição é um dos mais regulados e fiscalizados do setor


elétrico. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) edita
Resoluções, Portarias e outras normas para o funcionamento adequado
do setor de Distribuição, sendo muito rigorosa com sua fiscalização. Um
exemplo são os Procedimentos de Distribuição (Prodist), o qual dispõe
disciplinas, condições, responsabilidades e penalidades relativas à
conexão, planejamento da expansão, operação e medição da energia
elétrica.
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História da EE com
foco em sua
distribuição
Até o final do século XIX, os estudos relativos aos fenômenos
elétricos e magnéticos interessavam apenas a alguns poucos
cientistas.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

William Gilbert (1544 – 1603), Charles Augustin de Coulomb (1736


– 1806), Luigi Aloisius Galvani (1737 – 1798), Otto von Guericke
(1602 – 1686), Benjamin Franklin (1706 – 1790), Alessandro
Giuseppe Antonio Anastasio Volta (1745 – 1827) e outros poucos
cientistas fizeram significativas contribuições para a área da
eletricidade; porém, à época, ela não era mais que um conjunto
bastante limitado de conhecimentos não-sistematizados.
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História da EE com
foco em sua
distribuição
Naquele tempo, não se conheciam aplicações práticas para tais
conhecimentos, e a principal motivação para os estudos era a
curiosidade intelectual. As pessoas iluminavam seus lares com
velas e com lampiões e lamparinas a querosene e a óleo de
baleia; a força motriz era suprida principalmente pelo trabalho de
pessoas e por animais de tração.
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História da EE com
foco em sua
distribuição
No período aproximado de 1800 a 1810, surgiram companhias
comerciais de iluminação a gás na Europa e, imediatamente após,
nos EUA, ameaçando fortemente os interesses das indústrias das
velas de sebo e do querosene, que reagiram com vigor,
descrevendo a nova tecnologia como uma ameaça à saúde e
enfatizando o potencial explosivo dela. Entretanto, a óbvia
vantagem de se ter mais luz com custo mais baixo não pôde ser
ocultada indefinidamente. Em razão disso, essa nova indústria
apresentou contínuo crescimento durante todo o século XIX e teve
o seu apogeu por volta de 1885.
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História da EE com
foco em sua
distribuição
Grandes avanços na compreensão dos fenômenos elétricos e
magnéticos ocorreram durante esse mesmo período. Alguns
cientistas, como Humphry Davy (1778 – 1829), André-Marie
Ampère (1775 – 1836), George Simon Ohm (1787 – 1854) e
Johann Friedrich Karl Gauss (1777 – 1855), fizeram importantes
descobertas, mas aquela que transformou a eletricidade de mero
fenômeno científico interessante em uma tecnologia importante,
com extensas implicações sociais, foi feita por dois cientistas que
trabalharam independentemente um do outro: Michael Faraday
(1791 – 1867) e Joseph Henry (1797 – 1878).
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Ampère e outros já haviam observado que campos magnéticos


eram criados por correntes elétricas; não obstante, ninguém havia
descoberto como correntes elétricas poderiam ser produzidas por
campos magnéticos.
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História da EE com
foco em sua
distribuição
Como resultado dos trabalhos realizados de 1821 a 1831 nesse
assunto, Faraday finalmente obteve sucesso na formulação da
importantíssima lei que ostenta o nome dele. Em seguida, ele
construiu uma máquina que gerava tensão elétrica com base em
princípios de indução magnética.
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História da EE com
foco em sua
distribuição
Existia, então, uma fonte de energia elétrica de capacidade muito
superior à das garrafas de Leyde (1745) e das pilhas voltaicas
(1800). Independentemente dos trabalhos de Faraday, Henry
também descobriu o fenômeno da indução eletromagnética quase
ao mesmo tempo que aquele, e aplicou suas descobertas em
muitas áreas, incluindo os eletroímãs e o telégrafo.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

No período compreendido entre 1840 e 1880, diversos


profissionais, incluindo Charles Wheatstone (1802 – 1875),
Samuel Alfred Varley (1832 – 1921), Ernst Werner von Siemens
(1816 – 1892), Carl Heinrich von Siemens (1829 – 1906) e
Zénobe-Théophile Gramme (1826 – 1901), aplicaram o princípio
da indução eletromagnética à construção de geradores elétricos
primitivos.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Nessa mesma época, um fenômeno descoberto há alguns anos


recomeçou a despertar interesse como uma fonte de luz viável: foi
observado que, quando dois eletrodos de carbono conduzindo
corrente elétrica eram afastados, formava-se um arco elétrico de
brilho intenso.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

A comercialização da iluminação a arco voltaico deu-se nos anos


70 do século XIX, inicialmente na iluminação residencial e,
posteriormente, na iluminação pública e em outras instalações
externas. Como era previsível, a iluminação a arco voltaico
produziu o estímulo necessário ao desenvolvimento de melhores e
mais eficientes geradores elétricos.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Charles Francis Brush (1849 – 1929) contribuiu de forma notável


com essa área ao desenvolver um sistema de iluminação a arco
com gerador associado. Esse sistema era viável e fundou um
bem-sucedido negócio com pequena oposição das companhias de
iluminação a gás, pois não havia competição direta pelas mesmas
aplicações. A principal objeção à iluminação a arco voltaico era
sua alta intensidade, que a tornava inadequada para a maioria das
aplicações internas. A iluminação a gás ainda era a melhor opção
para esses usos.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Já no ano de 1809, era conhecido o fato de que certos materiais,


ao conduzirem corrente elétrica, poderiam aquecer-se até o ponto
de incandescência. A idéia de se utilizarem tais materiais como
fonte de luz estimulou muitos profissionais a tentaram produzir tal
dispositivo. A principal dificuldade a ser superada era que o
material incandescente consumia-se rapidamente. Para retardar
ou prevenir essa destruição, o material foi encapsulado em um
recipiente preenchido com gás inerte ou a vácuo.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

O desafio de se colocar um material com alto ponto de fusão,


condutância elétrica apropriada e boas propriedades de iluminação
em um invólucro com atmosfera adequada provou-se insuperável
para a tecnologia da época: até os anos 70 do século XIX, a
lâmpada elétrica estava muito distante de ser uma realidade.
Apesar disso, ocorreram contínuos melhoramentos nos geradores
elétricos. Tornou-se claro que, se e quando uma lâmpada elétrica
incandescente fosse desenvolvida, uma fonte de energia elétrica
estaria disponível.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Em 1875, Thomas Alva Edison (1847 – 1931) construiu um


laboratório, o primeiro centro de pesquisas industrial fora de uma
universidade, para trabalhar em vários projetos na área de
eletricidade, incluindo o desenvolvimento de uma lâmpada elétrica
incandescente. Apenas em outubro de 1879, após muitas
tentativas e experiências malsucedidas, um bulbo com vácuo
contendo um filamento de fio de algodão carbonizado foi
energizado.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

