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ENERGIA SOLAR

FOTOVOLTAICA

TÉRMICA

IFBA Disciplina: Geração de Energia Elétrica Prof. Durval de Almeida Souza, Ph.D.
ENERGIA SOLAR
1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR

Características da Radiação Solar


• Intermitência

• Dispersão

• Depende da:
Climatologia
Latitude
Altitude

• Espectro
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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR

• Irradiância solar (I)


 Energia incidente por unidade de
tempo (potência) sobre a unidade de
superfície (W/m2)

• Irradiação ou Radiação solar (H)


 Energia incidente sobre a unidade de
superfície (J/m2) ou (Wh/m2) obtida
integrando la irradiância durante un
certo período de tempo
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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR

Constante Solar:
Irradiância espectral proveniente do sol que incide sobre a unidade
de superfície exposta perpendicularmente aos raios solares fora da
atmosfera terrestre à distância mínima entre a Terra e o Sol

“Constante solar é o total de energia que atingue o limite superior


da atmosfera na superficie de 1 cm², perpendicularmente aos raios
solares e durante um minuto. Expressa-se em calorias e tem o valor
médio de 1,96 cal/cm²/min, ou 1367,5 W/m².” Wikipédia
Último valor adotado pela “Comission for Instruments and Methods of Observation in
World Meteorological Organization” em 1981.

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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR

Nem toda radiação solar chega à superfície terrestre

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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR

Componentes da radiação solar


• Radiação direta (HD)
 Provem diretamente do sol sem sofrer modificações
 Apresenta uma só direção de incidência.
 Pode-se concentrar
• Radiação difusa (Hd)
 Provem da abóboda celeste. Ao atravessar a camada
atmosférica, a radiação do sol sofre mudanças de
direção pelas reflexões e refrações produzidas
 Não apresenta uma direção principal de incidência.
 Não se pode concentrar

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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR

Componentes da radiação solar


• Radiação refletida (Hr)
 Provem da reflexão produzida pelo solo ou outros
elementos que rodeiam a superfície
 Não apresenta uma direção principal de incidência
 Não se pode concentrar
 O coeficiente de reflexividade = albedo (a)
Exemplo:
Neve recém caida a=0,9
Solo limpo (un) a=0,15-0,25
Mar no inverno a=0,1
• Radiação GLOBAL (HG) = HD+Hd+Hr
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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR

A posição angular do Sol, ao meio dia solar, em relação


ao plano do Equador (Norte positivo) é chamada de
Declinação Solar (δ). Este ângulo varia, de acordo com
o dia do ano, dentro dos seguintes limites:
-23,45º    23,45o

A soma da declinação com a latitude local determina a


trajetória do movimento aparente do Sol para um
determinado dia em uma dada localidade na Terra.

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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR

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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR

Espectro (Irradiância espectral)

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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR

"Massa de Ar" (AM)


• Longitude da trajetória a través da atmósfera terrestre
atravesada pelo raio de sol direto, expressado como
múltiplo da trajetória percorrida até um ponto ao nível do
mar com o sol diretamente em cima. (adimensional)

• Calcula-se como AM = P/Po (1/senø)


• Onde P é a pressão do ar local (Pa)
• Po é 1,013 x 105 Pa (1,013 bar)
• ø é o ângulo de elevação solar
• AM é igual a 1 ao nível do mar com um céu sem nuvens
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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR
Trajetória dos raios de Sol na atmosfera e definição do coeficiente AM

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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR
Trajetória Solar

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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR
Trajetória Solar

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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR
Trajetória Solar ao Longo do Dia

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1 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE ENERGIA SOLAR
Projeção Estereográfica Cilíndrica

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2 – SOLARIMETRIA E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
Piranômetros
Os piranômetros medem a radiação global. Este instrumento caracteriza-
se pelo uso de uma termopilha que mede a diferença de temperatura
entre duas superfícies, uma pintada de preto e outra pintada de branco
igualmente iluminadas. A expansão sofrida pelas superfícies provoca um
diferencial de potencial que, ao ser medida, mostra o valor instantâneo da
energia solar.
Um outro modelo bem interessante de piranômetro é aquele que utiliza
uma célula fotovoltaica de silício monocristalino para coletar medidas
solarimétrias. Pelas características da célula fotovoltaica, este aparelho
apresenta limitações quando apresenta sensibilidade em apenas 60% da
radiação solar incidente.
Existem piranômetros de primeira (2% de precisão) e também de segunda
classe (5% de precisão).
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2 – SOLARIMETRIA E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
Piranômetros

