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UMIDIFICAÇÃO-

DESUMIDIFICAÇÃO
Concurso UCS - Edição 2016

http://rodolfo.chengineer.com/operacoes-unitarias-2.html

Aula __/__/17 - Fernanda Trindade Gonzalez Dias


UMIDIFICAÇÃO E DESUMIDIFICAÇÃO

 Processos que envolvem a transferência de um componente entre uma fase


líquida (água) e um gás (ar);

 Transferências de massa e de calor ocorrem simultaneamente na fase gasosa, o


que provoca alterações na composição e na temperatura das fases;

Umidificação: passagem de vapor para a corrente gasosa através do


contato com um líquido mais quente;

Desumidificação: Retirada do vapor de uma fase gasosa pelo contato


com um líquido mais frio;

Operações Adiabáticas Operações não-adiabáticas


- Resfriamento de um líquido - Resfriamento evaporativo
- Resfriamento de um gás quente - Desumidificação de um gás
- Umidificação de um gás
- Desumidificação de um gás
UMIDIFICAÇÃO E DESUMIDIFICAÇÃO

Objetivos da Umidificação:
 Controlar a umidade relativa do ar;

 Resfriar e recuperar água de processo industrial por meio do contato com


corrente de ar de baixa umidade;

Aplicações: plantas industriais que precisam manter a temperatura e umidade


relativa controladas (alimentos, eletrônicos, tintas, artigos médicos);

Objetivos da Desumidificação:
 Efetuar o condicionamento de ar;

Aplicações:
• Parte do processo de recuperação de solventes;
• Parte integrante de secadores industriais;
• Condicionamento do ar em ambientes controlados;
UMIDIFICAÇÃO ADIABÁTICA

 Objetivo: umidificar um gás, mantendo a temperatura do líquido constante;

(i) O gás é posto em contato com um líquido que está à uma temperatura superior
(TL > TG);
(ii) O líquido vaporiza e perde calor latente (entalpia de vaporização);
(iii) Por ser um processo adiabático, esta energia é compensada pelo calor sensível
que o gás transmite para a interface;
(iv) TL permanece praticamente constante;

TG > TI: força motriz para a transf. de calor sensível do gás

HI > H: para que ocorra a umidificação do gás

Interface gás-líquido em um processo de


umidificação adiabática
DESUMIDIFICAÇÃO DE UM GÁS QUENTE NÃO-SATURADO

(i) O gás é posto em contato com um líquido suficientemente frio;


(ii) Como TG > TI, a interface recebe calor sensível do gás;
(iii) O gradiente de umidade favorece a difusão de vapor da fase gasosa para a
interface, onde condensa em contato com o líquido frio. A entalpia de
condensação é transmitida como calor latente à fase líquida;
(iv) TI > TL;

Interface gás-líquido em um processo de


desumidificação
EQUIPAMENTOS DE UMIDIFICAÇÃO

Câmara de Nebulização;

Depurador de Fumos

Torre de Resfriamento
EQUIPAMENTOS DE UMIDIFICAÇÃO

Câmara de Nebulização

• Forma mais simples de equipamento de umidificação;


• O líquido é dispersado em forma de névoa na corrente do gás;
• Velocidade do gás é baixa para aumentar o tempo de contato e evitar o arraste
do líquido;
• Operações de pequena escala;
• Utilizada no controle de umidade de salas industriais;
EQUIPAMENTOS DE UMIDIFICAÇÃO

Depurador de Fumos

• Variação da câmara de nebulização;


• Contato entre as correntes de gás e líquido é feito por bocais de estrangulamento
– separação das 2 fases;
• Bicos aspersores: 0,3 - 0,6 l/s de água;
• Bocais de estrangulamento: 140 l/s de gás;
• Usados para remover pós e fumos (derivados da combustão) de uma corrente de
gás;
• Efetuar reação do líquido com corrente gasosa;
• Remoção de componente condensável, presente na fase gasosa;
EQUIPAMENTOS DE UMIDIFICAÇÃO

Depurador de Fumos
EQUIPAMENTOS DE UMIDIFICAÇÃO

Torre de Resfriamento

• Equipamento mais utilizado na umidificação;


• Utilizada no resfriamento e reaproveitamento de água industrial (proveniente de
condensadores, instalações de refrigeração, trocadores de calor, etc.);
• Operações com grandes volumes;
• É uma coluna de transferência de massa e calor, projetada de forma a permitir
uma grande área de contato entre as correntes líquida e de gás;

• Ciclo fechado:
A água sai fria da torre, é aquecida resfriando
produtos da planta industrial e retorna à torre
de resfriamento.
TORRES DE RESFRIAMENTO

 O líquido quente é pulverizado no topo da torre por um distribuidor e posto em


contato com uma corrente ascendente de ar frio (Tamb). Uma pequena parte do
líquido evapora-se para o gás, que aumenta ligeiramente a sua umidade, enquanto a
temperatura do líquido diminui.