A lâmpada funcionou por 44 horas até finalmente queimar-se. Não


havia mais dúvidas de que uma lâmpada incandescente viável
poderia ser desenvolvida. Subsequentemente, Edison aprimorou a
lâmpada e propôs um novo projeto de gerador que tinha
inacreditável rendimento de quase 90%. Aproximadamente três
anos mais tarde, em 1882, o primeiro sistema instalado para
vender energia elétrica para iluminação incandescente nos EUA
começou a operar em Nova Iorque.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Esse sistema funcionava em corrente contínua (CC) a três


condutores, com tensões de 220 V/110 V, e alimentava uma carga
de 30 kW constituída por lâmpadas incandescentes. Esse e outros
sistemas contemporâneos a ele deram início ao que viria a se
tornar uma das maiores indústrias do mundo.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

As companhias de energia elétrica daquela época


autodenominavam-se companhias de iluminação porque esse era
o único serviço que forneciam. Entretanto, muito cedo foi
encontrado um problema técnico que persiste até hoje: a carga
elétrica de uma companhia pode aumentar ao final da tarde,
manter-se aproximadamente constante durante todo o início da
noite e, então, cair subitamente, por volta das 23h, para a metade
do valor máximo ou menos. Isso significava que se tinha um
sistema elaborado que era subutilizado na maior parte do tempo.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Seria então possível encontrar outras aplicações para a sobra


energética? O motor elétrico já era conhecido, e a existência de
uma fonte de energia elétrica era um incentivo para o refinamento
desse equipamento e a aceitação comercial dele. A força motriz de
origem elétrica rapidamente tornou-se popular e foi usada para
muitas aplicações. Em reconhecimento à sua nova atuação mais
abrangente, as companhias de energia elétrica começaram a se
autodenominarem companhias de força e luz.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

O aumento das cargas trouxe outro problema técnico: o aumento


de correntes a ele associado causava quedas de tensão
inaceitáveis se os geradores estivessem localizados a uma
distância considerável das cargas. A exigência de se manter a
geração próxima às cargas tornou-se cada vez mais inaceitável,
pois, frequentemente, não havia disponibilidade de locais para
geração de porte aceitável. Era sabido que potência elétrica é
proporcional ao produto entre tensão e corrente elétricas; logo,
seriam necessárias menores correntes para maiores tensões.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Infelizmente, tensões elevadas não eram desejáveis tanto do


ponto de vista da tecnologia da época quanto da segurança do
consumidor. Dessa forma, a solução era transmitir potência a alta
tensão por longas distâncias e, então, abaixar o valor da tensão no
ponto de consumo: havia a necessidade de se desenvolver um
equipamento capaz de transformar os níveis de tensão e de
corrente com eficiência e confiabilidade.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Devido às altas tensões utilizadas na iluminação de arco, uma


única estação geradora poderia fornecer uma longa sequência de
luzes, até 7 milhas (11 km), com circuitos longos, uma vez que a
capacidade de um fio é proporcional ao quadrado da corrente que
flui nela, cada duplicação da tensão permitiria que o cabo de
mesmo tamanho transmitisse a mesma quantidade de eletricidade
em quatro vezes a distância.
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História da EE com
foco em sua
distribuição
Os sistemas de iluminação incandescente de interior em corrente
contínua (por exemplo, a primeira estação Edison Pearl
Street instalada em 1882) tiveram dificuldades em abastecer os
clientes a mais de um quilômetro de distância devido à bai xa
tensão de 110 volts utilizada em todo o sistema, dos geradores até
o uso final. O sistema Edison DC precisava de
cabos condutores de cobre espessos, e as usinas de
geração precisavam estar cerca de 2,4 km do cliente mais distante
para evitar condutores excessivamente grandes e caros.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Nos anos 1990 do século XIX, a recém-criada Westinghouse


Company havia experimentado uma nova forma de eletricidade,
denominada corrente alternada (CA), inspirada no fato de que a
corrente elétrica alternadamente revertia o sentido do seu fluxo em
sincronismo com a rotação do gerador. Nikola Tesla (1856 – 1943)
não tinha apenas inventado o motor de indução CA polifásico, mas
também concebido um sistema elétrico CA polifásico completo.
Essa abordagem tinha muitas vantagens inerentes: por exemplo,
os problemas de comutação associados aos geradores CC eram
eliminados.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Uma vigorosa controvérsia entre Edison, da jovem General Electric


Company, e a Westinghouse Company desenvolveu-se para se
decidir se a indústria deveria ser padronizada em CC ou em CA. A
forma CA finalmente saiu-se vitoriosa pelos seguintes motivos: (a)
o transformador CA possuía a tão necessária capacidade de
converter facilmente níveis de tensão e de corrente com
rendimento elevado; (b) os geradores CA eram inerentemente
mais simples que os geradores CC; e (c) embora não tão versáteis
naquela época, os motores CA eram mais simples e mais baratos
que os motores CC.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Após a padronização em CA, o conceito de geração central


estabeleceu-se firmemente, e as cargas remotas deixaram de ser
problema. O suave brilho amarelado da lâmpada de Edison era
mais conveniente, limpo, e, rapidamente, tornou-se mais barato
que seu correspondente a gás. Mais e mais consumidores foram
adicionados à lista de clientes das companhias de energia elétrica:
uma vez que a maior parte desse aumento de carga pôde ser
atendido sem aumento no investimento de capital, o custo unitário
da energia caiu, atraindo continuamente mais consumidores.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

As companhias de energia elétrica daquela época


autodenominavam-se companhias de iluminação porque esse era
o único serviço que forneciam. Entretanto, muito cedo foi
encontrado um problema técnico que persiste até hoje: a carga
elétrica de uma companhia pode aumentar ao final da tarde,
manter-se aproximadamente constante durante todo o início da
noite e, então, cair subitamente, por volta das 23h, para a metade
do valor máximo ou menos. Isso significava que se tinha um
sistema elaborado que era subutilizado na maior parte do tempo.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Seria então possível encontrar outras aplicações para a sobra


energética? O motor elétrico já era conhecido, e a existência de
uma fonte de energia elétrica era um incentivo para o refinamento
desse equipamento e a aceitação comercial dele. A força motriz de
origem elétrica rapidamente tornou-se popular e foi usada para
muitas aplicações. Em reconhecimento à sua nova atuação mais
abrangente, as companhias de energia elétrica começaram a se
autodenominarem companhias de força e luz.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Empresas de eletricidade locais expandiram-se territorialmente até


