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CEP - CONTROLE ESTATÍSTICO

DE PROCESSOS
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS

O controle Estatístico de Processos (CEP) representa a linguagem moderna


no que concerne o monitoramento de um processo. Para que o gestor possa
tomar decisões, precisa de informações confiáveis e o CEP monitora o
processo representando-o de forma gráfica facilitando sua interpretação.
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS

BASE ESTATÍSTICA PARA AVANÇARMOS

 Variação
 Amostra
 População
 Amostragem
 Média
 Mediana
 Amplitude
 Desvio Padrão
 Distribuição Normal
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS

O que é o CEP?

Técnica de monitoramento de processo que tem como objetivo


prevenir não conformidades através de ações de contenção.

 Na fase de controle, busca-se manter o processo aprimorado com


um desempenho adequado e previsível;

 Detectar uma mudança no comportamento do processo, o mais


rapidamente possível, pode fazer com que ações corretivas
adequadas sejam disparadas, e o processo, corrigido a tempo de
evitar surpresas.
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Variação
 Não existem dois seres exatamente iguais.
Para que se possa controlar a qualidade de um produto é
necessário ter habilidades para medir as variações que
ocorrem no mesmo.

Tipos de Variação
Tipos  Variação Interna;
De
Variação  Variação item a item;
 Variação tempo a tempo.
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 Variação Interna
Variação dentro do mesmo item. Por exemplo, um eixo varia ao longo do seu
comprimento,

 Variação item a item

Ocorre entre dois itens produzidos em tempos próximos. Por exemplo, a


intensidade luminosa de quatro lâmpadas produzidas consecutivamente.

 Variação tempo a tempo

Ocorre entre itens produzidos em diferentes períodos do dia. Por exemplo,


peças produzidas pela manhã e peças produzidas à noite.
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Quais fatores são responsáveis pelas


variações?

.Máquina;
Os
6Ms
.Método;
.Materiais;
.Meio Ambiente
.Mão de Obra
.Medidas
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Então sempre
haverá variação.

Variação Esperada
Variação comum ou variação aleatória ou
variação inerente ao processo.
Não podem ser eliminadas.

Variação não Esperada


Variação por causas especiais.
Devem ser eliminadas o quanto
antes.
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O que fazer então?

Controlar as
variações
esperadas e
eliminar as
especiais
C.E.P.
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 Cartas de Controle

. Definição;
. Característica a controlar;
. Subgrupos racionais;
. Limites de Controle;
. Limites de Especificação;
. Diário de Bordo;
. Cartas por variáveis;
. Cartas por atributos;
. Construção das cartas;
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 O que é uma carta de controle?

Ferramenta extremamente útil para identificar se as variações são


de causas comuns ou especiais.
 Todas as características do produto serão controladas?
Somente a características críticas: que interfira no desempenho
do produto, que o cliente não esteja satisfeito com ela ou que o
processo exija controle..
 O que são Subgrupos Racionais?
Cada amostra que compõe a carta de controle é chamada de
subgrupo. Este passa a ser chamado de Racional quando
possibilita a identificação de causas especiais.
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 O que vem a ser Limites de Controle?


São faixas dentro da qual seu equipamento deve operar. São
calculados com base na variação desse equipamento por
fórmulas específicas.
 E os limites de Especificação?
Esses não são calculados: são determinados pelo cliente e pela
engenharia de projeto. Se aproximar deles é correr o risco de
produzir não-conformidades.
 O que é o Diário de Bordo?
A essência do CEP. É aqui onde registramos as providências de
uma variação não-esperada. De nada adianta o gráfico sinalizar
se providências não são tomadas.
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 O que são Cartas por Variáveis?


