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A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E O DESVIO DE FUNÇÃO DE

SERVIDORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS NA UNIVERSIDADE


FEDERAL DO PARANÁ - UFPR

Especialização em Gestão Públicas – Políticas Públicas.

João Mário Ribeiro da Silva.

Curitiba, 2018
1 INTRODUÇÃO.

Uma síntese dos princípios da administração no sistema capitalista:


busca por eficiência. (taylorismo e fordismo).

É constatado que esses modelos influenciaram a administração pública


1 INTRODUÇÃO.

Problemática:

Quem é o servidor que está em desvio de função?


Ele está satisfeito com a situação?

Objetivo:

Perfil e satisfação dos servidores técnico-administrativos da UFPR em desvio de


função.

• Abordar o histórico da administração pública no Brasil.


• Leis que regem o serviço público, suas vantagens e desafios.
• Análise de dados.
2 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: SEUS PRINCÍPIOS E A
QUESTÃO DO DESVIO DE FUNÇÃO.

ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA (TAYLORISMO)


• Padrões de organização.

• Hierarquização: operários/cargos de supervisão.

• Atrelamento à educação:
Pouco instruído - cargos técnicos (execução)
Ampla formação – organização e gerenciamento.

Indústria Inst. públicas


2.1. Estrutura organizacional: modelagem de cargos.

Chiavenato (2014) define que a estrutura organizacional nada mais é do que


disposição de cargos e atividades de maneira arquitetural, lógica e racional
possibilitando a adequação entre níveis hierárquicos e departamentização

FIGURA 1- O cargo contido em sua estrutura lógica.


Fonte: Chiavenato (2014, p.172)
2.1. Estrutura organizacional: modelagem de cargos.

FIGURA 2 – Diferenças entre cargo, função e tarefas.


Fonte: Chiavenato (2014, p.171).
2.1. Estrutura organizacional: modelagem de cargos.
DESENHO DE CARGOS (JOB DESIGN)

Tradicional Humanístico. Contingencial


(Taylorismo) (Hawthorne) (Pós-guerra)
Sec. XIX - XX Década de 30

• Mecanicismo. • Ciências Sociais. • Relativização do


• Hierarquia. • Liderança cargo.
• Rigidez. • Coletividade. • Não padronização.
• Pensar (gerenciar) vs • Motivação • Flexibilidade nos
executar (operar). cargos.
• Maquinário como • Recompensas • Identificação com o
base. Sociais. dinamismo atual.
• Trabalhador como • Moldados de acordo
apêndice da máquina. com o as habilidades
do ocupante do cargo.
• Remuneração por • Autodireção.
desempenho. • Objetivos coletivos.

• Remuneração por
desempenho e
autossatisfação.
2.2. Administração pública no Brasil e a política de cargos
e salários.
• Raízes na burocracia estatal.

• ANOS 30/40 Getúlio Vargas tenta padronizar sua administração.

• ANOS 60 – Comitê de Simplificação da Burocracia (COSB).

• ANOS 90 – Modelo Gerencial.

MODELO GERENCIAL PURO CONSUMERISMO SERVIÇO PÚBLICO


ORIENTADO (PSO)
Economia/Eficiência Efetividade/Qualidade Prestação de contas/Equidade
Contribuintes Clientes/Consumidores Cidadãos
QUADRO 1 – Modelos gerenciais aplicados no Brasil.
Fonte: Chiavenato (2009, p.97)
2.2. Administração pública no Brasil e a política de cargos
e salários.

LEGISLAÇÃO

• Lei 94.664 de 1987 – Concursos públicos.

• Lei 8.112 de 1990. – Regulamentava os servidores públicos até 1997, e permitia


a progressão ‘vertical’ de carreira.

• Lei atual – 11.091 de 2005 – incentiva a qualificação e aproveitamento das


habilidades dos servidores.

NÍVEL ESCOLARIDADE ATIVIDADE


MÍNIMA
Apoio Ensino Fundamental Apoio operacional
Médio Ensino Médio Apoio técnico
Superior Ensino Superior Apoio técnico dentro da
área de formação
2.3. O desvio de função no funcionalismo público brasileiro.

