Você está na página 1de 57

ÍNDICE:

1. Fogo Incêndio
2. Sistema de Proteção por Extintor
3. Sistema de Proteção por Hidrante
4. Sistema de Proteção por Espuma / Chuveiro
5. Iluminação de Emergência / Alarme Sinalização
6. Procedimentos Administrativos
7. Corpo de Bombeiros
É uma reação química de oxidação com desprendimento de luz e calor, esta
Fogo
reação é denominada de combustão.

É todo o fogo não controlado pelo homem que tenha a tendência de se


Incêndio alastras e de destruir.

Formas de Desde que a combustão fique localizada, o fogo não é perigoso. Só a sua
propagação extensão no espaço constitui incêndio. A propagação do calor pode fazer-se
do calor por três maneiras diferentes: Condução, convecção e irradiação
Triângulo
Para que exista fogo são necessários três elementos:
do fogo
É todo corpo capaz de alimentar o fogo. Ex.: madeira, papel, tinta,
Combustível
algodão, etc.

Comburente É o elemento químico existente na atmosfera que alimenta o processo de


combustão (alimenta a reação química de oxidação). Ex.: oxigênio

Calor É a condição favorável causadora da combustão.


Classificação dos incêndios quanto ao combustível - Os combustíveis têm
propriedades que são inerentes ao seu estado físico, a sua natureza química e a
função que exercem, e por isso queimam de maneira diferente. Dessa forma
classificamos os incêndios em quatro classes

Classe A - São os incêndios que ocorrem em combustíveis comuns e que queimam em


superfície e em profundidade. Ex.: madeiras, fardos de algodão, etc.

Classe B - São os incêndios que ocorrem em todos os líquidos inflamáveis e que


queimam apenas em superfície. Ex.: gasolina, óleo diesel, tinta, etc.

Classe C - São os incêndios em material elétrico em carga (energizado). Ex.: motores


elétricos, computadores, etc.

Classe D - São os incêndios especiais. Ex.: magnésio, zinco, potássio, etc.


Classificação dos incêndios quanto a proporção - Esta classificação visa
definir as dimensões e a intensidade de um sinistro, bem como os meios
necessários para sua extinção. São classificados em cinco itens:

Princípio de incêndio - É o incêndio de mínimas proporções, embrionário, e que pode


ser facilmente extinto pela utilização de um ou mais aparelhos extintores portáteis. Ex.:
fogo em aparelho de ar condicionado.

Pequeno incêndio - É o incêndio de pequenas proporções, que queima, normalmente,


os objetos existentes dentro de um compartimento, porém, sem apresentar perigo
iminente de propagação e necessitando, na sua extinção, de material e pessoal
especializado. Ex.: queima dos móveis de uma sala.
Médio incêndio - É o incêndio de proporções relativas que queima na parte interna e
externa de uma construção, destruindo as instalações e com grande risco de
propagação, necessitando, para sua extinção do Corpo de Bombeiros. Ex.: queima de
um ou mais apartamentos de um andar.

Grande incêndio - É o incêndio de propagação crescente, causador de grande


devastação, destruidor de construções e muito resistente. Ex.: incêndio de um prédio.

Extraordinário - São os incêndios catastróficos, abrangendo quarteirões, oriundos de


bombardeios, terremotos e outros, necessitando para o seu combate, do emprego de
todos os meios disponíveis em uma cidade
Agentes Extintores
AGENTES EXTINTORES: São substâncias empregadas para extinguir a combustão.
Existem inúmeros agentes extintores, sendo os mais empregados os demais baixo
custo, facilidade de obtenção e bom rendimento operacional, conforme abaixo:

Água - É o agente extintor universal, sendo o de mais fácil obtenção, mais baixo custo
e de maior rendimento operacional, é indicado para sólidos infláveis.

Espuma -É um aglomerado de partículas de solução aquosa de baixa densidade. Atua


por abafamento, é indicado para líquidos inflamáveis.

Pó Químico Seco (PQS) - É uma mistura de pós micropulverizados constituídos


basicamente, de bicarbonato de sódio e bicarbonato de potássio, é indicado para
componentes elétricos.

