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Curso: Engenharia Hidráulica

Cálculo de Redes de
CRAA Abastecimento de Água Capítulo I .
• Estações elevatórias

Aula 4 & 5
Cálculo de Redes de Abastecimento de Água
Estações elevatórias
e.mail: edelinogui@gmail.com
Docente Foquiço Contacto: +258 848235556
Cálculo de Redes de
Abastecimento de Água

Introdução .
• É propósito principal da cadeira, proceder com o
dimensionamento das diversas partes constituintes
de em Sistema de Abastecimento/distribuição de
Água - SDA
Cálculo de Redes de Abastecimento de Água

Componentes de um SDA
1. Captação
2. Adução e conjunto elevatório (água bruta e
água tratada)
3. Estação de tratamento de água (ETAP)
4. Reservação (após tratamento na ETAP e na
rede de distribuição)
5. Distribuição (redes)
Ver esquema
Estações Elevatórias

Introdução .
• Neste capítulo, serão vistos os tipos de bomba,
constituição e aspectos de dimensionamento de
estações elevatórias.
Estações Elevatórias

Máquinas hidráulicas geradoras

Máquinas de fluxo (turbo-bombas)


• O fluido passa de maneira contínua pelo rotor
(elemento principal da máquina)

De deslocamento positivo


• Principal característica: uma partícula líquida em
contacto com o órgão que comunica a energia
tem aproximadamente a mesma trajetória que a
do ponto do órgão com o qual está em contacto
Máquinas hidráulicas geradoras Estações Elevatórias

Classificação
 Quanto à trajectória do fluido:

Centrífugas ou radiais
 Trajectória do fluido: do centro à periferia

Diagonais Axiais
Máquinas hidráulicas geradoras Estações Elevatórias
Classificação

Quanto à posição do eixo


 De eixo horizontal: as mais utilizadas
 De eixo vertical: utilizadas em poços
subterrâneos profundos

Quanto a instalação
 A seco
 Totalmente submersa
 Submersa com motor a seco
Máquinas hidráulicas geradoras Estações Elevatórias
Classificação

Bombas Centrífugas (ou radiais)


• Mais simples e mais empregada

• Têm como princípio de funcionamento a força


centrífuga através de palhetas e impulsores que
giram no interior de uma carcaça estanque

• A movimentação do fluído dá-se do centro (entrada


paralela ao eixo) para a periferia do rotor (no sentido
perpendicular ao eixo de rotação)
Máquinas hidráulicas geradoras Estações Elevatórias

Principais elementos de uma


bomba centrífuga
Corpo: -conduz o líquido e suporta os
rolamentos do eixo
Eixo: -transmite o torque da fonte de
energia ao rotor
Rotor: -transforma a energia
mecânica em hidráulica
Difusor: -transforma a energia cinética
em energia de pressão
Ver detalhes
Bombas centrífugas Estações Elevatórias
Principais elementos

Ver detalhes
Estações Elevatórias

Dimensionamento de
estações elevatórias
Dimensionamento Estações Elevatórias

• Para proceder com a selecção do grupo


electrobomba idóneo para uma instalação
hidráulica, faz-se necessário conhecer as
características da instalação

• Consiste em conhecer o ponto de


funcionamento do sistema (PF) através do
cálculo da demanda energética da
instalação (𝐻𝑚 ) necessária para elevar um
certo caudal do projecto 𝑄𝑃
Dimensionamento Estações Elevatórias

Curva Característica do Sistema


(CCI)
• A Curva Característica do Sistema (CCI)
mostra os dois parâmetros mais importantes
para o dimensionamento da bomba para um
sistema:

A altura manométrica total (𝐻𝑚 ou 𝐻𝑠𝑖𝑠𝑡. )


O caudal (Q ou 𝑄𝑃 ou 𝑄𝑠𝑖𝑠𝑡. )
Curva característica do sistema Estações Elevatórias

Obtenção
• Esta curva é determinada a partir da fórmula
geral da altura manométrica total 𝑯𝒎 = 𝒇 𝑸
para determinados pontos de caudal

• Nota.
O único termo que varia com o caudal,
é o termo da perda de carga (ℎ𝑓 )
Curva característica do sistema Estações Elevatórias
Obtenção
• Sendo o único termo variante com o caudal,
a perda de carga ℎ𝑓 , esta curva pode ser
separada em duas partes:

𝑝2 − 𝑝1
𝐻𝑚 = 𝑍2 − 𝑍1 + + 𝐴𝑄 𝑛
𝛾

Estática: envolve parâmetros independentes do


caudal

Dinâmica: envolve parâmetros variantes com o


caudal (Ver figura abaixo)
Curva característica do sistema Estações Elevatórias
Obtenção

ℎ𝑓 = 𝐴𝑄 𝑛

𝑝2 − 𝑝1
𝑍2 − 𝑍1 +
𝛾

𝐻𝑔 = 𝑍2 − 𝑍1
Curva característica do sistema Estações Elevatórias
Obtenção

• Geralmente a curva característica do Sistema


tem a seguinte forma (reservatórios abertos):

𝐻𝑚 = 𝐻𝑔 + 𝐴𝑄 𝑛
Onde:

𝑯𝒎 = altura manométrica do sistema


𝑯𝒈 = desnível entre os níveis d´água de montante e
de jusante
𝑸 = caudal a transportar
𝑨e𝒏 = coeficientes de perdas na instalação (de
acordo com a equação de perdas de carga)
Curva característica do sistema Estações Elevatórias
Obtenção

Perdas na instalação, 𝒉𝒇
• A perda de carga total (ℎ𝑓) que ocorre na
instalação, é constituída por:

ℎ𝑓𝑠 = total de perdas de carga na sucção


ℎ𝑓𝑟 = total de perdas de carga no recalque

• Estas devem-se à singularidades e à


rugosidade das paredes da tubulação
Curva característica do sistema Estações Elevatórias
Perdas na instalação, 𝒉𝒇

Considere
o esquema

A figura representa
a tubulação de
sucção e a
tubulação de
recalque
Curva característica do sistema Estações Elevatórias
Perdas na instalação, 𝒉𝒇

• A perda de carga total na sucção ℎ𝑓𝑠 é dada pela


soma das perdas contínuas e localizadas devido à
singularidades na tubulação de sucção:
2 2
𝐿𝑠 𝑈𝑠 𝑈𝑠
ℎ𝑓𝑠 = 𝑓 +𝐾
2𝑔𝐷𝑠 2𝑔

• A perda de carga total no recalque ℎ𝑓𝑟 é dada pela


soma das perdas contínuas e localizadas devido à
singularidades na tubulação de recalque:

𝐿𝑟 𝑈𝑟 2 𝑈𝑟 2
ℎ𝑓𝑟 = 𝑓 +𝐾
2𝑔𝐷𝑟 2𝑔
Estações Elevatórias

Curvas Características da bomba


(CCB)
• As curvas características de uma bomba
visam corresponder às características da
instalação através da elevação de um caudal
𝑄 a uma altura total 𝐻 que representam a
demanda do sistema

• São um conjunto de curvas que caracterizam


a bomba e são fornecidas pelo fabricante
Curvas características da bomba Estações Elevatórias

• A altura total de uma bomba 𝐻𝐵 , varia com o


caudal que a atravessa

• Uma bomba é caracterizada por meio das


seguintes curvas:

Altura manométrica vs. Caudal: 𝐻 𝑄


Rendimento vs. Caudal: 𝜂 𝑄
Potência vs. Caudal: 𝑃 𝑄
𝑁𝑃𝑆𝐻𝑟𝑒𝑞𝑢𝑒𝑟𝑖𝑑𝑜 𝑄
Curvas características da bomba Estações Elevatórias

Curvas de estrangulação
• A curva 𝑯 = 𝒇(𝑸) é denominada curva de
estrangulação da bomba, e é fornecida pelo
fabricante

• Nas abscissas são dados os caudais e nas


ordenadas, as alturas totais
Curvas características da bomba Estações Elevatórias

Curvas de rendimento
• O rendimento varia em função do caudal e
do diâmetro do rotor, e é dado por curvas de
nível de iso-rendimentos superpostas ao
diagrama 𝐻 = 𝑓 𝑄

• Se as curvas 𝐻 𝑄 e 𝜂 𝑄 são conhecidas, é


possível determinar a curva de potência
consumida pela bomba 𝑃𝐵 para qualquer par
de valores (H;Q)
Curvas características da bomba Estações Elevatórias

Curva de potência absorvida


• Alguns fabricantes, em lugar das curvas de
rendimento, fornecem a curva de potência
consumida (𝑃𝐵 ) em função do caudal e do diâmetro
do rotor