que começassem a compartilhar fronteiras: já em 1920, cada
centro de carga da Europa Ocidental possuía seu próprio sistema
de potência. Nesse momento, uma vantagem operacional podia
ser vislumbrada: sabendo que as cargas de sistemas vizinhos não
necessariamente atingiam seus picos simultaneamente, por que
não interconectar os sistemas e associar as condições de pico de
carga à geração combinada dos sistemas, empregando melhor os
equipamentos de todos os envolvidos?
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Porém, antes de se realizar a interconexão, era necessário


superar um grave problema técnico: muitas freqüências diferentes
eram utilizadas naquela época, incluindo CC, 25 Hz, 50 Hz, 60 Hz,
125 Hz e 133 Hz.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Tendo em vista que sistemas CA interconectados devem operar


na mesma frequência, a diversidade de frequências impunha a
necessidade de se utilizarem caros equipamentos conversores de
frequência. Essa necessidade representou, na realidade, um
incentivo à padronização de frequência. Naquele tempo, as
unidades geradoras em diversas instalações hidrelétricas geravam
em 25 Hz porque as turbinas hidráulicas podem ser projetadas
para operar com um pouco mais de eficiência nas
correspondentes velocidades mecânicas. Daí, havia forte amparo
para se utilizar essa frequência.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

O problema com a frequência de 25 Hz era o perceptível efeito da


cintilação luminosa (flicker) em lâmpadas incandescentes
produzido por ela. Uma frequência mais alta, 60 Hz, era
eventualmente aceita como padrão nos EUA, pois ela tinha
características elétricas aceitáveis e pelo fato de que turbinas a
vapor operavam satisfatoriamente nas correspondentes
velocidades mecânicas de 1.800 rpm e 3.600 rpm. Como resultado
disso, os EUA padronizaram a frequência em 60 Hz; a Europa, em
50 Hz.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

O avanço tecnológico no projeto de equipamentos de potência


continuou: quando uma empresa de eletricidade expandia o seu
sistema, os novos geradores e transformadores adquiridos tinham,
inevitavelmente, maiores capacidade e rendimento. Melhores
lâmpadas elétricas foram desenvolvidas, dando ao consumidor
mais luz por unidade de energia. Com a contínua queda nos
custos da energia elétrica, o uso de motores elétricos como força
motriz mecânica para todos os tipos de aplicações tornou-se
popular.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

O aumento da demanda por energia elétrica incentivou a


transmissão em tensões progressivamente mais altas, que foram
padronizadas em determinados níveis para evitar a proliferação de
um número excessivamente grande de tensões de operação. É
interessante notar que, apesar de toda essa evolução, a tensão
inicial de Edison, 110 V, com sucessivas revisões para 115 V e
120 V, permaneceu como o padrão para o nível de serviço nos
EUA.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Com tudo isso, criou-se o padrão atual de sistema elétrico de


potência, que pode ser definido da seguinte forma (Gross, 1986):
Um sistema elétrico de potência é uma rede de componentes
interconectados projetados para converter continuamente energia
não-elétrica em energia elétrica, transportar a energia elétrica por
distâncias potencialmente grandes, transformar a energia elétrica
em uma forma específica sujeita a estreitas tolerâncias, e
converter a energia elétrica transformada em uma forma não-
elétrica utilizável.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

De acordo com essa idéia, com propósitos organizacionais, pode-


se dividir o sistema em cinco subsistemas muito conhecidos
(Gross, 1986): geração, transmissão, subtransmissão , distribuição
— primária e secundária — e consumo. Para ser viável, um
sistema assim deve ser seguro, confiável, econômico,
ambientalmente adequado e socialmente aceitável.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Esse modo organizacional adotado para o sistema elétrico ao


longo de quase toda a sua história — grandes centrais de geração
e uma extensa rede de linhas de transmissão e de distribuição
alimentando os diversos consumidores —, é o que se conhece por
geração centralizada de energia elétrica, ou simplesmente geração
centralizada, geração central, geração convencional ou geração
tradicional, todas expressões encontradas na literatura de língua
portuguesa. Cabe aqui uma análise relativa a essa expressão que
é, no mínimo, interessante.
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História da EE com
foco em sua
distribuição

Considerando-se um sistema elétrico convencional, interligado, em


que as linhas de transmissão interligam diversas usinas geradoras
entre si e a muitos sistemas de distribuição, a expressão geração
centralizada soa inadequada, pois há, de fato, geração de grande
porte em diversos pontos do sistema interligado, mas não
necessariamente no centro geográfico nem no centro de carga do
sistema.
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Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

Distribuição primária: As tensões de distribuição primária situam-


se, geralmente, em uma faixa de 11kV a 22kV. Apenas os grandes
consumidores são alimentados diretamente a partir de tensões de
distribuição.

A tensão varia de acordo com o seu papel no sistema de


abastecimento e distribuição. De acordo com as normas
internacionais, existem inicialmente dois grupos de tensão: baixa
tensão (BT): até e incluindo 1kV CA (ou 1,5kV CC) e alta tensão
(AT): acima de 1 kV CA (ou 1,5 kV CC).
52

Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

Serviços rurais: Os sistemas de eletrificação rural tendem a


usar tensões de distribuição mais altas devido às distâncias
mais longas cobertas pelas linhas de distribuição.

• A distribuição de 7,2; 12,47; 25 e 34,5 kV é comum nos


Estados Unidos;

• 11 kV e 33 kV são comuns no Reino Unido, Austrália e


Nova Zelândia.

• 11 kV e 22 kV são comuns na África do Sul.


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Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

Distribuição Secundária: A eletricidade é


fornecida a uma frequência de 50 ou 60 Hz,
dependendo da região e é entregue aos
clientes domésticos como energia elétrica
monofásica.

Geralmente, apresentam cabines de


transformação média/baixa tensão, como
os transformadores, aparelhos de
Um PT aéreo com transformador de
comando e proteção. distribuição trifásico de 23kV/240V
54

Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

Variações regionais
55

Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

Sistemas 240-220V: A maior parte do mundo usa 50Hz, 220 ou 230


V monofásico, 400V a 3 fases para serviços residenciais e industriais
leves. Neste sistema, a rede de distribuição primária fornece
algumas subestações por área, e a tensão de 230V de cada
subestação é distribuída diretamente.

Um fio vivo (quente) e neutro são conectados ao edifício para cada


fase do serviço trifásico. A distribuição monofásica é utilizada quando
as cargas do motor são leves.
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Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

Na Europa, a eletricidade é normalmente distribuída para uso


industrial e doméstico pelo sistema trifásico de quatro fios. Isso dá
uma tensão trifásica de 400V, serviço e uma tensão monofásica de
230V. No Reino Unido, uma subestação de baixa tensão urbana ou
suburbana típica seria normalmente classificada entre 150 kVA e 1
MVA e abasteceria um bairro inteiro de algumas centenas de casas.

