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Pinheiro Candjondjo (PC)

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Luanda, Fevereiro de 2016
FORMADORES

o Aldair Dinis: Estudante do 5º ano - FMUAN

o António Mário Jeremias: Médico recém licenciado - FMUAN

o António Pinheiro Candjondjo: Médico recém licenciado - FMUAN

o Hamilton Ngola: Estudante do 6º ano - FMUAN


FINALIDADE
OBJECTIVOS DO CURSO

o É IMPORTANTE QUE NO FINAL DO CURSO OS PARTICIPANTES DESTE CURSO


SEJAM CAPAZES DE:

 Conhecer as principais formas farmaceuticas e suas respectivas vias de admininistração

o Aplicar as noções de posologia, dosagem, apresentação e diluição em cálculos farmacêuticos

o Conhecer a estrutura mínima para prescrição de medicamentos

 Dominar os principais grupos farmacologicos: Propriedades farmacologicas, mecanismo de


acção, reações adversas, interações medicamentosas, indicações e contraindicações.
MÓDULOS

MÓDULO I MÓDULO II
o Bases clínicas da farmacologia o Analgésicos e Antiflamatórios
o Princípios de prescrição médica o Antimicrobianos
o Princípios de Farmacologia pediátrica o Sistema cardiovascular e Renal
o Princípios de toxicologia o Sistema Respiratório
o Sistema Digestivo
o Sistema Hemolinfopoiético
o Sistema Nervoso
o Sistema Endócrino
o Sistema Tegumentar
SUMÁRIO
 Introdução a farmacologia como ciência
- Processos e parâmetros farmacocinéticos
- Noções de remédio, medicamentos ou fármacos
- Composição química dos fármacos
- Posologia, dosagem, apresentação e diluição.
- Denominações dos medicamentos:Científica e comercial
- Reacções adversas e interações medicamentosas

 Formas farmaceuticas e vias de admininistração


- Formas farmaceuticas: Sólidas, liquidas e gasosas
- Vias de administração: Entérica, parenterica e inalatória

 Estrutura mínima para prescrição de medicamentos: A receita médica


- Elementos básicos
- Erros de prescrição. Como evitá-los
- Dicas para aumentar a segurança da prescrição
 Exercícios de aplicação
INTRODUÇÃO A FARMACOLOGIA
 FARMACOLOGIA é ciência dos medicamentos que estuda a origem, composição,
efeitos, a estrutura e o mecanismo dos mesmos em seres vivos (sistema biológico).

Phármakon = Fármaco, Droga ou Medicamento


Logos = Estudo

Processos farmacocinéticos Acrónimo LADME

L – Liberação da droga
A – Absorção
D – Distribuição
M – Metabolismo
E - Excreção
INTRODUÇÃO A FARMACOLOGIA

Remédio Será o sinónimo de fármaco?

Remédio: (latim remedium): tudo aquilo que cura, alivia ou evita uma
doença. Abrange não só os agentes químicos (os medicamentos), como também
os agentes físicos (duchas, massagens, soro caseiro, chás).
INTRODUÇÃO A FARMACOLOGIA

Farmacos: Substância que produz os efeitos terapêuticos, utilizada com fins: Curativos, profiláticos,
diagnóstico.

{
 PRINCIPIO ACTIVO

Fármaco

 EXCIPIENTE
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• PRINCIPIO ACTIVO: Porção do fármaco sobre o qual recai a actividade terapêutica.

• PLACEBO: :É toda e qualquer substância sem propriedades farmacológicas (não contêm principio activo).

• POSOLOGIA: Estuda a dosagem dos medicamentos, e a freqüência com que estes devem ser administrados.

• DOSE: É a quantidade de fármaco capaz de provocar uma resposta terapeútica desejada no paciente, administrada de acordo
o peso do individuo.
TIPOS DE DOSES e SEUS EFEITOS

 Dose terapêutica : É aquela dose capaz de produzir o efeito terapêutico desejado num paciente
 Dose Máxima: É maior dose que pode administrar-se sem aparecer algum efeito tóxico intolerável para o
paciente.
 Dose Mínima: É a menor dose capaz de produzir o efeito desejado no paciente.
 Dose tóxica: É a aquela que produz efeito tóxico no individuo, ou a dose intolerável para o mesmo.

