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Prof.

Dra Danielle Ayr Tavares de Almeida


Disciplina: Fisiopatologia e Farmacoterapia
Curso de Farmácia
SISTEMA DIGESTÓRIO
• O sistema digestório ou
trato gastrointestinal
(TGI) consiste em:
▫ Boca
▫ Esôfago
▫ Estômago
▫ Intestino delgado
▫ Intestino grosso
▫ Estruturas associadas
SISTEMA DIGESTÓRIO
FUNÇÕES:
1. Ingestão
2. Mastigação Alimentos

3. Digestão
4. Absorção
5. Eliminação de resíduos
Diferentes Estruturas
Funções Modificadas e
Especializadas
TUBO DIGESTÓRIO
ESTÔMAGO
 Órgão exócrino e endócrino que digere os alimentos e secreta
hormônios
 É uma dilatação do tubo digestivo onde o bolo alimentar é
processado até formar um fluido viscoso – quimo
 Digestão do alimento – ácido clorídrico, pepsina, lipase gástrica, e
produção de hormônios (gastrina, grelina, etc)
 Três regiões com estruturas histológicas diferentes:
• Cárdia
• Fundo
• Corpo
• Antro/Piloro
Zona cárdia ANATOMIA DO ESTÔMAGO

Zona
Zona Gástrica
Pilórica Tipos de
células
•parietal
•principal
•secretoras
de muco
REGULAÇÃO DA SECREÇÃO
GÁSTRICA
Principais estímulos que atuam sobre as células
parietais:
• Gastrina
• Acetilcolina
• Histamina
• As prostaglandinas E2 e I2 inibem a secreção
gástrica
PRODUÇÃO DE HCL PELAS
CÉLULAS PARIETAIS
• Estímulos para secreção do HCL:
 Cefálico (pensamento, cheiro, visão)
Impulsos parassimpáticos – acetilcolina – célula parietal
Gástrico (presença de alimento no estômago)
Gastrina e histamina – célula parietal
 Intestinal (presença de alimento no intestino delgado)
Gastrina – células parietais
• A ligação de qualquer destes sinalizadores nos
receptores da célula parietal inicia a síntese e liberação
de HCL para os canalículos da célula.
Mastócitos
Glândulas Histamina
Gástricas
Inibidores
H-2

ATP cAMP

Ca++ Ca++

Energia
K+

Bomba
H+/K+ ATPase
H+
REGULAÇÃO DA SECREÇÃO GÁSTRICA
Gastrite
Doença inflamatória que se caracteriza
por acometimento da camada de
tecido mais superficial que reveste o
estômago, a mucosa gástrica.
• Essa inflamação desenvolve-se como
uma resposta normal do organismo
quando ocorre uma agressão à sua
integridade
• A agressão que desencadeia o
processo pode ser aguda ou crônica
e, de acordo com seus tipos, podemos
classificar as diversas formas de Imagem: Chronic gastritis induced by helicobacter
gastrite pylori infection / Med Chaos / Public Domain.
Úlcera
É o nome genérico dado a
quaisquer lesões
superficiais em tecido
cutâneo ou mucoso,
popularmente
denominadas feridas.

Nessas lesões, ocorre a


ruptura do epitélio, de Imagem: Gastric ulcer / Ed Uthman, MD / Public Domain.
modo a haver exposição de
tecidos mais profundos à
área rota.
Úlcera péptica
A mucosa estomacal
pode enfraquecer
devido à:

• Produção excessiva de suco


gástrico decorrente de
estresse emocional,
alcoolismo e uso de AINEs
• Bactéria Helicobacter pylori
também esta fortemente
associada a produção de
úlceras pépticas
Úlcera péptica
Infecção na Desequilíbrio
mucosa: entre:
Úlceras pépticas
Ocorrem
• Principalmente no duodeno, no estômago
e na porção inferior do esôfago.
• Quando uma úlcera se aprofunda e atinge
a camada muscular há lesão de vasos
sanguíneos, o que provoca hemorragias.
• A lesão pode perfurar toda a parede do
tubo digestivo (a úlcera perfurada),
através da qual, bactérias podem atingir a
Imagem: Endoscopic image of deep gastric
ulcer in the gastric antrum / Samir / Creative

cavidade abdominal, causando inflamação Commons - Atribuição - Partilha nos Mesmos


