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Criminologia

• Ciências Criminais
• Direito Penal
• Define os comportamentos dos indivíduos, determinando
dentre eles aqueles considerados indesejados,
classificando-os, à partir daí, como CRIMES (mais graves) e
CONTRAVENÇÕES (menos graves), estabelecendo em
seguida as penas a serem aplicadas àqueles que os
cometeram. Tem como objetivo a proteção de bens
essenciais ao convívio em sociedade.
• É a ciência normativa do DEVER SER (como as coisas
deveriam ser – comportamento racional do homem – a
norma – como dogmática)
Criminologia
Ciências Criminais
• Política Criminal
• Criada por Franz Von Lizst, define estratégias e meios de
controle social da criminalidade, planeja a criação de
programas eficazes de prevenção de ocorrências e de
intervenção positiva no homem delinquente, além do
desenvolvimento dos diversos modelos ou sistemas de
resposta ao delito.
Criminologia
• Antiguidade

• Alcmeon, de Cretona (sec. VI a. C.)


• Dissecou animais em busca de respostas aos estudos das
qualidades biopsíquicas dos delinquentes

• Hipócrates
• O crime é resultado da loucura do homem.
• Considerada a base da imputabilidade criminal, ou o princípio
da irresponsabilidade penal do homem insano.
Criminologia
• Ciências Criminais
• Criminologia
• Ciência empírica que estuda o CRIME, o CRIMINOSO, a
VÍTIMA e o comportamento da SOCIEDADE. Se preocupa
com a prevenção do delito, realizando o diagnóstico do
crime.
• É a ciência empírica do SER (como as coisas são –
comportamento emocional e social do homem – o fato).
Analisa o crime como fator individual e como fator social.
Criminologia
• Antiguidade

• Protágoras (485 – 415 a.C.)


• Defendia a utilização da pena como meio de evitar a prática de
novas infrações através dos exemplos a atingir todos os membros de
um corpo social. Pena com a finalidade de prevenção geral negativa
(não faça, pois se o fizer vai sofrer como ele).
• Sócrates (470 – 399 a.C.)
• Pena como fator de ressocialização, pois pregava a necessidade de
ensinar aos delinquentes a não repetir a infração. Pena com
finalidade de prevenção especial negativa (evitar a reincidência) e
positiva (ressocialização).
Criminologia
• Antiguidade

• Platão – (427-347 a.C) – “A República” – “A Retórica”


• A ganância e a cobiça geravam a criminalidade (fatores
econômicos)
• Estuda a etiologia (causa) do crime

• Aristóteles – (388-322 a.C) – “A Política”


• Seguia a mesma linha de Platão e defendia os fatores
econômicos como causa do fenômeno criminal
Criminologia
• Antiguidade
• Santo Agostinho (354 – 430 a.C.)
• Compreendia a Lei de Talião como injustiça.
• Defendia a pena como defesa social e promover a ressocialização
(finalidade preventiva da pena) do delinquente evitando a prática de
novos crimes
• São Tomás de Aquino (1226 – 1274)
• Defendia a justiça distributiva (dar a cada um o que é seu segundo
certa igualdade).
• A pobreza desencadeava (a etiologia - causa) o roubo, e defendia,
inclusive, o furto famélico (base da excludente de ilicitude – estado
de necessidade)
Criminologia
• Destaques deste período:

• Não havia um estudo sistematizado sobre o crime e o criminoso


• As explicações, em sua maioria, ligavam o mal e o crime a fatores
sobrenaturais ou religiosos
• O crime era um tabu ou pecado (sempre visto pelo lado ético ou
moral)
• O criminoso como uma entidade diabólica
Criminologia
• Fases da Vingança
• Privada
• Lei de Talião – Código de Hamurabi
• A vítima agia em defesa de seus interesses
• Ausência do Estado
• Justiça com as próprias mãos (auto tutela)
• Instituto da “composição”, onde os ofensores mais
abastados “compravam” sua liberdade.
Criminologia
• Fases da Vingança
• Divina
• O crime era uma ofensa a Deus, que exigia punição dos
criminosos
• Aplicação pelos próprios sacerdotes.
• Penas cruéis, desumanas, capitais
• Ordálias (ordálio – juízo de Deus – justiça divina)
Criminologia
• Fases da Vingança
• Pública
• Sanção passa a ser aplicada pelo Estado, que age em nome
da sociedade
• Normalmente cruéis e desumanas.
• Aplicada pelos monarcas
• Justiça Parcial
• “Jus Puniendi”
Criminologia
• Período de Estado Absoluto

• Governo centralizado
• Vitaliciedade
• Hereditariedade
• Irresponsabilidade
• Proteção às classes mais abastadas
• Penas cruéis e desproporcionais
• Acusações em segredo
• Parcialidade
• Ausência de Defesa
• Alto índice de criminalidade
Criminologia
• Iluminismo
• Movimento surgido na França no século XVII e que defendia o
domínio da razão sobre a visão teocêntrica, dominante na Europa.
• Defesa do pensamento racional às crenças religiosas e o
misticismo.
• Ampla reforma do ensino
• O homem como centro do universo
• Apogeu no século XVIII (Século das Luzes)
• Influência em vários movimentos pelo mundo, tal como as
Revoluções Liberais (Americana e Francesa)
• Cunhou o lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”
Criminologia
• Pensadores Iluministas
• John Locke – O homem adquiria conhecimento com o passar do tempo
através do empirismo (observação). Pai do Liberalismo.

• Franz Marie Arouet (Voltaire) – Defendia a liberdade de pensamento e


criticava a intolerância religiosa.

• Jean Jaques Rousseau – Defendia a ideia de um Estado democrático. A


sociedade está ligada por um contrato social (“O Contrato Social”)

• Charles-Lovis de Secondat (Montesquieu) – Defende a divisão do Poder


Político em três (Executivo, Judiciário e Legislativo)
Criminologia
• Pensadores Iluministas
• Thomas Morus – “Utopia” – 1516. O ouro como causa de todos os
males. Crime como reflexo da desorganização social e da pobreza.

• Thomas Hobbes – “Leviatã” – 1651. Defendia um governo central forte


que deveria dar segurança aos súditos.

• John Howard – “The State of Prision in England”. Propunha um


tratamento mais digno aos presos, tais como direito ao trabalho,
alimentação sadia, assistência religiosa. Considerado o pai da Ciência
Criminal
Criminologia
• Período Humanitário
• Início com o Iluminismo (séculos XVII e XVIII – Século das Luzes)
• Defesa da Reforma do Ensino
• Críticas à Igreja
• Defesa da Saída do Estado da Vida das Pessoas (Defesa de um
Estado Liberal)
• Melhoria das condições de vida das pessoas
• Mudança na aplicação das penas aos delinquentes (tal pena
resolve o problema?)
• Aplicação de penas justas, baseadas em critérios e leis claras e
definidas.
• Fim das penas desproporcionais e cruéis, livrando o corpo do
indivíduo dos castigos.
Criminologia
• Escolas Penais
• Correntes de pensamento estruturadas que discutiam a
legitimidade sobre o direito de punir, a natureza do delito e a
aplicação, ou não, das sanções.
• Principais Escolas Penais
• Escola Clássica ou Humanitária
• Escola Positiva ou Científica
• Escola Correcionalista
• Escola de Política Criminal ou Moderna Alemã
• Terza Scuola Italiana
• Escola de Lyon
Criminologia
• ESCOLA CLÁSSICA DO DIREITO PENAL – Etapa Pré-Científica da Criminologia

• Parte de algumas teorias distintas: o jusnaturalismo (direito natural –


Grócio), contratualismo (contrato social – Rousseau) e o utilitarismo
(Jeremias Bentham)

• Crime como produto de uma escolha racional e deliberada do agente (livre


arbítrio) que avaliando os riscos de sua ação os assume mesmo assim e
pratica a conduta delituosa.

• O método APRIORÍSTICO utiliza o método ABSTRATO (subjetivo),


DEDUTIVO (consequência do raciocínio – parte da teoria) e DOGMÁTICO
(tomado como verdade absoluta, não aceita contrariedades).
Criminologia
• ESCOLA CLÁSSICA DO DIREITO PENAL
• A pena tem caráter RETRIBUTIVO, ou seja, uma contrapartida da
sociedade ao ato delituoso do agente (mal justo diante de uma mal
injusto). Deveria ser rápida e severa. Certeza da punição evita novos
crimes.

• Fim da arbitrariedade, aplicação da justiça

• Crime como ente jurídico (não é uma ação, é uma infração)

• Não havia preocupação com a origem do comportamento criminoso


e nem como preveni-lo.