Efeito tóxico

Efeito terapeútico

Efeito subterapeútico
FOMAS FARMACEUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
Diferentes formas que uma droga pode se apresentar. Definem a via de
FORMAS FARMACUTICAS administração

FORMAS FARMACEÚTICAS TIPOS


SÓLIDAS Comprimidos, drageias, capsulas, supositórios,
pomadas, cremes, ectc
LIQUÍDAS Xarope, suspensão, elixir, tinturas, gotas, colírios,
loçõoes
GASOSAS Nebulizações ou aerossol; pulverizações

São diferentes métodos que se usam para introduzir um medicamento no


VIAS DE ADMINISTRAÇÃO organismo, para este seja capaz de actuar sobre determinado processo patológico

ENTÉRICA PARENTÉRICA OUTRAS


 Oral  Endovenosa  Inalatória
 Sublingual  Intramuscular  Tópica
 Rectal  Subcutânea
 Intratecal
POSOLOGIA, DOSE, APRESENTAÇÃO E DILUIÇÃO

Ex.: Paracetamol em xarope de (125 mg/ 5 ml)

 Dose: 15 (valor de referência varia de 10-15mg/Kg/dose)

 Diluição: 5 ml

 Apresentação: 125

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Ex.: Quinino (600 mg / 2 ml) – Ampola

 Dose: 10 mg/Kg/dose)

 Diluição: 2 ml

 Apresentação: 600 mg
APRESENTAÇÃO e DOSAGEM

DESIGNAÇÃO APRESENTAÇÃO DOSAGEM


Bactrim Suspensão (240mg/5L) Oral: 36 mg/kg/dose/12/12h

Amoxicilina Susp125; 250mg/5ml; Cp/Cap. 250, 50-100mg/Kg/24h/8/8h


500, 1g
Artmether Cap. 40mg, cp. 50mg, cp.20mg + 120 4 mg artemether/kg/24h/12/12h/ 3 Dias
mg Lumefantrina
Amp. 1ml, 40 e 80 mg
Ampicilina Caps. 250, 500 mg; Susp. 125, IV/IM: RN: 50-200MG/KG/24H, 12/12h
250mg/5ml; Ampolas 250, 500 mg, ou 8/8h
1,2,10g. Criança: 100-400mg/kg/254hh/8-8H
Ibuprofeno Cp.100, 200, 400, 600, 800mg I5– 10mg/kg/Dose/8-8h (40 mg/kg/24h)
Susp. Oral: 100mg/5ml;Amp. 10, 100
mg/1cc
Metronidazol Cp. 250, 500mg; Susp.10, 50 mg/1ml; 30 – 50 mg/24h/8-8h/5dias (giardíase);
Amp. 500mg; 5mg/1ml; 100 ml 10 dias (amebíase)
Dipirona 1 ml = 50 mg = 200 gotas 10-20mg/kg/dose/ até 4xdia
Amp. 1 g( 2ml)
Paracetamol Cp. 500 mg, Susp. 125. 250, 500mg; OR/RECT: 10-15 mg/Kg/dose/SOS/6-
Amp. 10mmg/cc 6h ou 8-8h.
DENOMINAÇÕES DOS MEDICAMENTOS

CIÊNTIFICA COMUM (Trivial) COMERCIAL


Denominação de sua fórmula Nomenclatura normativa destinada a É o nome criado a nível nacional as
química desenvolvida (IUPAC) designar de forma simples as vezes internacionalmente por cada
substancias químicas novas. fabricante de especialidade.
L-Prolina, 1(3-Mercapto-2 Metil – 1 Captopril Capoten (BristolMyersSquibb);
oxopropil) Captopril (Sandoz)
2-acetoxybenzoic acid Acido acetil salicílico; Aspirina (Bayer); Bufferin (Novartis).
AAS (Sanofi-Aventis:100 mg; 200-500 mg)
REACÇÕES ADVERSAS

