FACULDADE CIÊNCIAS DA VIDA INTERDISCIPLINAR 2010

COMPONENTES
ARIANE CORDEIRO CARLOS VINÍCIUS LUCIANA GOMES KARINA AMORIM WASLAN OLIVEIRA ORIENTADORA: ANA PAULA PIMENTA

QUALIDADE DE VIDA EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

Qualidade de vida é uma noção eminentemente humana, que tem sido aproximada ao grau de satisfação encontrado na vida familiar, amorosa, social e ambiente, e pressupõe a capacidade de efetuar uma síntese cultural de todos os elementos que determinada sociedade considera seu padrão de conforto e bembemestar; estar;
MINAYO, HARTZ & BUSS (2000)

O crescimento da população de idosos é um fenômeno mundial.
Os números mostram que, atualmente, uma em cada dez pessoas tem 60 anos de idade ou mais e, para 2050, estima-se que 2050, estimaa relação será de uma para cinco em todo o mundo. mundo.

GRÁFICO DEMONSTRATIVO
BILHÕES

População Mundial de Idosos acima de 60 anos

As conseqüências do crescente número de idosos implicam em aumento das demandas sociais, e passam a representar um grande desafio político, social e econômico. econômico.
(Chaimowicz & Greco, 1999) 1999)

Frente a esse processo de transição demográfica em ritmo acelerado e a deficiente inclusão dos idosos na sociedade, ocorre o aumento da demanda por instituições de longa permanência para idosos. idosos.

Os novos arranjos familiares reduzem a perspectiva de envelhecimento em um ambiente familiar seguro, por estas não possuírem condições financeiras de prover as necessidades dos idosos e/ou não haver disponibilidade de um de seus membros lhes acompanharem, além do preconceito, estigma e repulsa que a velhice causa, mesmo dentro da própria família. família.
(Morais M, 1998).

A institucionalização, muitas vezes, propicia o isolamento e privação social dos idosos, freqüentemente a piora do seu estado geral de saúde, ou então, surge como uma nova oportunidade na vida, trazendo resultados benéficos para seu bem estar biopsicossocial. biopsicossocial.
(Carvalho VFC;1996). VFC;1996)

O Estatuto do Idoso impõem alguns artigos a serem seguidos pelas instituições como: como:
Preservação dos vínculos familiares. familiares. Observância dos direitos e garantias dos idosos. idosos. Oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitalidade; habitalidade; Proporcionar cuidados à saúde, conforme a necessidade do idoso; idoso; Promover atividades educacionais, esportivas, culturais e de lazer;

Grau de satisfação do idoso
Os idosos possuem percepções diferenciadas quando relacionados ao grau de satisfação. satisfação. Alguns consideram como se sentissem em casa, possuindo alimentação, proteção, moradia e atenção, também encontram pessoas para conversar e construir novas amizades, além de receber atendimento médico e de enfermagem. enfermagem.

Outros por sua vez, se sentem esquecidos pelos amigos e principalmente pela família, insatisfeitos, assemelham a instituição a uma mistura de hospital psiquiátrico com jardim de infância, indignam-se que por muitas indignamvezes são tratados como crianças e, além disso, refere-se que ali seria um dos locais referedisponíveis para se terminar de viver. viver.

Papel do enfermeiro
A atuação do enfermeiro junto ao idoso deve estar centrada na educação para a saúde, no "cuidar" tendo como base o conhecimento do processo de senescência e senilidade e no retorno a sua capacidade funcional para a realização das suas atividades, com objetivo de atender às suas necessidades básicas e alcançar sua independência e felicidade. felicidade.
(CAMPEDELLI, 1983).

A qualidade de vida na terceira idade transcreve sentimentos vividos e refletidos ao longo da história de vida. vida. Consiste num estado limiar e dinâmico de saúde/doença, em torno de um equilíbrio sólido, não alterando sentidos básicos do ser humano, não afetando princípios fundamentais da moralidade e bem estar social. É o reconhecimento de limitações social. individuais e respectiva compreensão do seu impacto na sociedade, um amadurecimento do estado de prazer e felicidade, é o ³ser´, ³ter´ e o ³estar´ do sentimento primoroso. primoroso.

Referências
Aires, M; Paz, AA.; Perosa, C.T. O grau de dependência e características de pessoas idosas institucionalizadas. Revista Bras. De ciências do Envelhecimento Humano, Passo fundo, 79-9179-91jul./dez.2006. Aires, M; Paz, AA.; Perosa, C.T. O grau de dependência e características de pessoas idosas institucionalizadas. Revista Bras. De ciências do Envelhecimento Humano, Passo fundo, 79-9179-91jul./dez.2006. Born, T. & Boechat, N.S. (2006). A qualidade dos cuidados ao idoso Institucionalizado. In: Freitas, E.; Py, L.; Cançado, F.; Doll, J. & Gorzoni, M. (Orgs.), Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Gerontologia. Janeiro: Guanabara Koogan. BORN, T. Cuidado ao idoso em instituição. In: PAPALÉO NETTO, M. (Org.) Gerontologia: a velhice e o envelhecimento em visão globalizada. São Paulo: Atheneu, 1996. p.403-14. p.403Chaimowicz, F. & Greco, D. B. (1999). Dinâmica da institucionalização de idosos em Belo Horizonte, Brasil. Revista de Saúde Pública, 33 (5), 454-60. Pública, 454DUARTE, M. J. R. S. Autocuidado para a qualidade de Vida. In: CALDAS, C. P. (Org.) A saúde do idoso: a arte de cuidar. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 1998. p.17-34. p.17Hayflick L. Como e porque envelhecemos.RJ;1996. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo Demográfico 2000. Rio de Janeiro (RJ): Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 2000 MINAYO,M.C. O desafio do conhecimento: Pesquisa Qualitativa em saúde. saúde. PEREZ, E.A. Enfermeira gerontologica: conceptos para la practica, Organizacion Panamericana de la Salud, 1993. RAMOS, L.R. O país do futuro não pensa no futuro, Gerontologia. v.3 n.1 p.52-54, 1995 p.52-

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