• Preocupação com o crime


Criminologia
• ESCOLA CLÁSSICA DO DIREITO PENAL

• Período Filosófico ou teórico – Cesare Bonesana

• Período Jurídico ou prático – Francesco Carrara


Criminologia
• ESCOLA CLÁSSICA DO DIREITO PENAL
• Cesare Bonesana (Marques de Beccaria)
• “Dos Delitos e das Penas” - 1764
• Considerado o precursor da Escola Clássica do Direito Penal
• Afrontou os costumes penais da época
• Juízes não devem interpretar a lei e sim cumpri-la
• Fim das acusações secretas
• Proporcionalidade das penas
• Fim da tortura
• Penas previstas em lei
• Prevenir é melhor que punir
Criminologia
• “Dos Delitos e das Penas”
• É o inicio de uma nova forma de pensar o sistema punitivo
• A obra se volta contra os excessos punitivos, marca dos regimes
absolutistas, defendendo a humanização da resposta do Estado à
infração penal.
• Defendia que a pena não fosse uma violência (fim das penas cruéis)
• Pena essencialmente pública (conhecida), rápida, necessária, a mínima
possível nas circunstâncias dadas, proporcional aos delitos e ditadas
pelas leis.
• Escolha dos meios que devem provocar no espírito público a impressão
mais eficaz e mais durável (exemplo a ser seguido) e igualmente menos
cruel no corpo do delinquente.
Criminologia
• ESCOLA CLÁSSICA DO DIREITO PENAL
• Francesco Carrara
• “Programa de Direito Criminal” (1848)
• Defendia o crime como um ente jurídico (criação do Estado
através da Lei)
• Crime constituído de duas forças: a FÍSICA (movimento
corpóreo e o dano causado pelo crime); e a MORAL (vontade
livre e consciente do delinquente)
• Só é crime aquilo que infringe a lei penal (criada pelo Estado
para defender o interesse dos cidadãos)
Criminologia
• ESCOLA CLÁSSICA DO DIREITO PENAL
• Gian Domenioco Romagnosi
• “Gênese do Direito Penal”
• Trata o Direito Penal como natural, anterior às convenções
humanas.
• A finalidade da pena é a defesa da sociedade
Criminologia
• ESCOLA CLÁSSICA DO DIREITO PENAL
• Jeremias Benthan
• “Introdução aos princípios morais e legislação”
• Pai do Utilitarismo (as ações devem ser analisadas em função da
tendência em aumentar ou diminuir o bem estar das partes afetadas)
• A pena se justifica por sua utilidade de, em castigando o autor
protegesse a sociedade (utilidade geral)
• A pena deveria ser cruel o suficiente para que o individuo se sentisse
amedrontado e não cometesse o delito.
• Defendia a pena como PREVENTIVA GERAL
• Profilaxia Criminal
Criminologia
• ESCOLA CLÁSSICA DO DIREITO PENAL
• Anselm Von Feubertach
• Autor do Código Penal da Baviera, considerado o fundador da ciência
do Direito Penal
• “Teoria da Coação Psicológica”- pena como uma medida preventiva e
não retributiva.
• Defende que a lei estabeleça um mal
• Defende que a lei determine que o mal seja concretizado somente com
a violação da lei
• “Nulla poena sine lege” - Não há pena sem previsão legal; “Nulla
poena sine crimine” – A pena somente será imposta na ocorrência de
um crime; “Nullum crimen sine poena legali” – Não há crime sem
previsão legal de pena
Criminologia
• ESCOLA CLÁSSICA DO DIREITO PENAL
• Giovanni Carmignani
• A pena como necessidade política de se manter a paz
• A pena como meio de evitar conflitos futuros (caráter
utilitarista)
• A pena não como meio de se vingar dos delitos passados
(refuta o caráter retribucionista da pena)
Criminologia
• ESCOLA CLÁSSICA DO DIREITO PENAL
• Philippe Pinel
• “Tratado Médico-Filosófico sobre a Alienação Mental”
• Pioneiro no tratamento de doentes mentais
• Precursor da Psiquiatria Moderna
• Aboliu tratamentos antigos (sangrias, vômitos induzidos,
ventosas, isolamentos em quartos escuros, banhos de água fria)
• Aplica tratamento digno e respeitoso (liberta pacientes das
amarras e correntes)
• Separou criminosos de doentes mentais para poder tratar estes
últimos.
Criminologia
• ESCOLA CLÁSSICA DO DIREITO PENAL
• Franz Joseph Gall
• “A Anatomia e Fisiologia do Sistema Nervoso em Geral, e do Cérebro
em Particular”
• Criou a FRENOLOGIA (1800) – teoria que reivindicava ser capaz de
determinar o caráter, as características da personalidade e grau de
criminalidade pela forma da cabeça (pela análise dos caroços e
protuberâncias).
• Defendia que as faculdades mentais estariam localizadas em “órgãos”
cerebrais na superfície e que poderiam ser detectados por inspeção
visual do crânio.
• Defendia que o comportamento do homem poderia ser explicado pelas
malformações cerebrais.
Criminologia
• 19 – 2013 – Auxilia de papiloscospista - São considerados autores
que desenvolveram trabalhos na Escola Clássica:
• A.ManuelCarnevale, Bernardino Alimena e João Impallomeni.
• B.CesareBonesana, Francesco Carrara e Giovanni Carmignani.
• C.Enrico Ferri, CesareLombroso e Marquês de Pombal.
• D.FranzvonLizst, Adolphe Prins e Von Hammel.
• E.CesareLombroso, Paul Topinard e Rafael Garófalo.
Criminologia
• 52 - Cesare Bonesana, o Marquês de Beccaria, pertenceu à seguinte
escola dos estudos da criminologia:
• a) Clássica.
• b) Moderna.
• c) Positiva.
• d) Política criminal ou moderna alemã.
• e) Terza scuola italiana.
Criminologia
• 107 - São considerados autores que desenvolveram trabalhos na
Escola Clássica:
• (A) Manuel Carnevale, Bernardino Alimena e João Impallomeni.
• (B) Cesare Bonesana, Francesco Carrara e Giovanni Carmignani.
• (C) Enrico Ferri, Cesare Lombroso e Marquês de Pombal.
• (D) Franz von Lizst, Adolphe Prins e Von Hammel.
• (E) Cesare Lombroso, Paul Topinard e Rafael Garófalo.
Criminologia
• 11 – 2013 – Papiloscopista - Pode-se afirmar que estão entre os princípios
fundamentais da escola clássica da criminologia:
• a)o crime, na escola clássica, é um ente jurídico, não é uma ação, mas sim uma infração;
a punibilidade deve ser baseada no livre-arbítrio; adota-se o método e raciocínio lógico-
dedutivo.
• b)a pena, que é um instrumento de defesa social; a escola clássica, que se utiliza do
método indutivo-experimental; os objetos de estudo da ciência penal, que são o crime, o
criminoso, a pena e o processo.
• c)o crime é visto como um fenômeno social e individual na escola clássica; a pena tem
caráter aflitivo, cuja finalidade é a defesa social.
• d)o direito penal, que é uma obra humana; a responsabilidade social que decorre do
determinismo social; o delito, que é um fenômeno natural e social.
• e)a distinção entre imputáveis e inimputáveis existente na escola clássica; a
responsabilidade moral baseada no determinismo (quem não tiver a capacidade de se
levar pelos motivos deverá receber uma medida de segurança).
Criminologia
• Período “entre” as Escolas Clássica e Positiva

• Teoricamente, entre o “início” (visto não haver uma data definida para o
começo do pensamento científico e nem para os outros pensamentos,
servindo apenas para didática) foram publicados estudos relativos ao assunto,
bem como o aparecimento de diversas teorias e estudos a respeito do
fenômeno criminal
• A doutrina sobre o assunto é divergente quanto a classificar esses assuntos
nas Escolas de pensamento do Direito Penal.
Criminologia
• Ciências Ocultas ou Pseudociências
• Existentes no período compreendido entre a Idade Média e a Idade
Moderna
• Oftalmoscopia – Procurava estabelecer o caráter do homem pelo
exame da parte interior do olho. Precursora da Oftalmologia
• Metoposcopia – Procurava determinar o caráter do indivíduo pela
observação das rugas ou carquilha (rugas ressecadas) da pele do
rosto
• Demonologia – estudava os demônios e os indivíduos supostamente
possuídos por eles
Criminologia
• Ciências Ocultas ou Pseudociências
• Fisionomia – Buscava estudar a pessoa e seu caráter através dos traços
fisionômicos (cabeça, orelha, nariz e olhos) e da conformação craniana.
Nascida com Juan Batista Della Porta e Kaspar Lavater, reunia todas as
ciências ocultas em uma única.
• Cranioscopia – Criada por Franz Joseph Gall e John Gaspar Spurzhem e
derivada da Fisionomia, defendia as medições externas da cabeça
possibilitando determinar o caráter, as características da personalidade, o
desenvolvimento das faculdades mentais e morais e ainda o grau de
criminalidade.
• Frenologia – Desenvolvida por Franz Joseph Gall ( e evolução da
Cranioscopia, a Frenologia passa a estudar a parte interna do crânio,
tentando localizar cada um dos instintos e inclinações humanas em uma
parte determinada do cérebro e suas afetações de acordo com as
deformações cranianas.
Criminologia
• ESCOLA POSITIVA OU CIENTÍFICA
• Etapa Científica da Criminologia
• Baseada nó método EMPÍRICO, através da ANÁLISE, OBSERVAÇÃO
e INDUTIVO (formulação de teses com base na observação)
• Passagem para o mundo real, concreto, natural
• O delito é um fenômeno natural e social (fatores biológicos, físicos
e sociais)
• A pena é um instrumento de defesa social (prevenção geral)
• Surge para combater a criminalidade, que não conseguiu ser
eliminada com a Escola Clássica
Criminologia
• As causas que deram origem ao crime são os principais elementos
de investigação
• Responsabilidade penal se baseia no Determinismo (as decisões e
escolhas tem uma causa externa ou interna, não levando em conta
o livre arbítrio)
• Preocupa-se com aspectos sociológicos e psicológicos do indivíduo
• Realiza as investigações de forma fragmentada, com auxilio de
várias outras ciências – interdisciplinaridade.
• Objetos de estudo são o crime, o criminoso, a pena e o processo
Criminologia
• Cesare Lombroso
• “O homem delinquente”
• Fase antropológica da Criminologia

• Enrico Ferri
• “Sociologia Criminal
• Fase Sociológica da Criminologia

• Rafaelle Garófalo
• “Criminologia”
• Fase Jurídica da Criminologia
Criminologia
• Cesare Lombroso (1835-1909) – “O homem Delinquente” - 1876

• Considerado o “pai” da Antropologia Criminal


• Instaura um período científico de estudos criminológico.
• Sistematizou uma série de estudos esparsos
• Defendia a existência do criminoso nato (diante de sua má formação),
que seriam antropologicamente diferentes dos demais
• A epilepsia seria fator determinante para a origem da criminalidade
• O criminoso nato seria resultado do atavismo (reaparecimento de
características hereditárias em um individuo)
• O crime seria um fenômeno biológico e não um ente jurídico
Criminologia
• Cesare Lombroso – “O homem Delinquente” – 1876