Termos 3.0 Não Adaptada

da membrana que envolve as vísceras, o


peritônio (peritonite), podendo levar à
morte.
Antagonistas dos
receptores H2 de
Histamina

Inibidores da Bomba
de Prótons
Fármacos utilizados
para inibir ou
neutralizar a secreção
de ácido gástrico
Antiácidos

Protetores de mucosa
gástrica
Antagonistas dos receptores H2
Ação: Bloqueiam receptores H2 inibindo
competitivamente a ação da histamina bem
como a secreção gástrica.
• Ranitidina
• Nizatidina
• Famotidina

Uso Clínico: ulceras pépticas, gástricas ou


duodenais; esofagite de refluxo e
hemorragias gastrintestinais.Cimetidina
Antagonistas dos receptores H2
Aspectos farmacocinéticos:

• Bem absorvidos por v.o.


• cimetidina e ranitidina – (2x dia)
preparações IM e EV
• famotidina e nizatidina – (1x
dia)
Antagonistas dos receptores H2
EFEITOS INDESEJADOS:

• Raros
• Diarréia, tontura, dores musculares,
erupções cutâneas transitórias e
hipergastrinemia.
• Cimetidina – pode provocar ginecomastia
em homens por afinidade moderada em
receptores androgênios.
Mastócitos
Glândulas Histamina
Gástricas
Inibidores
H-2

ATP cAMP

Ca++ Ca++

Energia
K+

Bomba
H+/K+ ATPase
H+
Inibidores da Bomba de Prótons

Ação: são inibidores irreversíveis da bomba de


protons .
• Omeprazol
• Lansoprazol
• Pantoprazol
• Rabeprazol

Uso Clínico: ulceras pépticas, esofagite de refluxo,


infecção por Helicobacter pylori, síndrome de
Zollinger- Ellison.
Inibidores da Bomba de Prótons
Omeprazol – inibidor irreversível da
H+/K+-ATPase (bomba de prótons).
• Acumula-se preferencialmente em áreas de
pH muito baixo, nos canalículos secretórios
das cels parietais gástricas – efeito específico
sobre essas cels.

Lansoprazol e pantoprazol
Inibidores da Bomba de Prótons

Aspectos farmacocinéticos:

• Adm VO –
• Dose diária – efeito prolongado
2-3 dias devido ao acúmulo nos
canalículos.
Inibidores da Bomba de Prótons
Efeitos indesejáveis:

• Cefaléia, diarréia (às vezes graves)


• Erupções cutâneas
• Tonteiras, sonolência e confusão
mental
• Ginecomastia
• Dor nos músculos e nas articulações
Mastócitos
Glândulas Histamina
Gástricas
Inibidores
H-2

ATP cAMP

Ca++ Ca++

Energia
K+

Bomba
H+/K+ ATPase
H+
Antiácidos

Ação: Atuam ao neutralizar o ácido gástrico,


elevando o pH.
• Agem diretamente na mucosa gastrintestinal
neutralizando o HCl e inibindo a atividade péptica através
da inibição da pepsina.

Uso Clínico: hiperacidez, refluxo


gastroesofágico, gastrite, úlcera péptica,
hérnia de hiato, hiperfosfatemia.
Antiácidos

Sais de magnésio – provocam diarréia.

