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GESTÃO DE CUSTO:

CUSTEIO VARIÁVEL EM
LOJA DE MODA ÍNTIMA
E PRODUTOS
ERÓTICOS
Bruno Herculano Monte
Pedro Henrique Macena
Lardner Dias Gois
Introdução

■ “A crescente demanda de qualidade e exigência seletiva dos consumidores


influenciam diretamente sobre as medidas tomadas pelos gestores no que tange
aos modelos de gestão.” (Apud QUESADO e RODRIGUES. 2005. p.2)
■ Busca por diferentes estratégias para desenvolver vantagens competitivas no
Mercado
■ Métodos de custeio como estratégias organizacionais para: avaliar percentual de
lucros, mensuração monetária de estoques e gastos não tão visíveis à alta
administração.
Introdução

■ Custeio Variável se torna uma opção: “que visa a apropriação dos custos incorridos
em função da grande utilidade do conhecimento do custo variável e da margem de
contribuição dos produtos/serviços”. (MARTINS. 2010. 10 ed. p. 17).
■ Vantagens do custeio variável: evidenciar a margem de contribuição e o custo
unitário
■ Objetivo desse estudo: aplicar método de custeio variável à uma loja de moda
intima para averiguar margem de contribuição e sugerir propostas para a estratégia
da organização.
Terminologia
Terminologia

■ GASTOS: Segundo Martins (2010. p. 24), o termo gasto é usado para representar a
compra de um produto ou serviço, que gere sacrifício financeiro para a entidade.
Segundo ele, o gasto pode ser entendido como quatro outros elementos prioritários,
como: Custo, Despesa, Perda ou Investimento
Terminologia

■ GASTOS: Segundo Martins (2010. p. 24), o termo gasto é usado para representar a
compra de um produto ou serviço, que gere sacrifício financeiro para a entidade.
Segundo ele, o gasto pode ser entendido como quatro outros elementos prioritários,
como: Custo, Despesa, Perda ou Investimento
■ CUSTOS: “Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou
serviços”. (MARTINS. 2010. 10 ed. p. 25). Pode ser associado além da produção à
principal atividade exercida pela entidade ou atividade a ser analisada como objeto
de estudo.
Terminologia

■ DESPESAS: “Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de


receitas” (MARTINS. 2010. 10 ed. p. 25). Também relacionada aos fatores que não
influem na produção ou atividade principal da entidade analisada.
Terminologia

CUSTO DIRETO: Alguns custos podem ser diretamente apropriados aos produtos, basta
haver uma medida de consumo (quilogramas de materiais consumidos, embalagens
utilizadas, horas de mão de obra utilizadas e até quantidade de força consumida)”
(MARTINS. 2010. 10 ed. p. 48). Estes são classificados quanto à incidência sobre os
objetos de custeio como Custos Diretos (CD).
Terminologia

CUSTO INDIRETO: “Outros custos não oferecem condição de uma medida objetiva e
qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes
arbitrária (como aluguel, a supervisão, as chefias etc.” (MARTINS. 2010. 10 ed. p. 49).
Estes são classificados quanto à incidência aos objetos de custeio como Custos
Indiretos (CI)..
Terminologia

■ CUSTO FIXO: Por outro lado, existem os custos que permanecem invariantes frente
ao volume de produção. Segundo Martins (2010), os custos os quais permanecem
com os seus valores fixos independentemente dos aumentos ou diminuições do
volume elaborado para os produtos dentro de determinado período são chamados
de Custos Fixos (CF). A soma de todos os custos fixos da organização analisada
compõe os Custos Fixos Totais (CFT).
Terminologia

■ CUSTO VARIÁVEL: Os custos também podem ser classificados quanto ao seu


consumo diante do da produção, “ou seja quanto maior a quantidade produzida,
maior seu consumo, portanto o valor do custo varia de acordo com o volume de
produção”. (MARTINS. 2010. 10 ed. p. 49 e 50). Estes são classificados como
custos variáveis (CV) que, quando divididos pelo volume de produção do período,
representam os Custos Variáveis Unitário (CVU), ou seja, o custo variante conforme
a quantidade necessária para a produção de uma unidade de produto.
Terminologia

■ DESPESA FIXA: Segundo Paulo Vicenconti (2013), as despesas que não possuem o valor
variante com o volume de vendas são chamadas de Despesas Fixas (DF). De mesmo modo
que os Custos Fixos, o somatório das Despesas Fixas proporciona as Despesas Fixas Totais
(DFT).
Terminologia

■ DESPESA VARIÁVEL: Segundo Paulo Viceconti (2013), as despesas que possuem o seu valor
alterado conforme o volume de vendas podem ser classificadas como Despesas Variáveis
(DV). O volume analisado diferencia-se ao de custos pois, nesse caso, não se leva o volume
de produção em questão, mas sim o de vendas.
■ Conforme ele, as despesas variáveis quando multiplicadas pelo volume de vendas
representam as Despesas Variáveis Totais de determinado período (DVT).
EQUAÇÃO DO LUCRO
MULTOPRODUTO
LAIR = RL -CT –DT
ONDE:
LAIR: Lucro Líquido Antes do Imposto de Renda
RL: Receita Líquida
CT: Custos Totais
DT: Despesas Totais
EQUAÇÃO DO LUCRO MULTOPRODUTO
LAIR= (∑PV x Q) – (∑CVU x Qp) – (∑DVU x Qv) – CFT – DFT
Onde:
PV: Preço de Venda
CVU: Custo Variável Unitário
Qp: Quantidade Produzida
Qv: Quantidade Vendida
CFT: Custos Fixos Totais
DFT: Despesas Fixas Totais
EQUAÇÃO DO LUCRO MULTOPRODUTO

