Você está na página 1de 19

7.

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO


7.1. DISPOSIÇÕES E MODIFICAÇÕES LEGISLATIVAS
7.2. LEGITIMADOS ATIVOS E PASSIVOS
7.3. POSSIBILIDADE DE PEDIDO CAUTELAR
7.4. EFEITOS
7.5. PETIÇÃO INICIAL
7.6. AÇÃO DIREITA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO E MANDADO
DE INJUNÇÃO.
7.1. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO (ADO)
MODALIDADE ABSTRATA DE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE EM QUE SE
BUSCA TORNAR EFETIVA NORMA CONSTITUCIONAL DESTITUÍDA DE EFETIVIDADE,
OU SEJA, SOMENTE AS NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA LIMITADA.
NA VISÃO GERAL DOS DOUTRINADORES, O QUE SE BUSCA COM A ADO É
COMBATER UMA “DOENÇA” CHAMADA DE SÍNDROME DE INEFETIVIDADE DAS
NORMAS CONSTITUCIONAIS.
CABERÁ REFERIDA AÇÃO, PORTANTO, QUANDO HOUVER OMISSÃO DO PODER
PÚBLICO EM RELAÇÃO ÀS NORMAS CONSTITUCIONAIS DE EFICÁCIA LIMITADA (NÃO
AUTOEXECUTÁVEIS), QUE DEPENDAM DE EDIÇÃO DE NORMAS
REGULAMENTADORAS (INFRACONSTITUCIONAIS) PARA GARANTIA DE SUA
APLICABILIDADE.
7.1.1. OBJETO
OMISSÃO INCONSTITUCIONAL, QUE OCORRE QUANDO UMA NORMA
CONSTITUCIONAL DEIXA DE SER EFETIVAMENTE APLICADA PELA FALTA DE
ATUAÇÃO NORMATIVA DOS ÓRGÃOS DOS PODERES CONSTITUÍDOS.
PEDRO LENZA, CITANDO LUIZ ROBERTO BARROSO, INFORMA QUE OMISSÃO É DE
CUNHO NORMATIVO, QUE É MAIS AMPLA DO QUE A OMISSÃO DE CUNHO
LEGISLATIVO. ENGLOBANDO, ATOS GERAIS ABSTRATOS E OBRIGATÓRIOS DE
OUTROS PODERES E NÃO APENAS DAQUELE AO QUAL CABE, PRECIPUAMENTE, A
CRIAÇÃO DO DIREITO POSITIVO. A OMISSÃO PODE SER DO PODER LEGISLATIVO,
DO PODER EXECUTIVO (REGULAMENTOS, INSTRUÇÕES, RESOLUÇÕES ETC), OU DO
PODER JUDUCIÁRIO (A OMISSÃO EM REGULAMENTAR ALGUM ASPECTO
PROCESSUAL EM SEU REGIMENTO INTERNO).
ASSIM COMO NA AÇÃO DIRETA DE IINCONSTITUCIONALIDADE (ADI), NA AÇÃO
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO (ADO) SOMENTE PODERÃO
SER IMPUGNADAS OMISSÕES NORMATIVAS FEDERAIS E ESTADUAIS, BEM COMO AS
OMISSÕES DO DISTRITO FEDERAL CONCERNENTES A SUAS COMPETÊNCIAS
ESTADUAIS. AS OMISSÕES DE ÓRGÃOS MUNICIPAIS (E DO DISTRITO FEDERAL,
RELATIVAS A SUAS ATRIBUIÇÕES MUNICIPAIS) NÃO SE SUJEITAM A IMPUGNAÇÃO
EM ADO PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
ATENÇÃO! O STF DECIDIU QUE, PENDENTE JULGAMENTO DA ADO, SE A NORMA
QUE NÃO TINHA SIDO REGULAMENTADA É REVOGADA, A AÇÃO DEVERÁ SER
EXTINTA POR PERDA DE OBJETO (ADI 1.836/SP). TAMBÉM HAVERÁ PERDA DO
OBJETO NA HIPÓTESE DE ENCAMINHAMENTO DE PROJETO DE LEI SOBRE A
MATÉRIA OBJETO DE ADO AO CONGRESSO NACIONAL (ADI 130-2/DF).