Sais de alumínio – provocam


constipação

Útil a utilização da mistura destes sais


Antiácidos
Principais preparações:
• Hidróxido de alumínio (não produz alcalose
sistêmica)
• Trissilicato de magnésio
• Gel de hidróxido de alumínio
• Bicarbonato de sódio (provoca alcalose,
provoca eructação e estimula a secreção de
gastrina  secundária da secreção)
Protetores da mucosa gástrica
Quelatos de bismuto
• utilizado em esquemas de combinação no
tratamento da infecção por H. pylori, reveste a
base da úlcera, adsorve a pepsina, potencializa a
síntese local de prostaglandinas e estimula a
secreção de bicarbonato.
Sucralfato (Al(OH)3 + sacarose sulfatada

Misoprostol (análogo estável da PGE1)


Tratamento da Infecção por H. pylori

Terapia combinada:
• Antibióticos e um inibidor da
bomba de prótons
VÔMITO
Contrações vigorosas da
musculatura abdominal e
do estômago que fazem o
conteúdo estomacal subir
pelo esôfago (daí o gosto
ácido que é sentido).

Em geral, isso ocorre em


resposta à uma ingesta
exagerada de alimento ou à
ingestão de alimentos Imagem: Unknown master / Aspetti di vita quotidiana,
estragados. vomito,Taccuino Sanitatis, Ca, XIV century / Domínio
Público.
VÔMITO
Pode constituir uma
valiosa resposta
fisiológica pode
É precedido de: salvar a vida à
• Náusea sensação de ingestão de uma
enjôo ou vômito substância tóxica
iminente
(ex. Álcool)
• Ânsia de vômito
contração repetida dos
músculos abdominiais
com ou sem expulsão do
vômito
VÔMITO
O vômito pode ser deflagrado por:

• Substâncias químicas no sangue


• Impulsos neuronais do trato GI, labirinto e SNC.
• Estimulação das terminações sensoriais vagais na
faringe.
• Vários estímulos para os nervos sensitivos do coração e
vísceras. útero, rim.testículos.
• Elevação da pressão intracraniana.
• Fatores endócrinos –gravidez
• Enxaqueca
• Cinetose
Antagonistas
dos receptores
H1

Antagonistas
muscarínicos

Fármacos que Antagonistas


Agentes
atuam sobre o dos receptores
Antieméticos
vômito D2

Esteróides

Antagonistas
da serotonina
AGENTES ANTIEMÉTICOS
Diferentes agentes para condições
diferentes

Utilização:
• Tem importância particular como adjuvantes na
quimioterapia do câncer combater a náusea e os
vômitos provocados por numerosos agentes
citotóxicos (quase insuportáveis)
• Enjôo matinal da gravidez com precaução
• Cinetose
ANTAGONISTAS
RECEPTORES H1
• Efetivos na prevenção da cinetose e nos distúrbios
vestibulares, mas podem ter alguma ação no
controle efeito de 4 horas.
• Cinarizina menor atividade sedativa
• Prometazina
• Difenidramina mais usadas como antialérgico
mas podem ser usadas em distúrbio do labirinto
possuem atividade sedativa.
• Dimenidrinato possuem efeitos sedativos.
ANTAGONISTAS
RECEPTORES D2

• Clorpromazina: neurolépticas
(tranqüilizantes)  são úteis contra o vômito
causado por quimioterápicos.
• Metoclopramida e domperidona: bastante
potentes: podem causar reações extrapiramidais
como agitação, galactorréia, sedação leve.
ANTAGONISTAS
RECEPTORES RECEPTORES DA
MUSCARÍNICOS SEROTONINA
• Hioscina ou • Ondansetrona:
Escopolamina usado no vômito
mais usada para induzido por drogas
prevenção 1 hora citotóxicas
antes.
• Efetivos na prevenção
da cinetose e nos
distúrbios
vestibulares.
CANABIÓIDES
NALBIDOLONA E DRONABINOL

• Derivados sintéticos do canabiol


• Diminuem os vômitos causados por
agentes que estimulam o centro do
vômito
Laxativos
formadores de
massa e laxativos
osmóticos

Purgativos
Emolientes Fecais
(Laxativos)

Drogas que
Purgativos
aumentam a
(laxativos)
motilidade
estimulantes)
gastrintestinal
Fármacos que
atuam sobre a
motilidade do Agentes
TGI antimotilidade
Agentes
Antidiarréicos
Adosrventes
Agentes
Antiespasmódicos
CONSTIPAÇÃO OU OBSTIPAÇÃO INTESTINAL
(ou prisão de ventre)

