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CENÁRIOS EM

MUDANÇA CLIMÁTICA
Aula 2
CENÁRIOS EM MUDANÇA CLIMÁTICA

 Se os GEEs fossem mantidos constantes nos


níveis atuais, um comprometimento de
0,6°C de aquecimento adicional aconteceria
até 2100.
 Para estabilização em 550 ppm em 2050,
deve-se reduzir as emissões de CO2 em
aproximadamente 60% a 70% em relação ao
presente.
O tamanho do desafio GLOBAL de mitigar
 Média global de emissões de GEE per capita
 1980 0,93 t C
 1990 0,96 t C
 1999 1,04 t C
 2005 1,21 t C

 Para uma população estimada de 9 bilhões de


pessoas em 2050, isto significa emissão per capita
de 0,28 t C a 0,35 t C

 Requer RADICAL DESCARBONIZAÇÃO DOS


SISTEMAS DE PRODUÇÃO
Processos que não emitam
ou emitam menos CO2

 Eficiência Energética
 Energias Alternativas e Renováveis
 “Descarbonização” da Matriz Energética
 Seqüestro de Carbono (CCS)
 Energia Nuclear
 Conservação de Florestas
Emissões globais de GEE
 Aumentaram 70% entre 1970 e 2004
 24% entre 1990 e 2004
 CO2 representava 77% das emissões
antropogênicas totais em 2004
 Maiores aumentos entre 1970-2004 se deram
nos setores de oferta de energia (145%),
transporte (120%), indústria (65%) e uso da
terra/mudança no uso da terra e florestas
(40%)
JÁ SEI TUDO
ISTO???
O que Faço???
Inventário de emissões
 Quem emite?
 O que é emitido?
 Onde é emitido?
 Quanto é emitido?
 Como é emitido?
Estágios para elaboração de inventário de
emissões atmosféricas
 Identificação da tipologia de fontes
 Identificação das fontes
 Definição de critérios para o inventário
 Elaboração de inventário preliminar
 Desenvolvimento de sistema (software) -
recomendado
 Desenvolvimento de sistema de gestão
Tipologia de fontes
Num cenário de petróleo
 Combustão
 Tochas, turbinas, motores, caldeiras
 Fugitivas/pontuais
 Vents de tanques
 Não pontuais
 Diques
 Rotineiras
 Operação intermitente/esporática
TOCHA
Vent’s de tanques
Bomba de Incêndio
Diques
O que inventariar, monitorar e gerenciar
 CO
 CO2
 SOx
 NOx
 N20
 CH4
 VOC (HCNM)
 MP
E depois do inventário?
 Monitoramento de emissões
 Gerenciamento de emissões
Fontes de poluição
Composição Atual da Atmosfera
Composição ppm
Gás
(% v/v) (base volumétrica)
Nitrogênio 78,08 780.840,0
Oxigênio 20,95 209.500,0
Argônio 0,93 9.340,0
Dióxido de Carbono 0,03 340,0
Neônio 0,0018 18,0
Hélio 0,00052 5,2
Metano 0,00015 1,5
Criptônio 0,00010 1,0
Óxido Nitroso 0,00005 0,5
Hidrogênio 0,00005 0,5
Ozônio 0,000007 0,07
Xenônio 0,000009 0,09
Fonte: MORAN, J.M; MORGAN, M.D; WIERSMA, J.H. Introduction to
environmental science, 1986
Classificação dos Poluentes
 Poluentes Primários:
 São as substâncias lançadas diretamente na atmosfera:
 CO2; CO; NOx; SO2; Hidrocarbonetos e material particulado;
 Poluentes Secundários:
 São formados na atmosfera em decorrência da reação entre as
substâncias presentes na atmosfera em condições adequadas;
 SO3 (reação entre SO2 e O2)
 Ácido Sulfúrico (reação entre o SO3 e vapor d’água);
 Ozônio (reação entre óxidos de nitrogênio e oxigênio na presença de luz
solar);
 Ruído e calor também são considerados poluentes.
Principais Poluentes Atmosféricos e Origem
Poluente Origem
CO Processos de combustão incompleta.
Queima de combustíveis fósseis e demais materiais que contenham
CO2
carbono, além de ser gerado no processo de respiração.
Queima de combustíveis que contenham enxofre em sua composição e
SOx
processos biogênicos naturais.
Processos de combustão em geral, descargas elétricas na atmosfera e
NOx
processos biogênicos.
Queima incompleta de combustíveis e evaporação de combustíveis e
Hidrocarbonetos
solventes orgânicos.
Oxidantes Gerados a partir de poluentes lançados na atmosfera (NOx,
Fotoquímicos Hidrocarbonetos), que reagem entre si, na presença de radiação solar.
Material
Dispersão de poeira, fuligem, gotículas de óleo, e pólen.
Particulado

Metais Processos siderúrgicos, mineração e queima de carvão.