LAIR= MCT – CFT – DFT


Onde:
MCT: Margem de Contribuição Total
CLASSIFICAÇÃO DE
ESTOQUES ABC
• Estudo de Paretto no século XIX, 1897
• 80% da riqueza em 20% da população
• Faixa entre 50% a 80%
A: Produtos com maior percentual na renda
B e C: Demais produtos com ordem descrescente em percentual
PONTO DE EQUILÍBRIO
Conceito na literatura: Segundo Martins, o Ponto de Equilíbrio de uma
organização é uma conjugação dos Custos e Despesas Totais com a
Receita, até esse ponto a empresa está tendo mais Custos e Despesas do
que Receitas, portanto na faixa de Prejuízo; acima, entra na faixa do lucro
pois o inverso acontece.
PONTO DE EQUILÍBRIO

Figura 1: Gráfico do ponto de Equilíbrio


Fonte: Página 258, figura 1 livro Eliseu Martins Contabilidade de Custos 10ed.
PONTO DE EQUILÍBRIO
LB=0  0 = MCT – CFT - DFT
 MCT = CFT + DFT
Onde:
MCT: Margem de Contribuição Total
CFT: Custos Fixos Totais
DFT: Despesas Fixas Totais
LB: Lucro Bruto
Demonstração de Resultados do Exercício
■ Demonstração de Resultado do Exercício Contábil (DRE Contábil)

Figura 2: Estrutura da DRE contábil

Fonte: (Autor)
Demonstração de Resultados do Exercício
■ Demonstração de Resultado do Exercício Gerencial (DRE Gerencial)

Figura 3: Estrutura da DRE gerencial


Fonte: (Autor)
MÉTODO DE CUSTEIO VARIÁVEL

■ “É o método de custeio que consiste em apropriar aos produtos somente custos


variáveis, sejam diretos ou indiretos.” (MIGLIORINI. 2012. p. 133.)

■ No Custeio Variável só são alocados aos produtos os custos variáveis, ficando os


fixos separados sendo considerados como despesas.
MÉTODO DE CUSTEIO VARIÁVEL

■ Estudo de caso: Busca a aplicabilidade do método de custeio na organização para


auxilar na tomada de decisão da empresa.
■ - Método de Custeio variável
■ - Abordagem Qualitativa e quantitativa: dados primarios e secundarios
■ - Levantamento de todos os gastos do mês e catalogação dos
produtos em estoque à venda.
■ - Organização e classificação dos produtos
Metodologia
■ Problema encontrado: falta de quantidades vendidas

■ Feito acompanhamento semanal para o mês para contabilizar o volume de vendas

■ Realizada a modelagem de custos

■ Atividade analisada: Venda


MODELAGEM DE CUSTOS

Tabela 1: Modelagem de Custos: Custeio Variável


Fonte: (Autor)
MODELAGEM DE CUSTOS

Tabela 1: Modelagem de Custos: Custeio Variável


Fonte: (Autor)
Modelagem de Custos
DRE Contábil

Figura 4: DRE Contábil com sua estrutura preenchida.

Fonte: (Autor)
DRE Gerencial

Figura 5: DRE Gerencial com sua estrutura preenchida.


Fonte: (Autor)
Classificação ABC

Tabela 3: Classificação de Estoque ABC


Fonte: (Autor)
Classificação ABC

Tabela 3: Classificação de Estoque ABC


Fonte: (Autor)
Ponto de Equilíbrio

Tabela 4: Demonstração do Ponto de Equilíbrio


Fonte: (Autor)
Conclusão

■ Maior Margem de Contribuição Unitária (MCU) : Gel Comestível – 74,95% de lucro


■ Não representam o maior rendimento mensal
■ Maior rendimento mensal: Camisola Karen: Quase 10 % de rendimento em relação
ao total
■ Maior Custo Unitário (CU) : Kaiak Aventura – 70% de custo em relação ao Preço de
Venda
■ Alta Margem de contribuição não significa grande percentual no faturameto.
Depende da quantidade.
Conclusão

■ Investimento Mensal: R$ 6926,37


■ Lucro Liquido R$: 2930,87
■ Margem de Rendimento: 42,3%; 8000% da taxa Selic
■ Proposto : Deixar os produtos com maior margem de contribuição melhor expostos na loja
para aumentar as vendas; adquirir estoque de produtos com alto custo unitario apenas sob
encomenda.
REFERÊNCIAS
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos 10 ed. ATLAS 2010.

VICECONTTI, Paulo. Contabilidade de Custos 11 ed. SARAIVA 2013.

MIGLIORINI, Evandir. Custos – Análise e Gestão 3 ed. PEARSON EDITORA 2012.

QUESADO, Patrícia e RODRIGUES, Lúcia. A Gestão Estratégica de Custos em Portugal: Uma Análise
Exploratória. IX CONGRESSO INTERNACIONAL DE CUSTOS - Florianópolis, SC, Brasil - 28 a 30 de nov. 2005.

PINTO, Rochelly. Gestão de Custos Aula 2. 2019. 10 Slides. Disponível em: <
https://si3.ufc.br/sigaa/ava/index.jsf >. Acesso em: 22 de jun. 2019.

PEREIRA, Moacir. O uso da curva ABC nas empresas. IVAN SANTOS.COM.BR. 1999. p.1. Disponível em: <
http://www.ivansantos.com.br/ousoABC.pdf>. Acesso em: 24 de jun. 2019.

ASSAF, Alexandre. Mercado Financeiro 11 ed. ATLAS 2012.


OBRIGADO!