A massa fecal se
resseca, devido a sua
permanência
Os movimentos prolongada no
peristálticos estão intestino grosso,
diminuídos, sendo a dificultando a
causa mais frequente defecação.
a alimentação
inadequada, com
poucas fibras
vegetais.
Imagem: Clip-art do Power Point.
CONSTIPAÇÃO OU OBSTIPAÇÃO INTESTINAL
(ou prisão de ventre)

É definida como evacuação dolorosa e


insatisfatória
• Varia de indivíduo para indivíduo de
acordo com a idade, dieta e outros
fatores.
• O tratamento adequado depende de
conhecimento prévio de sua
fisiopatologia e etiologia.
CONSTIPAÇÃO OU OBSTIPAÇÃO INTESTINAL
(ou prisão de ventre)

CAUSAS GASTRINTESTINAIS DE OBSTIPAÇÃO


• Obstrução
• Aganglionose
• Esclerose sistêmica
• Megarreto ou megacólon
• Miopatias do esfíncter anal
• Prolapso
• Úlcera retal
• Intolerância alimentar
CONSTIPAÇÃO OU OBSTIPAÇÃO INTESTINAL
(ou prisão de ventre)

CAUSAS SISTÊMICAS E
PSICOLÓGICAS DE OBSTIPAÇÃO
• Hábitos de vida
• Fatores externos como medicamentos
• Endócrinos e metábolitos
• Neurológicos
• Psicológicos
Laxativos Formadores de Massa ou
Incremetadores do Bolo FecaL
FIBRAS
• Fibras dietéticas, polocarbofila cálcica (fibras sintéticas).

Mecanismo de ação
• Ligam-se à àgua na luz colônica, aumentando o volume fecal e
diminuindo sua consistência.
Favorecem o crescimento bacteriano, aumentando
ainda mais o bolo fecal.
Laxativos Formadores de Massa ou
Incremetadores do Bolo FecaL
FIBRAS

• Usos clínicos:
• Indicado para pacientes que estejam no início
da doença.
• Recomenda-se o aumento da ingesta de fibras
para 20-25 g por dia.
• Devem ser ingeridos com quantidades
razoáveis de água (250 ML).
Laxativos Osmóticos

Hidróxido de magnésio, Citrato de magnésio e


Fosfato de sódio
• Os laxantes osmóticos são classificados em dois grupos:
laxantes salinos e carboidratos não-solúveis.

Mecanismo de ação:
• São mau absorvidas, provocando um estímulo importante
à secreção intraluminal de água, tentando manter a
isotonicidade do plasma.
• Acelera o trânsito intestinal aumentando o bolo fecal.
Laxativos Osmóticos

Usos Clínicos

• Indicados em casos de obstipação mais graves,


quando a ingestão de fibras não teve eficácia.
• As doses laxativas indicadas são de 15-40mL
de hidróxido de magnésio em suspensão e
150-300mL de citrato de magnésio.
• Os carboidratos não-absorvíveis são indicados
doses de 10g ao dia ou 500mL de suspensão.
Laxativos Estimulantes

Fenolfataleína, bisacordil e antraquinonas


• Podem ser classificados de acordo com sua
natureza química em derivados do difenilmetano
(fenolftaleína e bisacodil) e antraquinonas (como
sene e cáscara).
Mecanismo de ação:
• Estimula diretamente o plexo mioentérico,
aumentando a motilidade intestinal.
Laxativos Estimulantes
Domperidona:
• Antiemético que aumenta a motilidade GI por mecanismos
desconhecido.
Metoclopramida:
• Antiemético que estimula a motilidade gástrica causando
acentuada aceleração do esvaziamento gástrico.
Cisaprida:
• Sua ação baseia-se no estímulo à liberação de acetilcolina no plexo
mioentérico.
• A estimulação dos receptores de 5-HT aumenta os movimentos
peristálticos intestinais
FÁRMACOS QUE AUMENTAM A
MOTILIDADE GASTRINTESTINAL
Usos Clínicos

• A fenolftaleína é usada nas doses de 30-


200mg em adultos e 15-60mg em crianças.
• O bisacodil é usado nas doses de 10-15 mg
em adultos e 5-10mg em crianças.
• A dose dos laxantes antraquinonas variam
de acordo com a apresentação: fruto, extrato
seco, extrato fluído e pó.
(6).