• Criou o método empírico-indutivo ou indutivo-experimental


• Criou uma tabela de características para determinar o delinquente nato:
• Fronte fugidia
• Crânio assimétrico
• Cara larga e chata
• Grandes maças no rosto
• Lábios finos
• Canhotismo
• Barba rala
• Olhar errante ou duro
Criminologia
• Enrico Ferri (1856-1929)

• Menos justiça penal, mais justiça social


• Agregou aos estudos de Lombroso fatores sociais, econômicos e políticos
na análise da delinquência
• A criminalidade derivava de fenômenos antropológicos, físicos e culturais
• Negou o livre arbítrio
• O delito é resultado de fatores antropológicos ou individuais (constituição
orgânica, psíquica, raça, idade, sexo, estado civil), fatores físicos ou
telúricos (clima, estações, temperatura) e fatores sociais (densidade da
população, opinião pública, família, moral, religião, educação, alcoolismo)
Criminologia
• Enrico Ferri (1856-1929)

• A razão de punir é a defesa social (a prevenção geral é mais eficaz que a


repressão)
• O determinismo ao crime devia chamar-se periculosidade e a defesa social
exigia sua neutralização por parte do poder punitivo
• Para se proteger da criminalidade a sociedade deveria passar a preveni-la,
através do diagnóstico das causas naturais dos delitos.
Criminologia
• Rafaele Garófalo (1851-1934) – “Criminologia”, 1885

• O crime está no homem e se manifesta com sua degeneração (moral ou


psíquica).
• Criou o conceito de temibilidade ou periculosidade que media a porção de
sua maldade
• O delito seria a lesão do senso moral (sentimentos do espírito humano)
• Demonstrou a necessidade de conceber outra forma de intervenção penal,
apresentando a medida de segurança
• Concebeu a noção de delito natural (violação dos sentimentos de piedade e
probidade)
Criminologia
• Criminologia no século XIX
• Criminologia Socialista em sentido amplo – o crime como resultado
da sociedade capitalista
• Loucura moral (monomania homicida) – Jean Etienne Dominique
Esquirol (1840) – “Alucinação” e James Pritchard (1835), que
descreviam os criminosos como individuos com princípios morais
deficientes, apresentando provação ou alteração das faculdades
afetivas, emotivas e do senso oral
• Philippe Pinel (1826) e Felix Voisin (1837) defendiam que a
criminalidade se manifestava devido deficiência no sistema nervoso
do indivíduo
Criminologia
• Em 1882, Alphonse Berillon desenvolveu a antropometria criminal,
que consistia numa técnica de identificação de criminosos pelo
registro de suas medidas corporais e marcas pessoais, tais como
tatuagens, cicatrizes ou marcas de nascença.
• Criou o assinalamento antropométrico e fotografia judiciária.
• Ficou conhecido com bertilonagem
• Apesar de muito criritcado foi adotado pela polícia e pelos
presídios de todo mundo.
• Nunca teve aceitação como teoria explicativa do fato criminoso
Criminologia
• ESCOLAS INTERMEDIÁRIAS OU ECLÉTICAS
• Escola Cartográfica ou Estatística Moral
• Em 1.827 são publicados, na França, os estudos estatísticos de Jean-
Baptiste Antoine Auget, o Barão de Montyon (Observations sur la
Moralité em France), sobre a criminalidade, tendo como base os
números referentes aos acusados da jurisdição do “Parlamento” de
Paris.
• Alguns autores tratam esse período como o precursor do Positivismo
Criminológico.
• Destacam-se nessa fase Adolphe Quetelet (matemático) e Garry
(advogado)
Criminologia
• Adolphe Quetelet – “Física Social”, 1835 – Fascinado com a
sistematização de dados sobre delitos e delinquentes, desenvolveu
três preceitos importantes:
• A) O crime é um fenômeno social
• B) Os crimes são cometidos ano a ano com intensa precisão
• C) Há várias condicionantes da prática delitiva, como miséria,
analfabetismo, clima, etc.
• Formulou a teoria das leis térmicas (no inverno – crimes contra o
patrimônio; no verão – crimes contra a pessoa; na primavera – crimes
sexuais)
Criminologia
• Escola de Lyon (Escola Antropossocial ou Criminal-Sociológica)

• Influenciado pela Escola do químico Pasteur, Alexandre Lacassagne


utilizava-se do micróbio para explicar a importância do meio social na
delinquência.
• A teses da Escola de Lyon é no sentido de que o criminoso é como o
micróbio, algo inócuo até que o adequado ambiente o faz eclodir
• A predisposição pessoal e o meio social fazem o criminosos
• O delinquente não nasce delinquente, mas assim se torna por
influência do meio
Criminologia
• Defensores da Escola de Lyon

• Alexandre Lacassagne (1843-1924) – “As sociedades tem os criminosos


que merecem”
• Aubry Martin Y Locard
• Bournet Y Chassinand
• Coutagne
• Massenet
• Manovrier
• Letorneau
• Topinard
Criminologia
• Escola de Política Criminal ou Moderna Alemã (Escola Sociológica Alemã
• Defesa do método indutivo-experimental para a criminologia
• Distinção entre imputáveis e inimputáveis (pena para os normais e
medida de segurança para os perigosos)
• Crime como fenômeno humano-social e como fato jurídico
• Função finalista da pena – prevenção especial
• Eliminação ou substituição das penas privativas de liberdade de curta
duração
Criminologia
• Pensadores da Escola Sociológica Alemã

• Franz von Lizst


• Adolphe Prins
• Vons Hammel

• União Internacioal de Direito Penal - 1888


Criminologia
• Terceira Escola Italiana (Terza Scuola)
• Origem no início do século XX
• Tentou conciliar preceitos clássicos e positivistas
• Reforma social do Estado na luta contra a criminalidade
• Pena com caráter aflitivo e por fim a defesa social
• Distinção entre imputáveis e inimputáveis
• Responsabilidade moral baseada no determinismo como fundamento
da pena (pena ou medida de segurança)
• Crime como fenômeno social e individual
• Distinção entre disciplinas empíricas (método experimental) e
disciplinas normativas (método dedutivo)
Criminologia
• Defensores da Terza Scuola

• Bernardino Alimena
• Giuseppe Impallomeni
• Manuel Carnevale
Criminologia
• ESCOLA CORRECIONALISTA
• Também chamada de Correcionalismo Penal, surgiu na Alemanha, em 1839,
com Karl David August Röeder.
• Teve seu apogeu e maior importância na Espanha, onde encontrou terreno
fértil de discussões.
• Afirma que a pena tem a finalidade de corrigir a injusta e perversa vontade do
criminoso e, assim, não pode ser fixa e determinada. A pena deve ser
indeterminada e passível de cessação somente quando tornar-se
prescindível.
• O fim da pena seria a prevenção especial. O direito de punir os delitos deveria
ser utilizado pelo Estado com fins terapêuticos, reprimindo e curando.
• Atualmente, Luis Jiménez de Asúa, o maior entusiasta dessa Escola, defende a
idéia de ressocialização como finalidade precípua do Direito Penal.
Criminologia
• ESCOLA CORRECIONALISTA

• a) O CRIME é um ente jurídico, criação da sociedade, ou seja, não é natural.

• b) O DELINQUENTE é um ser anormal, portador de uma vontade reprovável.

• c) A PENA é a correção da vontade do criminoso e não a retribuição a um mal,


motivo pelo qual pode ser indeterminada. Em outras palavras, a pena e a medida
de segurança são institutos dependentes.
Criminologia
• Defensores da Escola Correcionalista

• Giner de los Ríos


• Romero Gíron
• Alfredo Calderón
• Luis Silvela
• Félix de Aramburu y Zuloaga
• Rafael Salillas
• Pedro Dorado Montero
• Concepción Arenal
• Luis Jiménez de Asúa
Criminologia
• Nova Defesa Social

• Movimento de política criminal surgida após a II Guerra Mundial


• Tem como finalidade a modernização do Direito, em especial das medidas
punitivas
• O delinquente deve ser educado para assumir sua responsabilidade para com
a sociedade, a fim de possibilitar o convívio entre todos
• Não se busca punir a culpa do agente, mas sim proteger a sociedade das
ações delituosas
• Substituição do Direito Penal repressivo por sistemas preventivos e por
intervenções educativas e reeducativas
Criminologia
• Defensores da Nova Defesa Social

• Filippo Gramatica
• Marc Ancel (La Defense Sociale Nouvelle)
• Adolphe Prins
Criminologia
• Movimento Psicossociológico