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2 – SOLARIMETRIA E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
Piranômetros

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2 – SOLARIMETRIA E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO

Pireliômetros
Os pireliômetros são instrumentos que medem a radiação
direta. Ele se caracteriza por apresentar uma pequena
abertura de forma a “visualizar” apenas o disco solar e a
região vizinha denominada circunsolar. O instrumento
segue o movimento solar onde é constantemente ajustado
para focalizar melhor a região do sensor.
Apresentam precisão na faixa de 0,5% quando
adequadamente utilizados para medições.

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2 – SOLARIMETRIA E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
Pireliômetros

Pireliômetros de Cavidade Absoluta

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2 – SOLARIMETRIA E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
Pireliômetros

Pireliômetros de Incidência Normal

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2 – SOLARIMETRIA E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO

Heliógrafo
Instrumento que registra a duração do brilho solar. A
radiação solar é focalizada por uma esfera de cristal de 10
cm de diâmetro sobre uma fita que, pela ação da radiação
é energrecida. O cumprimento desta fita exposta a
radiação solar mede o número de horas de insolação.

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2 – SOLARIMETRIA E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO

Heliógrafo Capbell-Stokes

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2 – SOLARIMETRIA E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO

Actinógrafo
Instrumento usado para medir a radiação global. Este
instrumento é composto de sensores baseados na
expansão diferencial de um par bimetálico. Os sensores
são conectados a uma pena que, quando de suas
expansão, registram o valor instantâneo da radiação solar.
Sua precisão encontra-se na faixa de 15 a 20% e é
considerado um instumento de terceira classe.

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2 – SOLARIMETRIA E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO

Actinógrafo Robitzsch-Fuess

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Efeito Fotovoltaico
• Produção de uma tensão contínua por absorção da luz.
• Conversão direta não térmica da energia radiante em
electricidade.

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Corte transversal de uma célula folovoltaica

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Materiales
• Tecnologia dominante na atualidade:
Si cristalino (89,5%)
• Tecnologias de camada fina (espesura: 1-5micras)
Si amorfo
Policristalino de camada fina
CdTe
CuInSe2
Otros (GaAs, GaAlAs, GaInAsP, InAs, InSb)

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

• Silício Monocristalino: material de silício


caracterizado por uma disposição ordenada e
periódica de átomo, de forma que só tem uma
orientação cristalina, quer dizer, todos os átomos estão
dispostos simetricamente. sc-Si (single crystal)

• Silício policristalino: silício depositado sobre outro


substrato, com uma camada de 10-30 micrômetros e
tamanho de grão entre 1 micrômtero e 1 mm

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

• Multicristalino: cristais maiores que 1 mm.

• Silício microcristalino: grãos menores que 1


micrômetro

• Silício amorfo: composto hidrogenado de silício,


não cristalino, depositado sobre outra substância
com uma espessura da ordem de 1 micrômetro.
am-Si, ou am-Si:H
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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Silício monocristalino
• Todos os átomos estão perfeitamente ordenados. No processo de
cristalização os átomos se dispõem na mesma ordem. Apresentam
uma cor azulada escura e com um certo brilho metálico

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Silício policristalino
As direções de alinhamento vão mudando a cada
determinado tempo durante o processo de deposição.

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Silício policristalino

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Silício amorfo
Não existe estrutura cristalina ordenada, e o silício é depositado
sobre um suporte transparente em forma de uma capa fina.
Apresentam uma cor marron e cinza escuro.

