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Princípios Orçamentários

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01.02.00 - Princípios orçamentários

S130

 Os princípios administrativos, são


"princípios de uma ciência são as
proposições básicas, fundamentais,
típicas, que condicionam todas as
estruturas subsequentes".

Os princípios orçamentários são regras


válidas para todo o processo
orçamentário (elaboração, execução e
controle/avaliação).

Aplicam-se tanto à LOA como aos


créditos adicionais, e visam assegurar-
lhe racionalidade, eficiência e
transparência, mas não têm caráter
absoluto, visto que apresentam
exceções.

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01.02.02/05 - Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário da LegalidadeS4

O princípio da legalidade exige que o gestor público observe os preceitos e


normas legais aplicáveis à arrecadação de receitas e à realização de
despesas.

Por este princípio, o orçamento anual, no final de sua elaboração, deve ser
aprovado pelo Poder Legislativo respectivo, tomando-se uma lei. Também
devem ser objeto de lei as Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual
(art. 165 da CF /1988), bem como os créditos adicionais.

O orçamento anual materializa-se numa lei, a Lei Orçamentária Anual


(LOA), e nenhuma despesa poderá ser realizada se não for autorizada pela
LOA ou mediante créditos adicionais. Portanto, o gestor público somente
poderá realizar as despesas autorizadas pela lei.
01.02.02/05 - Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário da LegalidadeS4

O princípio da legalidade tem a função de limitar o poder estatal e garantir


a indisponibilidade do interesse público, já que não há falar em vontade
pessoal no trato da coisa pública.
01.02.02/05 - Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário da Universali dS4 de


a
Lei 4.320/64 :

Ele determina que o orçamento deve considerar todas as receitas e todas as


despesas, e nenhuma instituição govemamental deve ficar afastada do
orçamento:

Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as


de operações de crédito autorizadas em lei.

Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos


órgãos do Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio
deles se devam realizar, observado o disposto no artigo 2°.
01.02.02/05 - Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário da Universali dS4 de


a
O princípio da universalidade também contempla tudo que pode
aumentar/diminuir a arrecadação da receita e a realização da despesa.

Exceção: Orçamento operacional das Empresas Estatais INDEPENDENTES;


e ingressos/ dispêndios extraorçamentários.
01.02.02/05 - Princípios orçamentários

Relação com o Princípio do Orçamento Bruto

Lei 4.320/64:
Art. 6º Todas as receitas e despesas
constarão da Lei de Orçamento pelos seus
totais, vedadas quaisquer deduções.

O princípio do Orçamento Bruto estabelece que todas as parcelas de


receitas e despesas, obrigatoriamente, devem fazer parte do orçamento em
seus valores brutos, sem qualquer tipo de deduções.
01.02.03/04 - Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário da Anualidade/Periodicidade S6 S136

O princípio da anualidade apregoa que as estimativas de


receitas e as autorizações de despesas devem referir-se a um
período limitado de tempo, em geral, um ano ou o chamado
"exercício financeiro", que corresponde ao período de vigência
do orçamento.

Lei 4.320/64 :
Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.

O princípio da periodicidade fortalece a prerrogativa de controle prévio


do orçamento público pelo poder legislativo, obrigando o poder
executivo a solicitar anualmente autorização para arrecadar receitas e
executar despesas públicas.
01.02.03/04 - Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário da Anualidade/Periodicidade S6 S136

ATENÇÃO!
Não confundir anualidade orçamentária com anualidade
tributária. A anualidade orçamentária diz respeito ao período
de vigência do orçamento.

A anualidade tributária (não recepcionada pela CF/1988)


consistia na autorização para a arrecadação das receitas
previstas na LOA.
Exceção:
Constituição Federal, art 167:
§ 2º - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício
financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for
promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que,
reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento
do exercício financeiro subseqüente.
01.02.03/04 - Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário da Exclusividade


Constituição Federal, art 165:
§ 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo
estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se
incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos
suplementares e contratação de operações de crédito, ainda
que por antecipação de receita, nos termos da lei. S8

Devido à celeridade do processo legislativo na LOA, essa já foi usada como meio
de aprovação de matérias que nada tinham a ver com questões financeiras.

Isso ocorreu principalmente na Primeira República. Giacomoni explica que o


processo de ação de desquite já foi tratado em LOA. A doutrina chamava essas
matérias estranhas de caudas orçamentárias.
Exceção: Autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de
operações de crédito, ainda que por antecipação da receita (ARO ou outra
operação de crédito).
01.02.09 - Princípios orçamentários
S19

Princípio Orçamentário da Não-Afetação de Receitas de Impostos


Constituição Federal, art. 167 IV:
É vedada a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa.

O princípio da não afetação de receitas determina


que as receitas de impostos não sejam previamente
vinculadas a determinadas despesas, a fim de que
estejam livres para sua alocação racional, no
momento oportuno, conforme as prioridades
públicas.

ATENÇÃO:
Esse princípio refere-se apenas aos
impostos – não inclui taxas e
contribuições.
01.02.09 - Princípios orçamentários
S19

Princípio Orçamentário da Não-Afetação de Receitas de Impostos

Na prática, grande parte do orçamento é vinculada.


Uma tentativa de melhorar a situação, foi a criação da
Desvinculação de Receitas da União- DRU, prevista para
até 2011. Desvincula 20% dos impostos, contribuições
sociais e CIDEs.

Ressalvas:
FPM, FPE e Fundos de Desenvolvimento das Regiões
Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
 Recursos para áreas da saúde e educação.
 Garantias a ARO.
Prestação de garantia ou contragarantia à União para
pagamento de débitos para com esta.
Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário do Equilíbrio

Ele estabelece que a despesa fixada não pode ser


superior à receita prevista, ou seja, deve ser igual à
receita prevista.

A finalidade desse princípio é deter o crescimento


desordenado dos gastos governamentais e impedir o
déficit orçamentário.
Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário do Equilíbrio

ATENÇÃO 1
O princípio do equilíbrio orçamentário é aferido pelo
total das despesas e receitas, e não por categorias
econômicas correntes ou de capital.

ATENÇÃO 2
O princípio do equilíbrio é aferido no momento da
aprovação do orçamento, e não durante sua
execução. Durante a execução o equilíbrio será
perseguido, mas não será exato porque a execução
comporta variações envolvendo receitas e despesas.
Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário da unidade/totalidade

O princípio da unidade ensina que o orçamento


deve ser uno, ou seja, no âmbito de cada esfera
de Govemo (União, estados e municípios) deve
existir apenas um só orçamento para um exercício
financeiro.

Cada esfera de Governo deve possuir apenas um


orçamento, fundamentado em uma única política
orçamentária e estruturado uniformemente.

Assim, existem o Orçamento da União, o de cada


estado e o de cada município.
Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário da unidade/totalidade

Também é denominado princípio da totalidade por


ser composto pelos:

Orçamento Fiscal;
Orçamento de Investimento;
Orçamento da Seguridade Social.

E ao mesmo tempo consolidar os orçamentos dos


diversos órgãos e Poderes de forma que permita a
cada Governo uma visão geral do conjunto
das finanças públicas.
Princípios orçamentários

Princípio Orçamentário da Clareza

De caráter meramente formal. o princípio da clareza


exige que a linguagem orçamentária seja clara e de
fácil entendimento; exige que as informações
orçamentário-financeiras sejam divulgadas em
linguagem facilitada, de forma que as pessoas
comuns consigam entendê-las.

Traz implícita a finalidade de facilitar o controle


social, proporcionando a todos sua compreensão
mediante uma linguagem facilitada.