• Oposição às teses antropológicas de Lombroso e ao determinismo social


• Teoria da criminalidade com relevância dos fatores sociais
• Fatores físicos e biológicos como fatores secundários do comportamento
delitivo
• Lei da integração social ou imitação – o crime é inventado, repetido,
conflitado e adaptado (começa como moda, torna-se costume e submete-se à
imitação)
• O delinquente seria um tipo profissional que necessita de um período de
aprendizagem na criminalidade
Criminologia
• 18 – 2013 – Auxiliar de papiloscospista - A ______________ surgiu na
Europa, influenciada pelos fisiocratas e iluministas; possui três fases:
antropológica, sociológica e jurídica; priorizou os interesses sociais aos
individuais. Em 1876, foi publicado o livro “O homem delinquente”, que
instaurou um período científico de estudos criminológicos, assim, é
conhecida ainda como “surgimento da fase científica da criminologia”.
• Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
• A.Escola Clássica
• B.TerzaScuola
• C.Escola Criminológica
• D.Escola Positiva
• E.Escola Política Criminal ou Moderna Alemã
Criminologia
• 23 – 2013 – Papiloscopista - Este autor foi o criador da chamada
“sociologia criminal”. Para ele, a criminalidade derivava de
fenômenos antropológicos, físicos e culturais. Trata-se de
• A.Francesco Carrara.
• B.CesareLombroso.
• C.RafaelGarófalo.
• D.Enrico Ferri.
• E.FranzvonLizst.
Criminologia
• 30 – 2014 – Tecnico de Laboratório - A expressão “Criminologia” foi
empregada pela primeira vez por
• A.AdolpheQuetelet e divulgada internacionalmente por CesareBonesana,
em sua obra intitulada Dos delitos e das penas.
• B.CesareLombroso e divulgada internacionalmente por RaffaeleGarofalo,
em sua obra intitulada Criminologia.
• C.PaulTopinard e divulgada internacionalmente por CesareBonesana, em
sua obra intitulada Dos delitos e das penas.
• D.CesareLombroso e divulgada internacionalmente por Adolphe Quetelet,
em sua obra intitulada O homem médio.
• E.PaulTopinard e divulgada internacionalmente por RaffaeleGarofalo, em
sua obra intitulada Criminologia.
Criminologia
• 53 - Dos autores a seguir, o que pertenceu à Escola Positiva da
criminologia e foi chamado de “discípulo de Lombroso” foi
• a) Enrico Ferri.
• b) Francesco Carrara.
• c) Giovanni Carmignani.
• d) James Wilson.
• e) Hans Gross.
Criminologia
• 102 - A obra O homem delinquente, publicada em 1876, foi escrita
por
• a) Cesare Lombroso.
• b) Enrico Ferri.
• c) Rafael Garófalo.
• d) Cesare Bonesana.
• e) Adolphe Quetelet.
Criminologia
• 5 – 2014 – Auxiliar de Necropsia - A técnica de identificação de
criminosos, desenvolvida por Alphonse Bertillon, que consiste da
análise do conjunto de medidas corporais, marcas individuais, como
cicatrizes, marcas de nascença e tatuagens, é chamada de
• a)estrutura criminal
• b)antropologia criminal
• c)fisiologia criminal
• d)fotocomposiçao criminal
• e) antropometria criminal
Criminologia
• Objetos de Estudo da Criminologia
• Delito (crime)
• Para a Criminologia crime é um fenômeno social (incide sobre a população
causando aflição e insegurança), comunitário (nasce na comunidade,
envolvendo diversos indivíduos que surgem do mesmo núcleo)
• SAÚDE para a Organização Mundial da Saúde, compreende o completo bem
estar físico, mental e social (e não apenas a ausência de doença). Diante disso
podemos afirmar que o crime também é um problema de saúde pública.
• Períodos da Criminalidade
• Pré-delitivo: Personalidade do autor, seus condicionantes físicos, psíquicos
e sociais, além dos desencadeantes (personalidade defeituosa) e legais
(tipicidade e culpabilidade)
• Delitivo: Realização do delito
• Pós-delitivo: cumprimento da pena e medidas de ressocialização
Criminologia
• 61 - Para a criminologia, o crime é um fenômeno
• a) científico.
• b) ideológico.
• c) regionalizado.
• d) político.
• e) social.
Criminologia
• 10 – 2013 – Atendente de necrotério - Para a Criminologia, o crime
pode ser considerado como:
• a)uma relação jurídica de conteúdo individual e coletivo.
• b)um pecado praticado por quem escolheu o mal
• c)um fato típico e antijurídico.
• d)um desvio de conduta que atenta contra a moral e os bons
costumes.
• e)um problema social e comunitário.
Criminologia
• Criminoso
• O criminoso, para a Escola Clássica era um ser que pecou, que optou pelo mal
podendo escolher outro caminho (livre arbítrio).
• Para a Escola Positiva o criminoso era um escravo de sua própria deformação
patológica (caráter biológico) ou de processos causas alheios (caráter social).
• Para a Escola Correcionalista o criminoso era um ser incapaz de governar seus
atos, merecendo do Estado uma atitude pedagógica e piedosa.
• Para a filosofia marxista o criminoso era vitima inocente da sociedade e da
estrutura econômica .
• Para a Criminologia atual o criminoso é um ser normal, real do nosso tempo
que se submete às leis e pode não cumpri-las por razões que nem sempre são
compreendidas por seus pares (não é o pecador dos Clássicos, nem o animal
selvagem dos Positivistas, não é o incapaz dos Correcionalistas e nem a vítima
no marxismo).
Criminologia
• Classificação dos Criminosos
• Cesare Lombroso

• Nato - Tem influência biológica, com cabeça pequena,


deformada, fronte fugidia, entre outras características. Não há
escolha para ele, nasceu assim. O “tríptico lombrosiano” seria a
somatória do atavismo, da epilepsia e loucura moral.
• Louco – Perverso, loucos morais, alienados mentais que devem
estar internados em hospícios.
• De Ocasião – Apresenta predisposição hereditária (atavismo),
assumindo hábitos criminosos influenciado por circunstâncias (“a
ocasião faz o ladrão”)
• Por Paixão – Nervosos, exaltados, usando de violência pra
resolver questões passionais
Criminologia
• Enrico Ferri

• Nato – Indivíduo degenerado e com os estigmas de Lombroso


• Louco – Alienado, semi louco ou fronteiriço
• Ocasional – Eventualmente comete crimes. Segundo Ferri “o
delito procura o criminoso”
• Habitual – Reincidente na ação criminosa, fazendo da prática
delituosa o seu meio de vida
• Passional – Age pelo ímpeto, durante uma “tempestade psíquica”
Criminologia
• Rafael Garófalo

• Assassino – Delinquente típico e egoísta. Apresenta sinais


exteriores, se aproximando dos selvagens e das crianças
• Energético ou Violento – Não tem compaixão e tem falso
preconceito. Não lhes falta o senso moral (impulsivos, coléricos).
• Ladrão ou Neurastênico – Não tem honestidade (probidade) nem
senso moral, por vezes atávicos. Biotipo com face móvel, olhos
vivazes e nariz achatado.
Criminologia
• Cândido Mota

• Ocasionais – “A ocasião faz o ladrão”


• Habituais – Cometem crimes reiteradamente, por vezes desde a
adolescência, levados pelo ambiente degradado que os cerca.
• Impetuosos – Levados pela forte emoção, sem premeditar seu
contento
• Fronteiriços – Estão no limite fronteiriço entre a doença mental e
a normalidade, possuindo deformidades no senso ético-moral
• Loucos Criminosos – Doentes mentais com comprometimento de
sua autodeterminação. São inimputáveis diante da lei.
Criminologia
• Hilário Veiga de Carvalho

• Biocriminosos Puros (pseudocriminosos) – Apresentam apenas fatores


biológicos, tratados em manicômios judiciais
• Biocriminosos Preponderantes – De difícil correção, apresentam
fatores biológicos e sociais (em menor escala). Sua anomalia biológica
é insuficiente para desencadear a ofensiva criminosa, mas são
suscetíveis a estímulos externos
• Biomesocriminosos – Sofrem influências biológicas e do meio, porém é
impossível decidir quais fatores pesam na conduta criminosa.
• Mesocriminosos Preponderantes – Fracos de caráter e de
personalidade, “Maria vai com as outras”
• Mesocriminosos Puros – Cometem condutas reprováveis em uma
sociedade, mas aceitas em outras. Não são considerados criminosos.
Criminologia
• Odon Ramos Maranhão

• Ocasional – Personalidade normal, mas suscetível a algum fator


desencadeante

• Sintomático – Personalidade com perturbação transitória ou


permanente. Não necessariamente precisa de estímulo.

• Caracterológico – Personalidade com defeito de caráter, o fator


desencadeante tem pouca importância, pois sua natureza é
defeituosa.
Criminologia
• Guido Arturo Palomba

• Impetuosos – Agem intempestivamente, por amor à honra, sem


premeditação
• Ocasionais – Levados pelas condições pessoais e influências do meio,
sobrepondo assim os fatores
• Habituais – Tem como profissão o crime, são incapazes de readquirir
uma existência honesta
• Fronteiriços – Apresentam permanentes deformidades do senso ético-
moral, distúrbio de afeto e da sensibilidade, cujas alterações psíquicas
os levam à pratica delituosa.
• Loucos Criminosos – Agem por processo lento e reflexivo, nascendo a
ideia do inesperado. Outros que agem por impulso momentâneo,
sendo o crime fruto de uma impulsão momentânea.
Criminologia
• Vítima
• Vítima é a pessoa que sofre danos de ordem física, mental e
econômica, bem como a que perde diretos fundamentais através
de violações de normas penais
• Personagem do estudo da Criminologia desprezada pelo Estado
nos dois últimos séculos, que se debruçava sobre o estudo do
crime e do criminoso, com ênfase neste último. O que importava
era a condenação a segregação do agente prejudicial da
sociedade.
• Após a II Guerra Mundial (diante das atrocidades cometidas pelos
nazistas) se desenvolveram estudos a respeito do tema, inclusive
com a inclusão de normas nas legislações internas de cada país
que davam poder de participação às vitimas nos processos penais.
Criminologia
• Fases da Vítima (segundo García-Pablos de Molina)

• A) Protagonismo (idade de ouro) – período da justiça privada (Lei


de Talião), onde a vítima era responsável por sua defesa. Com o fim
da autotutela a vítima perde seu protagonismo.
• B) Neutralização do Poder da Vítima – Substituição da vítima pelo
Poder Público (Estado) que proíbe a ela ter reação contra os males
infringidos contra si (jus puniendi do Estado)
• C) Redescobrimento (Revalorização do papel da vítima) – Logo
após a II Guerra Mundial a importância da vítima é retomada sob
um aspecto mais humano pelo Estado, que continua impedindo a
“justiça pelas próprias mãos”, mas que prega maior respeito
(enfoque humanista). Nasce a vitimologia.
Criminologia
• Vitimologia

• Considerado patrono e fundador da vitimologia, o Dr. Benjamin


Mendelsohn, advogado israelense, lançou em 1956, “A vitimologia”,
trabalho publicado na Revista Internacional de Criminologia e de
Polícia Técnica.

• Para Mendelsohn vítimologia é “a ciência que se ocupa da vítima e


da vitimização, cujo objeto é a existência de menos vítimas na
sociedade, quando esta tiver real interesse nisso”.
Criminologia
• HANS GROSS, Áustria, 26/12/1847.

• Considerado o pai da CRIMINALÍSTICA

• Inicia os estudos a respeito das vítimas em 1901


Criminologia
• Vitimologia
• Hans Von Hentig – Professor alemão, desenvolve seus estudos a
respeito o assunto tratando-o como Vitimogênese, diferente de
Mendelsohn que desde o início de seus trabalhos cunhou o termo
Vitimologia.