POR FIM, PARA O STF NÃO CABERÁ ADO SE, NO MOMENTO DE SUA PROPOSITURA, O
PROCESSO LEGISLATIVO JÁ HAVIA SIDO DESENCADEADO (ADI 2.495/SC). NO
ENTANTO, A CORTE MAIOR, NO JULGAMENTO DA ADO Nº 3.682, ENTENDENDO NÃO
SE JUSTIFICAR A DEMORA NA APRECIAÇÃO DE PROJETOS DE LEI JÁ PROPOSTOS NO
CONGRESSO NACIONAL, RECONHECEU A OMISSÃO DO PODER LEGISLATIVO.
7.2. LEGITIMIDADE ATIVA E PASSIVA
LEGITIMIDADE ATIVA
EMBORA OS LEGITIMADOS EM ADO SEJAM OS MESMOS LEGITIMADOS EM ADI,
INDICADOS NO ART. 103 DA CONSTITUIÇÃO, NO TOCANTE À PROPOSITURA DE ADO
HÁ UMA PECULIARIDADE: O LEGITIMADO DO ART. 103 NÃO PODE IMPUGNAR
MEDIANTE ADO OMISSÃO QUE ELE TENHA DADO CAUSA (ISTO É, EM QUE ELE SEJA
O ÓRGÃO OMISSO).
SE, POR EXEMPLO, ATÉ HOJE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO ENVIOU AO
CONGRESSO NACIONAL O PROJETO DE LEI ORDINÁRIA ESPECÍFICA PARA
REGULAMENTAR O DIREITO DE GREVE DOS SERVIDORES PÚBLICOS, NOS TERMOS
DO ART. 37, VII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, NÃO PODERÁ ELE IMPUGNAR TAL
INÉRCIA EM ADO PERANTE A CORTE SUPREMA.
LEGITIMIDADE PASSIVA
OS LEGITIMADOS PASSIVOS SERÃO OS ÓRGÃOS OU AUTORIDADES OMISSOS, QUE
DEIXARAM DE ADOTAR AS MEDIDAS NECESSÁRIAS À REALIZAÇÃO CONCRETA DOS
PRECEITOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ENTRETANTO, HÁ DE SE OBSERVAR,
CASO A CASO, O PODER DE INICIATIVA DE LEI, HAJA VISTA QUE, SE OS MEMBROS
DO PODER LEGISLATIVO NÃO DISPÕEM DE INICIATIVA SOBRE RESPECTIVA
MATÉRIA, NÃO PODERÃO SER ACUSADOS DE OMISSOS.
ASSIM, SE A IINICIATIVA DE LEI SOBRE A MATÉRIA É PRIVATIVA DO PRESIDENTE
DA REPÚBLICA (CF, ARTS. 61, §1º E 165, I, II e III) E ELE NÃO APRESENTA O
RESPECTIVO PROJETO DE LEI AO PODER LEGISLATIVO, ESTE NÃO PODERÁ SER
APONTADO COMO ÓRGÃO OMISSO NA ADO.
IMPORTANTE! NO ENTANTO, COMO SE TRATA DE AÇÃO DE CONTROLE
CONCENTRADO, DE PROCESSO OBJETIVO, A IMPUGNAÇÃO É DA LEI, EM TESE, DE
FORMA ABSTRATA. DESTA FORMA, NÃO HÁ RÉUS NO POLO PASSIVO DA AÇÃO.
O ÓRGÃO COMPETENTE PARA APRECIAR A AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO É A CORTE SUPREMA, DE FORMA
ORIGINÁRIA (LEI Nº 9.868/99, ART. 12-A).
7.3. POSSIBILIDADE DE PEDIDO CAUTELAR
A LEI Nº 9.868/99 ESTABELECE QUE, EM CASO DE EXCEPCIONAL URGÊNCIA E
RELEVÂNCIA DA MATÉRIA, O STF PODERÁ CONCEDER, POR DECISÃO DA MAIORIA
ABSOLUTA DE SEUS MEMBROS, MEDIDA CAUTELAR, APÓS AUDIÊNCIA DOS ÓRGÃOS
OU AUTORIDADES RESPONSÁVEIS PELA OMISSÃO CONSTITUCIONAL.