São cartas cujo valor obtido da característica controlada é por
meio de instrumentos de medição com escala graduada. É a carta
de controle mais utilizada.
 O que são Cartas por Atributo?
Aqui o valor da característica tem influência direta do homem. São
situações que torna-se inviável a utilização de instrumentos com
escala graduada. Por exemplo, controle de manchas, rebarbas,
dicotomias (recebeu X não recebeu).
Obs: Empresas têm buscado transformar CEP Atributivo em CEP
por Variável.
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Passos para construção das cartas de controle:

1. Selecionar a característica de qualidade a ser controlada;


. A que compromete o desempenho do produto ou serviço;
. Determinada pela Engenharia pela sua importância na operação
seguinte;
. A que produz mais não-conformidades.
2. Definir o método de amostragem (instantâneo ou periódico) e o tamanho
da amostra (2, 3, 5 e 10 são os mais utilizados)
. Método instantâneo: amostra retirada de uma só vez num tempo
determinado pela engenharia (mais utilizado).
. Método periódico: após quantidade produzida, seleciona-se a amostra
pelo processo aleatório.
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3. Coletar os dados;
 Através de uma carta padrão, coletar dados do processo.
4. Determinar valor central e os limites de controle;
Ver fórmulas específicas
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 Cartas de Média e Amplitude.

Fórmulas básicas

m m

x i R i
x i 1
R i 1
m m

LC  x LSC  x  A2 R LIC  x  A2 R Média

LC  R LSC  D4 R LIC  D 3 R Amplitude


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X  média amostral
X  média das médias
R  média das amplitudes
X i  cada valor no subgrupo
Dados:
R i  cada amplitude amostral
m  quantidade de subgrupos
LC  linha central
LSC  limite superior de controle
LIC  limite inferior de controle
A 2 , D3 e D 4  constantes (ver tabela)
EXERCÍCIO PROPOSTO

QUESTÃO 01: Temperatura


Uma equipe de especialistas do centro meteorológico de Dia do mês (em ºC)
uma cidade mediu a temperatura do ambiente, sempre no 1 15,5
mesmo horário, durante 15 dias intercalados, a partir do 3 14
5 13,5
primeiro dia de um mês. Esse tipo de procedimento é
7 18
frequente, uma vez que os dados coletados servem de
9 19,5
referência para estudos e verificação de tendências 11 20
climáticas ao longo dos meses e anos. As medições ocorridas 13 13,5
nesse período estão indicadas no quadro. 15 13,5
17 18
Em relação a temperatura encontre: 19 20
21 18,5
a) A média;
23 13,5
b) A mediana;
25 21,5
c) A moda. 27 20
29 16
Resolução
Média Mediana Moda
Soma-se todos os valores e Coloca-se os Numeros em Verifica-se o numero que se
divide pela quantidade de Ordem Crescente, em repere mais vezes dentro do
elementos do conjunto seguida: conjunto de elementos
Dia do analisado
Temperatura (em ºC) Caso Par veridica-se a média
mês
dos numeros centrais

Caso Ímpar é o número


central do grupo analisado
1 15,5 15,5 13,5 1
3 14 14 13,5 1
5 13,5 13,5 13,5 4
7 18 18 13,5 2
9 19,5 19,5 14 1
11 20 20 15,5 3
13 13,5 13,5 16 4
15 13,5 13,5 18 4
17 18 18 18 2
19 20 20 18,5 3
21 18,5 18,5 19,5 1
23 13,5 13,5 20 4
25 21,5 21,5 20 1
27 20 20 20 3
29 16 16 21,5 1
17 18 13,5
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5. Determinar os limites de controle revisados (se necessário);


Os limites de controle devem ser recalculados quando o gráfico
apresenta variações especiais eliminando os pontos críticos.

