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Mulher – um pouco de história

Até bem pouco as mulheres não


possuíam direitos, assim como o de
votar (24/02/1932) ERA VARGAS e
ser votada; estudar; trabalhar fora, e
nem mesmo reivindicar a igualdade
desses direitos.
Preparadas para cuidar da casa e de seus filho;
- a responsabilidade da formação familiar e
- cuidar da subsistência do homem, como: alimentação, a fiação, e a tecelagem, ainda
sofriam agressões em seus lares por parte de seus companheiros e, não havia, de
certa forma quem “as salvasse”, pois, tais agressões partiram dos costumes de uma
sociedade patriarcal .

Ainda hoje sofremos a força de seus resquícios apesar das leis que foram criadas no
intuito de proteger a mulher da violência doméstica e do Feminicídio.

Segundo Perrot (1998, p. 9-10), essa separação dos papéis e tarefas entre homens e
mulheres no seio das famílias, fizeram com que o homem fosse enaltecido e a mulher,
menosprezada, com o papel apenas de obedecer ao marido, sem questionamentos,
Criada para a família E afazeres domésticos, ser mãe e dona de casa,

seria benéfico para a sociedade inteira, enquanto os homens ocupam posições


especiais, sendo considerado o cristal da sociedade governada por eles, e assim
dispostos a delegar às mulheres as questões cotidianas e menos importante. Essa
visão naturalista permaneceu latente até O FIM do século XVIII determinado que o
homem era superior à mulher, considerando seu “dono”. Inclusive as atividades
consideradas mais nobres como a filosofia, a política e a arte eram entregues nas mãos
dos homens.
(ISSN 2175-9553 v. 16, n. 24/25, janeiro a dezembro de 2015 Revista On-line do
CESED – Centro de Ensino Superior e Desenvolvimento.)

“É Essa ideologia de gênero, construída culturalmente, legitima a dominação


masculina e a submissão feminina, perpetuando a violência praticada contra as
mulheres que, em muitas situações, chegam a se extremar através do feminicídio.

Diferenciação dos sexos:


desde a Grécia Antiga - era algo normal até para as mulheres que não tinham
direitos jurídicos, não recebiam educação formal, não podiam de aparecer em
público sozinhas, eram confinadas em suas casas em um aposento particular
(Gineceu), enquanto aos homens, tinham muitos direitos, como Vrissimtzis (2002,
p. 38) em “Roma as mulheres nunca foram consideradas cidadãs e, portanto, não
podiam exercer cargos públicos” (Funari, 2002). A exclusão da mulher não era
apenas social, jurídica e política elas eram colocadas no mesmo nível que as
crianças e os escravos.
Segundo Beauvoir (p.16),
os homens se orgulhavam de serem homens e as mulheres se
conformavam em terem nascido mulheres. Sua identidade era apenas a
função de procriação.

“Em toda parte e em qualquer época, os homens exibiram a satisfação que


tiveram de se sentirem os reis da criação.

"Bendito seja Deus nosso Senhor e o Senhor de todos os mundos por não
me ter feito mulher", dizem os judeus nas suas preces matinais, enquanto
suas esposas murmuram com resignação: "Bendito seja o Senhor que me
criou segundo a sua vontade". BEVOUAR, p.16. apud Poulain de Ia Barre,
Sec. XVII (PULEO, 2004, p. 14).
A história ainda traz o drama da culpa imputada à figura feminina pelos
pecados dos homens, a ela atribuída toda culpa da humanidade, e que
despertava no “oposto”, sensações desconhecidas. O mundo machista a
transformou na figura de “Eva”, a mulher satânica que fez Adão pecar, por
isso se as subjugassem ou se as matassem, essa seria uma forma de
“extinguir” o pecado
cometendo os mais bárbaros delitos contra a
mulher, e que hoje são definidos como delitos
nos códigos penais, nas Constituições e tão
recentemente amparados pela Lei 11.340 (Lei
Maria da Penha), além de conectar-se ao Artigo
121 o CP, mais uma qualificadora e a lei
13.104/2015, Lei do feminicídio, criada na
tentativa de proteger a mulher de uma
submissão construída historicamente, esculpida
no inconsciente coletivo.
Em razão disso fez-se necessário a criação de leis e tratados de proteção à mulher,
como fica estabelecido através da convenção de Belém do Pará em seu art. 3º.:

