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CAUTELAR EM ESPÉCIE

PROFESSOR ELTON ASSIS


2017
CAUTELAR EM ESPÉCIE
• Pergunta-se: existem cautelares satisfativas?
• A busca e apreensão com cunho cognitivo
• Da medida liminar
• Liminar de natureza cautelar no processo de conhecimento?
• Liminar em processo cautelar?
• É fundado em certeza do juíz?
CARACTERÍSTICAS DAS CAUTELARES
• Características dos processos cautelares:
• Acessoriedade sem natureza satisfativa
• Autonomia, nova relação processual
• Urgência
• Sumariedade da cognição
• Provisoriedade Necessidade de ser substituída por decisão definitiva
• Revogabillidade
• Tutela cautelar liminar/sentença de improcedência
• Inexistência de coisa julgada material?
• Fungibilidade
ARRESTO
• Arresto executivo: incidente da execução. Requer a localização dos
bens e não do devedor.
• cautelar: serve para garantir futura execução
• Natureza cautelar: plausibilidade do direito, a verossimilhança quanto
ao crédito, perigo de prejuízo de que o devedor se torne insolvente
inviabilizando a execução.
• Preparatório ou incidental, pressupõe divida em dinheiro.
• Obrigação de entrega de coisa, fazer ou não fazer não cabe arresto, só
se converter em perdas e danos.
ARRESTO
• A função das cautelares propriamente ditas é primordialmente
proteger um bem jurídico em perigo, trazendo sempre em seu bojo
uma tutela de urgência, garantindo a proteção do bem jurídico para
futura decisão judicial definitiva.
• Os requisitos para a concessão da tutela cautelar são o periculum in
mora e o fumus boni iuris, aproximando-se dos casos de tutela
antecipada, instituto com o qual há ampla fungibilidade, sempre de
mão dupla, sendo também as medidas cautelares fungíveis entre si,
sempre se atentando para tutela adequada do bem jurídico em
questão, independentemente de pedido específico da parte.
ARRESTO
• Requisitos
• Perigo do prejuízo irreparável
• Bens que não podem ser arrestados, segue a regra da penhora (art.
833);
• Ordem para penhora (art. 835)
• Procedimento do arresto (art. 816 CPC/73)
• Extinção do arresto (art. 309)
SEQUESTRO
• Cabimento
• Requisitos
• Procedimento.
SEQUESTRO
• medida cautelar de constrição de bens determinados e específicos,
discutidos em processo judicial, que correm o risco de perecer ou de
danificar-se.
SEQUESTRO
• No arresto, o risco diz respeito a uma futura execução por quantia,
em que o interesse do credor não está voltado para um bem
determinado, mas para bens de valor econômico que garantam a
dívida; já no sequestro, o perigo é ligado a uma futura execução para
entrega de coisa certa, em que determinado bem, objeto do litígio,
corre risco de perecer ou ser danificado. O sequestro não tem
relação com uma dívida em dinheiro, mas com um litígio sobre
determinado bem.
SEQUESTRO
• pontos comuns: tanto no arresto como no sequestro há uma
constrição de bens, entregues ao depositário encarregado de
preservá-los ou para uma futura expropriação e conversão em
dinheiro, no primeiro; ou para futura entrega ao autor, no segundo.
• Ambas são providências cautelares, condicionadas à demonstração
do fumus boni juris e do periculum in mora.
• O sequestro pode recair tanto sobre bens móveis quanto imóveis.
• NÃO SERÁ CONVERTIDO EM PENHORA!
SEQUESTRO
• Requisitos:
• Art. 822/73. O juiz, a requerimento da parte, pode decretar o sequestro:
• I - de bens móveis, semoventes ou imóveis, quando lhes for disputada a
propriedade ou a posse, havendo fundado receio de rixas ou danificações;
• II - dos frutos e rendimentos do imóvel reivindicando, se o réu, depois de
condenado por sentença ainda sujeita a recurso, os dissipar;
• III - dos bens do casal, nas ações de desquite e de anulação de casamento,
se o cônjuge os estiver dilapidando;
• IV - nos demais casos expressos em lei.
SEQUESTRO
• Procedimento:
• Art. 824/73. Incumbe ao juiz nomear o depositário dos bens
sequestrados. A escolha poderá, todavia, recair:
• I - em pessoa indicada, de comum acordo, pelas partes;
• II - em uma das partes, desde que ofereça maiores garantias e preste
caução idônea.
Arrolamento de bens
• É medida cautelar que se funda no receio de extravio ou de
dissipação de bens.
• Consiste na sua enumeração, para que se possam conhecer quais
aqueles que integravam o patrimônio da parte contrária no momento
em que a medida foi requerida, e na sua entrega a um depositário,
que zelará pela sua conservação.
Arrolamento de bens
• Difere do sequestro, porque neste não se busca enumerá-los. Mas
preservar apenas um bem determinado, que é objeto de litígio entre
as partes. Buscam-se a conservação e preservação de um bem
específico, objeto da disputa entre os litigantes, indicado na inicial.
Arrolamento de bens
• Ex: Se duas pessoas litigam sobre a propriedade ou posse de um bem,
e uma delas teme que a outra desapareça com ele, ou não o conserve
adequadamente, deve requerer o sequestro; se um credor percebe
que seu devedor está dilapidando o seu patrimônio, de maneira tal
que esteja em risco de tornar-se insolvente, deve postular o arresto.
Arrolamento de bens
• Mas, se um herdeiro teme que o inventariante se desfaça
indevidamente de qualquer bem da herança, ou se um dos cônjuges,
durante a separação, quer que fique retratado o patrimônio comum
para uma futura partilha, e que os bens sejam preservados, a medida
adequada será o arrolamento.
• É possível requerê-lo todos aqueles que tenham interesse na
conservação dos bens, o que pode resultar de direito já constituído
ou que deva ser declarado em ação própria.
• Ver o art. 133 do CC
Arrolamento de bens
• Do Arrolamento de Bens (Artigos 855 a 860 CPC/73)
CONCEITO