Diarréia
Processo de eliminação rápida do
conteúdo intestinal devido à infecções,
nervosismo ou alergias.
• Ocorre eliminação de fezes várias vezes em um curto
intervalo de tempo, devido ao aumento dos
movimentos peristálticos intestinai
• Com a transito intestinal muito acelerado, não há
tempo para absorção da água, fazendo com que as
fezes sejam liquefeitas.
• O trânsito intestinal acelerado não dá o tempo
necessário à absorção normal da água, resultando
em fezes aquosas, podendo levar à desidratação e
perda excessiva de água e sais minerais
AGENTES ANTIDIARRÉICOS
Adsorventes
• Promovem Retenção Osmótica de Água e Eletrólitos
na Luz Intestinal
• Salicilato de bismuto
• Mecanismos/Ações: Adsorvem toxinas produzidas
por bactérias e outros irritantes do TGI
• Indicações: Darréia; Profilaxia para a diarréia do
viajante.
• Contra Indicações: Sensibilidade á aspirina;
Potencializa anticoagulantes orais e hipoglicêmicos.
AGENTES ANTIDIARRÉICOS

Adsorventes
• Caolin/Pectina
• Mecanismos/Ações: Adsorventes e protetor;
• Indicações: Diarréia
• Efeitos Indesejáveis: Podem aumentar a perda de K+
ou interferir com a absorção de drogas e nutrientes.
• Contra Indicações: Lesões intestinais obstrutivas,
crianças com menos de 3 anos de idade.
• Interações medicamentosas: Diminui a absorção de
muitas drogas.
AGENTES ANTIDIARRÉICOS
Adsorventes
• Colestiramina
• Mecanismos/Ações: Absorve sais biliares (que
causam diarréia) e a toxina C. difficile.
• Indicações: Diarréia causada por C. difficile ou
ácidos biliares.
• Efeitos Indesejáveis: Constipação
• Interações medicamentosas: Diminui a absorção de
muitas drogas
AGENTES ANTIDIARRÉICOS
Agentes Antimotilidade
• Os principais agentes farmacológicos que reduzem a motilidade são
os opiáceos e os antagonistas dos receptores muscarínicos
• Difenoxilato e Atropina
• Mecanismos/Ações: O difenixilato é um agonista nos receptores de
opiáceos no GI e a Atropina bloqueia os receptores muscarínicos.
Ambas as ações inibem o peristaltismo.
• Outros agentes:
• Loperamida
• Tintura de Òpio Inibem o peristaltismo
• Paregórico
• Codeína
AGENTES ANTIDIARRÉICOS
Agentes Antiespasmódicos
• As drogas que reduzem o espasmo são:
• Propantelina e Diciclomina
• Mecanismos/Ações: São antagonistas dos receptores
muscarínicos.
• Diminuem o espasmo ao inibir a atividade parassimpática.
• Efeitos Indesejáveis: boca seca, visão embaraçada, pele seca,
taquicardia, dificuldade em urinar.
• Mebeverina: derivado da reserpina, exerce ação relaxante
direta sobre o músculo liso gastrintestinal. Os efeitos
indesejáveis são poucos.
DOENÇAS INTESTINAIS INFLAMATÓRIAS
CRÔNICAS
Colite ulcerativa e
Doença de Crohn;
• O tratamento pode
ter vários objetivos:
• Alívio dos sintomas;
• Indução da remissão;
• Prevenção de recidivas;
• Cicatrização de fístulas;
• Evitar cirurgias de
urgência.
DOENÇAS INTESTINAIS INFLAMATÓRIAS
CRÔNICAS
TRATAMENTO
• 5-aminossalicilatos
• Sulfassalazina  desdobrada no cólon 
sulfapiridina e ác. 5-aminossalicílico  inibe
leucotrienos e anticorpos, remove radicais
livres.
• Efeitos colaterais: febre e mal-estar, náuseas,
vômitos, cefaléias, desconforto epigástrico e
diarréia.
• Dose: 4g 4x/dia;
DOENÇAS INTESTINAIS INFLAMATÓRIAS
CRÔNICAS
TRATAMENTO
• Glicocorticóides
• Casos moderados e graves da doença. Ex:
Predinisona
• Efeitos colaterais: aumento do apetite e do peso,
edema, insônia, psicose, acne, osteoporose,
catarata, atrofia de pele, estrias, diabetes,
hipertensão, glaucoma e pancreatite aguda.
• Via oral ou intravenosa  5 dias após o tratamento.
• Dose: 40mg 1x/dia.
DOENÇAS INTESTINAIS INFLAMATÓRIAS
CRÔNICAS
TRATAMENTO
• Derivados da tioguanina
• 6-mercaptopurina
• Azatioprina
• Inibem a atividade de linfócitos T e B, células NK.
• Efeitos colaterais:
• Alérgicos: febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor
abdominal, hepatite e pancreatite.
• Não alérgicos: depressão medular, infecções,
alterações de enzimas hepéticas e neoplasia
COLELITÍASE INDUZIDA POR COLESTEROL