Para clientes industriais, trifásico 690/400 V também está disponível,


ou pode ser gerado localmente. Os grandes clientes industriais têm
seus próprios transformadores com uma entrada de 11 kV a 220 kV.
57

Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

Em alguns países, como na Europa, a


distribuição trifásica também é
disponibilizada à nível residencial,
para aparelhos como fogões e
secadoras de roupa.
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Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

Sistemas 110 - 120V: A maioria das Américas usa 60Hz CA, o sistema de
fase dividida de 120/240 V internamente e três fases para instalações
maiores. Em comparação com os sistemas europeus, os norte-americanos
têm mais transformadores abaixadores perto dos clientes.
Isto deve-se ao fato de a maior tensão doméstica utilizada na Europa (230 V
vs 120 V) poder ser transportada numa distância maior com uma perda de
potência aceitável. Os norte-americanos transformam habitualmente casas
de força a 240 V, semelhante ao 230 V da Europa. É a fase dividida que
permite o uso de 120 V em casa. Os transformadores fornecem realmente
240 V e não 120, assim que a potência pode ser carregada sobre uma
distância maior.
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Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

As frequências de serviço do Japão são 50 Hz e 60 Hz. No setor de


eletricidade no Japão, as frequências padrão para CC são 50 e 60
Hz. No Japão partes do país usam 50 Hz, enquanto outras partes
usam 60 Hz. Esta é uma relíquia dos anos 1800. Alguns provedores
locais em Tóquio importaram equipamentos alemães de 50 Hz,
enquanto os fornecedores locais de energia
em Osaka trouxeram geradores de 60 Hz dos Estados Unidos.
60

Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

As grades cresceram até que finalmente todo o país foi ligado. Hoje
a frequência é de 50 Hz no Japão Oriental (incluindo
Tóquio, Yokohama, Tohoku e Hokkaido) e 60 hertz no Japão
Ocidental (incluindo Nagoya, Osaka, Kyoto, Hiroshima, Shikoku e
Kyushu).
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Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

A maioria dos aparelhos domésticos são feitos para trabalhar em


qualquer frequência. O problema da incompatibilidade veio ao
público quando o terremoto de 2011 Tōhoku e o tsunami derrubaram
cerca de um terço da capacidade do leste, e a energia no oeste não
pode ser compartilhado inteiramente com o leste, desde que o país
não tem uma frequência comum.
62

Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

Divisão da energia elétrica no


Japão
63

Aspectos da distribuição de
energia elétrica no Brasil e no
mundo

Sistemas de 240 V e tomadas de 120 V: A maioria das casas norte-


americanas modernas são conectadas para receber 240 V do
transformador, e através do uso de energia elétrica de fase dividida,
pode ter tanto receptores de 120 V e receptores de 240 V. 120 V é
normalmente usado para iluminação e maioria das tomadas de
parede. As tomadas de 240 V são geralmente colocadas onde o
aquecedor de água e secador de roupas iria. Às vezes, uma tomada
de 240 V é montada na garagem para máquinas ou para carregar
um carro elétrico.
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Consumidores Primários
e Secundários

Os usuários consumidores são caracterizados como


unidades consumidoras conectadas às redes ou linhas
de distribuição, primárias ou secundárias.
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Consumidores Primários

As redes elétricas primárias fornecem energia elétrica a um


grande numero de consumidores, tais como indústrias, centros
comerciais, grandes hospitais, de médio e grande porte.
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Consumidores Primários

São muito fáceis de serem vistas em ruas e avenidas das grandes


cidades, frequentemente compostas por três fios condutores
aéreos sustentados por cruzetas de madeira em postes de
concreto.

Fonte: Aneel 2016


67

Consumidores
Secundários

As redes de distribuição secundária (baixa tensão) são aquelas


que, também afixadas nos mesmos postes de concreto que
sustentam as redes de média tensão, localizam-se a uma altura
inferior.
68

Consumidores
Secundários

Abrangem os consumidores residenciais, e pequenos


consumidores comerciais e industriais, além da iluminação
pública.
69

2 Classificação das
Falhas
INDICADORES DE CONFIABILIDADE DO
FORNECIMENTO AO CONSUMIDOR FINAL
70

Falhas na rede de
distribuição

• Falhas em componentes
• Todos os equipamentos instalados no sistema de distribuição
podem falhas, o que pode acontecer devido à fatores como
erro de projeto, fabricação, instalação inadequada, falta de
manutenção ou danos durante seu transporte;
• É preciso saber se o componente estava realmente danificado
ou se ele atuou como proteção ao receber um nível de tensão
ou corrente inesperado, no caso de um fusível, por exemplo.
71

Falhas na rede de
distribuição

• Falhas em componentes
• Transformador;
• Condutor;
• Isolador;
• Fusível;
• Capacitor;
• Para-raios;
• Regulador.
72

Falhas na rede de
distribuição

• Vegetação na rede

• A vegetação na rede está entre as 3 maiores causas de


falhas no sistema;
• Podem ocorrer uma falha quando uma árvore se apoia ou
cai sobre a fiação ou algum componente e os danifica;
• Outro meio de ocorrer uma falha é por um curto circuito
causado por algum galho que se carboniza e conduz
corrente, prejudicando a condução da rede.
73

Falhas na rede de
distribuição

• Vegetação na rede
74

Falhas na rede de
distribuição

• Animais
• Animais são também uma das 3 maiores causas de falhas
no Brasil;
• Os principais animais que interferem na rede de
distribuição são as aves, que podem criar ninhos nas
fiações e também pousar sobre os condutores e
componentes, pensando nas instalações aéreas
predominando;
75

Falhas na rede de
distribuição

• Animais
• Nas instalações subterrâneas os roedores podem causar
problemas ao roer o isolamento dos cabos instalados, e
além disso atraem serpentes que são animais que
procuram lugares para se aquecer, e podem acabar
entrando em cabines elétricas.
76

Falhas na rede de
distribuição

• Animais
77

Falhas na rede de
distribuição

• Descargas atmosféricas
• Descargas atmosféricas completam o trio de 3 maiores
causas de falhas no Brasil;
• O Brasil é um país com alta ocorrência de relâmpagos e
raios;
• As descargas podem influenciar diretamente no sistema
devido a um impacto direto, ou indiretamente, quando
áreas próximas são atingidas e geram uma sobretensão
no sistema, por exemplo.
78

Falhas na rede de
distribuição

• Descargas atmosféricas
79

Falhas na rede de
distribuição

• Furto, vandalismo ou objetos estranhos à rede


• Devido ao valor alto de mercado do cobre, é muito comum
roubos desses fios condutores acontecerem, e isso está
fazendo com que condutores de alumínio sejam usados, para
que pessoas não queiram mais roubá-los;
• É comum também pessoas atirarem objetos como forma de
vandalismo, tentando atingir componentes, ou apenas
atirarem sapatos arames, correntes, etc;
• Também é comum crianças brincarem perto da rede com
pipas ou bolas, que podem atingir o sistema.
80