• Em 1948, Von Hentig lança o livro “O Criminoso e sua vítima”

• Desenvolve seus estudos na relação criminoso-vítima, colocando esta


como elemento preponderante e decisivo na realização do delito,
quando, conscientemente ou não, coopera, provoca ou ainda
conspira para o cometimento do crime
Criminologia
• Finalidades da Vitimologia

• Análise da relação vítima-delinquente (dupla penal)

• Auxílio ao Direito Penal na determinação da culpabilidade do agente (agente


vitimário) e a participação da vítima no ato delitivo, possibilitando ao juiz a
justa dosimetria da pena.

• Controle e Prevenção da criminalidade com ênfase nas vítimas, podendo ser


através da diminuição de sua vulnerabilidade, aumento da segurança em seu
entorno, reparação do dano
Criminologia
• Fixação da pena
• Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à
conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e
conseqüências do crime, bem como ao comportamento da vítima,
estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e
prevenção do crime: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
• I - as penas aplicáveis dentre as cominadas;(Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)
• II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites
previstos;(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
• III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de
liberdade;(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
• IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por outra
espécie de pena, se cabível. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Criminologia
• Vitimologia no Brasil
• Paul Cornil – artigo “Contribuição da vitimologia para as ciências
criminológicas”, publicado em 1958 pela Revista da Faculdade de
Direito da Universidade Estadual do Paraná
• Edgard de Moura Bittencourt – livro “Vítima: a Dupla Penal
Delinquente-Vítima, Participação da Vítima no Crime. Contribuição da
Jurisprudência Brasileira para a Nova Doutrina”, de 1970.
• Ester Kosovski, Eduardo Mayr e Heitor Piedade Júnior – livro
“Vitimologia em Debate”
• Sociedade Brasileira de Vitimologia – fundada em 28/07/1984 para
aprofundar os estudos sobre Vitimologia no Brasil
• Arminda Bergamini Miotto – Estudos sobre Sistema Penitenciário, anos
70.
Criminologia
• Vitimologia no Ordenamento Jurídico Brasileiro
• Decreto Lei 2848/41 (CPB)
• Vítima como diretamente prejudicado pelo crime (ofendido)
• Art. 59 CPB – Dosimetria da Pena (leva em consideração a
participação da vítima no fato)
• Art. 65 CPB – Atenuantes (provocação injusta da vítima)
• Art. 121, § 1º CPB – Homicídio Privilegiado (injusta provocação da
vítima – redução da pena entre 1/6 e 1/3)
• Lei 9099/95 – Institui o JECRIM (Juizado responsável pelo
julgamento das infrações penais de menor potencial ofensivo)
Criminologia
• Lei 9807/99 – Institui o Programa Federal de Assistência a Vítimas e
a Testemunhas Ameaçadas
• Lei 11340/06 – “Lei Maria da Penha” (proteção às mulheres diante
da violência doméstica
• Artigo 201 CPP – Comunicação ao ofendido sobre o andamento do
processo, inclusive sobre a entrada e saída do agressor no sistema
prisional. Além do Estado encaminhá-lo aos serviços de apoio
multidisciplinar
Criminologia
• Vitimologia

• Declaração Sobre os Princípios Fundamentais de Justiça para as


Vítimas de Delitos e de Abuso de Poder
• (Declaração Universal dos Direitos da Vítima)
• Resolução nº 40/34 de 24 de novembro de 1985 – ONU

• Congresso Internacional de Vitimologia


• Jerusalém – Israel – em 1973
• Patrocinado pela Sociedade Internacional de Vitimologia
• Supervisão: Israel Drapkin
Criminologia
• Perigosidade Vitimal (Periculosidade)
• Estado psíquico e comportamental em que a vítima se coloca
estimulando a sua vitimização.
• Requisitos
• A) Grau de Integração Individual da Vítima – Diante de uma
situação, cada pessoa se comporta de forma diferente. É a
interação indivíduo-indivíduo (ele e seus valores) e indivíduo-
meio (ele e o meio em que vive)
• B) Capacidade Vitimógena – Soma da personalidade da vítima
(fatores endógenos) com as motivações externas (fatores
exógenos) que o levam ao comportamento vitimógeno
(vitimização). Potencial receptividade vitimal
Criminologia
• Vitimodogmática
• Ramo da Vitimologia que estuda a participação da vítima no crime.
• Elementos:
• Grau de interatividade com o autor
• Criação de situação de risco (perigosidade vitimal)
• Reflexos em institutos penais
• Dosimetria da pena
• Consentimento da vítima
• Provocação da vítima
• Concorrência de culpa
Criminologia
• Processos de Vitimização
• Iter Victimae (Caminho da Vítima) - é o caminho, interno e externo, que
segue um indivíduo para se converter em vítima.
• Intuição – Ideia de que possa ser prejudicada por um delinquente
• Atos Preparatórios (conatus remotus) – Toma precauções para evitar
o delito
• Início da Execução (conatus proximus) – Inicio da movimentação
defesa
• Execução (executio) – Resistência da vítima para evitar o delito
• Consumação (consumatio) – Quando o autor não consegue seu
objetivo
Criminologia
• Vitimização
• Ato ou efeito de se tornar vítima
• A) Vitimização Primária – O dano, o prejuízo, os efeitos naturais do crime
• B) Vitimização Secundária (sobrevitimização - revitimização) – Sofrimento
adicional provocado pela ação das instâncias formais de controle social
(Estado)
• C) Vitimização Terciária – Preconceito, humilhação, desconfiança exercidas
pela sociedade (familiares, amigos) diante do delito sofrido.
• D) Vitimização Indireta – Sofrimento de pessoas ligadas à vitima de um
crime
• E) Heterovitimização – Autoculpabilização - Autorrecriminação –
Sofrimento imposto à vítima por ela mesma.
• F) Vitimização Quaternária – Pressão imposta aos magistrados pela mídia
Criminologia
• Vitimização

• A Vítima e a Lei

• Faculdade da vítima em participar da persecução penal


• Representação
• Requerimento/Queixa Crime
Criminologia
• Classificação – Segundo Mendelsohn

• Vítima Inocente ou Ideal – sem participação alguma no delito


• Vítima Menos Culpada que o Delinquente – De alguma maneira
“ajuda” no delito (frequenta lugares perigosos, divulga patrimônio)
• Vítima tão Culpada quanto o Delinquente – Participação ativa no
delito (rixa, corrupção, aborto consentido, estelionato)
• Vítima mais Culpada que o delinquente – A ação da vítima provoca
o delito (homicídio privilegiado)
• Vítima como Única Culpada – Vítima por resultado de um revide a
uma injusta agressão (legítima defesa, suícidio).
Criminologia
• Classificação de Vítimas (grupos) – Mendelsohn

• Vitima Inocente ou Ideal – Inocente, não contribui com o delito

• Vítima Provocadora – De alguma maneira contribui para a ocorrência,


podendo ser por incitação ou facilitação.

• Vítima Agressora, Simuladora ou Imaginária – Doente mental, acredita


ser vítima de ação criminosa o que acaba gerando reação de seu
agressor (legitima defesa)
Criminologia
• Classificação – Segundo Hans Von Heting
• Vítima isolada- Vive na solidão, não se relaciona, por isso se coloca em
situações de risco
• Vítima por proximidade
• Proximidade Espacial – Está muito próximo do autor do delito em um
local (furto no interior de um ônibus)
• Proximidade Familiar – Ocorre no núcleo familiar (parricídio, violência
doméstica)
• Proximidade Profissional – Ocorre no ambiente de trabalho (assédio,
abuso sexual)
• Vítima com ânimo de lucro – Pelo anseio de enriquecimento rápido, cobiça
• Vitima com ânsia de viver – Recuperar o tempo perdido, se coloca em risco
• Vítima agressiva – Revida, reage a agressão reiterada
Criminologia
• Classificação – Segundo Hans Von Heting

• Vítima sem valor – Vítima indesejada ou repudiada (estuprador,


assassino)

• Vítima pelo estado emocional – Obcecada, temerosa, vingativa

• Vítima por mudança da fase de existência – Mudanças de fases de vida

• Vítima perversa – Psicopatas, sem limites

• Vítima alcoólatra – Motivadas pela bebida


Criminologia
• Classificação – Segundo Hans Von Heting

• Vítima Depressiva – Vítima de autodestruição

• Vítima Voluntária – Não opõe resistência, não criam obstáculos ao


delito

• Vítima Indefesa – A persecução judicial lhes traria mais prejuízo

• Vítima Falsa – Procuram obter vantagens se passando por vítimas

• Vítima Imune – Acreditam que não serão alcançadas pelo delito


(padre)
Criminologia
• Classificação – Segundo Hans Von Heting

• Vítima Reincidente – Mesmo após sofrer um prejuízo não se cerca de


cuidados

• Vítima que se converte em autor – Vítima que prepara o contra ataque

• Vítima Propensa – Vítimas que atraem delitos por sua personalidade


(depressiva, libertina)

• Vítima Resistente – Vítima disposta a lutar contra o criminosos

• Vítima da natureza – Vítimas de fenômenos da natureza (enchente,


terremoto)
Criminologia
• Cifras da Criminalidade

• Negra – Crimes não noticiados à polícia

• Amarela – Crimes praticados com violência policial ou abuso de poder

• Cinza – Crimes que chegam ao conhecimento das autoridades, porém não


prosperam por falta de continuidade da vítima

• Dourada – Crimes praticados por pessoas do alto escalão da sociedade


(crimes de colarinho branco)

• Verde – Impunidade nos crimes ambientais


Criminologia
• Controle Social

• Mecanismos disciplinares que asseguram a convivência interna de


seus membros, através de instituições, estratégias e sanções
sociais.
Criminologia
• Formas de Controle Social – Lelio Braga Calhau
• Sanções formais e informais – aplicadas pelo Estado, podendo ser civis,
administrativas ou penais

• Controle positivo e negativo – aplicados geralmente na educação, podendo


ser positivos como os prêmios, os incentivos a quem cumpre as tarefas e os
negativos, aplicados a quem não cumpre com o esperado, tal como a
reprovação.