“Toda mulher tem direito a uma vida sem violência, tanto no âmbito público como no
privado.” O artigo 4º. Reafirma os direitos à vida, a integridade física, psíquica e moral,
à liberdade, à segurança pessoal de não ser submetida a torturas, de respeito à
dignidade da pessoa e que se proteja a sua família, à igualdade de proteção perante a
lei e da lei, direito à liberdade de associação, de professar uma religião e as suas
próprias crenças, ter igualdade de acesso ás funções públicas de seu país e a participar
nos assuntos políticos (incluindo a tomada de decisões). Já o artigo 5º. Reconhece que
a violência contra a mulher impede e anula o exercício desses direitos.” No artigo 6º.
Afirma que a mulher tem direito de ser livre de violência, dentre outros: O direito da
mulher de ser livre de toda forma de discriminação, bem como o direito de toda
mulher de ser valorizada e educada livre de padrões estereotipados de
comportamentos e práticas sociais e culturas baseadas em conceito de inferioridade ou
subordinação.”(CONVENÇÃO DO BELÉM DO PARÁ, Art. 3º.)
Os direitos humanos reconhecem valores e direitos elencados nos Tratados
internacionais dos quais o Brasil é signatário de todos acordos internacionais que
asseguram de forma direita ou indireta os direitos das mulheres, com a eliminação de
todas as formas de discriminação de violência baseada no gênero.

Os direitos fundamentais advieram do esforço nacional de inserir os direitos humanos


na ordem positivada pátria (Silvio Mota e Willian Douglas, 2004, p.73).
já houve muitos avanços há mulheres em sua luta pelo empoderamento, e os
movimentos feministas formalizaram através de suas lutas e atuação das mulheres
tanto na sociedade quanto no mercado de trabalho, de que a desigualdade de gênero
não pode pautar em pressupostos biológicos para que um se submeta ao outro.

Maria Berenice Dias (2012, p.21) a autora bem ilustra o papel da denominação do
homem sobre a mulher no meio social, nos casos em que há a destruição da autoestima
feminina no que tange a sua forma de ser e de se expressar, sendo que se, destruindo
essa autoestima, através de críticas constantes, poderiam assumir para sempre o posto
de liderança sobre as mulheres:
“O homem não odeia a mulher, odeia-se a si mesmo. Quer submeter a mulher
à sua vontade. Assim, busca destruir sua autoestima. Criticas constantes levam
a mulher a acreditar que tudo que faz é errado. A alegação de que ela não tem
bom desempenho sexual resulta no afastamento da intimidade e surge a
ameaça do abandono (DIAS, 2012, p. 21).”
da entende, não sabe se vestir, nem se comportar socialmente. É induzida a
acreditar que não tem capacidade para administrar a casa e nem de QUE NÃO
SABE cuidar dos filhos.
A DIFERENÇA DE GÊNEROS

A expressão “gênero” foi introduzida na convenção de Belém do Pará (Decreto


1973, de 01/08/1996),

esclarece que o conceito de violência de gênero contra a mulher é


qualquer ato ou conduta que se baseia no gênero. Sendo uma desigualdade
justificada por setores conservadores religiosos, políticos e até mesmo
científicos, pautados pela diferença biológica entre homens e mulheres. E que
tais diferenças sociais não só eram essenciais como não se podia evitar.
Olympe de Gougesque Birman (2001, p. 79), foi uma defensora da democracia e dos
direitos das mulheres. Escreveu a obra Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã,
em setembro de 1791. Nesse escrito desafiou a conduta injusta da autoridade
masculina e da relação homem-mulher que foi expressada na Declaração dos Direitos
do Homem e do Cidadão durante a Revolução Francesa.

Tal personagem foi o mais perfeito exemplo de que a igualdade a quem os franceses se
referiam, era uma igualdade para bem poucos, pois se destinava apenas aos homens da
classe burguesa. Olympe era escritora, feminista atuante e revolucionária na França nos
tempos da revolução, chegando a ter seu direito de fala silenciado, ao publicar seu
artigo, no qual reivindicava a abolição do julgo masculino sobre o feminino. O resultado
foi que em 03 de novembro de 1793, a escritora foi guilhotinada, acusada de querer
igualar-se ao homem, traindo a sua condição de mulher.
O sofrimento masculino - MISOGENIA

Para Simone de Beauvoir, essa forma de arrogância em relação à mulher,


parece mais com um sofrimento que o e agressivo ao colocar em risco sua
virilidade. E quando há uma facilidade de não se intimidarem com seus
semelhantes, é porque há uma disposição de reconhecer na mulher um
semelhante.
O que é Violência

O que é violência? A violência tem se tornado algo banal, e tem até sido aceita
como algo natural onde o ser humano convive com o seu igual, mas a violência
não é apenas sinônimo de agressão física contra o indivíduo, seu corpo ou seus
bens; é algo que vai se evidenciando sutilmente, chegando ao ponto de até ser
considerada condições de normalidade onde existirem vida humana, mas
segundo o Relatório Mundial sobre violência tal atitude pode ser assim
definida:.