Falhas na rede de
distribuição

• Furto, vandalismo ou objetos estranhos à rede


• Condutores de cobre roubados;
• Substituição por alumínio;
• Atirar objetos à rede;
81

Falhas na rede de
distribuição

• Outras causas menos influentes


• Acidentes com veículos são uma comum causa, onde os
veículos atingem principalmente os postes de distribuição;
• Outras empresas como as de telefonia, que trabalham perto à
rede, podem trabalhar erroneamente e interferir na mesma.
Também obras que ocorrem próximas, podem também
interferir, principalmente em escavações perto de instalações
subterrâneas;
• Ventos fortes, tornados e ciclones podem causar a queda de
postes, provocar contato entre condutores, etc;
82

Falhas na rede de
distribuição

• Outras causas menos influentes


• Erosões e deslizamentos de terra próximos à rede também
podem provocar a queda de estruturas;
• Poluição ou a maresia podem degradar mais rapidamente os
componentes como condutores e isoladores, que podem vir a
falhar com o tempo;
83

Falhas na rede de
distribuição

• Outras causas menos influentes


• Situações de temperatura extremamente alta podem causar
um dilatamento excessivo dos condutores e causar problemas
devido a necessidade de refrigeração.
• Mesmo que incomum no Brasil, situações de temperatura
extremamente baixa podem causar o congelamento de
componentes, danificando a rede;
84

Falhas na rede de
distribuição

• Falhas técnicas do sistema


• Sobrecarga: quando o sistema não consegue atender a
demanda, espera-se que os componentes de proteção atuem,
sendo causadas assim por erros de projeto;
• Má isolação;
• Sobretensão e subtensão que ocorrem por algum motivo,
causam a atuação de componentes de proteção;
• Também podem ocorrer erros de operação humanos, onde
algum operário comete algum erro que causa uma falha no
sistema.
85

Falhas na rede de
distribuição

• Dificuldade de aquisição de dados


• Um grande problema da melhora na proteção contra falhas, é
que é não existem muito estudos que tabelam todas as
ocorrências, e observam o que ocorreu, quais componentes
foram danificados, qual o horário mais ocorrem falhas, etc.
86

3 Proteções, Normas e
Fiscalização
87

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Para a proteção do sistema de distribuição de energia elétrica, há a


necessidade da existência de vários equipamentos dos tipos: fusíveis,
disjuntores, reles, religadores.

• Função de desacoplar o circuito onde ocorreu uma falha.

• Objetivo minimizar qualquer tipo de dano ocorrido devido à


anomalia.
88

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Chave Fusível / Elo Fusível

Devido ao baixo custo e desempenho satisfatório para o nível de


proteção o qual se deseja, as chaves-fusíveis são os elementos mais
utilizados na proteção de rede de distribuição de energia elétrica em
zonas urbanas e rurais.
89

Proteção Contra
Falhas Técnicas

Chave Fusível Elo Fusível


90

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Chave Fusível

- É acoplado o cartucho o qual em seu interior está instalado o elo


fusível (elemento de proteção), que se rompe em função de suas
características tempo x corrente.

- Ao ser queimado libera gases deionizantes, impedindo que o


arco continue fluindo entre os terminais do elo fusível.

- Os elo-fusíveis são classificados como tipo: H, K e T.


91

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Elo-fusível Tipo H

- São fusíveis de altos surtos, os quais tem um tempo de


atuação longo, e somente são utilizados na proteção de
transformadores de distribuição, devido a sua atuação lenta não irá
operar na energização do transformador, devido a corrente de Inrush.
92

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Elo-fusível Tipo K

- Trata-se de um dispositivo com tempo de atuação rápido, são


utilizados na proteção de ramais alimentadores de distribuição ou ao
longo destes, porém na sua trajetória final.
93

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Elo-fusível Tipo T

- Apresentam um longo tempo de atuação.

- Os elos fusíveis do tipo T tem a finalidade de realizar a


proteção de alimentadores de distribuição e seus ramais.
94

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Disjuntores

- Os disjuntores tem a função de desacoplar o circuito caso


venha uma corrente excessiva, e também a função de chave
liga/desliga.
95

Proteção Contra
Falhas Técnicas

Disjuntor ABB
96

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Relés

- Os relés são dispositivos de proteção mais complexo que a


chave-fusível e o disjuntor, podendo proteger a carga ou o circuito de
diversas anomalias, por exemplo, sobrecarga, sobretensão, subtensão,
curto-circuito, etc.

- Relés de sobrecorrente e de religamento são os mais


importantes em um sistema de proteção de energia elétrica.
97

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Relés de Sobrecorrente

- Os reles de sobrecorrente são os dispositivos básicos de


proteção de um sistema elétrico de potência.

- Dispositivo que responde à corrente que flui no sistema a ser


protegido, quando o módulo da corrente supera o valor previamente
ajustado, ele é acionado.

- Proteção contra curto-circuito


98

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Relés de Religamento

- Mais importantes de proteção utilizados nas subestações.

- Auxiliares utilizados para comandar o religamento dos


disjuntores.
99

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Relés Digitais

- Os reles digitais são os mais utilizados hoje em dia devido a sua


eficácia. Este tipo de rele é autônomo, podendo ser usado para proteção
principal ou de retaguarda. Proteção monofásica, bifásica,
trifásica+neutro, podendo ser utilizado na proteção de sobrecorrente,
sobre/subtensão, sequência de fase, com TRIP capacitivo e fonte
capacitiva incorporada, supervisão de bobina de abertura.
100

Proteção Contra
Falhas Técnicas

Relé Digital
101

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Religadores automáticos

- É um dispositivo que ao detectar um curto-circuito na linha


ele automaticamente desarma e arma (abre e fecha os contatos
internos) até perceber que o curto não existe mais.

- Realizando este procedimento no máximo três vezes em um


intervalo de tempo (tempo de religamento). Na quarta vez ficará aberto,
impedindo que o curto atinja o restante do circuito, e o fechamento terá
que ser manual.
102

Proteção Contra
Falhas Técnicas

Religador Automático
103

Proteção Contra
Falhas Técnicas

• Seccionalizadores ou seccionador automático

- O seccionador automático se localiza na retaguarda de um


dispositivo de proteção, como por exemplo, atrás de uma chave fusível.

- Possui a função de desligar o restante do circuito, em sua frente,


quando sente que o dispositivo de proteção a sua retaguarda foi aberto.

