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ENSAIO NÃO-DESTRUTIVO

POR ULTRASSOM
 O que é Ensaio Não Destrutivo?

 Denomina-se ensaio não destrutivo a qualquer tipo de ensaio


praticado a um material que não altere de forma e permanente
suas propriedades físicas, químicas, mecânicas ou dimensionais.
Os ensaios não destrutivos implicam um dano imperceptível ou
nulo.
 Ensaio por Ultrassom

 O ensaio de ultrassom é um método de ensaio não destrutivo


baseado em ondas de ultrassom (ondas mecânicas ou
acústicas) para detecção interna de defeitos em materiais ou
para a medição de espessura de paredes e detecção de
corrosão.
 Tais defeitos são caracterizados pelo próprio processo de
fabricação da peça ou componentes a ser examinada como
por exemplo: bolhas de gás em fundidos, dupla laminação em
laminados, micro-trincas em forjados, escorias em uniões
soldadas e muitos outros. Portanto, o exame ultra-sônico, assim
como todo exame não destrutivo, visa diminuir o grau de
incerteza na utilização de materiais ou peças de
responsabilidades.
 Como funciona?

 No ensaio, as ondas se propagam em um meio elástico em direção à peça a ser


ensaiada e, se for encontrado algum tipo de descontinuidade, é gerado um eco
de reflexo na tela do aparelho de ultrassom, caracterizando uma peça não
conforme. As aplicações deste ensaio são inúmeras: soldas, laminados, forjados,
fundidos, ferrosos e não ferrosos, ligas metálicas, vidro, borracha, materiais
compostos, tudo permite ser analisado por ultrassom.
 Uma onda de som ultra-sônica é enviada através do material. Esta onda será
interrompida e então parcialmente devolvida, de pontos com imperfeição
interna ou da parte posterior da parede do material, são captados pelo
transdutor, convertidos em sinais eletrônicos e mostrados na tela LCD ou em um
tubo de raios catódicos (TRC) do aparelho.
 Geralmente, são utilizadas ondas longitudinais, pois elas propagam-se em uma
velocidade aproximadamente duas vezes maior do que as ondas transversais.
 Elementos de uma onda

 Crista: são os pontos mais altos da onda (A, C, E, G). Vales: são os pontos mais
baixos da onda (B, D, F).
 Comprimento: é a distância de uma crista à outra (ou de um vale a outro).
 Amplitude: é a altura da crista, medida a partir da superfície calma da lagoa
 (linha de repouso).
 Frequência: é o número de ciclos pela unidade de tempo.
 Ciclo: movimento completo de um ponto qualquer da onda, saindo de sua
posição original e voltando a ela.
 Velocidade de propagação: a velocidade de propagação de uma onda em
função do meio que ela percorre. Para diferentes materiais temos diferentes
velocidades de propagação.
 Formato das Ondas

 Ondas longitudinais: propagam-se na mesma direção que o


estímulo que as produz. Por exemplo: para produzirmos um som, a
passagem do ar faz as cordas vocais vibrarem para frente e para
trás, produzindo regiões de compressão e rarefação do ar. Essas
regiões deslocam-se na mesma direção da vibração das cordas
vocais.
 Ondas transversais: propagam-se em direções perpendiculares às
do estímulo responsável por produzi-las. Por exemplo: ao
balançarmos uma corda para cima e para baixo, a onda que é
produzida desloca-se para frente, na direção horizontal.
 Vantagens

 Não requer planos especiais de segurança ou quaisquer


acessórios para sua aplicação.
 A localização, a avaliação do tamanho e a interpretação das
descontinuidades encontradas são fatores intrínsecos ao exame
ultrassônico, enquanto que outros exames não definem tais
fatores.
 Possui alta sensibilidade na detectabilidade de pequenas
descontinuidades internas.
 Desvantagens

 Requer grande conhecimento teórico e experiência por parte


do inspetor.
 O registro permanente do teste não é facilmente obtido.
 Faixas de espessuras muito finas, constituem uma dificuldade
para aplicação do método.
 Requer o preparo da superfície para sua aplicação. Em alguns
casos de inspeção de solda, existe a necessidade da remoção
total do reforço da solda, que demanda tempo de fábrica.