Infringe os artigos:

Art. 468º da CLT


Art. 13º da Lei 8.112/90

FIGURA 3 – Exemplo do desvio de função e a quebra da


estrutura na estrutura dos cargos.
3. METODOLOGIA E LEVANTAMENTO DE DADOS.

• Natureza exploratória.

• Coleta de dados: banco de dados PROGEPE e


questionário semiestruturado.

• Distribuídos cerca de 50 questionários em 5


campi obtendo 33 respostas.
4. ANÁLISE DOS DADOS.

GRÁFICO 1 – Desvio de Função entre Técnico-administrativos na UFPR.


4. ANÁLISE DOS DADOS.

GRÁFICO 2 – Tempo de serviço dos servidores


técnico-administrativo na UFPR.

GRÁFICO 3 – Escolaridade dos servidores técnico-administrativos


entrevistados.
4. ANÁLISE DOS DADOS.

GRÁFICO 5– Grau de satisfação dos servidores confrontado com o


tempo de serviço (obs. Contagem por número de questionários) .
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS.

• A administração da UFPR ainda está baseada no modelo burocrático hierárquico e


departamental, mesmo sendo a parte da máquina pública que lida diariamente com a
tecnologia, pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento.

• E a pesquisa também revelou servidores conformados com a situação, isto é, demostram a


ideia de apatia ou indiferença com a profissão, resultados semelhantes aos modelos
tradicionais burocráticos da administração pública.

• Despreocupação tanto das chefias quanto dos trabalhadores que estão em desvio defunção.

• Apesar da existência de lei que proíbe o desvio de função, esta não foi suficiente para inibir o
aparecimento de novos casos
6. REFERÊNCIAS.
AQUINO, W.; SANTANA, A. C. Evidenciação. In:Caderno de Estudos da FIPECAFI. São Paulo: 1992.

BRASIL. Lei Nº 9.527, De 10 De Dezembro De 1997,Altera dispositivos das Leis nº 8.112, de 11 de dezembro de
1990, 8.460, de 17 de setembro de 1992, e 2.180, de 5 de fevereiro de 1954, e dá outras providências. Diário Oficial
da União - Seção 1 - 11/12/1997, Página 29421 (Publicação Original) Coleção de Leis do Brasil - 1997, Página 8741
Vol. 12. Disponível em <https://www.planalto.gov.br/legisla.htm>. Acesso em: 23 maio 2015.

_______Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de1990. Dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da
União, das autarquias e das fundações públicas federais. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília,
DF. 11 de Dezembro de 1990. Disponível em <https://www.planalto.gov.br/legisla.htm>. Acessado em maio/2015.

CARVALHO, A. V.; NASCIMENTO, L. P. Administração deRecursos Humanos. V.1. São Paulo: Pioneira, 1998.

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos na organização. 2. ed. Rio de
janeiro: Elsevier, 2014.

_____________________. Administração nos Novos Tempos, 8ªed, Rio de Janeiro: Ed. Campus, 2005.
_____________________. Administração: Teoria, Processo e Prática. 4. ed. 7ª. Tiragem Rio de janeiro: Campus-
Elsevier, 2009.
6. REFERÊNCIAS.

GIL, A. C. Administração de recursos humanos: um enfoque profissional. São Paulo: Atlas, 1994.

LOBOS, J. A. A administração de Recursos Humanos. São Paulo: Atlas, 1979.

MARIZ, L. A. H. Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2004.
Disponível em:<http://www.sintufrj.org.br/jornais_antigos/ 620.asp> Acesso em: 20 nov. 2005.

PONTES, B. R. Administração de Cargos e Salários. 4ª ed. São Paulo: LTR, 1990.

TAYLOR, W.F. Princípios de administração científica, 8. ed. São Paulo: Atlas, 1990.

ZANCANER, Weida. Razoabilidade e Moralidade na Constituição de 1988. In: Revista Trimestral de Direito Público
– 2. São Paulo: Malheiros, 1993. p. 210.

ZIMPECK, B. G.Administração de Salários. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 1992.