 Para compensar as perdas de água


evaporada, água de reposição é injetada no
processo;

 Força motriz para a evaporação:


diferença entre a pressão de vapor da água
e a pressão de vapor que ela teria na
temperatura de bulbo úmido.
TORRES DE RESFRIAMENTO

Mecanismos de resfriamento na base e no topo da Torre

 Os mecanismos de resfriamento do líquido na base e no topo da torre são


diferentes:
Dependem do gás estar a uma temperatura inferior ou superior à temperatura da
interface.
TORRES DE RESFRIAMENTO

Componentes das Torres de Resfriamento

Bico distribuidor Ventilador


Pulveriza o líquido quente que entrará Succiona o ar por meio
em contato com o ar (produz pequenas do líquido descendente
gotas – superfície de contato) na colméia

Eliminador de gotas
Retém as pequenas gotas
arrastadas pelo ar
que abandona a torre
TORRES DE RESFRIAMENTO

Componentes das Torres de Resfriamento

Grades de enchimento

A água quente é distribuída por tubos ou calhas sob as grades de enchimento.

O recheio da torre favorece o aumento da área molhada (espalhamento do líquido


- área pelicular), contribuindo para a dissipação de calor e para o contato ar –
água. As gotas de líquido devem fluir sobre o recheio e incidir repetidamente nas
lascas inferiores sucessivas.
TORRES DE RESFRIAMENTO

Componentes das Torres de Resfriamento


TORRES DE RESFRIAMENTO

Informações sobre o funcionamento

 As perdas de líquido por arraste não podem ser maiores que 1,5% da água total
que circula na torre. Uma potência adequada de ventilação pode reduzir esta perda
para 0,10%;

 Em algum ponto da torre, a água líquida e o ar igualam suas temperaturas


(“ponto de estrangulamento ou pinch”). A partir deste ponto, a torre pára de operar;

 A evaporação de parte da água é responsável por aproximadamente 80% do


resfriamento da água da Torre. Os 20% restantes devem-se à diferença de
temperatura entre o ar e a água;

Força motriz para a transferência de massa: diferença entre a umidade do ar na


condição de saturação à temperatura da água e a umidade do ar na condição do
fluxo principal na torre;
TORRES DE RESFRIAMENTO

Informações sobre o funcionamento

 As vazões de água e ar da torre são limitadas pelo tipo de recheio empregado;

Cuidado!
Vazões de água e ar muito elevadas podem provocar:
- Excessivo arraste de água pela corrente de ar;
- Dificuldade de se formar a área pelicular (interface que favorece a transferência
de massa) na superfície do recheio;

 A torre não pode ser resfriada abaixo da temperatura de bulbo úmido. A força
motriz para a evaporação da água depende da diferença entre a pressão de vapor
da água e a pressão de vapor que ela teria na temperatura de bulbo úmido. Na
prática, a água é resfriada até cerca de 3K abaixo da TW;
TORRES DE RESFRIAMENTO

Diagrama psicrométrico e Torre de Resfriamento

Contato ar – água  2 parcelas de troca de calor:


- Calor sensível (aumento de temperatura do ar);
- Calor latente (evaporação da água);

Em uma Torre de Resfriamento ideal:

O ar evapora o máximo de
água possível!
O ar sai SATURADO
(100% HR)
TORRES DE RESFRIAMENTO

Diagrama psicrométrico e Torre de Resfriamento

Variações das condições térmicas do ar ao passar pela torre ideal:

• Ponto E (entrada): ar nas condições ambientes


• Ponto S (saída): ar saturado (100% HR)

h  calor total trocado com a água;


TBULBO SECO  calor sensível trocado;
HABSOLUTA  calor latente removido da água;
TORRES DE RESFRIAMENTO

Classificação dos tipos de Torres

Depende do
tipo de
processo de
fornecimento
de ar para a
torre

• A água mais fria entra em • Acesso mais fácil aos elementos


contato com o ar mais seco: mecânicos e ao sistema de
maior eficiência distribuição
• Menor risco de recirculação • A entrada de ar pode abranger
de ar toda a atura da torre: torres mais
baixas
TORRES DE RESFRIAMENTO

Classificação dos tipos de Torres

Sistemas de distribuição de água

Torres de fluxo Torres de fluxo cruzado


contracorrente Pequena altura de
Sistemas de pulverização bombeamento requerido:
por pressão com os baixos custos de operação.
bicos voltados para baixo
TORRES DE RESFRIAMENTO

Classificação – TORRE COM CIRCULAÇÃO NATURAL

Torre atmosférica Aspiração natural


• Se abastece de ar atmosférico • Ênfase na temperatura do ar
• Ênfase nas características do vento • Consomem maior potência de
(velocidade ~ 2 m/s) bombeamento, mas eliminam
os custos com ventilação;
TORRES DE RESFRIAMENTO