OS ÓRGÃOS E AS AUTORIDADES DEVERÃO SE PRONUNCIAR NO PRAZO DE 5
(CINCO) DIAS (LEI Nº 9.868/99, ART. 12-F, CAPUT E §1º).
CASO O RELATOR JULGUE INDISPENSÁVEL, OUVIRÁ O PROCURADOR-GERAL DA
REPÚBLICA, NO PRAZO DE 3 (TRÊS) DIAS (LEI 9.868/99, ART. 12-F, § 2º).
NO JULGAMENTO DO PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR, SERÁ FACULTADA
SUSTENTAÇÃO ORAL AOS REPRESENTANTES JUDICIAIS DO REQUERENTE E DAS
AUTORIDADES OU ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELA OMISSÃO INCONSTITUCIONAL (LEI
9.868/99, ART. 12-F, § 3º).
CASO SEJA CONCEDIDA A LIMINAR, O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DEVERÁ
PUBLICAR, EM SEÇÃO ESPECIAL DO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO E DO DIÁRIO DA
JUSTIÇA DA UNIÃO, A PARTE DISPOSITIVA DA DECISÃO NO PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS,
DEVENDO SOLICITAR AS INFORMAÇÕES À AUTORIDADE OU AO ÓRGÃO
RESPONSÁVEL PELA OMISSÃO INCONSTITUCIONAL.
7.4. EFEITOS DA DECISÃO DE MÉRITO
EM CASO DE OMISSÃO IMPUTÁVEL A ÓRGÃO ADMINISTRATIVO, ESTE DEVERÁ
SUPRIR A OMISSÃO NO PRAZO DE 30 DIAS OU EM PRAZO RAZOÁVEL A SER
ESTIPULADO EXCEPCIONALMENTE PELO TRIBUNAL, TENDO EM VISTA AS
CIRCUNSTÂNCIAS ESPECÍFICAS DO CASO E O INTERESSE PÚBLICO ENVOLVIDO (LEI
Nº 9.868/99, ART. 12-H, §1º). E QUANDO A OMISSÃO FOR DE UM DOS PODERES DO
ESTADO NÃO HÁ QUE SE FALAR EM FIXAÇÃO DE PRAZO PARA A EDIÇÃO DA NORMA
FALTANTE.
IMPORTANTE! A CORTE SUPREMA, EM SUAS DECISÕES (ADO 3.682, J. 9.5.2007 E
ADO-MC 24, J. 1º.7.2013), TEM ESTABELECIDO PRAZO PARA QUE O CONGRESSO
NACIONAL ELABORE A LEI OMISSA, EMBORA ATÉ A PRESENTE DATA PERMANEÇA
O PODER LEGISLATIVO INERTE.
7.5. PRINCIPAIS REGRAS PROCEDIMENTAIS SOBRE ADO
NOS TERMOS DO ART. 12-B, DA LEI Nº 9.868/99, A PETIÇÃO INICIAL INDICARÁ:
I - A OMISSÃO INCONSTITUCIONAL TOTAL OU PARCIAL QUANTO AO CUMPRIMENTO
DE DEVER CONSTITUCIONAL DE LEGISLAR OU QUANTO À ADOÇÃO DE
PROVIDÊNCIA DE ÍNDOLE ADMINISTRATIVA;
II - O PEDIDO, COM SUAS ESPECIFICAÇÕES.
A PETIÇÃO INEPTA, NÃO FUNDAMENTADA, E A MANIFESTAMENTE
IMPROCEDENTE SERÃO LIMINARMENTE INDEFERIDAS PELO RELATOR, CABENDO
AGRAVO DA DECISÃO (LEI Nº 9.868/99, ART. 12-C).
ASSIM COMO NAS DEMAIS AÇÕES DO CONTROLE ABSTRATO PERANTE O STF, A
ADO SUBMETE-SE AO PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE, OU SEJA, UMA VEZ
PROPOSTA A AÇÃO, NÃO SE ADMITIRÁ DESISTÊNCIA (LEI Nº 9.868/99, ART. 12-D).
OS DEMAIS LEGITIMADOS (CF, ART. 103) PODERÃO MANIFESTAR-SE, POR ESCRITO,
SOBRE O OBJETO DA AÇÃO E PEDIR A JUNTADA DE DOCUMENTOS REPUTADOS
ÚTEIS PARA O EXAME DA MATÉRIA, NO PRAZO DAS INFORMAÇÕES, BEM COMO
APRESENTAR MEMORIAIS (AMIGO DA CORTE) (LEI Nº 9.868/99, ART. 12-E, §1º).