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Eficiências
• Comerciais:
Si monocristalino: 14-15%
Si policristalino: 6-9%
Si amorfo: 5-6%
Camada fina: 6-9%
• Laboratório:
Si monocristalino: 24% a 28,3%
Si policristalino: 18.6%
Capa fina: 15%
Tandem (multiunião): 34.2 % (GaAs/GaSb C=100)
Orgânicos: 1%

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Módulos Fotovoltaicos: Conexão de células em paralelo

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Módulos Fotovoltaicos: Conexão de células em série

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Módulos Fotovoltaicos: Possível ligação para um diodo bypass
entre células

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Módulos Fotovoltaicos: Diodo de bloqueio

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Características elétricas dos módulos fotovoltaicos

• Voltagem de Circuito Aberto (Voc)


• Corrente de Curto Circuito (Isc)

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Características elétricas dos módulos fotovoltaicos

• Potência Máxima (Pm)


• Voltagem de Potência Máxima (Vmp)

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Características elétricas dos módulos fotovoltaicos

• Corrente de Potência Máxima (Imp)

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Fatores que afetam as características elétricas dos módulos

Efeito causado pela variação de


intensidade luminosa

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
Fatores que afetam as características elétricas dos módulos

Efeito causado pela temperatura


na célula.

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Componentes de um sistema fotovoltaico

Configuração básica de um sistema fotovoltaico

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Sistemas Isolados

Diagrama de sistemas fotovoltaicos


em função da carga utilizada

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Sistemas Híbridos

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3 – ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

Sistemas Interligados à Rede

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3 – ENERGIA E
VANTAGENS SOLAR FOTOVOLTAICA
INCONVENIENTES
VANTAGENS
• Limpa. Não há combustão e, desta forma, não produz
chuva ácida, efeito estufa ...
• Silenciosa.
• Gratuita.
• Descentralizada. Evita-se postes etc.
• Não altera os aquíferos nem o solo.
INCONVENIENTES
• Elevado preço
• Grande volume de baterias para armazenar e assegurar a
autonômia da instalação.
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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.1 - Introdução

Radiação Solar Direta Os sistemas termosolares de


CONCENTRADOR
concentração (STC) se baseam na
Radiação Solar transformação da componente direta
Concentrada
da radiação solar em energia térmica
RECEPTOR de alta temperatura e esta energia
Calor
térmica em eletricidade e/ou calor.
Calor Residual
CICLO
TERMODINÂMICO
Em todos os casos se empregam
Energia Mecânica
 concentradores baseados em
Energia Elétrica
espelhos ou em lentes.

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.1 - Introdução

ESTADO ATUAL DA TECNOLOGIA

Concentradores Discos Concentradores Receptor


Cilíndricos Parabólicos Lineares de Central de
Parabólicos Fresnel Torre

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.2 – Concentradores ciclíndricos parabólicos

São concentradores de foco linear com seguimento em um só eixo


e potências por campo unitário de várias dezenas de MW.

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.2 – Concentradores ciclíndricos parabólicos

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.2 – Concentradores ciclíndricos parabólicos

Configuração das Filas

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.2 – Concentradores ciclíndricos parabólicos
►Principais benefícios: é uma tecnologia madura e preparada para ser
instalada a nível comercial. As primeiras plantas CCP forão instaladas nos
EEUU desde princípios dos anos 80.

►Requisitos
As variáveis que devem ser analisadas na hora de planejar uma instalação
são:
 A orografia: Terreno extremamente plano.
 O clima (número de dias de sol e radiação solar).
 Disponibilidade de água.
 Conexão próxima a uma subestação elétrica para poder injetar à
rede a energia elétrica produzida.

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.2 – Concentradores ciclíndricos parabólicos

►Balanço de Energia: comparação com os coletores planos

 A eficiência óptica destes coletores é sempre inferior


à dos coletores planos devido que a forma da parábola nunca
é perfeita e a refletividade dos espelhos é sempre menor que
100%
 As perdas térmicas do receptor se reduzem
consideravelmente devido à pequena superfície do
absorvente.
 Quando se opera acima dos 100 0C, os CCP tem uma
eficiência superior a dos coletores planos.
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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.2 – Concentradores ciclíndricos parabólicos

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.2 – Concentradores ciclíndricos parabólicos

CENTRAL TERMOSOLAR DE PUERTOLLANO 50 MW

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4.2 – Concentradores ciclíndricos parabólicos

