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Regulamento do Património do Estado

Maputo, Dezembro de 2018

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I- Objectivo do Regulamento;
II – Disposições Gerais;
III – Titularidade;
IV – Administração;
V – Inventário do património do Estado;
VI – Abate de Bens

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O presente Regulamento de Gestão do Património do
Estado, aprovado pelo decreto nº 42/2018, de 24 de
Julho, revoga o Regulamento do Património do
Estado, aprovado pelo Decreto n.º 23/2007, de 9 de
Agosto, com vista a:
 Melhorar a classificação, identificação, utilização,
conservação e controlo dos bens do Estado;
 Descentralizar e desconcentrar o processo de abates
dos bens do Estado;
 Reforçar a supervisão, controlo e fiscalização do
processo de gestão do património do Estado; e
 Aumentar a transparência, eficiência e eficácia na
gestão dos bens do Estado.
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Objecto
A proposta de Regulamento estabelece o regime
jurídico aplicável à gestão do património do Estado,
bem como os respectivos de actos aquisição, registo,
inventariação, utilização, conservação, abate,
alienação, fiscalização e supervisão do património do
Estado (artigo1).
Âmbito de Aplicação (artigo 2)
 Todos os órgãos e instituições da Administração
Pública, nomeadamente da administração directa e
indirecta do Estado;
 Autarquias locais;
 Representação do país no estrangeiro;
 Demais pessoas colectiva.

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Gestão do Património
 É feita pela intervenção coordenada das Unidades
de Supervisão, intermédias e Gestoras do
Subsistema do Património do Estado, (artigo 3)

Competências
 Estabelece as competências da Unidade de
Supervisão do Subsistema do Património do
Estado, para emitir normas e instruções,
coordenar, supervisionar e fiscalizar os processos
de gestão patrimonial (artigo 4).

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Aquisição e alienação
A aquisição e alienação dos bens patrimoniais são
feitos nos termos da legislação especifica (artigo 9);
Extinção
A titularidade do Estado sobre um determinado bem
extingue-se por meio de alienação, troca ou
permuta, destruição ou outras formas previstas na
lei (artigo 8);
Registo
O registo do património do Estado passa a ser feito
também pela Unidade Intermédia do Subsistema do
património do Estado, e em nome do Estado –
Ministério da Economia e Finanças, a nível
provincial (artigo 10).
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Saída de bens patrimoniais para fora do país
 Deslocação em missão de serviço;

 Reparação;

Autorização
 Secretário Permanente (Ministério, Governos
Distritais e Provinciais);
 Titulares (autarquias locais, institutos, Fundos,
instituições de ensino superior público dotados de
autonomia administrativa, financeira e patrimonial
(artigo 13)

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• São introduzidas novas formas de identificação do
património do Estado. As placas podem ser feitas
em metal mármore ou outro material duradouro
(n.º 3 do artigo 11);
• É atribuída aos Ministros que superintendem a
área das finanças e dos transportes a competência
para a definição de especificações técnicas,
escalões e cilindradas de viaturas (n.ºs 2 e 3 do
artigo 16);
• Obrigatoriedade de fazer seguros dos bens imóveis
e veículos, pelos órgãos e instituições do Estado,
que lhes estão afectos (artigo19).

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Residência de função (artigo 49)

Classificação

1.As residências de funções classificam se em:

 a) Oficiais – As atribuídas aos Dirigentes Superiores do


Estado, Titularidades de Cargo Governativos e outras
individualidades nomeadas pelo presidente da
República, enquanto durar o exercício das suas
funções ou mandato;

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 b) De serviço - As adstritas a gestão e administração
dos órgãos e instituições do Estado, visando afectação
aos funcionários e agentes do Estado em exercício de
cargo de direcção e chefia, ou cujas funções requeiram
a atribuição de casa, para efeitos de domicilio
profissional pelo tempo de duração das suas funções.

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Atribuição (artigo 50)

1.Podem ser atribuídas residências de função aos


funcionários e agentes do Estado nos termos da
legislação aplicável.

2.A residência de funções que seja propriedade do


Estado ou autarquia local considera –se cedida, a
titulo precário ao serviço, instituto ou fundo publico.

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Utilização (Artigo 51)

1.O funcionário ou agente de Estado deve manter e


restituir a residência de funções no estado em que lhe foi
atribuído sem prejuízo das deteriorações inerentes a sua
prudente utilização, sob pena de incorrer em
responsabilidades nos termos da lei.

2.As despesas de reparação da residência de função são


da responsabilidade do serviço que tenha atribuído, salvo
se a danificação e/ou deterioração resultar de uma ma
utilização do imóvel.