• Para cada caudal, é possível determinar o par de


valores 𝑃 𝑄 e posteriormente calcula-se o
rendimento pela fórmula abaixo:

𝛾𝑄𝐻𝐵
𝑃𝐵 =
𝜂𝐵
Curvas características da bomba Estações Elevatórias

Curva do 𝑵𝑷𝑺𝑯 requerido


• O NPSH requerido representa, em linhas
gerais, a energia total, referenciada ao zero
absoluto de pressões, que deve ter a bomba
em sua entrada para que não seja rompida a
coluna de vaporização do líquido ou que não
haja cavitação

• Os fabricantes de bombas, também têm


fornecido a curva de variação do NPSH
requerido em função do caudal
Estações Elevatórias

Selecção de bombas
Estações Elevatórias

Pré-selecção de bombas
• Para a escolha preliminar da bomba, leva-se
em consideração as características da
instalação: carga manométrica e caudal de
projecto

• Após ter esses dois parâmetros, já pode


optar-se pelo fabricante
Selecção de bombas Estações Elevatórias

• Muitos fabricantes fornecem mosaicos de


pré-selecção de bombas, nos quais
relacionam a altura manométrica, caudal e o
intervalo de diâmetros de rotores que podem
ser utilizados na mesma bomba
Selecção de bombas Estações Elevatórias

• Após a escolha do fabricante e do modelo,


aplica-se o caudal de projecto ( 𝑄𝑃 ) na
equação da CCI e obtém-se a carga
manométrica de projecto (𝐻𝑚𝑃 )

• Com o par de coordenadas (𝑄𝑃 , 𝐻𝑚𝑃 ), pode-


se fazer a pre-selecção da bomba através do
diagrama (mosaico), os quais geralmente
são fornecidos para duas rotações nominais,
e posterior escolha do diâmetro do rotor mais
adequado pelo diagrama em colina
Selecção de bombas Estações Elevatórias

• Escolhido o diâmetro do rotor, parte-se para


a especificação do ponto de funcionamento

• O ponto de funcionamento é obtido no


cruzamento da CCB com a CCI e neste
cruzamento define-se:

 O Caudal
 A Carga manométrica
 O Rendimento da bomba
 O NPSH requerido
Selecção de bombas Estações Elevatórias

Condições do projecto

• O ponto de projecto representado pelo par


coordenado (𝑄𝑃 , 𝐻𝑚𝑃 ), nem sempre coincide
com o ponto de funcionamento da bomba
( 𝑄𝐹 ; 𝐻𝐹 ) ou ( 𝑄𝑠𝑖𝑠𝑡. ; 𝐻𝑠𝑖𝑠𝑡. ), dado pela
intersecção entre a CCI e a CCB
Selecção de bombas Estações Elevatórias

• Para atender às condições do projecto,


podem ser seguidas algumas medidas:

Controlar o caudal através de uma válvula ou


registro, reduzindo-o à quantidade desejada
Alterar o diâmetro do rotor, mantendo-se a
rotação constante
Alterar a rotação do rotor, mantendo-se o
diâmetro constante

Sendo as duas últimas, as mais recomendadas


Selecção de bombas Estações Elevatórias

Ponto de funcionamento do Sistema


• Plotando no mesmo gráfico, a curva
característica da instalação e a curva
característica da bomba, obtém-se o ponto
de funcionamento do sistema (PF), onde as
características energéticas da instalação
serão supridas pelas da bomba (Ver figura
abaixo)

PF: 𝐻𝐵 = 𝐻𝑠𝑖𝑠𝑡.
Selecção de bombas Estações Elevatórias
Ponto de funcionamento do Sistema

Nota.
– Nem sempre o PF coincide com o 𝑸𝑷
Selecção de bombas Estações Elevatórias
Ponto de funcionamento do Sistema

• Uma mesma bomba pode operar em vários


pontos de funcionamento desde que se altere as
características da instalação (𝐶1 , 𝐶2 e 𝐶3 )
Selecção de bombas Estações Elevatórias
Ponto de funcionamento do Sistema