CENTRAL TERMOSOLAR DE ANDASOL

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.3 – Discos parabólicos

São pequenas unidades independentes com refletor parabólico,


habitualmente conetado a um motor Stirling situado no foco.
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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.3 – Discos parabólicos
► É um sistema de concentrador de disco constituido por: um
concentrador solar de alta refletividade, um receptor solar de
cavidade, e por um motor Stirling ou uma microturbina que se
acopla a um alternador.
► O funcionamento consiste no aquecimento de un fluido
localizado no receptor até uma temperatura em torno aos 750º C.
► A energia térmica é utilizada para a geração de energia por meio
do motor ou da microturbina.
► Para o funcionamento ótimo, o sistema deve estar provido dos
mecanismos necessários para seguimento da posição do sol em dois
eixos.

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.3 – Discos parabólicos
SEGUIMENTO SOLAR
Captador‐receptor se movem solidariamente. Seguimento azimut‐elevação.

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.3 – Discos parabólicos
MOTOR STRIRLING
Descreve o ciclo de Stirling, altamente eficiente que transforma calor em energia
mecânica.
Altamente versátil: para seu funcionamento só necessita uma fonte de calor
externa ao cilindro → é possível usar uma grande variedade de fontes energéticas
(energia solar térmica, todo tipo de combustível, uso de biomassa, energia
geotérmica, etc).
Converte a energia solar em energia elétrica a uma temperatura de trabalho de
650ºC e com uma eficiência global entre 30% e 35%. O motor de conversão
energética Stirling 161 tem uma saída de 10 kW.
Tambiém se puede integrar um queimador de gás (p.e., biogás) ao receptor para
asegurar a geração de energia elétrica às 24 horas ao dia.

As potências unitárias são de 5 a 25 kW


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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.3 – Discos parabólicos

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4.3 – Discos parabólicos

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4.3 – Discos parabólicos

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.4 – Concentradores Lineares de Fresnel

Da mesma maneira que os concentradores cilindro parabólicos ,


esta tecnologia concentra a radiação em uma linha onde se coloca o
absorvedor.
Instalações com potência de 1 a 2 MW. Experimentais !!
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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.4 – Concentradores Lineares de Fresnel

► Utilizam as leis da refração para concentrar a luz mediante


prismas ou lentes

► As lentes de Fresnel combinam as noções de prisma e lente


em um único dispositivo

► Utilizam um conjunto de bandas de espelhos, com


seguimento uniaxial, para concentrar a radiação solar sobre
receptores térmicos estacionários.

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4.4 – Concentradores Lineares de Fresnel

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4.4 – Concentradores Lineares de Fresnel

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.4 – Concentradores Lineares de Fresnel
Coletores de concentração com refletor estacionário
► São concentradores que geram um foco linear para qualquer ângulo de incidência do sol.
► A posição do foco segue uma trajetória circular , e é o receptor quem segue esta linha.

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4.4 – Concentradores Lineares de Fresnel

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.4 – Concentradores Lineares de Fresnel
► Teoricamente podem alcançar até 50 sois, com uma eficiência
óptica ≈ 60%

► Projetam-se para uma temperatura de trabalho entre 80ºC e


140ºC, com uma eficiência total média anual entre 40 e 50%

► A eficiência depende muito do ângulo de incidência.

► A eficiência óptica não é um parâmetro constante, assim, a


eficiência deve ser avaliada não somente para uma certa localização
geográfica, mas também para cada orientação do coletor.

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4.4 – Concentradores Lineares de Fresnel

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4 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA DE ORIGEM TERMO SOLAR
4.5 – Receptor Central de Torre

Consiste em um campo de heliostatos que segue a posição do sol em todo momento


(elevação e azimut) e orientam o raio refletido no sentido do foco colocado na parte
superior de uma torre.
As potências unitárias com tecnologia convencional são de 10 MW a 200 MW.

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4.5 – Receptor Central de Torre

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4.5 – Receptor Central de Torre

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4.5 – Receptor Central de Torre

Os heliostatos devem estar providos de seguidores para


direcionar a radiação refletida ao receptor que está fixo

8h 12h 16h

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4.5 – Receptor Central de Torre

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4.5 – Receptor Central de Torre

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4.5 – Receptor Central de Torre

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