A violência é definida como o uso intencional de força física ou de poder, real


ou através de ameaça contra si, contra outra pessoa, contra um grupo de
indivíduos ou ainda uma comunidade, resultando na lesão, morte, dano
psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação de qualquer ordem.
(Organização Mundial de Saúde (2002, s.p.), define ao ato da violência
doméstica - Relatório Mundial sobre a Violência)
DIFERENÇA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E VIOLÊNCIA DE GÊNERO

A Violência Doméstica: É aquela que acontece no âmbito da casa e pode


ocorrer entre homens e mulheres, pais/mães e filhos/as e entre jovens e
idosos, etc. a violência contra a mulher significa agressão psicológica, física,
sexual e pode se dar em espaço privado ou público, com pessoa que a vítima
se relaciona ou se relacionou afetivamente.

Em virtude do elevado índice dessa modalidade no espaço privado passou a


ser conhecida como violência doméstica, mas trataremos apenas da violência
entre homem e mulher que tenham relacionamento íntimo, ainda que não
partilhando do mesmo domicílio.
Já a Violência de gênero: Diz respeito aos papéis sociais impostos a homens e
mulheres, reforçados por culturas patriarcais, que estabelecem relações de violência
entre os sexos e não as diferenças entre os homens e as mulheres que determinam o
emprego da violência contra a mulher.

A violência contra a mulher apresenta uma construção histórica de preconceito


relacionado ao gênero, classe e raça/etnia e suas relações de poder, assim recebe as
mais diversas definições e classificações, conforme definição da lei 11.343/06, Maria
da Penha, em seu artigo 5°. que define a violência pode como qualquer conduta que
cause ou passível de causar morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à
mulher - tanto na esfera privada quanto na pública, baseada no gênero.

A lei serve para todas as pessoas que se identificam com o sexo feminino,
heterossexuais e homossexuais. Isto quer dizer que as mulheres transexuais também
estão incluídas.
Igualmente, a vítima precisa estar em situação de vulnerabilidade em relação ao
agressor. Este não precisa ser necessariamente o marido ou companheiro: pode ser
um parente ou uma pessoa do seu convívio.
A LEI MARIA DA PENHA

A lei 11.340/06, conhecida como Lei Maria da penha, foi criado com o
intuito de coibir e prevenir a violência doméstica na tentativa de eliminar
as formas de violência doméstica contra a mulher. Sendo uma exigência
constitucional do artigo 226, § 30 8º, que teve a seguinte descrição:

“O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos


que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de
suas relações. Corrobora para tal elaboração os direitos internacionais
dentre estes o realizado na cidade do México, com a denominação de “I
Conferência Mundial sobre a Mulher, no ano de 1985, que ficou
conhecido como o ano internacional da mulher”. Dessa convenção surge
outra a denominada “Convenção a Eliminação de todas as formas de
Descriminação contra as Mulheres”.
O dispositivo legal foi decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo
expresidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006 sendo
de suma importância para coibir as agressões contra a mulher, bem como
aumentar o rigor das punições das agressões contra a mulher quando
ocorridas no âmbito doméstico ou familiar, entrando em vigor no dia 22 de
setembro de 2006, e, apesar de toda divulgação da mídi, no dia 22 de
setembro, no dia seguinte de sua vigência, o primeiro agressor foi preso, no
Rio de Janeiro, após agredir e tentar estrangular a ex-esposa.

A lei Maria da Penha foi recepcionada pela ONU em 18 de dezembro de


1979, a qual passou a viger no dia 3 de setembro de 1981 sendo considerada
pela Organização das Nações Unidas como umas das três melhores do
mundo no enfrentamento da violência doméstica contra as mulheres.
OUTRAS CONVENÇÕES SOBRE A VIOLENCIA DOMÉSTICA

- a I conferência mundial sobe a mulher, na cidade de Copenhagne (Dinamarca), em


1980, a segunda em 1985, na cidade de Wairóbi (Quénia) e ainda a conferência que
tornaria a violência contra a mulher uma espécie de violação aos direitos humanos,
realizada em Viena (Áustria) em 1993.