O RELATOR PODERÁ SOLICITAR A MANIFESTAÇÃO DO ADVOGADO-GERAL DA
UNIÃO, CUJO ENCAMINHAMENTO DEVERÁ SER FEITO NO PRAZO DE 15 (QUINZE)
DIAS (LEI Nº 9.868/99, ART. 12-E, §2º). O PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA,
NAS AÇÕES EM QUE NÃO FOR AUTOR, TERÁ VISTA DO PROCESSO, POR 15 (QUINZE)
DIAS, APÓS O DECURSO DO PRAZO PARA INFORMAÇÕES (LEI Nº 9.868/99, ART. 12-
E, §3º).
DECLARADA A INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO, COM OBSERVÂNCIA DO
DISPOSTO NO ART. 22, SERÁ DADA CIÊNCIA AO PODER COMPETENTE PARA A (...)
(...) ADOÇÃO DAS PROVIDÊNCIAS NECESSÁRIAS (LEI Nº 9.868/99, ART. 12-H).
A DECISÃO EM ADO É IRRECORRÍVEL, RESSALVADA A INTERPOSIÇÃO DE
EMBARGOS DECLARATÓRIOS, NÃO PODENDO, IGUALMENTE, SER OBJETO DE
AÇÃO RESCISÓRIA. (LEI Nº 9.868/99, ART. 26 C/C ART. 12-H, §2º).
7.6. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO (ADO) E
MANDADO DE INJUNÇÃO (MI)
AS DUAS ESPÉCIES DE AÇÃO TÊM A MESMA FINALIDADE, OU SEJA, TORNAR
EFETIVA NORMA CONSTITUCIONAL QUE ESTARIA SENDO VIOLADA DEVIDO À
INÉRCIA DOS PODERES CONSTITUÍDOS. AS DECISÕES PROFERIDAS NA ADO E
NO MANDADO DE INJUNÇÃO TÊM CARÁTER MANDAMENTAL, DE
CONSEQUÊNCIAS JURÍDICAS SEMALHANTES, JÁ QUE VISAM OBTER ORDEM
JUDICIAL DIRIGIDA A UM OUTRO ÓRGÃO DO ESTADO.
NO ENTANTO, AS MESMAS POSSUEM PONTOS DIFERENTES.
O MI DESTINA-SE À PROTEÇÃO DE DIREITO SUBJETIVO DO AUTOR, CUJO
EXERCÍCIO ESTÁ OBSTADO EM RAZÃO DA FALTA DE NORMA
REGULAMENTADORA. HAVENDO, DESTA FORMA, UM INTERESSE JURÍDICO
ESPECÍFICO MANIFESTADO DIANTE UM CASO CONCRETO. JÁ A ADO, EM SEU
ÂMBITO DE ATUAÇÃO, NÃO COMTEMPLA AS RELAÇÕES INDIVIDUAIS E
PARTICULARES, SEU OBJETIVO PRECÍPUO CONFIGURA-SE NA PROTEÇÃO DO
ORDENAMENTO JURÍDICO COMO UM TODO.
A LEGITIMAÇÃO PARA A PROPOSITURA DO MI É CONFERIDA AO TITULAR DO
DIREITO SUBJETIVO QUE NÃO PODE SER EXERCIDO POR FALTA DA NORMA
REGULAMENTADORA. NA ADO, O DIREITO DE PROPOSITURA ESTÁ LIMITADO ÀS
PESSOAS E ÓRGÃOS ESPECIFICAMENTE DESIGNADOS NO ART. 103 CF.
O JULGAMENTO DA ADO É DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DO STF. JÁ A
APRECIAÇÃO DO MI FOI OUTORGADA TAMBÉM A OUTROS ÓRGÃOS DO PODER
JUDICIÁRIO.