• Controle interno e externo – internos (endógenos) são os freios existentes


em cada uma das pessoas, como a autodisciplina, a vergonha, o medo. Já os
externos (exógenos) são aqueles aplicados na falha dos internos, pela
sociedade ou pelo Estado, através de sanções, como as multas, os castigos
Criminologia
• Controle Social

• Controle Social Informal – Exercido pela sociedade civil (família, escola,


sindicatos, clubes)
Criminologia
• Controle Social

• Controle Social Formal – Exercido pela aparelhagem política do Estado


(Polícia, Ministério Público, Poder Judiciário, Administração
Penitenciária)

• A) Primeira Seleção – Exercido pelos órgãos de repressão do Estado


(polícia judiciária)
• B) Segunda Seleção – Exercido por quem vai propor a ação penal
(Ministério Público)
• C) Terceira Seleção – Exercido pelos órgãos responsáveis pela ação
penal (Poder Judiciário)
Criminologia
• Prognose Criminal – Prognóstico Criminológico – Prognose
Criminológica

• Parecer médico com objetivo de determinar a possibilidade de


reincidência

• Duas análises: Clínica e Estatística


Criminologia
• Prognóstico Clínico
• Parecer médico através de exame pericial
• Comissão Técnica de Classificação – CTC
• Psiquiatras, Psicólogos e Assistentes Sociais
• No Início do Cumprimento da Pena em Regime Fechado
• Lei 7210/84 – LEP – artigo 8º
• Na Progressão de Regime
• Decreto Lei 2848/41 – CPB – artigo 83, parágrafo único
• Lei 10.792/03 – altera artigo 112 da LEP – extingue o Exame na Progressão
• Súmula Vinculante nº 26 do STF – Exame facultativo em Crimes Hediondos
(Lei 8072/90)
• Súmula nº 439 STJ – Exame facultativo, a critério do juiz
Criminologia
• Prognóstico Estatístico

• Índices de Criminalidade utilizando Tabelas de Predição


• Prevê avanço da delinquência ou da reincidência
• Tábua de prognóstico (medidas estatísticas realizadas por psicólogos)
• Evolução do recluso durante o período de cumprimento da pena
• Fator psicoevolutivo, jurídico-penal e penitenciário (ressocializante)
Criminologia
• Prevenção do Delito

• Na Criminologia Moderna
• Custos elevados na execução da pena
• Intervenção tardia do Estado
• Falta de efetividade real

• Repressão substituída pela prevenção


• Avanço da criminologia, vista como ciência
• Estudos e pesquisas do crime
• Compreensão do fenômeno criminal com todas as suas variáveis
Criminologia
• Prevenção do Delito no Estado Democrático de Direito

• A prevenção do delito constitui um dos principais objetivos da


Criminologia

• Um problema da comunidade, que nasce na comunidade e que


dever resolvido pela comunidade (Luiz F. Gomes),ou seja, não se
pode deixar a prevenção do delito exclusivamente a caro do Estado.

• A Criminologia Moderna defende a ressocialização do delinquente, a


reparação do dano à vitima, além da prevenção do problema
Criminologia
• Criminologia Prevencionista
• Tem como objeto de estudo o criminoso e as causas que contribuem
para a formação de seu caráter perigoso e antissocial, bem como a
criminalidade
• Analisa a relação causa efeito – nada existe sem uma causa geradora,
evitada a causa não há que se falar em efeito
• Transformação do caráter – se o caráter é bom, a vontade não agirá
para a consecução dos crimes
• Pena como efeito dissuasório, consistindo em lhe desmotivar e o
ameaçar com imposição de castigo
• Paralelo a isso é necessária uma intervenção mais dinâmica e positiva
de todos os envolvidos e não só o poder público
Criminologia
• Prevenção do Delito

• Prevenção Primária – Conscientização, educação, prestações sociais,


intervenção comunitária. Atua na base da origem criminosa, evitando seu
acontecimento.
• Prevenção Secundária – Age no momento posterior ao crime ou na sua
iminência. Conjunto de ações policiais e políticas legislativas, controle dos
meios de comunicação, atuando sobre grupos que apresentam maior risco de
protagonizar algum problema criminal.
• Prevenção Terciária – Voltada à população carcerária, com caráter punitivo e
busca pela recuperação do recluso (ressocialização). Prestação de serviços à
comunidade, liberdade assistida.
Criminologia
• Técnicas de Prevenção Situacional

• Esforço – Dificultando a prática do delito pela criação de obstáculos


(físicos ou pessoais)
• Riscos – Criação de situações que vão colocar o indivíduo em situação
de identificação ou evidência (identificação visual/qualificadora –
alarmes em mercadorias)
• Recompensas – Comparação entre “custo/benefício” do delito.
Diminuição de dinheiro circulando, uso de cartões para pagamentos,
número de série gravado na peça.
• Sentimento de Culpa do Infrator – Campanhas que vão atingir o
infrator em sua consciência. Peças publicitárias contra o uso do celular
enquanto dirige, proteção ecológica, uso de drogas
Criminologia
• Programas de Prevenção do Delito

• Teoria da Escolha Racional

• O indivíduo faz uma comparação entre o cometimento de um crime,


suas vantagens (lucro, status) suas desvantagens (possibilidade de
punição, aprisionamento, registro de antecedentes, aflição familiar),
e a possibilidade de um trabalho honesto, suas vantagens (respeito,
salário e benefícios), suas desvantagens (acordar cedo, ganhar
pouco, assiduidade)
Criminologia
• Programas de Prevenção do Delito
• Programa de Prevenção sobre Áreas Geográficas – Originário da Escola
de Chicago, visa a atuação prevencionista em áreas perigosas ou
deterioradas (iluminação, transporte, saúde, infra estrutura)
• Programa de Prevenção Axiológico (valores, princípios) – Revisão de
regras sociais e valores comportamentais (programas de trabalho
juvenil – aprendiz, oficinas culturais para jovens, orquestras, esporte,
lazer)
• Programas de Prevenção por Inspiração Político Social – Diminuição
das diferenças econômicas com políticas de tratamento e abordagem
igualitários, igualdade de tratamento entre pobres e ricos
• Prevenção Vitimária – Preocupação com o papel da vítima na dinâmica
do crime (perigosidade vitimal), sua influência no delito. Verificação de
pontos perigosos, diminuição da vulnerabilidade do indivíduo.
Criminologia
• Teorias das Penas

• Teoria Retributiva – A pena como “revanche”, “castigo”

• Teoria Relativa – A pena como caráter preventivo


• Geral
• Positiva (integradora) e Negativa (intimidadora)
• Especial
• Positiva (integradora) e Negativa (intimidadora)

• Teoria Unitária, Mista, Eclética ou Sincrética – A pena como caráter retributivo


e preventivo
Criminologia
• Sistema de Justiça Criminal – Modelos de Reação ao Crime

• Modelo Dissuasório – (Retributivo/Penal/Clássico) –

• Punição intimidatória e proporcional ao delito


• Protagonistas: o Estado e o Delinquente
• Vítima e Comunidade excluídos
• Não há espaço para outros objetivos (ressocialização,
reparação do dano)
Criminologia
• Sistema de Justiça Criminal – Modelos de Reação ao Crime

• Modelo Ressocializador

• Foco na Pessoa do Delinquente Preso


• Reeducação
• Reintegração à Sociedade ao Final da Pena
• Ressocializar Utilizando Ferramentas (Valores, Princípios)
• Prevenção Especial Positiva
Criminologia
• Sistema de Justiça Criminal – Modelos de Reação ao Crime

• Modelo Integrador - (Consensual/Restaurador)

• Intervenção Mínima do Estado (Desjudicialização)


• Sistema Carcerário Como Última “Rátio” (última alternativa)
• Métodos Alternativos de Resolução de Conflitos (acordos,
negociação, conciliação)
• Soluções Oferecidas Pelas Partes (vítima, infrator e
sociedade)
• Desenvolvimento de Práticas Restaurativas
• Justiça Criminal Negociada (delações premiadas)
Criminologia
• Teorias Macrossociológicas da Criminalidade

• Reunião de diversas opiniões justificadoras do crime, explicativas


ou críticas. Fazem uma abordagem da sociedade como um todo,
do seu complexo sistema de funcionamento, de seus conflitos e
crises, de modo a obter, mediante o estudo do fenômeno
delituoso, as diferentes respostas explicativas da criminalidade.