- no Brasil foi realizada pela Organização dos Estados Americanos, a conhecida


“convenção de Belém do Pará, no ano de 1994”, que passou a fazer parte do
ordenamento jurídico do Brasil pelo decreto 1.973/06, passando a tratar qualquer tipo
de violência doméstica contra a mulher um caso de saúde pública, conforme consta em
seu artigo 1°.:

A criação da lei se deu em virtude do fato ocorrido em 29 de maio de 1983, na cidade de


Fortaleza, que consta que a farmacêutica Maria da Penha, é a história real de Rosana
Peixeira da Penha, e ficou conhecido como o caso no. 12.051/OEA, enquanto dormia, foi
atingida por disparo de espingarda desferido por seu próprio marido. Por força desse
disparo, que atingiu a vítima em sua coluna, Maria da Penha ficou paraplégica.
Porém, as agressões não cessaram. Uma semana depois, a vítima sofreu nova
violência por parte de seu então marido, tendo recebido uma descarga
elétrica enquanto se banhava. O agressor foi denunciado em 28 de setembro
de 1984. Devido a sucessivos recursos e apelos, sua prisão ocorreu somente
em setembro de 2002, sendo punido depois de 19 anos de julgamento e ficou
apenas dois anos em regime fechado. Por essa lentidão da justiça brasileira e
pela violação dos direitos humanos a Comissão Interamericana de Direitos
Humanos, o órgão publicou o relatório 54/2001, com o seguinte teor: “A
ineficácia judicial, a impunidade e a impossibilidade de a vítima obter uma
reparação mostra a falta de cumprimento do compromisso assumido pelo
Brasil de reagir adequadamente ante a violência doméstica.”
A lei Maria da Penha que não era de maneira tão rigorosa, haja vista que ao
agressor era aplicada penas alternativas, isto é, pagavam-se penas através de
cestas básicas para instituições ou ainda através de trabalhos em asilos,
abrigos, quartéis, etc. Sendo que o agressor recebia o mesmo tratamento
dos procedimentos de pequenas causas.
Atualmente a Lei Maria da Penha proíbe em seu art. 66 a inaplicabilidade da
lei 9.099, em que proibe o pg de cestas básicas, e antes, sendo necessário
que a mulher deveria representar contra o autor, o STF sumulou que todos
os crimes cometidos no seio da família e que seria tratado como violencia
domestica, não mais seria crime passível de represntação, e sim delito de
ação pública incondicinada à representação da vítima.
Não é uma lei que se restringe a apenas uma agressão física, mas é uma lei que
vem resguardar o direito da Mulher de não ser espancada, violentada ou morta
por seus companheiros, e os quais responde pelos crimes não específicos, fato
em que houve a necessidade de se criar tal lei, pois se trata de uma classe
vulnerável que ainda hoje tentam calar por uma subsmissão criada ao longo da
história, baseados em pensamentos ultrapassados com relação ao valor da
mulher, e até hoje colocando sobre seus ombros o jugo pesado do desvalor e de
um voz ignorada pela maioria dos homens.
AS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA

A lei 11.340 ainda trouxe medidas integradas de prevenção contra a


violência à mulher, bem como as Medidas protetivas de urgência em que o
agressor fica proibido de se aproximar da vítima ou agredida por uma
extensão média de 300 metros, fixados pelo Juiz em que o agressor não
poderá aproximar da vítima, bem como de seus familiares ou manter
contato por quaisquer meios de comunicação.
Essa legislação de combate à violência doméstica, foi um projeto apresentado em
2013, que ficou conhecido como o projeto de lei do senado, sendo então responsável
a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foi criada para investigar o
enfrentamento da violência contra a mulher, sendo também responsável por apurar
as denúncias de omissões pelo poder público que deixasse de aplicar os mecanismos
instituídos em lei para proteção da mulher em situação de violência.
A LEI DO FEMINICIDIO

No ano 2015, ligada à lei 11340, criou-se outra lei, sendo inserida na legislação
penal brasileira como a lei do Feminicídio – Lei 13.340/2015 que inseriu no artigo
121 do Código Penal, no parágrafo 2º. IV a qualificadora para o crime de
Feminicídio, passando a constituir crime de homicídio qualificado, o homicídio
praticado contra mulheres em razão do gênero, O FEMINICIDIO.
Da Violência Psíquica e suas Consequências