Gás Carbônico (CO2) - É um gás incolor, inodoro, não tóxico e não condutor de
eletricidade, é indicado para líquidos inflamáveis e componentes elétricos.
Extintores de Incêndio
Extintores de Incêndio: São aparelhos portáteis ou carregáveis que servem para
extinguir “princípios” de incêndios. De um modo geral os extintores são constituídos por
recipientes de metal contendo um agente extintor. Os extintores mais comuns são:
 Espuma Química;
 Espuma Mecânica;
 Água Pressurizada;
 Água a Pressurizar;
 Gás Carbônico;
 Pó Químico Seco Pressurizado;
Pó Químico Seco a Pressurizar.

- Extintores portáteis - são de fácil manuseio, possuem geralmente capacidade de até


12 Kg ou 10 litros de agente extintor. Indicados para combater princípios de incêndio,
estando disponíveis com os diversos agentes extintores.

- Extintores sobre rodas - com capacidade para até 150 litros, estes equipamentos são
maiores e por isso montados sobre rodas. Normalmente são pesados para transportar e
utilizam mangueiras longa para a descarga do agente extintor.
Localização dos Extintores de Incêndio

- Os extintores devem ser colocados em locais:


a) de fácil visualização;
b) de fácil acesso;
c) onde haja menor probabilidade do fogo bloquear o seu acesso
- Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um circulo vermelho ou
uma seta larga, vermelha, com bordas amarelas;
- Deverá ser pintada de vermelho uma larga área no piso bem abaixo do extintor, a qual
não poderá ser obstruída de forma alguma. Essa tem ser de no mínimo um metro
quadrado;
- Os extintores não deverão ser localizados nos patamares das escadas;
Como Operar os Extintores de Incêndio

Recomenda-se que os extintores sejam manuseados por pessoal


previamnete treinado nas técnicas de extinção.
As intruções básicas de operação estão contidas nos quadros de instruções
de cada modelo de extintor, que no mínimo constam as seguintes instruções:

- Leve o extintor próximo ao fogo;


- Libere a mangueira puxe a trava, rompendo o lacre;
- Acione a alavanda da válvula mantendo-se a uma distância aproximada de
6m do fogo;
- Direcione a pistola de descarga à base do fogo e a acione, movimentando o
jato de água de um lado para outro.
Dados Apresentados em um Extintor de Incêndio
Hidrantes
Os hidrantes podem:
- ser instalados interna ou externamente à edificações.
- trabalhar com água ou espuma constituindo um ou mais sistemas de canalização.

Os hidrantes devem:
- ser instalados de tal maneira que toda área protegida seja alcançada com no máximo
30 m de mangueira.
- ser constituído por um sistema de manobra e registro de 63mm de diâmetro e sua
altura de 1 a 1,5 m em relação ao piso.
- ser bem situados e ficar em local desobstruído.
- ser localizados nas proximidades das portas externas e das escadas de saídas, nos
pavimentos elevados.
- ser localizados nas áreas de ocupação dos riscos.
- ser instalados em posições centrais como proteção adicional.

Os hidrantes não podem:


- ser instalados em escadas comuns ou de segurança.
- ficar afastados a mais do que 5m das portas, escadas ou antecâmaras.
Canalização

A canalização para a alimentação dos hidrantes deverá:

- ter no mínimo 63mm de diâmetro.


- ser independente da de consumo normal.
- ter velocidade máxima da água da bomba de recalque aos hidrantes de 5m/s.
- ser em: aço preto, aço galvanizado, ferro fundido, ou cobre, com ou sem costura. PVC
ou cimento amianto só será aceito nas redes externas enterradas a 0,5m e afastadas
no mínimo 1m da área de risco.
- ter um registro na calçada ou parede externa com a introdução voltada para a rua,
para facilitar a identificação, sendo que esse consiste em um prolongamento da rede de
incêndio.
- ficar a uma altura mínima de 1m em relação à calçada.
Mangueiras, Abrigos e Esguichos

O comprimento máximo das mangueiras e seus diâmetro mínimo para cada hidrante, bem
como os diâmetros dos esguichos serão de acordo com o risco:

- risco de classe A: 30m de mangueira, 38mm de diâmetro e esguicho de 13mm.


- risco de classe B: 30m de mangueira, 38mm de diâmetro e esguicho de 16mm.
- risco de classe C: 30m de mangueira, 38mm de diâmetro e esguicho de 16mm.