Qualquer reacção nociva, indejavel, que apresenta-se com a dose utilizada


DEFINIÇÃO forma habitual no ser humano para o tratamento, diagnóstico e profilaxia

CLASSIFICAÇÃO Previsivel e esperado, Imprevisivel e previsível conhecido

1. Exacerbação do efeito terapêutico previsível

2. Exacerbação do efeito terapêutico imprevisível

3. Exacerbação do efeito terapêutico previsível e conhecido


REACÇÕES ADVERSAS

HIPERSENSIBILIDADE TIPO I HIPERSENSIBILIDADE HIPERSENSIBILIDADE TIPO HIPERSENSIBILIDADE


(IMEDIATA/ANAFILÁTICA) TIPO II ( CITÓTOXICA) III (COMPLEXOS TIPO IV (RETARDADA)
IMUNOLOGICOS)

Clínica: Choque anafilático, Clínica:Trombocitopeni Clínica: Doença de soro Clínica: Dermatite de contacto
edema angioneurótico, asma, as (Digoxina), caracterizada por febre, artrite, com anestésicos locais (cremes
linfonodomegalia, urticaria e tópicos e antihistaminicos).
urticária. neutropenias
erupção máculo-cutânea Lupus eritematoso sistémico (
(anticonvulsivantes)
Hidralizina); Poliartrite noodosa
Medicamentos: anestésicos Medicamentos:β-lactamicos,
(Sulfonamidas)
locais, produtos iodados usados Levotiroxina
em imagiologia .
INTERACÇÕES MEDICAMENTOSAS

Interferência de um fármaco na acção de outro ou de alimento na acção de um


DEFINIÇÃO fármaco ocorrendo um ↑, uma ↓ ou anulação do efeito de um ou de ambos

CLASSIFICAÇÃO Desejáveis e Indesejáveis

DESEJAVEL INDESEJAVEL
Têm como finalidade tratar doenças concomitantes, reduzir Determinam a ↓ do efeito ou que obtem-se resultados
efeitos adverso, ↑ a eficácia ou para reduzir a dose contrários aos esperados, ↑ eficácia dos efeitos adsversos, ↑
custo do tto sem ↑o beneficio terapêutico
Ex.: Augmentin ( Amoxicilina + Ác. Clavulânico) Ex.: AAS + Ibuprofeno
Antitussicos + Expectorantes

OBS: Fármacos a tetraciclina e o captopril não devem der ingeridos com alimentos, de preferência que seja antes das refeições.
= Se tomamos com leite a tetraciclina reage com o Ca++ do leite , e forma o complexo tetraciclina – Ca++ que é insolúvel, não é absorvido e é
eleiminada, logo não há efeito da tetraciclina.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Interferência de um fármaco na acção de outro ou de alimento na acção de um


DEFINIÇÃO fármaco ocorrendo um ↑, uma ↓ ou anulação do efeito de um ou de ambos

CLASSIFICAÇÃO FARMACOLOGICA 1.Interações farmacocinéticas 2. Farmacodinâmicas

1.Interações farmacocinéticas 2. Farmacodinâmicas


Relativas a absorção (Qualquer fármaco que afecta a absorção de 1. Sinergismo de potenciação (Quando a administração conjunta
outro, afectara a sua biodisponibilidade e consequentemente o seu de dois ou mais fármacos, o efeito resultante é superior a soma
efeito). algébrica dos seus efeitos individuais)
Ex.: Fármaco ácido + antiácido ( pH no local de absorção) Ex.: Probenacida + penicilina: Augmentin
Anestesico local + Adrenalina ( Vascularização do local de absorção)
Relativas a biotransformação
 Indução enzimática: Exige ↑ da dose.
2. Antagónicas ( Quando o efeito conjunto de 2 ou mais fármacos é
Ex.: Fenobarbital + Álcool = ↑[ fenobarbital]
inferior a soma algébrica dos seus efeitos individuais)
 Inibição enzimática: Exige ↓ da dose ou ↑ de intervalo de
administração.
 Ex.: O omeprazol, ↓ o metabolismo de fenitoina, teofilina,
diazepan, etc.
Relativas a excreção
Ex.: Propanol, ↓ o DC => ↓ sua excreção. Assim como a lidocaína
Ex.: Fenobarbital ↑ Fluxo sanguíneo hepático.
ESTRUTURA PARA A PRESCRIÇÃO: A RECEITA
ESTRUTURA PARA A PRESCRIÇÃO: A RECEITA
ESTRUTURA PARA A PRESCRIÇÃO: A RECEITA
MEDICAMENTO DE USO ORAL
1. Nome do medicamento + concentração + forma farmacêutica + dose + posologia + via +
orientações de uso
Ex.: Captopril 25mg comprimido. Administrar , 50mg de 8/8h por via oral, 1h antes ou 2h depois de alimentos.