Prof. Mierzwa
Principais Poluentes Atmosféricos e Origem (cont)
Poluente Origem
Asbestos Mineração e processamento do amianto.

Ácido Fluorídrico Produção de alumínio e fertilizantes, refinarias de petróleo, indústria de


(HF) flúor gasoso e ácido fluorídrico.

Amônia Fabricação de amônia e fertilizantes e processo biogênicos.

Refinarias de petróleo, indústria de celulose e papel e processos


Gás Sulfídrico
biogênicos (anaeróbios).
Pesticidas e
Indústrias e aplicação no campo.
Herbicidas
Substâncias Explosões nucleares, usinas nucleares, depósitos naturais e queima de
Radioativas carvão.
Processos de combustão, pela emissão de gases com temperatura
Calor
elevada.

Ruído Fontes diversas (Tráfego de veículos, indústrias, etc)


Fontes poluidoras
 Cigarros
 Atividade Industrial
 Queimadas
 Automóveis e caminhão
 Fontes estacionárias - Emissões provenientes de centrais
elétricas e termoelétricas, instalações de produção,
incineradores, fornos e aparelhos de queima.

 Fontes Móveis - Emissões provenientes do tráfego rodoviário,


aéreo, marítimo e fluvial, incluindo as emissões sonoras e
térmicas.

 Fontes em Área - No caso de emissões difusas, com uma


distribuição homogênea.

 Fontes em Linha - Associada a fontes móveis. Os veículos


automóveis, por exemplo, são uma fonte móvel, contudo ao
longo de vias rodoviárias constituem uma fonte em linha.

 Fontes pontuais - Casos especiais de fontes emissoras, cuja


análise e tratamento apresenta particularidades especificas, como
no caso da chaminé de uma central térmica
Padrões de Qualidade do Ar

 Riscos potenciais associados aos


poluentes atmosféricos;
 Problemas de poluição do ar nos grandes
pólos industriais e áreas urbanas;
 Necessidade de mecanismos para
proteção dos seres humanos;
 Estabelecimento de normas para o
controle da poluição.
Normas para o Controle da Poluição
Atmosférica
 Visam disciplinar a emissão de poluentes para a
atmosfera;
 As primeiras iniciativas tiveram como meta o
controle da poluição causada pelas indústrias;
 As normas foram aprimoradas e passaram a
considerar a poluição causada por veículos
automotores.
Padrões de Qualidade
Padrão Primário Padrão Secundário
Poluente (mg/m3) (mg/m3)
Partículas Totais em 80 (anual) 60 (anual)
Suspensão 240 (24 h) 150 (24 h)
60 (anual) 40 (anual)
Fumaça
150 (24 horas) 100 (24 horas)
50 (anual)
Partículas Inaláveis
150 ( 24 horas
80 (anual) 40 (anual)
Dióxido de Enxofre
365 (24 horas) 100 (24 horas)
10.000 (8 horas)
Monóxido de Carbono
40.000 (1 hora)
Ozônio 160 (1 hora)
100 (anual) 100 (anual)
Dióxido de Nitrogênio
320 (1 hora) 190 (1 hora)
Índice de Qualidade do Ar
BOA Atende ao Padrão
50 de Qualidade
REGULAR
100
INADEQUADA
200
Não Atende ao
MÁ Padrão de
300 Qualidade

PÉSSIMA
400
CRÍTICA
Pollutant Standard Index
PSI Qualidade Efeitos Precauções
do Ar
Nenhum, para a população em Não requerida
0 - 50 Boa geral
Poucos ou nenhum para a Não Requerido
51 – 100 Moderada população em geral
Ligeiro agravamento dos Pessoas com problemas cardíacos ou
sintomas em pessoas respiratórios devem reduzir exercícios
101 – 200 Prejudicial susceptíveis e sintomas leves físicos e atividades ao ar livre
nas demais.
Agravamento dos sintomas em Pessoas idosas e doentes não devem
pessoas com doenças permanecer ao ar livre e reduzir
Muito
201 – 300 pulmonares e cardíacas. atividades físicas. Pessoas saudáveis
Prejudicial Sintomas variados na devem evitar atividades vigorosas ao
população em geral ar livre.
Diminuição à tolerância a Evitar atividades ao ar livre e
exercício em pessoas saudáveis. exercícios. PSI acima de 400 é
> 300 Perigo PSI acima de 400 pode resultar recomendada a permanência em
em morte. ambientes fechados.
Prof. Mierzwa
Causas da Poluição Atmosférica

