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MACROECONOMIA I

CURVA DE PHILLIPS DE
CURTO PRAZO:
“DESEMPREGO E INFLAÇÃO”
A CURVA DE PHILLIPS

Influenciado pelo
pensamento de Irving Fisher
e de John Maynard Keynes
(demanda efetiva), criou a
análise de que a taxa natural
de desemprego afetaria os
níveis de demanda agregada
e, por conseguinte, o nível de
preços.
Seria possível, então, manter
uma inflação baixa com
níveis de desemprego
elevado (curva inversamente
proporcional).
A CURVA DE PHILLIPS

MONIAC  Monetary
National Income
Analogue Computer
OBRAS DE REFERÊNCIA DE PHILLIPS
1) I Discovered the Phillips Curve: "A Statistical Relation between
Unemployment and Price Changes”. IRVING FISHER (1962), publicado
no International Labor Review, USA;

2) The Relationship Between Unemployment And Rate Of Change Of


Money Wages In The United Kingdom, 1861- 1957. ALBAN W. PHILLIPS
(1958), publicado na Economica, USA.

3) The Relation between Unemployment and the Rate of Change of


Money Wage Rates in the United Kingdom, 1862 -1957: A Further
Analysis. RICHARD G. LIPSEY (1960), Economica, USA.

4) “Phillips Curve, Expectations of Inflation and Optimal Employment


Over Time. Edmund Phelps. Economica (August 1967).

5) “The Problem of Achieving and Maintaining a Stable Price Level:


Analytical Aspects of Anti-Inflation Policy,” P. Samuelson and R. Solow
American Economic Review (May 1960).

6) THE ROLE OF MONETARY POLICY . MILTON FRIEDMAN. The


American Economic Review (MARCH 1968).
BASE DA ANÁLISE
CONSIDEROU (curto prazo)
• TAXA DE DESEMPREGO (U);
• SALÁRIOS NOMINAIS (W);
• TAXA DE INFLAÇÃO (π);

NÃO CONSIDEROU (longo prazo)


• TAXA NATURAL DE DESEMPREGO (Un);
• SALÁRIOS REAIS (W/P);
• AS EXPECTATIVAS DA INFLAÇÃO (πe)
BASE DA ANÁLISE
O QUE ENCONTROU???

- HAVIA UMA RELAÇÃO INVERSA PARA O REINO


UNIDO ENTRE A INFLAÇÃO E O DESEMPREGO;
- O DESEMPREGO SERIA UM FATOR DE CONTROLE
DA INFLAÇÃO;
- QUANTO MAIOR FOSSE O DESEMPREGO, MENOR
SERIA A TAXA DE INFLAÇÃO (INFLAÇÃO
SALARIAL);
- SE O DESEMPREGO FOSSE ELEVADO, HAVERIA
OFERTA DE TRABALHO E MENOR CUSTO AOS
EMPRESÁRIOS E AOS SETORES PRODUTIVOS;
BASE DA ANÁLISE
PERGUNTA NORTEADORA DE PHILLIPS: “A
INFLAÇÃO E O DESEMPREGO SÃO
PATOLOGIAS QUE DEVEM SER
CONTROLADAS NO CURTO PRAZO
(original) OU SÃO METAS DE LONGO PRAZO
(aceleracionista)???

RESPOSTA: DEPENDE DO NÍVEL DE


INFLAÇÃO E DO DESEMPREGO
(original) E, TAMBÉM, DO NÍVEL DE
ATIVIDADE ECONÔMICA
(aceleracionista);
GRAFICAMENTE
OUTRAS ANÁLISES
ELEVAÇÃO DOS SALÁRIOS NOMINAIS