Classificação – TORRE COM CIRCULAÇÃO NATURAL

Características:

 Água cai em fluxo cruzado em relação ao movimento horizontal do ar;

 O movimento do ar depende principalmente do vento;

 Tempo de vida útil prolongado;

 Custo inicial e cargas fixas bastante elevados;

 Não se produz recirculação do ar utilizado;

 A temperatura da água varia com a direção e a velocidade do vento;

 Como não operam com um escoamento ordenado de ar, é difícil conseguir

temperaturas tão próximas à do bulbo úmido;

 Pouco utilizadas (em desuso);


TORRES DE RESFRIAMENTO

Classificação – TORRES DE TIRAGEM MECÂNICA

Características:

 Utilização de ventiladores para mover o ar através da torre;

 Controle total da entrada de ar;

 TIPOS:
• Aspiração de ar induzida: os ventiladores são posicionados na saída de ar, na
parte superior da torre.
• Aspiração de ar forçada: os ventiladores são posicionados na entrada de ar
para forçar a passagem o ar pelo do enchimento.

 Compactas, necessitam de pouca superfície;

 Suscetíveis a falhas mecânicas;


TORRES DE RESFRIAMENTO

Classificação – TORRES DE TIRAGEM MECÂNICA

Características:

 Os custos de operação e manutenção são maiores que os das torres de tiragem

natural;

 Alto impacto auditivo: ruídos e vibrações produzidos pelos ventiladores;

 A potência de ventilação é importante: aumenta os gastos de operação;


TORRES DE RESFRIAMENTO

TORRE DE TIRAGEM MECÂNICA INDUZIDA

Características:
 Ocupa menor superfície que o sistema mecânico forçado: ausência de
ventiladores ao redor da torre;
 Elementos mecânicos são de difícil acesso: em uma corrente de ar úmido e
quente;
 Ar de entrada com alta velocidade: arraste de corpos estranhos;
 Instalação de filtros de ar;
TORRES DE RESFRIAMENTO

TORRE DE TIRAGEM MECÂNICA FORÇADA

Características:
 É mais eficiente que a corrente induzida: velocidade da corrente de ar é
convertida em pressão estática (trabalho útil);
 Ventilador trabalha com ar frio, densidade maior a tiragem induzida;
 Equipamentos mecânicos situados em corrente de ar seco, de fácil acesso para
manutenção;
 Maior nível de ruído;
DESUMIDIFICADORES

AGENTES DESUMIDIFICADORES

SECANTES LÍQUIDOS (absorção) SECANTES SÓLIDOS (adsorção)

Ácido sulfúrico concentrado Sílica gel

Líquidos orgânicos Cloreto de lítio e cálcio hidratados


Hidróxido de sódio

EQUIPAMENTOS

Desumidificador por Desumidificador de


contato direto superfície

- Câmaras horizontais Desumidificador de


- Torres de recheio serpentina
- Colunas de spray
DESUMIDIFICADORES

 POR CONTATO DIRETO

• Câmaras horizontais, torres de recheio ou colunas de spray;


• Entrada de um líquido frio em contato com gás úmido e
quente a ser desumidificado;
• Gás seco é reaquecido até a temperatura desejada;
TORRE DE RECHEIO

CÂMARA HORIZONTAL
DESUMIDIFICADORES

 DE SUPERFÍCIE

DESUMIDIFICADORES DE SERPENTINA
PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Equação da linha de operação:

 Combinação das equações de transferência de calor e de massa entre as fases


com os balanços de massa e de energia

G1' , G2' : Fluxos mássicos das correntes gasosas


GS' : Fluxo de gás seco (isento de vapor de água)
L1' , L'2 : Fluxos mássicos das correntes líquidas
H 1 , H 2 : Umidades das correntes gasosas
T1G , T2G : Temperaturas das correntes gasosas
T1L , T2L : Temperaturas das correntes líquidas
hS ,1 , hS , 2 : Entalpias específicas úmidas das correntes gasosas
h1L , h2L : Entalpias das correntes líquidas
PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Equação da linha de operação:

Para um ponto qualquer da coluna com propriedades TL e hs:

hS ,1  hS 
L'c pL
GS'
T
1
L
T L 

Linha operatória para uma torre de


resfriamento

Declive:
L'c pL Diagrama de entalpia do
gás versus temperatura
GS' do vapor

Considerando que se evapora L  L2


' '
L'  1
pequena quantidade de líquido: 2
PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Equação da linha de operação:

hS ,1  hS 
L'c pL
GS'
T
1
L
T L 

Linha operatória para uma torre de


resfriamento
PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Equação da linha de operação:

Para uma dada temperatura da água


e estando fixas as condições do ar na
entrada da torre:

 Caudal mínimo de ar:


Declive da linha operatória tangente à
linha de equilíbrio.