As mangueiras deverão ter forro interno de borracha ou outro material, e deverão estar
acondicionadas na forma “aduchada”ou “zig-zag”.

Os abrigos deverão ter dimensões suficientes para abrigar com facilidade as mangueiras e
demais acessórios. Sendo que podem ser de metal, madeira ou vidro e suas portas nunca
devem ser laterais e trancadas a chave.
Vazões e Pressões Necessárias
A pressão residual mínima no hidrante mais desfavorável deverá ser alcançada
considerando-se o funcionamento simultâneo de:

- 1 hidrante, quando instalado 1 hidrante;


- 2 hidrantes, quando instalados 2,3 e 4 hidrantes;
- 3 hidrantes, quando instalados 5 a 6 hidrantes;
- 4 hidrantes, quando instalados mais de 6 hidrantes.

As vazões dos hidrantes serão consideradas no bocal de esguicho da mangueira.

A pressão mínima a ser obtida no ponto mais desfavorável deverá ser de 15mca para
riscos de classe A e B e de 20mca para riscos de classe C.

Para determinação de vazão e pressão, o esguicho adotado será de acordo com as


especificações técnicas do fabricante.
Reservatórios

O abastecimento da rede de hidrantes é feito através de reservatórios, podendo ser


classificados como:

elevados e/ou subterrâneos

- Nos reservatórios elevados a adução será realizada por gravidade.


- Nos reservatórios subterrâneos, a adução e realizada através de bombas de recalque

A localização dos reservatórios deverá ser dentro das possibilidades, acessível aos
veículos do Corpo de Bombeiros

Geralmente os reservatórios podem ser utilizados tanto para consumo normal, quanto
para combate a incêndios, desde que fique constantemente assegurada a reserva de
incêndio.
As capacidades dos reservatórios destinados ao combate a incêndios deverá ser
suficiente para garantir o suprimento dos pontos de hidrantes, considerando um
funcionamento simultâneo, durante o tempo de;

- 30 minutos – nas áreas de construídas até 20.000 m²


- 45 minutos – nas áreas construídas entre 20.001 e 30.000 m²
- 60 minutos – nas áreas construídas entre 30.001 a 50.000 m²
- 90 minutos – nas áreas construídas entre 50.001 a 100.000 m²
- 120 minutos – nas áreas construídas acima de 100.000 m²

A capacidade mínima de reserva de combate a incêndios deverá ser de 5m³.

Os reservatórios deverão ser dotados de meios que assegurem uma reserva efetiva de
combate a incêndios e ofereçam condições seguras para inspeção do Corpo de
Bombeiros.

Piscinas, lagos, rios, riachos, espelhos d’água e outros tipos de armazenamento de


água, somente serão aceitos para efeito de reserva de incêndio se, comprovadamente,
assegurarem uma reserva mínima eficaz e constante.
Bombas de Recalque

As bombas de recalque para alimentação de hidrantes deverá possuir os seguintes


tipos de motores:

- Motor Elétrico (se considerada a necessidade de instalação de motores elétricos, o


circuito de alimentação elétrica do motor deverá ser independente da rede geral, de
forma a permitir o desligamento geral da energia elétrica das instalações)
- Motor a explosão (se considerada a necessidade de instalação de motores a
explosão, o sistema de partida deverá ser automático)

A instalação de uma única Bomba de Recalque, é permitida para locais que contenham
tanques de armazenamento “reservatórios”, com a capacidade máxima de
armazenamento na ordem de 100 m³.

As capacidades das bombas de recalque, em vazão e pressão, deverá ser


dimensionada para manter a demanda do sistema de hidrantes, de acordo com os
critérios estabelecidos pelas normas vigentes de combate a incêndios.
As bombas de recalque dispõem de acionamentos do tipo:

- Automático (no entanto, este tipo de acionamento automático, em uma linha de


bombas, deverá dispor de pelo menos um ponto de acionamento manual, este, de fácil
acesso, com sua localização sendo indicada no projeto)
- Manual (com o auxilio de botoeiras do tipo liga-desliga, acopladas junto a cada
hidrante)

As bombas de recalque deverão ser instaladas em locais, com dimensões adequadas,


que permitam a manutenção de fácil acesso.