• O pensamento criminológico moderno recebe a influência de dois


movimentos: Teorias do Consenso e Teorias do Conflito
Criminologia

Teoria do Consenso Teoria do Conflito

• Escola de Chicago • Teoria Crítica ou Radical


• Teoria da Associação Diferencial • Teoria do Etiquetamento,
• Teoria da Anomia Rotulação ou Labelling Approach
• Teoria da Subcultura
Delinquente
Criminologia
• Teorias Consensuais, ou Teorias de Integração – De cunho
funcionalista, defende que os objetivos da sociedade são atingidos
quando há o funcionamento perfeito de suas instituições , com as
pessoas convivendo e compartilhando as metas sociais comuns,
concordando com as regras de convivência. Como exemplo
podemos citar: Teoria da Anomia, Escola de Chicago, Teoria da
Associação Diferencial e Teoria da Subcultura do Delinquente.
Criminologia
• Escola de Chicago – (1920-1940)
• Berço da moderna sociologia americana
• Departamento de Sociologia da Universidade de Chicago
• “Sociologia das Grandes Cidades”
• Analisa o desenvolvimento urbano, a civilização industrial, a divisão do
trabalho, a mobilidade social e a criminalidade ali existente.
• Estuda a antropologia urbana, constatando a influência do meio
ambiente na conduta delituosa apresentando um paralelo entre o
crescimento populacional das cidades e o consequente aumento da
criminalidade
• A cidade produz a delinquência, apresentando áreas bem definidas
onde a criminalidade se concentra e outras com índices bem reduzidos
Criminologia
• Teorias Criminológicas oriundas da Escola de Chicago
• Teoria Ecológica ou da Desorganização Social (1915-1940)
• Robert Park, 1925
• O progresso leva a criminalidade aos grandes centros urbanos
• Fundada na desorganização do desenvolvimento e na falta de
controle social
• A deterioração dos grupos primários (família, amigos); as relações
interpessoais que se tornam superficiais, a crise dos valores
tradicionais e familiares, a superpopulação, criam um meio
desorganizado e criminógeno
• Quanto menor a coesão e o sentimento de solidariedade entre o
grupo, a comunidade ou a sociedade, maiores serão os índices de
criminalidade
Criminologia
• Teorias Criminológicas oriundas da Escola de Chicago
• Teoria Espacial (1950)
• Oscar Newman, 1970
• A análise da área social envolve o nível social, a urbanização e a
segregação, que explicariam o delito.
• Trata da reestruturação arquitetônica e urbanística das grandes
cidades como medida preventiva da criminalidade
• Construção como maneira de prevenção situacional do crime em
que o espaço defensável permite uma maior vigilância pelas pessoas
• Construção de um modelo para ambientes que crie obstáculos ao
delito
Criminologia
• Teorias Criminológicas oriundas da Escola de Chicago
• Teoria das Janelas Quebradas (neorretribucionismo)
• James Wilson e George Kelling, 1982
• Caso seja quebrada a janela de um edifício e não haja imediato
conserto, logo todas as janelas serão quebradas
• Defende a repressão dos menores delitos para inibir os mais graves
(Tolerância Zero)
• Seu objetivo é reduzir os índices de criminalidade e evitar que um
determinado local se torne uma zona de concentração da
criminalidade
• A teoria da tolerância zero é uma filosofia jurídico-política, baseada
em decisões desprovidas de discricionariedade por parte das
autoridades policiais
• Tem por objetivo incutir o hábito à legalidade, o que produziria uma
redução nos índices de violência do lugar
Criminologia
• Teorias Criminológicas oriundas da Escola de Chicago
• Teoria da Associação Diferencial
• Edwin H. Sutherland, 1930
• O crime não é apenas a disfunção ou inadaptação das pessoas de
classes menos favorecidas
• Alguns tipos de comportamentos desviantes requerem conhecimento
especializado e habilidade
• “Crime do colarinho branco” (white-collar crime)
• Não fixa sua ideia apenas no perfil biológico do criminoso, mas sim
dentro de uma perspectiva social
• “Teoria da Aprendizagem Social” – onde os infratores menores acabam
se associando a grupos delinquentes, onde aprenderão e imitarão
técnicas criminosas, legitimando o comportamento criminoso.
Criminologia
• Teorias Criminológicas oriundas da Escola de Chicago
• Teoria da Subcultura Delinquente
• Albert C. Cohen, 1955
• Desenvolvida por Albert K. Cohen – “Delinquent boys”- 1955
• Todo agrupamento humano possui subculturas, oriundas de seu gueto, de
sua filosofia de vida, onde cada um se comporta de acordo com as regras
do grupo
• O bando delinquente surge como resultado da estrutura de classes sociais
(ambição, busca pela autoconfiança, pelo respeito à prosperidade)
• O crime é sinônimo de protesto, ou ainda uma forma de “aparecer”, ser
notado e adquirir o respeito na comunidade.
• As classes mais baixas em vez de trabalhar optam por desviar-se,
conseguindo, dentro do grupo, maior respeito que aqueles que trabalham.
Criminologia
• Teoria da Anomia
• Robert King Merton (baseado na doutrina de Emile Durkhein)
• Anomia é uma palavra de origem grega cujo significado nos remete à
expressão “ausência de lei”
• Em geral por anomia se entende uma situação onde se constata falta de
normas que vinculem as pessoas nu contexto social, isto é, ausência de
referências na sociedade.
• Trata-se de uma crise social, onde os membros de grandes grupos sociais (a
própria sociedade) não sabem o que fazer (crise de valores)
• O crime nasce de uma situação de anomia, sendo uma manifestação normal
da evolução social
• A motivação para a delinquência decorreria da impossibilidade de o indivíduo
atingir metas desejadas por ele, como sucesso econômico ou status
Criminologia
• Teorias Conflitivas – De cunho argumentativo, defende que a
harmonia social decorre da força e da coerção, onde existe uma
relação de dominantes e dominados, não existindo voluntariedade
entre os personagens para a pacificação social, que deverá ocorrer
diante da imposição ou coerção. Como exemplo podemos citar:
“Labelling Approach” e Teoria Crítica.
Criminologia
• Teoria Crítica, Radical ou Nova Criminologia
• Fundada em 1973 com a obra de I. Taylor, Walton e Young – Nova
Criminologia
• Também conhecida por teoria marxista
• Acredita ser o modelo econômico adotado em determinado local o
principal fato gerador da criminalidade
• Como solução a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e
fraterna e menos consumista
• “Teorias dos Conflitos” – a coesão e a ordem na sociedade são fundadas
na força e na coerção, na dominação por alguns e sujeição de outros
• Defende que em uma sociedade predominantemente capitalista o
problema criminal se torna insolúvel.
Criminologia
• Teoria Interacionista e o Paradigma da Reação Social
• Precursores: Erving Goffman, Edwim Lemert e Howard Becker, autores da
Nova Escola de Chicago - década de 60
• Também conhecida Interacionismo Simbólico, Etiquetamento,
Rotulação ou Reação Social
• Segundo Zaffaroni “cada um de nós se torna aquilo que os outros vêem
em nós”
• A teoria da rotulação cria um processo de estigma aos condenados,
impondo ao sujeito reação da família, amigos, conhecidos, colegas,
acarretando marginalização na sociedade
Criminologia
• Outras Teorias Criminológicas
• Criminologia Abolicionista – Acaba com prisões e com o próprio direito penal
que só serviria para legitimar as desigualdades, adotando uma política de
resolução na base do diálogo, na solidariedade dos grupos sociais.
• Teoria dos Instintos – Teoria Freudiana do delito por sentimento de culpa,
pois diante do sentimento de culpa causado pelo delito ele tende à confissão.
• Teoria da Identificação Diferencial – Um indivíduo inicia ou segue carreira
criminal na medida em que se identifica com outros indivíduos reais ou
fictícios
• Criminologia Minimalista (direito penal mínimo) – Limitação do Direito
Penal, pois enxerga nele uma repressão às necessidades mais básicas das
pessoas, violando os direitos humanos fundamentais
• Criminologia Neorrealista – Baseada nas frágeis condições econômicas dos
pobres, explicando assim a criminalidade, apresentando como solução uma
política social ampla, bem como uma flexibilização da execução das penas
Criminologia
• Etiologia Criminal (Crimogênese)

• Qual o motivo do cometimento do crime?


• Quem são aqueles que cometem o crime?
• Por que alguns estão mais predispostos a cometerem crimes do
que outros?
• Por que alguns voltam a cometer crimes após a punição
• e outros não?
Criminologia
• Fatores Condicionantes e Desencadeantes

• Fatores Externos aos Homem, Inexplicáveis, Sobrenaturais (Deuses,


Magia, Demônios)

• Fatores Internos, Qualidade Intrínseca aos Homens (Maldade,


Imoralidade, Egoísmo)

• Fatores Biológicos, Psicológicos e Sociais


Criminologia
• Fatores Condicionantes e Desencadeantes

• Biológicos (Modelos Biologicistas - Biocriminogênese)

• Psicológicos ou Psiquiátrico (Modelos Psicologicistas -


Psicocriminogênese)

• Sociais (Sociologia Criminal - Sociocriminogênese)


Criminologia
• Fatores Condicionantes Biológicos

• Antropometria - (Alphone Bertillon – Bertilonagem – medidas


corporais e fotografias como identificação)

• Antropologia Criminal – (Cesare Lombroso – “O Homem


Delinquente”)
Criminologia
• Fatores Condicionantes Biológicos

• Neurofisiologia – (Eletroencefalograma – conduta criminosa


combinando com determinadas irregularidades ou disfunções
cerebrais)

• Endocrinologia Criminal – (Comportamento humano e processos


hormonais ou endócrinos patológicos. O homem como ser químico.
Criminalidade feminina e desajustes hormonais)

• Genética Criminal – (Criminalidade e anomalias genéticas. Pais


criminosos, filhos propensos à criminalidade)
Criminologia
• Fatores Condicionantes Biológicos
• Sociobiologia e Bioquímica – (Nega que todos os homens nasçam com
capacidade de aprendizagem e relações idênticas. O que se aprende
está relacionado por fatores de ordem bioquímica e celular)
• Déficit de Minerais e Vitaminas – Transtornos de Conduta
• Hipoglicemia – Comportamentos Agressivos
• Alergias – Comportamentos Delitivos e Irregulares
• Contaminantes Ambientais – Chumbo, mercúrio, dióxido de
nitrogênio
• Investigações Ambientalistas – fator térmico, acústico, luminoso,
espacial, urbanístico
Criminologia
• Condicionantes Biológicos
• Fatores bioquímicos – Estuda a relação que algumas substâncias podem
ter com o comportamento violento, como por exemplo, o álcool, o
colesterol, a glicose, hormônios e alguns neurotransmissores
(substâncias químicas produzidas pelo neurônios, com função de
mandar informações a outras células)
• Álcool – diminui a quantidade de açúcar no sangue, podendo ser o
facilitador do crime
• Colesterol – estudos realizados nos níveis de colesterol de pacientes
que bebiam e se tornavam violentos e outros que bebiam e não
ficavam violentos mostraram que o nível de violência estariam
associadas à menor quantidade de colesterol no organismo.
• Testosterona – o hormônio mais relacionado à violência
Criminologia
• Fatores neurológicos
• Lobo Frontal (região responsável pela regulação e inibição de
comportamentos, formação de planos e intenções). Sua alteração
teriam como consequência dificuldades de atenção concentração
e motivação, aumento de impulsividade e da desinibição, perda
de autocontrole, dificuldades em reconhecer a culpa, desibinição
sexual, dificuldade de avaliação das consequências das ações
praticadas, aumento do comportamento agressivo, bem como
incapacidade de aprendizagem com a experiência. (Cristina
Queiróz, “A importância das Abordagens Biológicas no Estudo do
Crime)
Criminologia
• Fatores neurológicos
• Lobos Temporais – (regulam a vida emocional, sentimentos
instintos, comandam as respostas viscerais e alterações
ambientais). Alterações nesses lobos resultam em inúmeras
consequências comportamentais, entre elas a dificuldade de
experimentar algumas emoções, tais como medo e outras
emoções negativas, e incapacidade de desenvolver sentimentos
de medo das sanções. (Cristina Queiróz, “A importância das
Abordagens Biológicas no Estudo do Crime)
Criminologia
• Fatores Condicionantes Psicopatológicos

• Personalidade é a síntese de todos os elementos que concorrem


para a formação mental de uma pessoa, conferindo-lhe
característica própria. É a somatória da formação biopsíquica com
as experiências vividas.