NO MI, O STF ADOTA A CORRENTE CONCRETISTA, OU SEJA, O PODER
JUDICIÁRIO, ALÉM DE RECONHECER A OMISSÃO DO PODER PÚBLICO, ESTÁ
AUTORIZADO A VIABILIZAR O EXERCÍCIO DO DIREITO AO CASO CONCRETO. NA
ADO, O STF ADOTA A CORRENTE NÃO CONCRETISTA, POIS, AO RECONHECER O
QUADRO DE MORA DO PODER OU AUTORIDADE OMISSA, O PODER JUDICIÁRIO
APENAS DARÁ CIÊNCIA DA MORA PARA QUE SEJAM TOMADAS AS
PROVIDÊNCIAS NECESSÁRIAS, SEM A POSSIBILIDADE DE QUALQUER
IMPOSIÇÃO DE PRAZO.
EXERCÍCIOS
1ª (BANCA: MS CONCURSOS ÓRGÃO: CREA-MG PROVA: PROFISSIONAL DE NÍVEL
SUPERIOR – DIREITO) Assinale a alternativa correta acerca da ação direta de
inconstitucionalidade por omissão:
a) Cabem embargos da decisão que indeferir a petição inicial.
b) Proposta a ação direta de inconstitucionalidade por omissão, se admitirá
desistência.
c) O relator deverá solicitar a manifestação do Advogado-Geral da União, no prazo
de 15 (quinze) dias.
d) O Procurador-Geral da República, nas ações em que não for autor, terá vista do
processo, por 15 (quinze) dias, após o decurso do prazo para informações.
2ª (2012/FGV/CONSULTOR LEGISLATIVO) O Advogado-Geral da União deverá ser
obrigatoriamente ouvido em ação direta de inconstitucionalidade por comissão ou
omissão, para a defesa do ato normativo ou inércia alegada, ainda que de origem
estadual.
( ) Certo ( ) Errado
3ª (2013/CESPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL) Na ação direta de
inconstitucionalidade por omissão, a legitimidade passiva restringe-se ao Poder
Legislativo inadimplente, ao qual será estipulado prazo para adotar as providências
cabíveis no sentido de suprir a omissão.
( ) Certo ( ) Errado
4ª (2013/FGV/INEA-RJ/Advogado) O Governador do Estado W apresenta Ação
Direta de Inconstitucionalidade por omissão, sendo constatado que sua petição
inicial possui defeitos. Outorgado prazo para regularização, o mesmo transcorre in
albis, gerando decisão indeferitória da exordial.
Nos termos da legislação de regência, tal decisão é
a) impassível de recurso.
b) atacável por apelação.
c) passível de agravo.
d) enfrentável por recurso ordinário.
e) cabível para recurso especial.
5ª (2014/Prefeitura de Patos – PB/ADVOGADO) Com relação ao tema controle de
constitucionalidade, analise as afirmativas a seguir:
I. Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva
norma constitucional, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, não é
necessário dar ciência ao Poder competente para a adoção das providências
necessárias, cabendo ao Tribunal que declarou a inconstitucionalidade definir os
meios de suprir a omissão;
II. Viola a cláusula de reserva (Artigo 97, CF) a decisão de órgão fracionário de
Tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei
ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte;
III. No processo objetivo de controle de constitucionalidade, a intervenção do
“amicus curiae” equivale à intervenção de terceiros, o que lhe garante a
prerrogativa de interpor recurso para discutir a matéria objeto de análise na
ação em que atua.
Assinale a alternativa correta:
a) Somente a afirmativa I está correta;
b) Somente a afirmativa II está correta;
c) Somente a afirmativa III está correta;
d) Somente as afirmativas II e III estão corretas;
e) Todas as afirmativas estão corretas.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
DANTAS, Paulo Roberto de Figueiredo. Direito Processual Constitucional. 7ª
Edição. São Paulo. Editora Saraiva. 2017.
MORAES, Guilherme Peña. Curso de Direito Constitucional. 8ª Edição. São Paulo.
Editora Atlas. 2016.
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 18ª Edição. São Paulo.
Editora Saraiva. 2014.
NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. 6ª Edição. São Paulo. Editora
Método. 2012.
MEDINA, Paulo Roberto de Gouvêa. Direito Processual Constitucional. 5ª Edição.
Rio de Janeiro. Editora Forense. 2012.
BULOS, Uadi Lammêgo Bulos. Curso de Direito Constitucional. 6ª Edição. São
Paulo. Editora Saraiva. 2011.