As bombas de recalque deverão ser protegidas contra danos mecânicos, intempéries,


agentes químicos, fogo e umidade.
Chuveiros automáticos ("sprinklers")
O sistema de extinção de incêndios por chuveiros automáticos consiste na
distribuição de encanamentos cujos diâmetros diminuem à proporção que se afastam do
equipamento central.
Os bicos, sensíveis ao calor, à fumaça, ou a gases resultantes de um principio
de combustão: são distribuídos pelas instalações industriais.
Automaticamente se abrem, permitindo a passagem do agente extintor, que pode ser
água, gás carbônico ou halogenados.
Embora de alta eficiência, é um sistema com custo de instalação elevado.
Há unidades extintoras individuais, compreendendo o cilindro com o agente extintor e o
bico de abertura automática.

Características do sistema
Consiste na distribuição de canalizações de 4,6,8 ou 10 polegadas, ligados a
um corpo ou central, do qual saem ramificações de tubos, cujos diâmetros vão
diminuindo à medida que se afastam da linha principal. Nessas ramificações são
instalados os bicos de vazão da água, cuja quantidade varia de acordo com o risco a ser
coberto.
O sistema possui válvulas que normalmente permanecem abertas. Estas
devem ser fechadas e o sistema drenado, no caso da ruptura de um ou mais bicos
provocado por acidente. No caso de incêndio, a válvula correspondente á área da sua
ocorrência só poderá ser fechada após a extinção total do mesmo.
Isso pode acontecer mesmo durante um incêndio que tenha atingido grandes
proporções, com danos em parte da rede, com vazamento e perda de água, tão
necessária para o combate. Nessa situação, as válvulas seccionadoras do sistema
devem ser fechadas, isolando-se a parte danificada, continuando o líquido a fluir para os
outros ramos da rede que estará em pleno funcionamento.
Do lado externo do prédio também poderão ser colocadas válvulas de
controle de determinados sistemas, permitindo somente o corte do ramo a que cada
uma delas corresponde.

Tipo bico aberto - Pode ser accionado por sistema remoto, automático ou manual.
É chamado de “cano seco”, pois a água é retirada fora da área a ser protegida.

Tipo bico fechado - É comumente o mais usado; por sua vez, pode ser do tipo fusível
que contém duas peças unidas por uma solda que se funde à temperatura de 74ºc, ou
mais , dependendo do local a ser protegido, ou pode ser do tipo Quartzoid, com bulho de
vidro, que também se rompe a uma temperatura de 74ºC, ou mais.
Dentro do bulho há um líquido que se expande sob a ação do calor,
quebrando-o, libertando a água sobre o bico do sprinklers.

Os bicos de sprinklers têm, na parte inferior, uma rosca de ¾”, através da qual
eles são adaptados de ½”, fechada por um tampão. Da rosca superior saem dois braços,
que se unem na parte inferior por meio de uma chapa recoberta, com a função de
espalhar, em forma de chuveiro, a água que bater de encontro a ela. Ao se derreter a
solda ou romper-se o bulho, a água expele o tampão que a retém e, batendo de
encontro à chapa recortada ou deflector.
Tabela de cores para o tipo quartzoid.
Temperaturas ºC Cor
57 Vermelho
68 Amarelo
79 Verde
93 –141 Azul
182 Preta
204 – 260 preta

Cuidados a serem observados;