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Restituição (Artigo 52)

1.A residência de função e restituída ao serviço que


atribuiu sem lugar a retenção ou indemnização por
benfeitorias, quando ocorre uma das seguintes
situações:

a) Aposentação do funcionário ou agente do Estado;

b) Exoneração, demissão ou expulsão do funcionário,


agente ou de servidor público

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c) Falecimento do funcionário ou agente do Estado ;

d) Alteração da situação profissional determinante da


cessação, temporário ou definitiva da actividade do
funcionário ou agente do Estados;

e) Transferência do funcionário ou agente do Estado para


diferente localidade.

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1.Verificando-se de qualquer das situações previstas no
numero anterior e mantendo se a ocupação das
residências de função, deve o serviço que a atribuiu
notificar o ocupante par desocupar e restituir no prazo
de 30 dias.

2.Caso ocorra o falecimento do funcionário ou agente do


Estado beneficiário da residência de funções, o prazo
para a restituição é de 1 ano, a partir da ocorrência do
falecimento.

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3.No caso de Expulsão do funcionário ou agente do
Estado, a restituição e feita no prazo de 10 dias,
contados a partir da data da comunicação do despacho
de Expulsão.

4.Decorridos os prazos previstos nos números anteriores


sem que a residência de função tenha sido restituída,
deve o dirigente que atribuiu determinar o despejo
imediato, sem dependência da acção judicial.

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Inventariação
É actualizado o valor dos bens sujeitos à inventariação
de 350,00Mt para 1.200,00Mt ( nº 1 artigo 59);

 É alterada a periodicidade de realização do inventario


dos bens do Estado, passando a ser de forma permanente,
e não nos anos que terminam em zero ou cinco (artigo 64);

É atribuída a competência ao Ministro que superintende


a área das finanças para autorizar a realização do
inventário geral, a titulo excepcional, sempre que se
mostre necessário (artigo 65).
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Comissão de verificação da Incapacidade dos Bens
 Criação em cada órgãos ou instituição do Estado,
com a função de avaliar os bens incapazes (artigo
78);
Autorização (Móveis e veículos)
 Ministro de tutela;
 Governador Provincial;
 Mediante parecer da Comissão de verificação da
Incapacidade dos bens (artigo 82);
 Nas autarquias e nas empresas públicas, o abate é
autorizado pelos respectivos titulares (nº 2 do
artigo 82);
 Obrigatoriedade de comunicar o abate às Unidades
de Supervisão e Intermédia do Subsistema do
Património do Estado (nº 3 do artigo 82).
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Abate de Imóveis (artigo 81)

1. Autorização do Ministro que superintende a área


das finanças, ouvido o Ministro que superintende
a área das obras públicas .

2. Para as Autarquias e empresas publicas dotadas


de autonomia administrativa e financeira, carece da
autorização do Ministro que superintende a área das
Financias, ouvido o Ministro de tutela

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 É feita pela Comissão de Avaliação e Venda de bens
Abatidos, que funciona em cada órgão e instituição do
Estado;

 É autorizada pelo Ministro que superintende a área das


Finanças, sob Proposta da Unidade de Supervisão ou
Intermédia do Subsistema do Património do Estado;

 O produto de venda constitui receita do Estado, com


excepção das autarquias locais e empresas publicas
que detêm-no como receita própria. (artigos 87 e 88)

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Impedimentos dos membros da Comissão de
Avaliação e Venda de Bens Abatidos
 Não deve concorrer, salvo se tiver deduzido
impedimento e solicitado a sua substituição na venda a
que pretende candidatar-se;

 Tenha interesse em arrematar o bem objecto da venda,


por si ou como representante de outrem;

 Quando o cônjuge, parente ou afim, ou pessoa com


quem viva em comunhão de habitação, tenha interesse
em arrematar o bem objecto da venda;

 Tenha participação no capital social de sociedade


interessada em adquirir bem objecto da venda. (artigo
89)

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Conservação dos bens em hasta
publica (artigo 99)

1. Os órgãos e instituições do Estado, incluindo as


autarquias e as empresas públicas, devem garantir a
guarda e conservação dos bens submetidos à venda em
hasta pública;

2. Para garantir a guarda dos bens referidos no número


anterior, devem ser indicados funcionários ou agentes do
Estado afectos à respectiva UGEPE;

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3. Os funcionários ou agentes do Estado indicados nos
termos do número anterior incorrem em procedimento
disciplinar e ou criminal, caso ocorra a destruição,
vandalização, furto ou roubo e dissipação, total ou
parcial, dos bens sob sua guarda ou conservação.

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Muito Obrigado

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