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Órgãos

públicos

Dir. ADMINISTRATIVO iI
Órgãos públicos
NOTAS INTRODUTÓRIAS
 Estado é ente personalizado tanto no plano internacional
quanto no interno
 Estados federação = uma pluralidade de pessoas jurídicas
políticas
 Federação brasileira = União, Estados-membros, Municípios,
Distrito Federal (pessoas jurídicas políticas/adm. direta)
 pessoas jurídicas políticas = capacidade de autolegislação
 pessoas puramente administrativas (adm. indireta) = ausência
de capacidade de autolegislação

 A organização administrativa (adm. direta e indireta) pode ser


dividida em órgãos públicos.
Órgãos públicos
Teorias sobre a relação do Estado com os agentes
públicos

(1) TEORIA DO MANDATO


• teoria era baseada em um instituto típico do Direito Civil (contrato
de mandato)
• Pelo contrato de mandato, (1) o mandante confere, por meio de
uma procuração, (2) poderes a outra pessoa (mandatário), para
que esta (3) pratique determinados atos em nome do mandante e
sob a responsabilidade deste.

• (crítica = nesta teoria o Estado não teria vontade própria, logo não
poderia outorgar o mandato)
Órgãos públicos
Teorias sobre a relação do Estado com os agentes
públicos

(2) TEORIA DA REPRESENTAÇÃO


• (1) equiparava o Estado a uma pessoa incapaz e considerava o
(2) agente público como um representante do Estado, à
semelhança de um representante de incapazes (como o tutor ou
curador) - SUPERADA
Órgãos públicos
Teorias sobre a relação do Estado com os agentes
públicos
(3) TEORIA DO ÓRGÃO
• Elaborada na Alemanha (Otto Gierke)
• universalmente aceita pela doutrina e pela jurisprudência

• (1) o Estado (pessoa jurídica) manifesta suas vontades (2) por


meio dos órgãos que integram a sua estrutura administrativa.
Com efeito, (3) quando os agentes que atuam nesses órgãos
manifestam a sua vontade é como se o próprio Estado se
manifestasse
ISTO É: o órgão é apenas parte do corpo do ente político ou da
entidade administrativa, todas as manifestações de vontade dos
órgãos são consideradas como manifestações de vontade da
própria pessoa jurídica da qual fazem parte.

nesta teoria substitui-se a ideia de representação pela de imputação.


Órgãos públicos
Conceito
O conceito de órgão público depende da teoria adotada
para definição de sua natureza jurídica. Foram
desenvolvidas três teorias:

• TEORIA SUBJETIVA: os órgãos seriam os


próprios agentes públicos, confundem-se entre
si. Assim, se desaparecesse o agente, o órgão
deixaria de existir.

(não se verifica na prática brasileira, uma vez que o


órgão tem sua existência abstratamente prevista no ato
que o cria)
Órgãos públicos
Conceito

• TEORIA OBJETIVA: o órgão seria um conjunto


de atribuições que não se confundem com os
agentes públicos que as exercem, o que leva à
acertada conclusão de que o desaparecimento
do agente não implica a extinção do órgão;
Órgãos públicos
Conceito

• TEORIA ECLÉTICA (OU MISTA): essa concepção


tenta conciliar as anteriores, afirmando que o
órgão seria formado por dois elementos: (1) o
agente e (2) o plexo de atribuições.