 Caudal de ar operatório:
1,2 – 2,0 vezes superior ao Caudal
mínimo.
PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Equação da linha de operação:

A curva de equilíbrio representa a


entalpia do ar saturado com vapor de
água (HR = 100%) em função da
temperatura.

Neste caso, a TPO do ar à entrada da


torre = 19 ºC

h G*  h G
h G*  h G
Força motriz para o resfriamento
(distância entre a curva de equilíbrio e a
linha operatória.
PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Altura da coluna (altura do enchimento)

A força motriz neste caso é a diferença de entalpias!

Considerações:
• Transferência de calor sensível do líquido para a interface ar - água;
• Transferência de calor da interface para o gás;
• Transferência de massa do vapor de água através do filme gasoso (força motriz:
diferença de frações molares na fase gasosa);
• Usa a Razão de Lewis como simplificação;

hx : Coef. convectivo de transf. calor na fase líquida


hi  h G hx a
 k y : Coef. transf. massa em base molar
Ti  T L
k y aM B
a: Área efetiva
Equação da linha de amarração M B : Massa molar do ar
PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Altura da coluna (altura do enchimento)

hi  h G hx a Equação da
 linha de
Ti  T L
k y aM B amarração

Declive

Relaciona um ponto da
linha de operação (L.O.)
com a curva de equilíbrio
(C.E.)
PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Altura da coluna (altura do enchimento)

Altura total da coluna ou do enchimento

h2G G
' h2
G dh '
G dh Equação de
z  S
 S
 H Oy  N Oy projeto
k aM B (hi  h ) k y a hG h  h
hG y
G G* G
1 1

Hoy Noy
Altura de 1 Número de
unidade de unidades de
transferência transferência

OBS: Usando como força motriz uma diferença de entalpia global!


PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Principais parâmetros para o dimensionamento

• Temperatura de bulbo seco e de úmido do ar na entrada;

• Temperatura de entrada e saída da água;

• Temperatura do ar na saída;

• Potência da bomba e capacidade do ventilador;

• Taxa de ar e de água;
PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Parâmetros de desempenho

 Range
Diferença entre a temperatura da água quente (alimentação da torre) e a
temperatura da água fria (saída da torre). Elevado range = alta performance

 Approach
Diferença entre a temperatura da
água fria (saída da torre de
resfriamento) e a temperatura de
bulbo úmido do ar na entrada da
torre. Para torres de resfriamento
industriais, o approach gira em
torno de 5 °C, sendo também um
critério do projeto.
PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Parâmetros de desempenho

 Outros

• Efetividade;

• Capacidade de resfriamento;

• Perda por evaporação;

• Ciclos de concentração;

• Razão líquido/ar;
PROJETO DE UMA TORRE DE RESFRIAMENTO

Aspectos operacionais

 O desempenho de uma torre de resfriamento varia conforme o clima


(verão/inverno – influência na temperatura da água de saída);

 A direção dos ventos deve ser considerada no projeto e instalação da torre;

 Problemas de recirculação de ar
O ar quente e úmido que deixa a torre contamina o ar que está entrando na torre.
Isto pode ocorrer devido à direção dos ventos, dificuldades de dispersão do ar
de saída e formação de neblina (fog). Esta ocorre quando parte do vapor de água
que sai da torre condensa em pequenas gotas, devido ao contato com o ar ambiente
mais frio, tornando-se o ar supersaturado (comum no inverno).
EXERCÍCIO PARA A AULA DIDÁTICA!

USAR O EXEMPLO RESOLVIDO DO MATERIAL DA ALINE DETTMER


Os perfis de temperatura e concentração em termos de umidade são
mostrados na interface água-líquido (Figura 5). O vapor de água difunde-se
da
interface para a fase gasosa com uma força motriz na fase gasosa de (HI –
HG) kg
H2O/kg de ar seco. Não há força motriz para a transferência de massa na
fase líquida,
já que a água é um líquido puro. A temperatura é (TL – TI) na fase líquida e
(TI – TG) na
fase gasosa. Calor sensível flui da massa líquida para a interface no líquido.
Calor
sensível também flui da interface para a fase gasosa. Sendo, TI a
temperatura na
interface água-ar, TL a temperatura da água, TG a temperatura do ar, Hi a
umidade do
ar na interface e HG a umidade do ar na fase gasosa. Calor latente também
parte da
interface no vapor de água, difundindo-se para a fase gasosa. As condições
da Figura
5 ocorrem no topo da torre de resfriamento. Na parte mais baixa da torre de
resfriamento a temperatura da água é mais alta do que a temperatura de
bulbo úmido
do ar, mas deve ser mais baixa que a temperatura de bulbo seco.