Para vários tipos de recalque


• As condições de instalação podem ter várias
características:
 Instalações com os reservatórios de montante e
de jusante ao mesmo nível
 Instalações com o reservatório de montante a um
nível inferior que o de jusante
 Instalações com dois ou mais reservatórios de
jusante em níveis diferentes
 Instalações com dois ou mais reservatórios de
jusante em mesmo nível
Sistemas de recalque
Selecção de bombas Estações Elevatórias
Ponto de funcionamento do Sistema

Serviço estável
• Ao considerar-se a
operação de uma bomba
em uma instalação de
altura constante
(reservatório de grande
área, por exemplo)
podemos verificar se a
operação é estável ou
não, no ponto de
funcionamento F
Ponto de funcionamento do Sistema Estações Elevatórias
Serviço estável

• Fazendo o caudal aumentar de ∆Q


temporariamente, a altura necessária a
instalação irá aumentar, e a altura de
elevação da bomba irá diminuir, resultando
em uma diferença de altura ∆H

• Essa diferença de altura, ∆H, irá forçar a uma


redução de caudal, fazendo que a condição
do escoamento retorne ao ponto F,
aumentando a altura de elevação da bomba
Ponto de funcionamento do Sistema Estações Elevatórias

Serviço instável
• Considerando uma
bomba empregada na
alimentação de um
tanque (Ver figura), a
curva característica da
instalação irá se
deslocando para cima a
medida que o nível no
tanque for se elevando
Ponto de funcionamento do Sistema Estações Elevatórias
Serviço instável

• Inicialmente o tanque está com nível baixo e a


bomba trabalha no ponto 1, e em seguida no
ponto 2.

• Se a saída da água no tanque for inferior à


entrada da água bombeada, e a bomba não for
controlada, a bomba irá trabalhar no ponto 3 e
finalmente no ponto 4

• Consequências: o fluxo reverte-se em sentido


contrário bruscamente, e a bomba volta a
trabalhar normalmente no ponto 3 ou próximo
do ponto 4
Ponto de funcionamento do Sistema Estações Elevatórias
Serviço instável

• Esta situação causa grandes torques no


eixo da bomba no instante da reversão do
escoamento, ocasionando também
sobrecarga no motor eléctrico

• A solução para este tipo de problema é


controlar automaticamente a bomba
(fechando a válvula de saída ou desligando
o motor eléctrico) a partir do nível do tanque
e o uso de válvulas de retenção
Selecção de bombas Estações Elevatórias

Exemplo 1 – pré-selecção de uma bomba


• 𝑄𝑃 = 14 𝑚3 Τℎ
• 𝐻𝑚𝑃 = 120 𝑚

• Utilizando mosaicos da KSB escolhe-se a bomba

• Escolhida a bomba KSB MEGACHEM 32-250.1, deve-se,


consultando o catálogo, obter as curvas para os diversos
diâmetros, e escolher o diâmetro do rotor adequado e
especificar o ponto de trabalho
• Solução: 𝑄 = 14,1 𝑚3 Τℎ e 𝐻𝑚 = 122 𝑚
Estações Elevatórias

Variação das CCB

• Para o estudo da variação das curvas


características de uma bomba, parte-se do
princípio da teoria de semelhança de
máquinas hidráulicas considerando a escala
geométrica de 1:1, uma vez que a bomba
não sofreu alteração
Variação das CCB Estações Elevatórias

Diâmetro do rotor
• Como já se comentou anteriormente, cada
diâmetro de rotor corresponde uma curva
característica, o que tem implicações na
capacidade da bomba

• Com base na teoria de semelhança, pode-se


alterar o diâmetro do rotor e assim adaptar a
bomba a novas necessidades de caudal e/ou
altura manométrica
Diâmetro do rotor Estações Elevatórias

• Se o diâmetro for modificado, as curvas


características apresentam as seguintes
relações com as características originais:

𝑄2 𝐷2
Caudal: =
𝑄1 𝐷1

𝐻2 𝐷2 2
Carga: =
𝐻1 𝐷1

𝑃2 𝐷2 3
Potência: =
𝑃1 𝐷1
Variação das CCB Estações Elevatórias

Rotação 𝒏

• Considerando uma mesma bomba (𝐺 = 1)


operada com diferentes rotações de
funcionamento, nota-se uma alteração no
caudal, carga e potência, variando segundo
a escala de rotações (𝑛 = 𝑁Τ𝑛)
Rotação 𝒏 Estações Elevatórias

• Uma vez mantidos constantes a forma e o


diâmetro do rotor, a energia transferida do
fluído varia com a rotação, pelas relações:

𝑄2 𝑛2
Caudal: =
𝑄1 𝑛1

𝐻2 𝑛2 2
Carga: =
𝐻1 𝑛1

𝑃2 𝑛2 3
Potência: =
𝑃1 𝑛1
Rotação 𝒏 Estações Elevatórias

• Nota.
Os valores de rotação são determinados
pela configuração interna das partes
eléctricas do motor (nº de polos), e também
pelo valor da frequência eléctrica fornecida
pela concessionária de Energia:

120𝑓
Motor síncrono: 𝑛 𝑟𝑝𝑚 =
𝑝
Onde:
𝑓 = é a frequência (fornecida pela
concessionária local)
𝑝 = número de polos do motor
Variação das CCB Estações Elevatórias

Rotação ou velocidade específica 𝒏𝒔


• É uma grandeza importante na escolha do
tipo da bomba e é definida para o ponto de
rendimento máximo da bomba

• Representa a rotação da bomba modelo,


trabalhando com caudal e altura
manométrica iguais a unidade, ou seja:

𝑄𝑚 = 1; 𝐻𝑚 = 1
Rotação ou velocidade específica 𝒏𝒔 Estações Elevatórias

• Considerando a rotação da bomba do


modelo 𝑛𝑚 = 𝑛𝑠 , tem-se:

𝑛𝑠 𝑄𝑚 𝑛 𝑄 𝑛 𝑄
3Τ4
= 3Τ4 → 𝑛𝑠 = 3Τ4
𝐻𝑚 𝐻 𝐻

Onde:
𝑛𝑠 , 𝑄𝑚 e 𝐻𝑚 = representam o modelo
𝑛, 𝑄 e 𝐻 = representam o protótipo
Estações Elevatórias

Potência requerida
• As estações elevatórias, além dos custos de
instalação, representam a maior
percentagem dos custos anuais devido a
necessidade energética permanente

• Pelo referido acima, faz-se sempre


necessário, conhecer qual a demanda
energética que o sistema irá solicitar
Potência requerida Estações Elevatórias

Potência da bomba
• Haverá necessidade de instalação de uma
bomba em um circuito hidráulico sempre
que:
𝐻1 < 𝐻2 + ℎ𝑓1−2
• Onde:
𝐻1 = carga total no reservatório a montante
𝐻2 = carga total no reservatório a jusante
ℎ𝑓1−2 = perda de carga total
Potência requerida Estações Elevatórias
Potência da bomba

• A potência transmitida pela bomba ao


escoamento – potência útil – é:

𝑃𝐵 = 𝛾𝑄𝐻𝐵

Onde
𝐻𝐵 = 𝐻2 − 𝐻1 + ℎ𝑓1−2
Potência requerida Estações Elevatórias
Potência da bomba

• Levando em conta as perdas que ocorrem no


interior da própria bomba, a potência desta é
um pouco superior – potência absorvida:

𝛾𝑄𝐻𝐵
𝑃𝐵 = 𝜂𝐵 → rendimento da bomba
𝜂𝐵
Potência requerida Estações Elevatórias

Potência do grupo motor-bomba


O motor eléctrico absorve energia eléctrica da
rede de alimentação e a transforma em
energia disponível no eixo para o acionamento
da bomba:
𝛾𝑄𝐻𝑠𝑖𝑠𝑡
𝑃𝑚 =
𝜂𝑚 𝜂𝐵
Sendo
𝜂𝑚 → rendimento do motor
Estações Elevatórias

Associação de bombas
Associação de bombas Estações Elevatórias

Introdução
• Em instalações hidráulicas, pode-se
encontrar associações de duas ou mais
bombas. As associações de bombas
implicam em uma curva característica da
associação, diferente da curva característica
de uma bomba isolada

• Com a associação de bombas em série ou


em paralelo, pode-se obter uma faixa maior
de variação de altura de elevação ou de
caudal
Associação de bombas Estações Elevatórias

Bombas em série
• Utilizada quando deseja-se alcançar maiores
elevações onde uma só bomba não seria
capaz (Exemplo, em instalações com
distribuição em percurso)

• Devido a problemas que podem advir deste


tipo de associações, recomenda-se o uso de
bombas de múltiplos estágios
Associação de bombas Estações Elevatórias
Bombas em série
Associação de bombas Estações Elevatórias
Bombas em série