a) Os sectores de manutenção devem tomar o máximo cuidado para não pintarem os
bicos durante reformas dos locais onde estão instalados os sistemas. A camada de tinta
alterará o ponto de fusão e dilatação previamente calculados;
b) Em tais ocasiões os bicos devem ser protegidos com pequenos sacos plásticos a
serem retirados ao término da pintura. Esse mesmo cuidado deve ser usado nas cabines
de pintura, onde a tinta poderá provocar uma pulverização que adere facilmente aos bicos;
c) O estudo para a distribuição de um sistema de “sprinkler” deve ser submetido a firma
especializada, que verificará a área a ser protegida nos seus mínimos detalhes, desde o
diâmetro dos encanamentos principais até ao número de bicos necessários a cada
ramificação e a temperatura de funcionamento;
d) É expressamente proibida a colocação de qualquer tipo de enfeites presos às
ramificações dos encanamentos de “sprinklers”, ou ao próprio bicos;
e) Normalmente, o uso do sistema de “sprinkler” obriga a uma reserva de água, de
preferência em tanque elevado, de modo a ser aproveitada a pressão estática no caso de
funcionamento, sendo ideal a pressão mínima de 50 libras, evitando a necessidade do
uso de bomba de recalque. Contudo, há uma tendência atual em substituir os tanques
elevados por tanques subterrâneos, sendo a água bombeada para a rede, desprezando-
se dessa forma, a pressão estática.
A reserva de água deve ser suficiente para o combate a um incêndio, no mínimo, durante
04 horas;
f) O sistema de “sprinkler” possui uma válvula de teste, cuja descarga, quando aberta, é
equivalente à descarga de um bico. O teste é feito normalmente de três meses, por
ocasião da verificação geral no sistema e, de preferência, efetuado por firma
especializada;
g) Devem ser mantidos em stock um certo número de bicos de “sprinklers”, com
diferentes pontos de ruptura , de acordo com os que tiverem sido instalados. Esse
stock é para atender pequenas emergências, no caso de um outro bico entrar em
funcionamento, desarmando o sistema
Instalações Fixas de Espuma
As instalações de espuma compreendem dois grupos:
a) Semi fixas
São instalações montadas em equipamentos ou riscos, que protegem de
maneira permanente, mas, no momento do uso, necessitam ser completadas por
equipamentos móveis para ligá-las às fontes de água e de líquido operador de
espuma;
b) Fixas
São instalações montadas em equipamentos ou riscos, que protegem de
maneira permanente e completa, compreendendo os elementos produtores de
espuma, dosadores de líquido geradores de espuma, canalização de condutores de
água etc. Neste artigo estudaremos as instalações fixas produtoras de espuma.
O sistema fixo deverá ser adequadamente calculado, obedecendo a regras
estabelecidas em normas aceites e especificadas para espuma, como as seguintes da
NFPA:
(1) NR 11 - "Foam Extinguishing Systems"(Sistema de Espuma em Baixa Expansão);
(2) NR 11 - a - "High Expansion Foam Systems", (Instalações de Espuma de Alta
Expansão);
(3) NR 18 - b - "Synthetic Foam And Combined Agente Systems", Instalações de
Espuma Sintética e Agentes Combinados (Espuma e Pó Químico Seco);
(4) NR 16 - "Foam-Water Sprinkler e Spray Systems", (Sistemas Alternativos de
Chuveiros), neblina de espuma ou de água, incluindo sistemas dilúvios com espuma
AFFF.
Seguindo-se sempre as normas para os respectivos projectos, teremos,
após montadas, instalações adequadas, seguras e de alta confiabilidade.
As instalações fixas de espuma são particularmente empregues para a
protecção de tanques de armazenagem, hangares, refinarias, fábricas de produtos
químicos, terminais de armazenagem de produtos inflamáveis, tanques abertos de
produtos inflamáveis instalados no interior de prédios, etc.
As instalações fixas podem ser activadas manual ou automaticamente.
Sabemos que para produção da espuma mecânica são necessárias duas
fases distintas:
(a) Injeção - para formação da solução espumífera:
água + LGE = solução espumífera;
(b) Geração - a solução espumífera + ar = espuma.
Consequentemente, toda instalação de espuma compreende estas duas
fases: na primeira, o concentrado de espuma é introduzido no suprimento de água ou
no fluxo de um encanamento; neste caso, usa-se um doseador-injector; na segunda, a
solução é transformada em espuma: câmara de espuma, esguicho de espuma ou
inundador de espuma.
A primeira das duas fases é irreversível, isto é, a mistura é de carácter
definitivo; a segunda, entretanto, é reversível pois, devido à drenagem e perda do ar,
grande parte da espuma retorna ao estado de solução espumífera; por isso é de
grande importância que os equipamentos sejam de boa procedência e adequadamente
projectados para que a espuma produzida seja de boa qualidade.
As instalações fixas necessitam de mais
dois complementos importantes:

- Um sistema de energia para impulsionar a água e a solução espumífera através das


tubagem, desde uma fonte de alimentação até o ponto de descarga;
- Um meio de dirigir a descarga de espuma até o fogo, que são
os agulhetas lançadoras de espuma, canhões de espuma, descargas dos inundadores,
bicos de descarga nas câmaras de espuma, deflectores, tubos Moeller ou as escadas
cascatas.
Sistema de Iluminação de Emergência:
Alguns pontos que devem ser considerados em um Projeto:
1. Posição das luminárias ou pontos;
2. Posição da central do sistema;
3. Posição da fonte de alimentação;
4. Legenda do sistema.