MEDICAMENTO DE USO TÓPICO


2. Nome do medicamento + concentração + forma farmacêutica + via + posologia + orientações de
uso
Ex.: Permanganato de potássio 1:60.000 solução, aplicar compressas em membro inferior direito 3x/dia, após
o banho

MEDICAMENTO DE USO ENDOVENOSO


3. Nome do medicamento + concentração + forma farmacêutica + dose + diluente + volume + via +
velocidade de infusão + posologia + orientações de administração e uso
Ex.:: Anfotericina B 50mg Frasco-ampola, reconstituir 50mg em 10ml de água destilada e rediluir p/ 500ml de Soro
Glicosado 5%, Endovenoso. Fazer 35 gotas/min, 1 x/dia. Correr em 5 horas.
ESTRUTURA PARA A PRESCRIÇÃO: A RECEITA
MEDICAMENTOS ADMINISTRADOS POR OUTRAS VIAS PARENTERAIS
4. Nome do medicamento + concentração + forma farmacêutica + dose + diluente + volume + via
+ posologia + orientações de administração e uso
Exemplos:
IM com diluição
Ceftriaxona 1g, frasco-ampola. Diluir 1g em 3,5 ml de lidocaína 1%. Fazer a solução obtida, via intramuscular profunda (região glútea) de 12/12
horas.
IM sem diluição
Vitamina K (fitomenadiona) 10mg/ml, ampola. Fazer 1 ampola (1ml),via intramuscular profunda (região glútea), 1x ao dia.
SC sem diluição
Heparina sódica 5000 unidades internacionais/0,25ml, ampola. Fazer 1 ampola (0,25ml) subcutânea de 12/12h.
IT com diluição
Citarabina 100mg, frasco-ampola. Diluir 1 frasco-ampola em 5ml de solução fisiológica 0,9%. Fazer 1,5ml intratecal, 1x ao dia. Preparar a
solução imediatamente antes da aplicação e desprezar o restante

MEDICAMENTO DE USO INALA TÓRIO


5. Nome do medicamento + concentração + forma farmacêutica + via + dose (medicamento e
diluente) + posologia + orientações de uso
Ex.: Bromidrato de Fenoterol 5mg/ml, solução para inalação. Fazer aerosol com 0,25ml (5 gotas) em 3 ml de
solução fisiológica 0,9% de 6/6h. Nebulizar e inalar até esgotar toda a solução.
PRESCRIÇÃO DE SANGUE E HEMOCOMPONENTES
O QUE É HEMOTRANSFUSÃO?
Hemotransfusão é a transferência de um ou mais tipos de hemocomponentes, de um doador para
um receptor .

A pessoa portadora do tipo de sangue O Rh negativo é considerado como sendo doador universal, mas
no caso de transfusão, o ideal é o paciente receber sangue do mesmo tipo que o seu.