- Conta a quantidade de desligamentos do circuito elétrico,


quando a contagem atingir o valor pré-programado, o equipamento abre.
104

Proteção Contra
Falhas Técnicas

Seccionador
105

Normas técnicas para a


proteção

• As normas técnicas de proteção aos sistemas de distribuição


são estabelecidas pelas próprias distribuidoras de energia
elétrica.
• Cada empresa irá ter algumas diferenças de objetivos, por
exemplo como a filosofia “Salva fusível” e “Queima fusível”.
• Normas são estabelecidas para a proteção dos sistemas
primários e dos transformadores das redes.
• Nesta apresentação foram estudadas as normas da CPFL.
106

Fenômenos a serem
observados no estudo de
proteção

Nas normas estabelecidas são estudados os seguintes


fenômenos:

1. Correntes de curto-circuitos
2. Correntes de inrush (transformador)
3. Corrente de carga (transformador)
4. Ponto ANSI (transformador)
107

Correntes de curto-circuito

▪ As normas das concessionárias fornecem as fórmulas


necessárias para se calcular a corrente de curto-circuito para
todos os tipos de faltas em circuitos bifásicos e trifásicos.
▪ A CPFL utiliza oficialmente programas computacionais como
REDE, desenvolvido na Gerência de Planejamento do
Sistema Elétrico
▪ OEP, o Interplan, e o CYMDIST, este último parte do GISD.
Podendo o projetista escolher qualquer um destes.
108

Correntes de inrush

▪ As normas da CPFL mostram vários métodos para o calculo


da corrente de inrush, alguns simplificados e outros mais
precisos.

▪ Ela sugere usar o método simplificado 2 até que se tenha um


programa para realizar o método completo.
109

Corrente de carga

▪ Para se ter o melhor aproveitamento econômico, os


transformadores de distribuição não podem fornecer a
potência máxima somente nas horas de pico.
▪ Para a proteção do
transformador, a CPFL indica
um carregamento de 187,5%
por uma hora e 50% para as
23 horas restantes. Para assim
manter a temperatura abaixo
dos 140 ºC permitidos.
110

Ponto ANSI

▪ São utilizadas informações da NBR 8962 e IEEE 37.91


111

Equipamentos de proteção
contra sobrecorrente

As normas da CPFL especificam os seguintes equipamentos de


proteção de sistemas de distribuição:

1. Chave fusível e elo fusível


2. Religador automático
3. Seccionalizador automático
4. Relé de sobrecorrente
112

Chave fusível e elo fusível

▪ São especificados os pontos de instalação, devendo sempre


instalar a menor quantidade possível.
▪ São especificadas as condições para que não sejam
disparados em surtos de tensão, levando em consideração os
fenômenos já mostrados.
▪ Nos transformadores, as chaves fusíveis devem, no mínimo,
ter corrente nominal de 100 A, NBI 95 kV e capacidade de
interrupção assimétrica compatível com o local de instalação.
113

Disjuntores e Relés

▪ São definidas as operações dos disjuntores, nas CPFL os


tempos usuais de religamentos são de 5 e 30 segundos para
o primeiro e segundo intervalos.
▪ No dimensionamento, também são considerados os
transformadores de correntes utilizados que podem
transportar corrente acima da nominal sem sofrer saturação.
▪ Especifica todos os taps temporizados e instantâneos
114

Religadores

▪ Os religadores devem ser dimensionados de forma similar aos


disjuntores.
▪ Os ajustes da corrente de pick up são especificados para
diversos casos.
▪ Sequenciamento:
115

Seccionalizadores

O seccionalizador pode ser instalado:


▪ Em pontos da rede onde a corrente é muito alta para a
utilização de elos fusíveis.
▪ Em pontos onde a coordenação com elos fusíveis não é
suficiente para o objetivo pretendido.
▪ Em ramais longos e problemáticos.
▪ Após consumidores que podem suportar as operações dos
religadores, mas não suportam longas interrupções, no caso
do bloqueio do religador.
No geral, as normas recomendam ajustar os seccionalizadores
de acordo com o manual do produto.
116

Coordenação e seletividade
da proteção

▪ A existência de equipamentos dotados de religamentos


automáticos requer que eles estejam coordenados entre si e
com outros equipamentos de proteção, de acordo com uma
sequência de operações preestabelecida.
▪ Seletividade entre elos fusíveis: o tempo de interrupção do elo
fusível protetor for no máximo 75% do tempo mínimo de fusão
do elo protegido.
117

Coordenação e seletividade
da proteção

▫ Seletividade relé - elo fusível: o tempo de interrupção máximo


do elo fusível deverá ser no máximo 75% do tempo de
atuação da unidade temporizada do relé para as correntes no
trecho comum.
118

Coordenação e seletividade
da proteção

▫ Quando se utiliza a filosofia “Salva fusível” se chama


coordenação relé – elo fusível: fazendo com que o fusível
somente queime quando o defeito permanecer após o relé
religar.
119

Coordenação e seletividade
da proteção

Existem outras possíveis coordenações entre quase todos os


dispositivos de proteção:
1. Seletividade relé – Chave fusível religadora
2. Coordenação relé-religador
3. Coordenação religador – elo fusível
4. Coordenação religador – seccionalizador – elo fusível
5. Coordenação e seletividade religador – religador
120

Roteiro para elaboração do


estudo de proteção

As normas definem um roteiro para a elaboração do estudo de


proteção onde especificam:
1. Escolha dos alimentadores a serem estudados
2. Coleta de dados
3. Escolha dos ajustes de proteção
4. Documentação
121

Referências

▪ GED-16628 - Proteção de transformadores de distribuição


▪ GED-2912 - Proteção de Redes Aéreas de Distribuição -
Sobrecorrente
122

Fiscalização

• Supervisionar, avaliar, controlar e documentar as atividades


desenvolvidas pelas distribuidoras em conformidade com a
legislação pertinente;

• É um instrumento de apoio à consolidação das regras, com o


objetivo de promover o desenvolvimento eficaz do setor elétrico;

• Utiliza aspectos qualitativos e quantitativos para a avaliação da


qualidade dos serviços promovidos pelas empresas
concessionárias.
123

Legislação

▪A criação da ANEEL ocorreu somente em 26 de dezembro de


1996, pela lei nº 9.427, instituindo a autarquia vinculada ao
Ministério das Minas e Energia, com o objetivo de regular e
fiscalizar os serviços públicos de energia elétrica;

▪Em 1998 é definida uma resolução definindo procedimentos


para a descentralização das atividades complementares da
ANEEL para os estados e o Distrito Federal, permitindo a
abertura de outras agências, regionais, com atribuições
delegadas pela ANEEL.
124

Penalidades

Sanções previstas de acordo com a gravidade:

1. Advertência;
2. Multa;
3. Embargo de obras;
4. Interdição de instalações;
5. Suspensão temporária de participação em licitações;
6. Revogação de autorização;
7. Intervenção administrativa;
8. Caduvidade da concessão ou da permissão.
125

Enfoques da Fiscalização

▪Orientiva ou preventiva: Com o objetivo de orientar e informar


o fiscalizado quanto às normas vigentes e indicar possíveis
soluções, evitando o aparecimento de possíveis problemas.