• Arresto: O arresto é uma medida cautelar nominada, expressa no


Código de Processo Civil, que visa assegurar a viabilidade de uma
futura execução, garantindo a existência de bens do devedor, que
possam satisfazer uma provável penhora.
CONCEITO
• SEQUESTRO:
• Na lição de HUMBERTO THEODORO JÚNIOR o sequestro consiste na apreensão de bem
determinado, objeto do litígio, para lhe assegurar entrega, de bom estado, ao que vencer a
causa(1).
• Segundo MACEDO DE CAMPOS, o sequestro é a temporária apreensão e guarda da coisa para
garantir sua entrega a alguém, depois que o juiz tenha conhecido suficientemente a situação
ocorrida. O mesmo autor arremata mencionando que supõe sempre uma controvérsia sobre a
coisa.(2)
• Conforme PINTO FERREIRA, o sequestro é a apreensão judicial de bens imóveis, semoventes e
móveis, tal como no arresto(3), diferenciando-se deste último porque os bens a serem
apreendidos devem ser litigiosos(4).
• OVÍDIO BAPTISTA DA SILVA conceitua traz o seguinte conceito:
• /.../ medida cautelar consistente na apreensão judicial de coisa determinada, e sua entrega a
depositário, de modo a impedir que a mesma seja subtraída, ou alienada fraudulentamente,
destruída ou danificada por quem a detenha, em prejuízo do direito de propriedade ou posse do
requerente.
CONCEITO
• CAUÇÃO:
• FRAN MARTINS conceitua caução como “garantia, pessoal ou real,
que alguém dá a outrem para se prevenir de iminente, provável
ou possível lesão, dano ou prejuízo, que seja de recear nos seus
direitos”.
• Importante: a garantia e a preventividade.
• Caução cautelar
• Caução em negócio jurídico
• Real e fidejussória?
CONCEITO
• BUSCA E APREENSÃO:
• Procedimento cautelar específico, destinado à busca e apreensão de
pessoas ou coisas, do poder de quem a detenha ilegalmente, a fim de
que a mesma seja guardada até que o juiz decida a quem deve a
mesma ser entregue em definitivo.

• Cautelar e Satisfativa
CONCEITO
• EXIBIÇÃO:
• Exibir, na definição de Ulpiano, "é trazer a público, submeter à faculdade de ver e tocar. Tirar a
coisa do segredo em que se encontra, em mãos do possuidor.
• Corrêa Teles, em 1880, dizia competir a ação de exibição a quem tiver interesse em ser-lhe
mostrada alguma cousa, contra quem a tiver em seu poder.
• Segundo Luiz Rodrigues Wambier, "a ação de exibição é aquela por meio da qual o autor objetiva
conhecer e fiscalizar determinada coisa ou documento".
• Para Antônio Cláudio da Costa Machado, exibição, no artigo 844, do Código de Processo Civil, é a
medida, a ação e o procedimento cautelar, cuja finalidade é a ordem judicial no sentido de que
uma coisa seja trazida a público, isto é, submetida a faculdade de ver e tocar (também reproduzir)
do requerente.
• Conforme Luiz Fux, "o dever de colaborar com a justiça pertine às partes e aos terceiros. Como
consectário, todo e qualquer documento de interesse para o desate da causa deve ser exibido em
juízo, voluntariamente ou coactamente. A forma compulsória de revelação do documento nos
autos denomina-se exibição de documento ou coisa, através do qual o juiz "ordena que se
proceda a exibição."
CONCEITO
• PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS:
• A medida foi desvinculada do requisito da urgência ou de uma
necessária demanda judicial principal (preparatória ou incidental).
Consagrou-se, com isso, um direito autônomo à prova, em que a
parte pode se valer da medida probatória autônoma, além da
hipótese de urgência, como forma de evitar o litígio ou de conhecer
melhor os fatos para propor futura e eventual demanda melhor
instruída.

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