Incide no mesmo erro da teoria subjetiva; na


medida em que o órgão fosse composto por
dois elementos, seria possível concluir que o
desaparecimento de um deles (o agente) levaria
ao desaparecimento do outro.
Órgãos públicos
Conceito

Hely Lopes Meirelles (Valendo-se da teoria


objetiva) conceitua :
Órgãos públicos são (1) centros de
competência instituídos para o desempenho
de funções estatais, (2) através de seus
agentes, cuja (3) atuação é imputada à
pessoa jurídica a que pertencem (nem a eles
próprios, nem aos agentes)
Órgãos públicos
CARACTERÍSTICAS
CARACTERÍSTICAS DOS ORGÃOS
Os órgãos podem ser definidos como compartimentos ou centro de atribuições que se
encontram inseridos dentro de determinada pessoa jurídica;
Não se confundem com a pessoa jurídica; a pessoa jurídica é o todo, enquanto os órgãos são
parcelas integrantes do todo;
A criação de órgãos é justificada pela necessidade de especialização das funções estatais, d) A
divisão em órgãos é fenômeno que existe tanto na estrutura das pessoas políticas
(Administração Direta) quanto na estrutura das entidades da Administração Indireta;
No âmbito da Administração Direta, a criação e a extinção de órgãos dependem de lei. Contudo,
a mera disciplina da organização e funcionamento desta, desde que não impliquem aumento de
despesa, podem ser veiculados em decreto do chefe do Poder Executivo;

Os órgãos não possuem personalidade jurídica, esta é atributo apenas da pessoa jurídica a que
pertencem;
A atuação dos órgãos é imputada a pessoa jurídica que integram (teoria do órgão);
Em regra, os órgãos não possuem capacidade processual. (Excepcionalmente, a doutrina e a
jurisprudência, , reconhecem a capacidade processual ou “personalidade judiciária” de órgãos
públicos de natureza constitucional quando se tratar da defesa de suas competências ou
prerrogativas funcionais, violadas por ato de outro órgão)
Órgãos públicos
Classificação

 Órgãos independentes, autônomos, superiores e


subalternos
 Órgãos independentes (ou órgãos primários do Estado): são
aqueles previstos na Constituição e representativos dos Poderes
do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário). (1) Não sofrem
qualquer tipo de subordinação hierárquica ou funcional,
sujeitando-se apenas aos controles constitucionais (2) Integram
essa categoria: Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados, o Senado
Federal, as Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores, Presidência
da República, Governadorias dos Estados e do Distrito Federal, Prefeituras
Municipais, Tribunais Judiciários e Juízos singulares. Pelo alto grau de
independência, conferido pela própria Constituição Federal, integram
também essa categoria o Ministério Público, as defensorias públicas e os
Tribunais de Contas
Órgãos públicos
Classificação

 Órgãos independentes, autônomos, superiores e


subalternos
 Órgãos autônomos: estão “localizados na cúpula da
Administração, imediatamente abaixo dos órgãos independentes

 Órgãos superiores: são aqueles que (1) têm poder de direção,


controle e decisão, (2.1) mas estão sujeitos à subordinação e ao
(2.2) controle hierárquico de níveis superiores de chefia. (3) Não
possuem autonomia administrativa e financeira (as procuradorias,
as coordenadorias e as inspetorias)

 Órgãos subalternos: são aqueles que possuem (1) baixo poder


decisório e cujas (2) atribuições são de mera execução,
Órgãos públicos
Classificação

 Órgãos simples ou compostos


 Órgãos simples (ou unitários): são os constituídos por
um único centro de competência - sem subdivisões
internas

 Órgãos compostos: são aqueles que reúnem em sua


estrutura uma série de outros órgãos menores.
Órgãos públicos
Classificação

 Órgãos singulares ou colegiados


 Órgãos singulares (ou unipessoais): são aqueles que
atuam e decidem por meio de um único agente

 Órgãos colegiados (ou pluripessoais): são aqueles que


atuam e decidem pela maioria da vontade de seus
membros
Órgãos públicos
Classificação
 quanto às funções (Celso Antônio Bandeira de Mello)
 ativos (expressam decisões estatais para cumprimento
dos fins públicos);

 de controle (fiscalizam e controlam a atividade de


outros órgãos);

 consultivos (órgãos de aconselhamento);

 verificadores (encarregados de perícias ou de


conferências);

 contenciosos (julgam situações controversas).