1-CONCENTRADO DE HEMÁCIAS
Ex.: Concentrado de Hemácias + Número de unidades + Horário de administração + Gotejamento + Orientação
(monitorar paciente)

2-PLASMA FRESCO CONGELADO


Ex.: Plasma Fresco Congelado + Número de unidades + Horário de administração + Gotejamento + Orientação
(monitorar paciente)
Obs.: o concentrado de plaquetas pode ser administrado em forma de pool:
- Concentrado de plaquetas buffy-coat (CPBC): 04 a 05;
- Pool de concentrado de plaquetas: até 08 doadores.
Obs.: Concentrado de plaquetas por aférese (CP AF): doador único

3-CONCENTRADO DE PLAQUET AS
Concentrado de Plaquetas + Número de unidades + V olume + Horário de administração + Gotejamento Livre +
Orientação (monitorar paciente)
PRESCRIÇÃO DE SANGUE E HEMOCOMPONENTES
4-CRIOPRECIPITADO
Crioprecipitado + Número de unidades + V olume + Horário de administração +
Gotejamento Livre + Orientação (monitorar paciente).
Obs.: O crioprecipitado pode ser administrado em forma de pool de até 10 doadores
ERROS DE PRESCRIÇÃO: EVITE-OS!
ERROS DE PRESCRIÇÃO: EVITE-OS!
DICAS P ARA AUMENT AR A SEGURANÇA DA PRESCRIÇÃO

 UTILIZE SEMPRE LETRA LEGÍVEL ou opte pela prescrição digitada;

 EVITE O USO DE ABREVIA TURAS. Caso as mesmas sejam imprescindíveis, elabore uma relação das mesmas com seus

significados e disponibilize para a equipe de enfermagem, de farmácia, de nutrição e de fisioterapia do seu hospital;

 CASO EXISTA PADRONIZAÇÃO DE ABREVIA TURA P ARA A VIA ENDOVENOSA, PREFIRA “EV” AO INVÉS DE “IV”. A abreviatura “IV”

 quando manuscrita pode parecer “IM”, gerando erro.

 UTILIZE DENOMINAÇÕES GENÉRICAS;

 NÃO UTILIZE FÓRMULAS QUÍMICAS para nominar os medicamentos (ex:kMnO4, Fe2SO4, etc);

 UTILIZE SEMPRE O SISTEMA MÉTRICO P ARA EXPRESSAR AS DOSES DESEJADAS (ml, mg, g, mcg, etc). Não utilize medidas

 imprecisas tais como: “colher de sopa”, “colher de chá”, dentre outras, pois tais unidades de medida acarretam variação de volume e

consequentemente de dose;

 N Ã O U T I L I Z E “ V Í R G U L A E Z E R O ” D E P O I S D ADOSE/QUANTIDADE, evitando que a prescrição de “5,0” se

transforme, em uma leitura rápida, em “50”, ou “0,5” se transforme em “5”, gerando um erro de 10 vezes a dose desejada;

 PRESCREV A AS DILUIÇÕES NECESSÁRIAS, VELOCIDADE E TEMPO DE INFUSÃO. Não transfira essa responsabilidade;

 PRESCREV A ORIENT AÇÕES COMPLEMENT ARES P ARACADA MEDI CAMENTO, CASO NECESSÁRI O. Exe mpl o:administrar com

alimentos, administrar pouco antes de dormir; administrar em jejum, dentre outros;


APRESENTAÇÃO e DOSAGEM

MT, doente de 2 anos de idade, negra, feminino, pesa = 9.300 g, foi proveniente do
banco de urgência do HPDB com o diagnóstico de malária com alta parasitemia. A
pauta terapêutica consta de consta quinino (ampola 600mg/2ml) e paracetamol (susp.
125mg/5ml).

a) Calcula a dose de quinino e paracetamol a ser administrada?

 Quinino: 0,3 ml …

 Paracetamol: 1,4 ml de 6/6h.

- Paracetamol 125 ml sup. Administrar 1,4 ml de 6/6h por via oral.