-  SE HOUVER UMA ELEVAÇÃO DO SALÁRIO NOMINAL, HAVERÁ UM


EFEITO DE TRANSMISSÃO À PROPENSÃO À CONSUMIR (c) E À
DEMANDA EFETIVA;
- A ELEVAÇÃO DA DEMANDA EFETIVA ELEVARÁ O CONSUMO DE
CURTO PRAZO DAS FAMÍLIAS ACIMA DE ALGUNS ESTOQUES
INVOLUNTARIOS;
- A DEMANDA EXERCERÁ UMA PRESSÃO SOBRE OS PREÇOS
VIGENTES E CRIARÁ ESPAÇO PARA A INFLAÇÃO DE “DEMANDA”.
OUTRAS ANÁLISES
CUSTO DA ELEVAÇÃO DOS SALÁRIOS NOMINAIS
-  A ELEVAÇÃO DOS SALÁRIOS NOMINAIS REPRESENTARÁ UM
INCREMENTO NOS CUSTOS TOTAIS DAS FONTES PAGADORAS;
- OCORRE QUE A ELEVAÇÃO DOS SALÁRIOS NOMINAIS (EXÓGENA 
NÃO SE RELACIONA COM A ELEVAÇÃO DA PRODUTIVIDADE), GERA
CUSTOS ADICIONAIS ÀS EMPRESAS;
-DESSA FORMA, DEVE HAVER UM REPASSE DE PREÇOS AOS
PRODUTOS PRODUZIDOS (SISTEMA CLÁSSICO FLEXÍVEL);
OUTRAS ANÁLISES
VARIAÇÃO DO PIB DE EQUILÍBRIO

- HÁ UMA ELEVAÇÃO DE PREÇOS DEVIDO AO NÍVEL DA ATIVIDADE


ECONÔMICA NATURAL;
- QUANDO HÁ ELEVAÇÃO DO PIB, ALGUNS PREÇOS SE ELEVAM, MAS
SÃO ABSORVIDOS PELA ELEVAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DOS
FATORES;
- ALÉM DISSO, SUBSTITUTOS PERFEITOS E BENS COMPLEMENTARES
PODEM TAMBÉM TER SEUS PREÇOS ELEVADOS E NESTE CASO, NÃO
PODEM EXERCER NENHUMA PRESSÃO DE PREÇOS PARA BAIXO;
OUTRAS ANÁLISES
SENHORIAGEM

- OCORREM AUMENTOS DE PREÇOS DEVIDO AO AUMENTO DA


DEMANDA AGREGADA, EM DECORRÊNCIA DA ELEVAÇÃO DE OFERTA
MONETÁRIA (SENHORIAGEM);
OUTRAS ANÁLISES
NEGOCIAÇÕES DE LONGO PRAZO OU
DETERMINADAS

- DE ACORDO COM OS ÍNDICES DE PREÇO (INFLAÇÃO), PODE HAVER


NEGOCIAÇÕES DE LONGO PRAZO NOS SALÁRIOS (NÃO
DETERMINADAS NO MERCADO, MAS INFLUENCIADAS POR ELE);
- CONTUDO, DE ACORDO COM AS CONVENÇÕES COLETIVAS, OS
SALÁRIOS PODEM SER ELEVADOS EM TEMPOS DIFERENTES
(SOBREPOSTOS) OU AO MESMO TEMPO (SINCRONIZADOS);
- A ELEVAÇÃO DE SALÁRIOS INDUZ AO AUMENTO NA DEMANDA
AGREGADA E NA INFLAÇÃO DE DEMANDA, NECESSITANDO DO
MECANISMO DE CONTROLE MACROECONÔMICO MAIS CONHECIDO
(ELEVAÇÃO DOS JUROS E, CONSEQUENTEMENTE DOS PREÇOS);
- A INFLAÇÃO ATUAL DEPENDE DO EQUILÍBRIO ENTRE A TAXA DE
DESEMPREGO (DADA PELOS SALÁRIOS FIXADOS) E PELA PRESSÃO
DESTE DESEMPREGO SOBRE OS SALÁRIOS VIGENTES (RELAÇÃO
ENDÓGENA, PRESSIONADA PELA EXÓGENA);
OUTRAS ANÁLISES
NEGOCIAÇÕES DE LONGO PRAZO OU
DETERMINADAS

- ASSIM, O NÍVEL SALARIAL DADO PELO SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE É


PRESSIONADO PELO UNIVERSO DE DESEMPREGADOS QUE
TRANSITAM NO MERCADO DE TRABALHO E SUAS FORMAS DE
ORGANIZAÇÃO SINDICAL;