Os pontos de iluminação de emergência deverão estar distribuídos nas áreas de


riscos, escadas, antecâmaras, acessos, locais de circulação, etc.
Os tipos das luminárias, bem como das suas respectivas potências mínimas deverão
seguir os critérios das normas vigentes.
Poderão ser aceitos os sistemas de iluminação de emergência alimentados por grupo
gerador automatizado.
As fontes de alimentação do sistema de iluminação deverão garantir autonomia
mínima de uma hora.
Abaixo podemos observar a ilustração de alguns
componentes relacionados a iluminação de emergência.
Sistema de Alarme contra Incêndio
Deverão constar no projeto:
1. Posição dos detectores;
2. Posição dos acionadores manuais;
3. Posição dos indicadores sonoros;
4. Posição da central;
5. Posição da fonte de alimentação;
6. Legenda do sistema.
Os sistemas de detecção poderão substituir os chuveiros automáticos nos seguintes casos,
desde que, as dependências abaixo estejam compartimentadas:
1. Central de subestação elétrica;
2. Casa de máquina dos elevadores;
3. Casa de bombas elétricas;
4. Câmaras frigoríficas;
5. Central de ar condicionado.
Abaixo podemos observar a ilustração de alguns componentes
integrantes de alarmes contra incêndio.
Sinalização de Emergência

É obrigatória a sinalização em todas as edificações.

A sinalização terá as seguintes finalidades:


a) orientar as rotas de fuga;
b) identificar os riscos específicos;
c) identificar os equipamentos de combate a incêndios.

Todas as saídas de emergência, incluídas as escadas, rampas, corredores e


acessos, deverão ser adequadamente sinalizadas.

Todas edificações elevadas deverão possuir sinalização suficiente que possibilite a


identificação de cada pavimento.
A sinalização dos equipamentos de combate a incêndios deverá ser da
seguinte forma:
a) vertical: com setas, círculos ou faixas;
b) coluna;
c) solo.
1. A sinalização de solo será obrigatória nos locais destinados
a fabricação, depósito, movimentação de mercadorias, etc.
2. A sinalização de solo será dispensada nos edifícios
destinados a lojas, igrejas, escolas, apartamentos, escritórios.

Para o sistema de proteção por hidrantes serão, ainda, obrigatórios:


a) nas tubulações expostas, pintura na cor vermelha;
b) as portas dos abrigos poderão ser pintadas em outra cor, desde que
estejam devidamente identificadas.
Na seqüência podemos ver algumas placas referentes a
sinalização de emergência.
Apresentação dos processos, para análise
dos sistemas proposto
O processo é a forma pela qual se formalizam os procedimentos relativo às
atividades de proteção contra incêndios nas edificações e instalações.

- Plantas Arquitetônicas
- Detalhamento das Exigências
- Símbolos Gráficos do Sistema de Protação

A elaboração do processo será estabelecida pelo Corpo de Bombeiro.

Outros documentos podem ser solicitados pelo Corpo de Bombeiros:

- Laudos Técnicos
- Especifivcações Técnicas
- etc
Solicitações de Vistorias

Após a execusão do sistema proposto no processo aprovado, será feita Vistoria


pelo Vorpo de Bombeiros.
Na solicitação de vistoria deve contar:

- Pedido de vistoria em impresso próprio;


- Dados para identificar o local a ser vistoriado;
- Cópias das Notas Fiscais de todos os equipamentos comprados
(tubulação para hidrantes, extintores, etc)
- Laudos técnicos de instalações do sistema proposto no projeto;
- Assinatura do profissional especializado;
- Anotações de Responsabilidade Técnica (ART).
Solicitações de Vistorias Parciais

- Não é aceitovistorias parciais se as áreas a serm vistoriadas estão


totalmente construidas;
- Para áreas totalmente construidas, serão aceita as visitorias quando as
edificações forem isoladas entre si e obedeceram os afastamentos mínimos
previstos.