▪Apurativa e punitiva: Ocorrem quando há transgressão das


obrigações legais das empresas fiscalizadas ou quando a
empresa não atende às orientações do órgão regulador.
126

Em relação à
periodicidade

▪Monitoramentos: São realizados constantemente a partir das


informações coletadas junto às concessionárias. Nesta modalidade, a
fiscalização é realizada a partir de uma amostragem de dados;
▪Eventuais e pontuais: São motivadas por reclamações dos agentes
do setor elétrico e têm caráter pontual. São realizadas por auditorias
e relatórios específicos;
▪Periódicas: São fiscalizações regulares em algumas atividades
realizadas pelas concessionárias. São abordados assuntos
específicos e pré estabelecidos, desde inspeção de instalações até o
atendimento comercial da empresa.
127

Panorama no estado de São


Paulo

ARSESP: Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado


de São Paulo. Criada em 2007 a partir da antiga CSPE. Delegada
pela Aneel como reguladora e fiscalizadora dos serviços de energia
elétrica. Os Técnicos responsáveis pela fiscalização da energia
estão subdivididos em áreas de atuação específicas:
-GIQ
-GEF
-GTC
-GPD
-GEE
128
GIQ:
Grupo dos Indicadores de
Qualidade

Visa, a partir de uma perspectiva quantitativa, avaliar a qualidade


dos serviços de distribuição de energia elétrica. A análise é
realizada sobre indicadores técnicos, incluindo os de
atendimento de emergência, de continuidade e os de indicadores
comerciais individuais e coletivos, além de outras obrigações
contratuais.
129

GEF:
Grupo de Fiscalização
Econômico-Financeira

Visa verificar o cumprimento da legislação da regulamentação do


setor elétrico e dos contratos de concessão nos assuntos
pertinentes à economia.
A análise é realizada a partir de dados econômicos-financeiros,
formatados pelo plano de contas, determinado pela resolução
ANEEL 444/01 e incluem:
-Balancetes mensais padronizados;
-Relatórios de Informações trimestrais;
-Prestações anuais de contas.
130

GTC:
Grupo Técnico-Comercial

A fiscalização técnico-comercial é uma das mais amplas dentre


as realizadas na ARSESP. Essa modalidade trata de vários
aspectos da distribuição de energia elétrica, o que abrange
desde as motivações oriundas de reclamações dos
consumidores até fiscalizações especiais, como verificação da
execução de obras.
131

Outras modalidades

▪ Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento;


▪ Projetos de Eficiência Energética;
▪ Pequenas Centrais Hidroelétricas e Térmicas( PCH e PCT);
▪ Cooperativas de Eletrificação Rural.
132

4 Inovação Tecnológica e
Novas Normas
133

Quais as principais
tecnologias novas?

Nos dias atuais, especialmente nas grandes cidades das nações


desenvolvidas, a percepção das pessoas sobre a energia
elétrica é próxima daquela que têm sobre o ar que respiram:
simplesmente está lá e só se dão conta da sua existência
quando lhes falta.
134

Quais as principais
tecnologias novas?

Embora não exista uma definição-padrão para o conceito de


Rede Elétrica Inteligente (em inglês, Smart Grid), todas elas
giram em torno da integração de tecnologias da informação e
comunicações avançadas à infraestrutura de geração,
transmissão e distribuição de energia elétrica.
135

Quais as novas
tecnologias?

Algumas pesquisas são voltadas para Controle e monitoramento,


outras para Integração de Tecnologias da Informação e
Comunicações e Gerenciamento de Rede de Distribuição, uma
Infraestrutura Avançada de Medição , Sistemas do Lado
Consumidor, Infraestrutura de Carga de Veículos Elétricos, etc.
136

Controle e monitoramento

Basicamente, estamos falando do emprego de sensores,


atuadores, sistemas computacionais e de telecomunicações para
aumentar a capacidade de entender o estado instantâneo e as
tendências futuras do sistema e de planejar, executar e verificar
as mudanças necessárias para mantê-lo estável ou levá-lo para
um novo estado desejado.
137

Controle e monitoramento

Consiste em dispositivos de automação, geralmente


programáveis, onde um algoritmo irá controlar variáveis da rede
como o próprio fluxo de energia com o intuito de reduzir índices
de DEC, FEC, etc. Um exemplo disso são os FPIs (Fault
Passage Indicators).
138

Controle e monitoramento

Dados do DEC e FEC da COPEL (Companhia Paranaense de Energia)


139

Controle e monitoramento

O método tradicional de localização de faltas utilizado em


diversas concessionárias, consiste na utilização de equipes de
campo que são enviadas a procura da localização exata da falta.
Uma solução adotada para agilizar este processo, é utilizar o
localizador de faltas de relés digitais no alimentador das
subestações. A instalação de FPIs (Fault Passage Indicators) em
pontos estratégicos da rede de distribuição auxilia na localização
da falta.
140

Redes subterrâneas

Outra novidade no setor de redes de distribuição está no


enterramento parcial e total da rede, técnica essa já empregada
em países desenvolvidos como EUA e Europa. Essa técnica
apresenta vantagens significativas no que tange às capacidades
energéticas e na segurança contra cargas provenientes do clima
e do tempo. Porém sua principal desvantagem está em seu
custo.
141

Redes subterrâneas

Instalação de uma rede subterrânea. Antes e depois da instalação da rede subterrânea.


142

Equipamentos utilizados
para a recomposição
automática do sistema

Equipamentos inteligentes e de alta tecnologia estão disponíveis


no mercado para melhorar o desempenho das empresas
distribuidoras de energia e por consequência melhor atender
seus clientes. Alguns deles são mostrados a seguir.
143

Equipamentos utilizados
para a recomposição
automática do sistema

Sensores e indicadores de corrente de falta.