6. Utilizar a carta para suas finalidades


A carta de CEP deve ser uma fonte de verificação de melhorias
contínuas.
Os limites devem ser também recalculados em períodos em que
se verificou alterações no processo ou melhoria aparente.
Tabelas de
constantes
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FOLHA DE VERIFICAÇÃO PARA CARTA DE CONTROLE

Exercício Grupo Data Hora X1 X2 X3 X4 Média R

1 23/dez 08:50 35 40 32 33
Com base na folha 2 23/dez 11:30 46 37 36 41
de verificação ao 3 23/dez 01:45 34 40 34 36
lado, construir uma 4 23/dez 03:45 69 64 68 59
5 23/dez 04:20 38 34 44 40
carta de controle de 6 27/dez 08:35 42 41 43 34
Média e Amplitude. 7 27/dez 09:00 44 41 41 46
8 27/dez 09:40 33 41 38 36
9 27/dez 01:30 48 52 49 51
x -R 10 27/dez 02:50 47 43 36 42
11 28/dez 08:30 38 41 39 38
12 28/dez 01:35 37 37 41 37
Os valores refere-se 13 28/dez 02:25 40 38 47 35
a altura de um rasgo 14 28/dez 02:35 38 39 45 42
15 28/dez 03:55 50 42 43 45
de chaveta num eixo 16 29/dez 08:25 33 35 29 39
com medida nominal 17 29/dez 09:25 41 40 29 34
de 6,35mm 18 29/dez 11:00 38 44 28 58
19 29/dez 02:35 33 32 37 38
20 29/dez 03:15 56 55 45 48
21 30/dez 09:35 38 40 45 37
22 30/dez 10:20 39 42 35 40
23 30/dez 11:35 42 39 39 36
24 30/dez 02:00 43 36 35 38
25 30/dez 04:25 39 38 43 44
TOTAL
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS

CARTA DE CONTROLE DE PRODUTO:


QUALIDADE PARA OPERAÇÃO:
CARACTERÍSTICAS VARIÁVEIS CARACTERÍSTICA:
PEÇA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
1
2
3
4

Média
Amplitude

0,0

DATA
HORA
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS

 Cartas de controle para Média e Desvio Padrão.

S  desvio padrão amostral


Fórmulas:
S  Média dos desvios
m m A 3 , B3 e B4  constantes (ver tabela)
x i S i
X i 1
S i 1
m m

LC  X LSC  x  A2 S LIC  x  A2 S

LC  S LSC  B4 S LIC  B3 S
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS
FOLHA DE VERIFICAÇÃO PARA CARTA DE CONTROLE
Exercício
Grupo Data Hora X1 X2 X3 X4 Média S

1 23/dez 08:00 35 40 32 33
Com base na folha 2 23/dez 09:00 46 37 36 41
3 23/dez 10:00 34 40 34 36
de verificação ao 4 23/dez 11:00 69 64 68 59
lado, construir uma 5 23/dez 12:00 38 34 44 40
6 23/dez 14:00 42 41 43 34
carta de controle de 7 23/dez 15:00 44 41 41 46
Média e Desvio 8 23/dez 16:00 33 41 38 36
padrão. 9 23/dez 17:00 48 52 49 51
10 23/dez 18:00 47 43 36 42
11 23/dez 19:00 38 41 39 38
X -S 12
13
23/dez
23/dez
21:00
22:00
37
40
37
38
41
47
37
35
14 23/dez 23:00 38 39 45 42
Os valores refere-se 15 23/dez 00:00 50 42 43 45
16 24/dez 01:00 33 35 29 39
a altura de um rasgo 17 24/dez 02:00 41 40 29 34
de chaveta num eixo 18 24/dez 03:00 38 44 28 58
19 24/dez 04:00 33 32 37 38
com medida nominal 20 24/dez 05:00 56 55 45 48
de 6,35mm. TOTAL
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS
CARTA DE CONTROLE DE PRODUTO: DATA:
QUALIDADE PARA OPERAÇÃO: Nº
CARACTERÍSTICAS VARIÁVEIS CARACTERÍSTICA: FOLHA: 1 de 1
PEÇA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Equipamento: Ext-87
1 35 46 34 69 38 42 44 33 48 47 38 37 40 38 50 33 41 38 33 56 Valor Nominal:
2 40 37 40 64 34 41 41 41 52 43 41 37 38 39 42 35 40 44 32 55 Valor Central:
3 32 36 34 68 44 43 41 38 49 36 39 41 47 45 43 29 29 28 37 45 Tolerância:
4 33 41 36 59 40 34 46 36 51 42 38 37 35 42 45 39 34 58 38 48 Unidade: mm
Tamanho da amostra:
MÉDIA 35 40 36 65 39 40 43 37 50 42 39 38 40 41 45 34 36 42 35 51 Intervalo exame:
Desvio LSE
LIE
X 41,0