 Naturais
– Erupções vulcânicas;
– Descargas elétricas na atmosfera;
– Processos biogênicos;
– Dispersão de pólen;
– Incêndios;
 Não Naturais
– Causadas pelo Homem.
Fontes de Poluição
 Fontes Fixas ou Estacionárias:
– Indústrias (Celulose e papel, petroquímica, fundição de ferro e
aço, química, etc);
– Qualquer estabelecimento onde ocorra a queima de
combustíveis fósseis.
 Fontes Móveis ou Difusas:
– Automóveis;
– Queimadas;
– Incêndios;
– Utilização de tintas , solventes ou outros produtos químicos
disponíveis no mercado.
Efeitos ou Escala da Poluição
Atmosférica
 Os efeitos da poluição podem ser:
– Locais:
 Os problemas de poluição limitam-se a uma região muito
pequena, nas proximidades da fonte ou na cidade.
– Globais:
 Podem envolver regiões bastante extensas, como várias
cidades, estados e até países;
 Em um sentido mais amplo, os problemas globais de
poluição afetam toda a ecosfera.
Efeitos Locais da Poluição
 Efeitos sobre o Homem:
– Problemas de saúde, principalmente doenças respiratórias;
– Plantas e animais dos quais ele depende são afetados.
 Efeitos sobre o meio ambiente:
– Fauna  atinge os animais da mesma forma que atinge o
Homem;
– Flora  a absorção de poluentes pode resultar em
desfolhamento e morte;
– Materiais  problemas estruturais ou estéticos em edificações,
monumentos culturais e automóveis;
– Atmosfera  diminuição da visibilidade.
Efeitos dos Poluentes Atmosféricos sobre a
Saúde Humana
Poluente Efeito da Exposição
Dores de cabeça, tonturas, agitação, transpiração, dispnéia, sensação de
CO2 desconforto.

Dores de cabeça, náusea, fraqueza, tontura e alucinações, exposições


CO prolongadas podem resultar em morte.

Irritação das mucosas dos olhos, nariz e garganta, coriza, tosse e


SO2 brônquio constrição.
Irritação das mucosas dos olhos, nariz e garganta, dispnéia, edema
NO2 pulmonar, diminuição da funções pulmonares, bronquite crônica, dores
no peito e taquicardia.
Irritação das mucosas dos olhos, nariz e garganta, edema pulmonar
O3 doenças crônicas do sistema respiratório.

Fonte: U.S. Department of Health and Human Services, Pocket guide to chemical hazards. NIOSH, 1994.
Métodos de controle da
poluição do ar
MEDIDAS INDIRETAS
 Impedir a geração do poluente:

 substituição de matérias-primas e reagentes: eliminação da adição


de chumbo tetraetila na gasolina, uso de resina sintética ao invés de
borracha na fabricação de escovas de pintura, etc.

 mudança de processos ou operação: utilização de operações


contínuas automáticas, uso de sistemas completamente fechados,
condensação e reutilização de vapores (indústria petrolífera),
processos úmidos ao invés de secos, etc.
Diminuição da quantidade de
poluentes gerados:
 operar com os equipamentos dentro da capacidade nominal

 boa operação e manutenção de equipamentos produtivos

 adequado armazenamento de materiais pulverulentos

 mudança de processos, equipamentos e operações

 mudança de combustíveis
Diluição através de chaminés elevadas
 Os fatores a serem considerados neste caso são
relacionados com o processo, a fonte geradora
de poluentes e às condições meteorológicas
Adequada construção (layout) e
manutenção dos edifícios industriais

 armazenamento de produtos

 adequada disposição de resíduos sólidos e


líquidos
2. MEDIDAS DIRETAS:
 Concentração dos poluentes na fonte para
tratamento efetivo antes do lançamento na
atmosfera

 Retenção do poluente após geração através de


equipamentos de controle de poluição do ar
(ECP)
3. EQUIPAMENTOS DE CONTROLE
DE POLUIÇÃO DO AR (ECP)

 Classificação:

 Os equipamentos de controle são classificados


primeiramente em função do estado físico do poluente
a ser considerado.
 Em seguida a classificação envolve diversos parâmetros
como mecanismo de controle, uso ou não de água ou
outro líquido, etc.
Equipamentos de controle de material
particulado:

 Coletores secos, mecânicos inerciais e gravitacionais,


mecânicos centrífugos (ciclones)

 Precipitadores dinâmicos secos

 Filtro de tecido (filtro-manga), precipitador eletrostático


seco
Coletores úmidos:

 torre de spray (pulverizadores)

 lavador ciclônico

 lavador venturi

 lavadores de leito móvel


Equipamentos de controle para
gases e vapores:
 adsorventes

 absorventes

 incineração de gás com chama direta

 incineradores de gás catalíticos

 tratamento biológico
FIM