Um dos constituintes da bile


é o colesterol, substância
insolúvel em água, mas que,
combinada aos sais biliares,
A função da vesícula biliar é forma pequenos agregados
de armazenar a bile solúveis.
produzida pelo fígado. • Em certas condições, no entanto, o
• A bile é uma substância formada por colesterol pode se tornar insolúvel,
uma parte hídrica e outra de sais formando pequenos grãos no
biliares, cuja função é ajudar na interior da vesícula biliar; são os
digestão das gorduras ingeridas. cálculos vesiculares (as "pedras na
vesícula").
COLELITÍASE INDUZIDA POR
COLESTEROL

Colecistopatia calculosa
(cálculo de vesícula
biliar)
• É a presença de material sólido
e móvel no interior da vesícula
biliar, material este formado
pela precipitação e
cristalização dos sais biliares Imagem: Emmanuelm at en.wikipedia / Creative Commons
Attribution 3.0 Unported.
encontrados na bile, que é
armazenada pela vesícula
biliar.
COLELITÍASE INDUZIDA POR COLESTEROL
Os cálculos podem bloquear a saída da
bile ou percorrer o conduto biliar,
causando sensações dolorosas.

A concentração de colesterol na bile


depende da quantidade de lipídios na
dieta.

Pessoas que se alimentam de comida


muito gordurosa têm maiores chances
de desenvolver pedras na vesícula biliar
Fármacos utilizados no
tratamento da colelitíase
induzida por colesterol

Fármacos que afetam o Sistema


Biliar

Fármacos que afetam o espasmo


biliar
FÁRMACOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DA
COLELITÍASE INDUZIDA POR COLESTEROL

Ácido quenodesoxicólico (CDCA) e Ácido


ursodesoxicólico (UDCA)
• Dissolvem os cálculos biliares de colesterol não-
calcificados

Uso clínico:
• Apropriados em pacientes selecionados com cálculos
biliares cirurgia é o tratamento preferido na maioria dos
casos
FÁRMACOS QUE AFETAM O ESPASMO BILIAR
Cólica biliar passagem de cálculos biliares através do
ducto biliar (dor intensa)
• Necessário um alívio imediato

Tratamento:
• Morfina alivia efetivamente a dor (pode provocar elevação da
pressão no ducto biliar)
• Buprenorfina preferível
• Petidina ação semelhante (porém relaxa outros músculos lisos)
• Atropina utilizada para alívio do espasmo biliar (ação
antiespasmódica)
• Nitatros podem produzir acentuada queda da pressão intrabiliar
(aliviando o espasmo biliar)