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Categorias Fundamentais da Psicologia

Social Latino-americana
Sujeito, linguagem, pensamento, representações sociais,
consciência/alienação, atividade e identidade
Uma nova concepção de sujeito
• “Quase nenhuma ação humana tem por sujeito um indivíduo isolado. O sujeito da ação é
um grupo, um 'Nós', mesmo se a estrutura atuai da sociedade, pelo fenômeno da
reificação, tende a encobrir esse ‘Nós’ e a transformá-lo numa soma de várias
individualidades distintas e fechadas umas às outras. ” Lucien Goldmann, 1947

• Psicologia Social Norte-americana: conhecer o que ocorre “dentro do sujeito” para


explicar sua relação com o mundo: desconsidera a inter-relação superestrutural:
conhecimentos naturalizados: ideologias que reproduzam as relações sociais necessárias
para a manutenção das relações de produção.

• Descreve comportamentos baseados em frequências e tira conclusões de relações


causais;

• Deixa de lado os “comos” e os “por quês”.


Uma nova concepção de sujeito
• “é indiscutível que o reforço aumenta a probabilidade da ocorrência do
comportamento, assim como a punição extingue comportamentos, porém
a questão que se coloca é por que se apreende certas coisas e outras são
extintas, por que objetos são considerados reforçadores e outros
punidores? Em outras palavras, em que condições sociais ocorre a
aprendizagem e o que ela significa no conjunto das relações sociais que
definem concretamente o indivíduo na sociedade em que ele vive”;

• Sujeito: socialmente determinado ou corpo biológico? Visões


reducionistas...

• O sujeito, ao transformar a natureza, transforma a si próprio e a história da


sociedade.
Uma nova concepção de sujeito
• “Se a Psicologia apenas descrever o que -é observado ou enfocar o
Indivíduo como causa e efeito de sua individualidade, ela terá uma
ação conservadora, estatizante — ideológica — quaisquer que sejam
as práticas decorrentes. Se o homem não for visto como produto e
produtor, não só de sua história pessoal mas da história de sua
sociedade, a Psicologia estará apenas reproduzindo as condições
necessárias para impedir a emergência das contradições e a
transformação social”.
Análise Psicossocial
• O ser humano vive em relação com outros seres humanos: a
dicotomia sujeito-sociedade é falsa: desde o seu nascimento (mesmo
antes) o ser humano está inserido em um grupo social;

• As ações do sujeito em grupo (em sociedade) dependem da


linguagem: preexiste ao sujeito como código de símbolos produzidos
historicamente, que ele aprende na relação com os outros;

• Relação entre pensamento-afeto-ação: mediada por significados


(consciência de si e social, indissociáveis);
Análise Psicossocial
• As relações grupais (sociais) são mediadas pelas instituições sociais
(família, escola, trabalho...): mediação ideológica na atribuição de papéis e
representações sociais tidas como adequadas, corretas, esperadas...

• A consciência da reprodução ideológica dos papéis e representações sociais


permite aos sujeitos se conscientizarem das condições históricas e culturais
da formação de suas identidades e de seus pequenos grupos;

• Se o processo de construção de si é grupal (ocorre com todos os membros


da sociedade) pode-se pensar numa conscientização coletiva da relação
“pensamento, linguagem, ação: ideologias”.

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