• Para a associação de bombas em série:

𝐻𝑠𝑖𝑠𝑡
𝐻𝐵 =
𝑛º 𝑑𝑒 𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎𝑠
 bombas iguais

𝑄𝐵 = 𝑄𝑠𝑖𝑠𝑡
Onde:
𝐻𝐵 = altura manométrica de cada bomba
𝐻𝑠𝑖𝑠𝑡 = altura manométrica total
𝑄𝐵 = caudal bombeado por cada bomba
𝑄𝑠𝑖𝑠𝑡 = caudal de demanda do sistema
Associação de bombas Estações Elevatórias
Bombas em série

Duas bombas em série

Curvas características das


bombas e do sistema e o
ponto de funcionamento
Associação de bombas Estações Elevatórias

Bombas em paralelo
• Muito comum em sistemas de médio e
grande porte

• Em sistemas que demandam caudal que só


uma bomba, em dimensões razoáveis, não
seria capaz de fornecer

• Em sistemas com consumo crescente


Associação de bombas Estações Elevatórias
Bombas em paralelo
Associação de bombas Estações Elevatórias
Bombas em paralelo

• Para a associação de bombas em paralelo:

𝐻𝐵 = 𝐻𝑠𝑖𝑠𝑡
𝑄𝑠𝑖𝑠𝑡
𝑄𝐵 =
𝑛º 𝑑𝑒 𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎𝑠
 bombas iguais

Onde:
𝐻𝐵 = altura manométrica de cada bomba
𝐻𝑠𝑖𝑠𝑡 = altura manométrica total
𝑄𝐵 = caudal bombeado por cada bomba
𝑄𝑠𝑖𝑠𝑡 = caudal de demanda do sistema
Associação de bombas Estações Elevatórias
Bombas em paralelo

Duas bombas em paralelo.

Curvas características das bombas e do


sistema e o ponto de funcionamento
Estações Elevatórias

Cavitação.
NPSH – Net Positive
Suction Head
Estações Elevatórias

NPSH – Net Positive Suction Head


• Refere-se a carga absoluta positiva total que
deve-se garantir em sucções de bombas
para evitar o fenómeno de cavitação

• O fenômeno da cavitação ocorre quando a


pressão absoluta do líquido no interior da
bomba iguala ou torna-se inferior a tensão
de vapor à temperatura constante
NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias

• A cavitação começa a ocorrer em um ponto


qualquer B no interior de uma bomba
centrífuga quando a pressão absoluta do
líquido nesse ponto (𝑝𝐵ҧ ) iguala a tensão de
vapor saturado (𝑡𝑣 ou 𝑝𝑣 )

• Condição para a não ocorrência da


cavitação:
𝑝1ҧ > 𝑝𝑣
NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias

•A figura ao lado,
representa o trecho de
sucção de em sistema
elevatório

Não ocorrerá a cavitação se:


ഥ 𝟏 > 𝒕𝒗
𝒑
NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias

NPSH requerido
• O fabricante indica a carga absoluta mínima
descontada a tensão de vapor saturado 𝒕𝒗 a
ser mantida no orifício de aspiração da
bomba, para que em seu interior não ocorra
cavitação – NPSH requerido (𝑁𝑃𝑆𝐻𝑅 )

2
𝑈1
𝑁𝑃𝑆𝐻𝑅 = + ∆ℎ1
2𝑔

É característico de cada bomba


NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias
NPSH requerido

• Caso a 𝑁𝑃𝑆𝐻𝑅 não for disponibilizado, pode


ser calculado, de forma aproximada,
considerando o ponto do máximo
rendimento da bomba, pela fórmula:

𝑁𝑃𝑆𝐻𝑅 ≅ ∆ℎ1 ≅ 0,0012𝑛4Τ3 𝑄 2Τ3


Onde:
𝒏 = rotação nominal da bomba (rpm)
𝑸 = caudal no ponto de rendimento máximo da
bomba (𝑚3 Τ𝑠)
𝑵𝑷𝑺𝑯𝑹 (m)
NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias

NPSH disponível – (𝑵𝑷𝑺𝑯𝑫 )

• É A carga absoluta total existente no flange


de sucção da bomba subtraída da tensão de
vapor do líquido

Depende das características da


instalação
NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias
NPSH disponível