Após a verificação (Vistorias) do sitema de proteção contra incêndio, o Corpo de


Bombeiro expedirá um “Atestado dse Vistoria”.

Esse Atestado de Vistoria tem validade de 2 (dois) anos.

Constatados quaisquer ireegularidades nas medidas de proteção contra incêndios,


previstos nas Especificações, o Corpo de Bombeiros providenciará a suspensão
do Atestado de Vistoria, publicando-a no DIÁRIO OFICIAL do ESTADO.
Simbologia

A Simbologia é muito
utilizada nos projetos de
Proteção contra Incêndios
para localização dos
equipamentos de proteção e
combate a incêndios.
Projeto de Fábrica
Projeto de Fábrica
Projeto de Fábrica
O Corpo de Bombeiros é uma das especializações da:

Polícia Militar do Estado de São Paulo, assim como o


Policiamento Rodoviário, de Trânsito, Florestal e de Mananciais,
Policiamento Preventivo e outros.

Serviços:

prevenção contra incêndios;


combate a incêndios;
salvamentos
resgate de acidentados.

Outros serviços de bombeiro:

Resgate
Programa Bombeiro nas Escolas
Bombeiros Voluntários
Fiscalização de Edificações.
Competências

Basicamente compete ao Corpo de bombeiros:


I – realizar o serviço de extinção de incêndio, simultaneamente com o de Proteção
e Salvamento de vidas e materiais no local do sinistro.

II – realizar o serviço de Busca e Salvamento, prestando socorros em casos de


afogamento, inundação, desabamento, acidentes em geral e nos de catástrofes
ou de calamidade pública.

III – Assessorar a administração pública quanto às medidas que visem a prevenir


a irrupção de incêndio.
Serviços Executados

Através de convênio entre Estado e Municípios sedes de Postos de Bombeiro,


são realizados os seguintes serviços:

•prevenção contra incêndios;


•combate a incêndios;
•salvamentos
•resgate de acidentados,
•outros serviços de bombeiro.

As quatro atividades de destaque são o Resgate, o Programa Bombeiro nas


Escolas, os Bombeiros Voluntários e a Fiscalização de Edificações.
Combate a Incêndios

O combate a incêndios, por parte do serviço público, ocorre quando as medidas de


prevenção falham e os ocupantes da edificação não conseguem extinguí-lo. Na
ocorrência, as fases são desenvolvidas na seguinte ordem:

•salvamento das pessoas em perigo;


•evitar propagação a prédios vizinhos;
•confinar as chamas ao local de início, cada vez mais diminuindo sua área;
•extinção propriamente dita;
•rescaldo.

As atividades de ventilação e proteção de salvados podem ocorrer juntamente com


qualquer uma das fases mencionadas.
Salvamentos

A variedade de atendimentos é muito grande, por exemplo: afogamentos, quedas


em poços, pessoas presas em elevadores, acidentes com mecanismos (prensas,
moendas, etc), acidentes em balancins, desabamentos, soterramentos,
explosões e outras mais.

Outros Serviços de Bombeiros

Todas as ocorrências não citadas acima, onde não há gravidade, nem urgência
no atendimento como lavagem de leito carroçavel (após acidente, derramamento
de óleo etc), trocas de lâmpadas em prédios públicos, extinção/captura de
insetos, captura de animais, corte de árvores e similares.
Análise de Processos de Proteção Contra
Incêndios
Profissionais habilitados apresentam ao Corpo de Bombeiros e submetem à sua
apreciação Processos Simplificados ou projetos constituídos por plantas-baixas,
cortes e fachadas, com a descrição e locação dos sistemas de segurança.
A Prefeitura Municipal somente expede Alvará de Construção, Reforma, Ampliação, ou
Alteração de Ocupação ou de razão social, após apresentação do Projeto aprovado
pelo Corpo de Bombeiros.

Vistorias e Fiscalização
Nas vistorias são verificados os locais tendo como base as Propostas de Proteção
Contra Incêndios apresentadas pelos profissionais e principalmente a execução
conforme as Normas Técnicas Oficiais.
Lembre-se! Todo grande incêndio
começa de um pequeno foco.

Não arrisque sua vida.