EXERCICIOS DE APLICAÇÃO

1.1 - Medida de Volume


1l = 1000ml
1ml = 20 gotas
1gota = 3 μgotas

1.2 - Medida de Peso ou Massa


1Kg = 1000 g
1g = 1000 mg
1mg = 1000 μg
1 UI(Unidade Internacional) = 0,3 μg
EXERCICIOS DE APLICAÇÃO

EQUIVALÊNCIAS:
1 gota = 3 microgotas
1 mL = 20 gotas = 60 microgotas
1 microgota/minuto = 1 mL/h
1 mg = 1.000 mcg
1000 mL = 1 litro (L)
100 mg = 0,1 g
1000g = 1 quilograma (Kg)
mL/h equivale = mcg/min
mL e cc (centímetro cúbico) = sinônimos
EXERCICIOS DE APLICAÇÃO

FÓRMULA PARA CÁLCULO DE GOTAS:


Nº de gotas/minuto = V/T x 3
V = volume em mL
T = tempo em horas
3 ou 4 = constante

FÓRMULA PARA CÁLCULO DE MICROGOTAS:


Nº de microgotas = Nº de gotas x 3
DICAS P ARA AUMENT AR A SEGURANÇA DA PRESCRIÇÃO

 UTILIZE SEMPRE LETRA LEGÍVEL ou opte pela prescrição digitada;

 EVITE O USO DE ABREVIA TURAS. Caso as mesmas sejam imprescindíveis, elabore uma relação das mesmas com seus

significados e disponibilize para a equipe de enfermagem, de farmácia, de nutrição e de fisioterapia do seu hospital;

 CASO EXISTA PADRONIZAÇÃO DE ABREVIA TURA P ARA A VIA ENDOVENOSA, PREFIRA “EV” AO INVÉS DE “IV”. A abreviatura “IV”

 quando manuscrita pode parecer “IM”, gerando erro.

 UTILIZE DENOMINAÇÕES GENÉRICAS;

 NÃO UTILIZE FÓRMULAS QUÍMICAS para nominar os medicamentos (ex:kMnO4, Fe2SO4, etc);

 UTILIZE SEMPRE O SISTEMA MÉTRICO P ARA EXPRESSAR AS DOSES DESEJADAS (ml, mg, g, mcg, etc). Não utilize medidas

 imprecisas tais como: “colher de sopa”, “colher de chá”, dentre outras, pois tais unidades de medida acarretam variação de volume e

consequentemente de dose;

 N Ã O U T I L I Z E “ V Í R G U L A E Z E R O ” D E P O I S D ADOSE/QUANTIDADE, evitando que a prescrição de “5,0” se

transforme, em uma leitura rápida, em “50”, ou “0,5” se transforme em “5”, gerando um erro de 10 vezes a dose desejada;

 PRESCREV A AS DILUIÇÕES NECESSÁRIAS, VELOCIDADE E TEMPO DE INFUSÃO. Não transfira essa responsabilidade;

 PRESCREV A ORIENT AÇÕES COMPLEMENT ARES P ARACADA MEDI CAMENTO, CASO NECESSÁRI O. Exe mpl o:administrar com

alimentos, administrar pouco antes de dormir; administrar em jejum, dentre outros;


RECEPTORES FARMACOLOGICOS

PRINCIPIO DA EQUAÇÃO DE EQUAÇÃO DE CLARK TEORIA OCUPACIONAL DE CLARK

 3

AFINIDADE ACTIVIDADE REGENERAÇÃO


INTRÍNSECA
K1 K3
K5
F+R CFR CFR* F+Rº
K2 K4

F – Fármaco
R - Receptor sensivel
K - Constante de velocidade de reação
R* - Receptor activado
Rº - Receptor não sensivel
DENOMINAÇÕES DOS MEDICAMENTOS

1. Científica: Denominação de sua fórmula química desenvolvida (IUPAC)


Ex₁.: L-Prolina, 1(3-Mercapto-2 Metil – 1 oxopropil)
Ex₂.: 2-acetoxybenzoic acid

2. comum: é nomenclatura normativa destinada a designar de forma simples as substancias químicas novas.
Ex₁.: Captopril
Ex₂.: Acido acetil salicílico

3. Comercial: É o nome criado a nível nacional as vezes internacionalmente por cada fabricante de

especialidade farmacêutica (Possui um ipmperativo de comercio, não obdcendo a nenhuma regra precisa e é
protegida pela lei.
Ex₁.: Capoten
Ex₂.: Aspirina (Bayer); Bufferin