A violência que mais deixa marcas é a violência psicológica, em que o homem


diariamente conduz sua agressão para a “psiquê” feminina, deixando rastros profundos,
marcas que dificilmente a fará retornar a sua condição anterior à agressão psicológica, e
a somatização dessa agressão pode aparecer como sintomatologia de várias doenças,
como a depressão, problemas mentais e etc. O que também pode levar a mulher, por
medo, e por baixa autoestima a ir morar nas ruas, à drogadição e o alcoolismo, além
da ansiedade e do medo de retornar à casa e até mesmo ao suicídio. Uma das
consequências mais proeminentes na violência contra a mulher é o transtorno de
estresse pós-traumático que pode resultar na “esquiva de todo o estímulo associado à
experiência traumática, revivência do trauma, sonhos, aumento da ansiedade ou
entorpecimento emocional. Outras podem sofrer disfunções sexuais, problemas
musculares ou ósseos, dores crônicas e distúrbios funcionais, dores de cabeça,
desordens gastrointestinais e problemas menstruais.
A violência psicológica, geralmente ocorre por meio de insultos, ameaças, gritos,
destruição de pertences, dentre outros.

As crianãs qe faz parte de lares com vioencias: surte conduta violenta, de


personalidade, de transtorno de aprendizagem. E tbm tenta o suicídio.
- Neurose e psicoses.

A violência doméstica oferece um alto custo econômico ao poder público,

segundo dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento


e conforme menciona Geneva (2003) A cada cinco dias um dia é de ausência no
trabalho no mundo, e é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de
seus lares.

A cada cinco anos, a mulher perde um ano de vida saudável caso sofra violência
doméstica.

O estupro e a violência doméstica são motivos de incapacidade e morte de


mulheres em idade produtiva.
- no Brasil o qto serio. Hj quase 600 são violentadas, e 200 estrupadas, 1, 6 milheos
foram espancadas e sofreram tentativa de estrangulamento.

Dentre as capitais brasileiras, Campo Grande foi considerada a mais violenta, com
110 registros, seguida por Brasília com 60, e do Rio de Janeiro com 59 casos para
cada 100 mil mulheres (BRASIL, 2015). No Rio de Janeiro, por exemplo, em 2015, 420
mulheres foram vítimas de homicídio doloso e 781 foram vítimas de tentativa de
homicídio (MELLO, 2015, p. 6), apesar da vigência de legislação protetiva, da
implantação, desde 1985, das delegacias especializadas e dos juizados especiais de
proteção às mulheres.

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito instaurada pelo Congresso Nacional


evidencia que 40,6% das vítimas de agressões sofrem há pelo menos 10 anos com o
problema, sendo que em 58,6% dos casos a violência é diária.

Não é só agressão fisica, exite a violência psicolog, moral, fianceira ou econonimica


trazendo consequências na saúde menta da mulher.
Como exemplo de feminicídio, podemos citar o caso “Angela Diniz”, ocorrido
em outubro de 1979, apesar de ainda se tratar como Homicidio – previsto no
art. 121 do Código Penal. Tal delito ocasionou, pela primeira vez, manifestações
contra a impunidade de homens que assassinavam suas mulheres. Além de
que, Angela Diniz passou de vítima a “culpada” por "denegrir os bons
costumes" e "ter vivido de forma desregrada". Assim como ocorre na maioria
das vezes, em que há essa transferência da culpa da morte da vítima à própria
vítima, em razão do alegado pelo autor de a vítima ter despertado o ciúme e a
raiva no agressor ou réu.
A Tificação do Feminicídio

A lei do Feminicídio - Lei 13.104/2015 foi criada em 9 de março de 2015. Com


a criação dessa lei, ao artigo 121, § 2° do Código Penal, teve como complemento o
inciso VI, através do qual o legislador torna hediondo o crime praticado contra as
mulheres por razão da condição de gênero. O feminicídio abrange desde o abuso
emocional até o abuso físico ou sexual. As penas podem variar de 12 anos a 30 anos
de prisão
O Feminicídio é considerado pela Comissão Parlamentar de Inquérito como sendo
a última instância de controle do homem sobre a mulher, isto é: O controle da
vida e da morte, em que o homem tem na figura feminina a afirmação irrestrita de
posse e também de objeto, se cometido por parceiro ou ex parceiro, além da
subjugação da intimidade e sexualidade da mulher, por meio da violência sexual,
mutilação ou desfiguração do corpo da mulher, além de tortura ou tratamento
cruel e degradante associada ao assassinato se o fator determinante for a
condição de gênero