- JÁ NO CASO DOS EMPRESARIOS, O NÍVEL DE PREÇOS FIXADOS


DEPENDE DO SALÁRIO NOMINAL PAGO/NEGOCIADO E DAS
CONDIÇÕES ESTRUTURAIS INTERNAS DA ECONOMIA (CUSTO DO
CAPITAL, IMPOSTOS, INFRA-ESTRUTURA, INSUMOS, ESTRUTURA DE
MERCADO, MODAL DE TRANSPORTES, CÂMBIO E BARREIRAS À
ENTRADA)
CURVA ORIGINAL
EQUAÇÃO ORIGINAL

gW = W/P
EQUAÇÃO ORGANIZADA
W
Gw 
P
onde
W
 
 0,5%(
UtUn
)
P  0,5%(
5%3%)
  0 ,5 %
U t  5%
 0,5%(
2%)
U n  3%  1%
Resposta: Quando a relação taxa de desemprego e taxa natural de
desemprego ainda é residual (+), tem-se uma redução na taxa de inflação,
assim como a Curva de Phillips Original.
EQUAÇÃO ORGANIZADA II
W
Gw 
P
onde  0,5%(UtUn
)
 0,5%(
W
  5%6%)
P
  0 ,5 %  0,5%(
1%)
U t  5%  0,5%
U n  6%
Resposta: No segundo caso, a taxa natural de desemprego se tornou ou é
mais elevada que a taxa oficial, tornando  positiva. A única explicação
plausível para a elevação da inflação, via emprego, é que quando se eleva
a taxa natural de emprego acima da taxa oficial, toda a taxa de
desemprego migra de Ut para Um, reduzindo Um e elevando .
Taxa Natural de Desemprego
menos elevada que a oficial

A TAXA NATURAL DE DESEMPREGO FICA MENOS ELEVADA QUE A


OFICIAL COMPROVANDO A HIPÓTESE “ORIGINAL DE PHILLIPS”.
EQUAÇÃO ORGANIZADA II
W
Gw 
P
onde  0,5%(UtUn
)
 0,5%(
W
  5%6%)
P
  0 ,5 %  0,5%(
1%)
U t  5%  0,5%
U n  6%
Resposta: No segundo caso, a taxa natural de desemprego se tornou ou é
mais elevada que a taxa oficial, tornando  positiva. A única explicação
plausível para a elevação da inflação, via emprego, é que quando se eleva
a taxa natural de emprego acima da taxa oficial, toda a taxa de
desemprego migra de Ut para Un., reduzindo Ut. e elevando .
Taxa Natural de Desemprego
mais elevada que a oficial

A TAXA NATURAL DE DESEMPREGO FICA MAIS ELEVADA EM CASOS


ESPECÍFICOS (GUERRAS, SECAS, PESTES, ETC) E O SEU
APARECIMENTO NO SISTEMA É CONSIDERADO COMO UM FATOR
PREPONDERANTE NA ELEVAÇÃO DOS PREÇOS (PARTE DELES):
EX: “PROGRAMAS SOCIAIS”
REVISÃO DE FRIEDMAN-PHELPS

-COM BASE NOS PARÂMETROS ORIGINAIS DE PHILLIPS,


HAVERIA SUSTENTAÇÃO DO “TRADE OFF” ENTRE INFLAÇÃO E
DESEMPREGO;
-MAS, COM BASE NOS DADOS OBSERVADOS NA SUPOSIÇÃO,
ISSO NÃO PODERIA OCORRER POR MUITO TEMPO;
-FRIEDMAN E PHELPS ESTAVAM CORRETOS EM SUA ANÁLISE E
INSERIRAM EXPECTATIVAS NA FORMULAÇÃO INICIAL;
-ESSAS EXPECTATIVAS ESTAVAM FEITAS COM BASE NO CICLO
ECONÔMICO (NAIRU OU TDNAI)
O TRADE OFF DESAPARECIA COM O PASSAR DO
TEMPO:
A INFLAÇÃO E O DESEMPREGO PERSISTIAM
DADOS NACIONAIS
COM BASE NA
PESQUISA MENSAL DE
EMPREGO – PME (IBGE)