• A NPSH disponível no orifício de aspiração


da bomba é calculado a partir das
características da instalação de
bombeamento:
𝑝𝑎𝑡𝑚 𝑝𝑣
𝑁𝑃𝑆𝐻𝐷 = + 𝐻𝑠 − − ℎ𝑓𝑠
𝛾 𝛾
Onde:
𝐻𝑠 = 𝑍0 − 𝑍1 → altura de sucção da bomba
𝑝𝑣
= ℎ𝑣 → pressão de vapor em mca
𝛾
ℎ𝑓𝑠 → total de perdas de carga na sucção
NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias

Condição de não cavitação


• A condição para que não haja cavitação é
que a NPSH disponível na canalização seja
maior do que a NPSH requerido pela bomba:

𝑝𝑎𝑡𝑚
+ 𝐻𝑔𝑆 − ℎ𝑣 − ℎ𝑓𝑠 > 𝑁𝑃𝑆𝐻𝑅
𝛾
Ou
𝑁𝑃𝑆𝐻𝐷 > 𝑁𝑃𝑆𝐻𝑅
NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias
Condição de não cavitação

• Da expressão anterior, deduz-se que existe


um valor máximo da altura geométrica de
aspiração para que não ocorra cavitação

• Este valor é função das características da


bomba ( 𝑁𝑃𝑆𝐻𝑅 ), da temperatura e da
natureza do líquido, da altitude média do
local, das características da conduta e
singularidades do trecho de sucção da
instalação
NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias
Condição de não cavitação

Da inequação da 𝑵𝑷𝑺𝑯𝑫 pode-se tirar as


seguintes conclusões:

𝑵𝑷𝑺𝑯𝑫 aumenta:
 Diminuindo a cota do eixo da bomba
 Diminuindo-se a perda de carga na aspiração

𝑵𝑷𝑺𝑯𝑫 diminui:
 Quanto maior for a temperatura do líquido
 Quanto maior for a altitude média do local
NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias

Tensão ou pressão de vapor


A tensão de vapor (𝒕 𝒗 ) saturado depende da natureza
do líquido e aumenta com a temperatura. A expressão
abaixo permite o cálculo da tensão de vapor saturado
em 𝑁Τ𝑚2 para a água:

𝑝 𝑣 = 𝛾 5,834 × 10−2 + 5,867 × 10−3 𝜃 + 2,372 × 10−5 𝜃 2 + 6,591 × 10−6 𝜃 3

Válida para água entre 4°C e 50°C, com erro relativo 𝜖 < 4%
𝛾 = peso específico da água a 4 ºC (𝑘𝑔Τ𝑚3 )
𝜃 = temperatura da água (ºC)
NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias

Pressão atmosférica local


O conhecimento da altitude média local, acima do
nível do mar, é necessário para a determinação da
pressão atmosférica média local

A pressão atmosférica média local 𝒑𝒁 pode ser


calculada em função da pressão atmosférica ao nível
do mar e da altitude local com suficiente precisão pela
equação abaixo:
−𝑍Τ8000
𝑝𝑍 = 𝑝0 𝑒
𝑝0 = pressão atmosférica ao nível do mar
𝑍 = altitude média local
NPSH – Net Positive Suction Head Estações Elevatórias

Para além do uso das fórmulas acima


apresentadas, os valores de pressão de vapor do
líquido e da pressão atmosférica média local,
podem ser encontrados em tabelas
Estações Elevatórias

Número de conjuntos elevatórios

Pequenas elevatórias
Duas bombas iguais, cada uma devendo
estar apta para atender o caudal do projecto

Para Elevatórias maiores ou de grande


porte
Faz-se sempre necessário garantir a
continuidade de funcionamento, dai que deve
sempre garantir-se um conjunto de reserva
Estações Elevatórias

Localização das estações elevatórias


Próximas às fontes de captação

No meio das fontes de captação

Junto ou próximas das ETAPs

Junto ou próximas aos reservatórios


(pontos) de sucção
Fim da aula 4 & 5
Trabalho de investigação nº 1
• Tema:
Peças especiais e Órgãos de manobra
e segurança
• Peças especiais (acessórios). Ex. curva 90º ou
cotovelo 90º → quando se utiliza → coeficientes de
perda

• Órgãos de manobra e segurança. Ex. ventosas:


 Definição técnica
 Função
 Mecanismo de funcionamento (como funciona)
 Coeficientes de perda