• Tipo Morfológico – Formação básica (genética)


• Tipo Temperamental – Disposição Emocional
• Caráter – Conjunto de Experiências Vividas
Criminologia
• Fatores Condicionantes Psicopatológicos

• Personalidades Patológicas – Perturbações (Odon Ramos Maranhão):


• Do desenvolvimento e da continuidade (atrasos e infranormalidades
– Oligofrenias)
• Da senso-percepção, da ideação e do juízo crítico (psicoses –
alienações e demências – deterioração mental)
• Da harmonia intrapsíquica, (provocando sofrimentos conscientes de
forma inconsciente -neuroses)
• Do caráter (base constitucional – personalidades psicopáticas)
Criminologia
• Fatores Condicionantes Psicopatológicos

• Oligofrenias (atrasos ou debilidades mentais) – insuficiências


congênitas, não desenvolvimento da inteligência.
• Psicométrico – Medidas do QI. Divide os deficientes em níveis, de
acordo com a medida.
• Idiotas, Imbecis ou Débeis
• Leve, Moderado, Grave ou Profundo
• Escolar – Baseado no desenvolvimento e na cronologia
• Ligeiras (débeis), médias e profundas (idiotas), atrasos profundos
(idiotas – psicométrico)
Criminologia
• Fatores Condicionantes Psicopatológicos

• Alienações – Ou psicoses, são alterações psíquicas, que tornam o


indivíduo impossibilitado de manter uma vida normal e de participar da
vida em sociedade. “Loucos de todo gênero” do Código Civil e ao
“doença ou doente mental” do Código Penal.
• Maníaco-depressivo – (disturbio bi-polar)
• Eplepsias
• Senis
• Esquizofrenia
• Alterações provocadas pelo Alccolismo, pela sífilis, pelas drogas,
entre outras.
Criminologia
• Fatores Condicionantes Psicopatológicos

• Demências – Caracterizadas por enfraquecimento intelectual


progressivo (transtornos de conduta, desinibição sexual, agressividade,
pequenos furtos.

• Álcool – Perturba a faculdade de escolha, juízo e raciocínio.


Cometimento de delitos durante a período de efeito da bebida.

• Esquizofrenia – Doença mental por execelência, impossibilitando a


valoração a realidade e o governo de sua própria conduta.
Criminologia
• Fatores Condicionantes Psicopatológicos

• Transtornos do Estado de Humor e de Ânimo – Transtornos bipolare.

• Transtornos de Ansiedade – As neuroses não provoca ruptura com a


realidade, preponderando o interesse por determinados assuntos
Criminologia
• Fatores Condicionantes Psicopatológicos
• Transtorno Sexuais – A doutrina distingue entre:
• Parafilias
• Exibicionismo, fetichismo, sadismo, masoquismo, fetichismo,
travestista, voyerismo
• Disfunções Sexuais
• Transtornos do desejo sexual, excitação sexual, transtornos
orgásmicos
• Transtornos de Identidade Sexual (transexualismo)
• Rejeição do próprio sexo, falta de harmonia entre o sexo
biológico e o psicológico
Criminologia
• Fatores Condicionantes Psicopatológicos
• Transtorno no Controle de Impulsos – Dificuldade recorrente para
resistir de resistir a um impulso, a uma motivação de prejudicar a si ou
a outrem
• Cleptomania – furto
• Piromania – incêndio
• Jogo Patológico (ludopatia) – jogo
• Oneomania – compras
Criminologia
• Fatores Condicionantes Psicopatológicos

• Delinquência Psicopática, Sociopatia ou Personalidade Antissocial –


Indivíduos com comportamentos incompatíveis com os aceitos pela
sociedade. Desprovidos de sentimentos, não sentem medo, não se
excitam, não aprendem com os erros nem com as punições.
Criminologia
• Etiologia Criminal
• Psicologia Criminal – Ramo da Psicologia Jurídica que analise
racionalmente e empiricamente o comportamento criminoso
• Psicologia do Delito
• Busca entender o delito, os antecedentes da situação, o valor de todas as determinantes
da reação pessoal (constituição corporal, temperamento, inteligência, caráter)
• Psicologia do Delinquente
• Busca analisar o comportamento do indivíduo que, indiferente ao sofrimento ou à perda
do outro se comporta de forma a prejudicá-lo (comportamento na adolescência,
influência familiar, fatores de explosão)
• Psicologia do Testemunho
• Busca analisar o comportamento daquele que de alguma forma presencia um fato
(criminoso ou não) e suas reações psicológicas diante de tal experiência (esquecimento,
paralisação, sofrimento, impotência)
Criminologia
• Fatores Condicionantes Psicológicos
• Ego fraco ou Abúlico – Altamente influenciáveis
• Mimetismo – Imitação
• Desejo de Lucro Imediato – Imediatistas, ambiciosas
• Necessidade de Status ou Notoriedade – Evidência
• Insensibilidade Moral – Sem piedade ou compaixão
• Espírito de Rebeldia – Não superam o período de adolescência
(anômicos)
Criminologia
• Fatores Condicionantes Sociais
• Desorganização Familiar – Problemas nas relações domésticas,
familiares.
• Reenculturação – Adaptação do indivíduo a uma cultura diferente da
sua.
• Promiscuidade - Vida desregrada, fora dos padrões normais da moral e
dos bons costumes
• Educação e Escolaridade – Falta de escolaridade, má formação da
personalidade
• Religião – Aplica limites à conduta delitiva, prega o bem e o amor ao
próximo
• Fatores Econômicos – Pobreza, riqueza (ociosidade) são fatores que vão
desencadear a criminalidade naqueles que já tem predisposição para
isso. Não é a causa. Independe de classe social.
Criminologia
• Temas Especiais de Criminologia
• Bullying – prática reiterada de atos agressivos verbais ou físicos contra
um ou mais sujeitos
• Cyberbullying – Bullying através dos meios eletrônicos
• Assédio Moral – Comportamento abusivo, realizado por gestos,
palavras, ação comissiva ou omissiva, geralmente ligada à posições de
poder
• Mobbing – Perseguição no trabalho
• Stalking – Invasão da esfera privada do indivíduo, perseguição
Criminologia
• Temas Especiais da Criminologia
• Justiça Restaurativa – Fase não judicial, que busca a reparação do dano
(conciliação, arbitragem)
• Teoria do Mimetismo – Imitação, espelhamento
• Teoria Behaviorista – Área da Psicologia que estuda o comportamento
funcional e reacional
• Movimento de Lei e Ordem – Política criminal que tem por objetivo
transformar conhecimentos empíricos sobre o crime e a partir daí
propor alternativas e programas a partir de sua perspectiva.
Criminologia
• Direito Penal do Inimigo
• Proposta por Gunter Jakobs, e 1985
• Proteger a norma e só indiretamente tutelar os bens jurídicos
fundamentais
• Direito Penal do Cidadão (Direito Penal de Todos), garantista, diferente
do Direito Penal do Inimigo, este voltado aos inimigos do Estado, um
verdadeiro estado de guerra.
• Inimigo (quem se afasta do direito, infiel às normas)
• Cidadão de Bem (aceita as normas do contrato social)
• Pena substituída por medida de segurança (sem prazo determinado)
• Pena de acordo com sua periculosidade
• Descarte dos antecedentes, análise da periculosidade futura
Criminologia
• Direito Penal do Inimigo
• Flexibilização do Princípio da Legalidade
• Majoração das penas
• Endurecimento da Execução Penal
• Eliminação dos Direitos e Garantias Fundamentais
• Facilitação das quebras de sigilo
• No Brasil, o Direito Penal do Inimigo está retratada nas Leis 10.792/03,
que trata do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), 9034/95 que trata
da ação controlada na prisão em flagrante e 11343/06 que trata da
infiltração policial no crime de tráfico de entorpecentes.
Criminologia
• Terminologia
• Abulomania – submissão do indivíduo portador de ego fraco. Fator
condicionante psicológico (ego fraco ou abúlico)
• Mal-vivência – um grupo de indivíduos que vivem à margem da sociedade
(usuários de drogas na cracolândia, andarilhos, moradores de rua)
• Parasitismo – Não produzem, vivem daquilo que lhes é oferecido
• Fenomenologia criminal – Método de análise utilizado pelos psicólogos para
entender a vivência do paciente criminoso no mundo em que ele se encontra.
• Profilaxia Criminal – Busca as causas e origens da criminalidade para
combatê-las como se fosse uma grave doença social.
• Mimetismo – Reprodução de um comportamento delituoso, por meio da
imitação
Criminologia
• Terminologia
• Agalmatofilia ou Pigmalionismo - Atração sexual por estátuas, manequins ou
bonecos. Tipo de parafilia
• Descarcerização – Teoria, não reconhecida pela maioria da doutrina, que
prega a substituição das penas privativas de liberdade por medidas
alternativas.