Dispositivo chamado de “Easergy Flite 116-AS”.
Cada Flite 116-AS ligado à rede de distribuição
comunica-se com um RTU instalado no poste. A
comunicação é feita através de frequências de
rádio livres de 918 à 919,2 MHz e pode chegar a
100 metros de distância. Após a identificação da
falta o reset pode ser feito de três formas:
Manualmente; Pelo tempo de delay; Quando a
tensão volta a linha;
144

Equipamentos utilizados
para a recomposição
automática do sistema

O Easergy RANGE G200 RTU:


É um equipamento RTU desenvolvido pela Schneider Electric
cuja responsabilidade é integrar o Flite 116-AS (indicador de
falta) ao sistema SCADA (Supervisory Control And Data
Acquisition).
145

Equipamentos utilizados
para a recomposição
automática do sistema

Religadores inteligentes: equipamentos possuem a propriedade


de automaticamente religar, sequencialmente, um número de
vezes, restaurando a continuidade do circuito mediante faltas de
natureza temporária.
146

Equipamentos utilizados
para a recomposição
automática do sistema

Religador Inteligente, maior simetria e


Religador Tradicional, altos picos de
menos picos de energia (maior vida
energia e operação manual
útil dos equipamentos)
147

Normas atuais mais


importantes

Principais Entidades do Setor Elétrico Brasileiro

• Conselho Nacional de Política Energética – CNPE


• Ministério de Minas e Energia – MME
• Empresa de Pesquisa Energética – EPE
• Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE
• Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS
• Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE
• Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL
148

Normas atuais mais


importantes

Hierarquia das Entidades do


Setor Elétrico Brasileiro

Fonte: (MICHEL E SILVA; 2012)


149

ANEEL

A ANEEL tem como principais atribuições:

• Regular a:

 Geração;
 Transmissão;
 Distribuição;
 Comercialização.
150

ANEEL

Atribuições da ANEEL:

• Fiscalizar as concessões, permissões e os serviços;

• Estabelecer tarifas;

• Dirimir divergências entre os agentes e entre esses agentes e


os consumidores;

• Conceder as outorgas de concessão, permissão e


autorização de empreendimentos e serviços.
151

Regulação dos Serviços de


Distribuição

A regulação técnica da distribuição é conduzida pela


Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição
(SRD). As principais atividades da regulação dos serviços de
distribuição são:

• Estabelecimento de regras e procedimentos referentes ao


planejamento da expansão, ao acesso, operação e medição
dos sistemas de distribuição;
152

Regulação dos Serviços de


Distribuição

• Estabelecimento dos indicadores de qualidade do serviço e do


produto;

• Regulação das condições gerais de fornecimento de energia


elétrica;

• Implementação e acompanhamento da universalização do


acesso à energia elétrica;

• Implementação e aplicação da tarifa social.


153

Resolução Normativa n°
414/2010 da ANEEL

• Estabelece as Condições Gerais de Fornecimento de Energia


Elétrica de forma atualizada e consolidada.

• Objetivo: Regular as disposições a serem observadas pelos


consumidores e pelas concessionárias, estabelecendo direito
e deveres.
154

PRODIST

Os procedimentos de distribuição, na forma de 11 módulos, são


documentos elaborados pela ANEEL que normatizam e
padronizam as atividades técnicas relacionadas ao
funcionamento e desempenho dos sistemas de distribuição de
energia elétrica.
155

PRODIST

Seis módulos são técnicos


(módulos 2, 3, 4, 5, 7 e 8), pois
abrangem as macro-áreas de
ações técnicas dos agentes de
distribuição, e dois módulos são
integradores (módulos 1 e 6).

Fonte: (ANEEL;2018)
156

Notas Técnicas (NT’s)

São publicações apresentadas na forma de roteiros elaborados


pelas concessionárias. Tais documentos permitem desenvolver
projetos elétricos dentro das características de interesse da
empresa concessionária.
157

NBR 5410 (ABNT, 2004)

É o principal documento de consulta para as instalações


elétricas de baixa tensão. Ela estabelece as possibilidades e
restrições nas etapas de projeto e execução.
158

NR 10

É o documento de referência quando se trata da segurança na


interação entre trabalhadores, usuários e sistemas elétricos. Ela
estabelece os requisitos e condições mínimas necessários para
a implementação de medidas de controle e sistemas
preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos
trabalhadores.
159

Participação Pública na
ANEEL

Formas de opinar sobre as propostas da Agência:

• Consultas públicas: Consiste na exposição de uma proposta


inicial de normativo para colher sugestões;

• Audiências públicas: Colocam à apreciação de todos uma


minuta de norma, para críticas e alterações;
160

Participação Pública na
ANEEL

• Reuniões Públicas da Diretoria: São semanais, abertas à


população e transmitidas ao vivo no portal da Agência. As
partes envolvidas nos itens da pauta podem argumentar antes
da decisão dos diretores, por meio da sustentação oral.

• Conselhos de Consumidores: São representantes dos


consumidores de cada área de concessão de energia.

• Agenda Regulatória: É a previsão dos assuntos em que a


agência pretende atuar.
161

Agenda Regulatória 2018-2019

• A agenda presenta uma relação de 77 temas passiveis de


regulamentação ou aperfeiçoamento processual;

• São debatidos por meio de audiências ou consultas publicas


durante um ciclo bienal;
162

Agenda Regulatória 2018-


2019

Fonte: (ANEEL;2018)
163

Agenda Regulatória 2018-


2019

Fonte: (ANEEL;2018)
164

5 Conclusões e Opiniões
Finais
Discussão final
165

Conclusões

A etapa de planejamento das linhas de distribuição deve ser


feita com muito cuidado e levar em conta:
• Localização (Rural ou Urbano)
• Relação Custo-Benefício: Rede Aérea ou Subterrânea
• Planejar de modo a facilitar uma possível expansão da rede
166

Conclusões

Componentes modernos de alta qualidade possuem um


custo maior de aquisição, porém garantem menos gastos futuros
com falhas e manutenção pois garantem uma maior
confiabilidade e melhor funcionamento do Sistema de
Distribuição.
167

Conclusões

Deve-se dar muita atenção para o estudo detalhado da


Curva de Carga de uma cidade ou região para que o Sistema
não opere durante muito tempo com uma sobrecarga que pode
comprometer seu bom funcionamento.
168

Conclusões
169

Conclusões

Novas tecnologias como a Smart Grid proporcionam uma


automatização do Sistema de Distribuição, e, pode em casos de
falhas redirecionar o fluxo de potência de maneira instantânea e
inteligente de modo a garantir continuidade no fornecimento de
Energia Elétrica
170

Conclusões

Existem diversos tipos de manutenção:


• Corretiva
• Preventiva
• Preditiva
171

Conclusões

As manutenções são de total importância para a eficiência do


Sistemas Elétrico. A manutenção corretiva, idealmente, é a que
mais deve-se evitar, pois deseja-se que os componentes não
cheguem a falhar.
Para isso manutenções preventivas e preditivas devem ser
feitas com maior frequência.
172

Conclusões

O Centro de Operação da Distribuição (COD) monitora o


Sistema de Distribuição intermitentemente e consegue apontar
com precisão quais trechos das linhas estão trabalhando com
maior sobrecarga
173

Conclusões
OBRIGADO!

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