TS
X LSC

MÉDIA
LC
LIC
TI

sigma

TS

DESVIO
LSC
S LC
LIC
TI

0,0 Cp

Cpk
DATA 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 24 24 24 24 24
HORA 8 9 10 11 12 14 15 16 17 18 19 21 22 23 24 1 2 3 4 5
NOME Am Am Am Am Am Ca Ca Ca Ca Ca Ca Pe Pe Pe Pe Pe Am Am Am Am

PARTICIPANTE: _____________________________________________________ SEÇÃO:_________


CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS

 Cartas de controle para Mediana e Amplitude.


~
X-R
 Utilizar quando:
• Calculo das Médias é muito difícil para o operador;
• O tempo é um fator importante;
• O processo está estabilizado e é capaz.

OBS:
• As amostras devem devem ser sempre impares;
• Melhor tamanho de amostra, n = 5
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS

 Cartas de controle para Mediana e Amplitude.

Limites de Controles

m m

~ x i R i
X i 1
R i 1
m m
~ ~
LSC  X  A2 R LIC  X  A2 R
LSC  B4 R LIC  B3 R
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS

 Cartas de controle para Individuais.


X - R móvel
 Na prática, existem casos em que é necessário que o controle do processo
seja atribuído a leituras individuais. Isto ocorre:

• Quando as medições são dispendiosas, como nos ensaios destrutivos;

• Quando o resultado num ponto, apresenta-se homogêneo como, por


exemplo, viscosidade, PH, temperatura;

• Quando temos medições demoradas.


EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

Em grupos de no máximo 04 pessoas analise as informações que constam na


Folha de Verificação da empresa XZW e calcule as médias e os valores das
amplitudes.

Em seguida efetue o preenchimento da Carta de Controle, e dê um diagnostico


das condições do processo com base nas informações obtidas.
Folha de Verificação para carta de Controle
Grupo Data Hora X1 X2 X3 X4 X5 Média R
1 23/dez 08:50 11 31 3 42 43
2 23/dez 11:30 15 20 2 41 38
3 23/dez 01:45 18 75 100 95 74
4 23/dez 03:45 19 76 10 20 30
5 23/dez 04:00 8 82 12 15 18
6 24/dez 08:50 6 90 4 44 14
7 25/dez 09:30 5 94 3 42 43
8 26/dez 10:45 13 84 2 41 38
9 27/dez 11:45 24 82 38 39 34
10 28/dez 12:00 11 31 3 42 43
11 29dez 13:50 15 20 2 41 38
12 30/dez 14:30 11 29 16 40 32
13 31/dez 15:45 13 24 29 11 31
14 01/jan 16:45 15 25 28 15 20
15 02/jan 17:00 19 21 25 18 75
16 03/jan 18:50 17 20 24 19 76
17 04/jan 19:30 26 80 25 20 40
18 05/jan 20:45 30 12 45 42 52
19 06/jan 21:45 39 10 45 29 13
20 07/jan 22:00 48 9 85 74 66
21 08/jan 23:50 26 80 25 20 40
22 09/jan 24:30 30 12 45 42 52
23 10/jan 06:45 39 10 45 29 13
24 11/jan 07:45 03 42 43 39 10
25 12/jan 10:00 02 41 38 48 09
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS
CONTROLE ESTATÍSTICO DE PROCESSOS

 Cartas de controle para Individuais.

FÓRMULAS:

m m

x R i
X i 1
R i 1 Deve-se garantir a
normalidade dos
m m
dados.

R R
LSC  X  3 LIC  X  3
d2 d2
LSC  D4 R LIC  D3 R