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8.

AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE


8.1. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 3/93 E Nº 45/2004
8.2. LEGITIMADOS
8.3. OBJETO E OBJETIVO
8.4. POSSIBILIDADE DE PEDIDO CAUTELAR
8.5. RELEVANTE CONTROVÉRSIA JUDICIAL
8.6. ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
8.7. AMIGOS DA CORTE
8.8. EFEITOS E RELAÇÃO COM OS PODERES E A SÚMULA VINCULANTES
8.9. PETIÇÃO INICIAL
8.1. AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE (ADC)
MECANISMO DE DEFESA ABSTRATA DE NORMAS, CRIADO PELA EC Nº 3/1993,
PELO QUAL SE BUSCA, NO STF, O RECONHECIMENTO EXPRESSO DE QUE
DETERMINADA LEI FEDERAL É CONSTITUCIONAL. E COM A EC Nº 45/2004, FOI
AMPLIANDO O ROL DE LEGITIMADOS.
A ADC POSSUI A MESMA NATUREZA JURÍDICA DA AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE GENÉRICA, ISTO É:
(A) SÃO AÇÕES DE CONTROLE ABSTRATO;
(B) INSTAURAM PROCESSOS TIPICAMENTE OBJETIVOS DE FISCALIZAÇÃO DA
VALIDADE DAS LEIS E ATOS NORMATIVOS;
(C) PODEM SER AJUIZADAS PELOS MESMOS LEGITIMADOS (CF, ART. 103);
(D) SÃO DE COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DA CORTE SUPREMA QUANDO PROPOSTAS
EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
8.2. LEGITIMADOS PARA A AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE
COM A NOVA REDAÇÃO QUE A EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 45/2004
CONFERIU AO ART. 103, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, OS LEGITIMADOS
PARA REFERIDA AÇÃO PASSARAM A SER OS MESMOS DA AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE GENÉRICA. (ADI).
NESSE PARTICULAR, TUDO QUE FOI ESTUDADO SOBRE AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE GENÉRICA, APLICA-SE AQUI (STF, RTJ, 158:444).
8.3. OBJETO E OBJETIVO
O OBJETIVO DA ADC ESTÁ LIMITADO EXCLUSIVAMENTE ÀS LEIS OU ATOS
NORMATIVOS FEDERAIS, QUE VISA CRIAR UMA ATMOSFERA DE CERTEZA E
SEGURANÇA NAS RELAÇÕES JURÍDICAS, ACABANDO COM TODAS AS DÚVIDAS
ACERCA DA VALIDADE DO ATO NORMATIVO FEDERAL.
PARTE DO PRESSUPOSTO DE QUE TODA LEI É CONSTITUCIONAL. COMO ESSA
PRESUNÇÃO É RELATIVA, ADMITE-SE PROVA EM CONTRÁRIO. E COM A ADC, ESSA
PRESUNÇÃO SE TORNA ABSOLUTA.
A ADC TEM POR OBJETO APENAS LEIS E ATOS NORMATIVOS FEDERAIS. ASSIM,
LEIS E ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS, DISTRITAIS E MUNICIPAIS NÃO PODEM
SER OBJETO DE AÇÃO DECLATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE PERANTE O
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ESSA ESPÉCIE DE AÇÃO DO CONTROLE
CONCENTRADO TEM POR OBJETIVO A DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE
DA NORMA FEDERAL E SUA PERMANÊNCIA NO ORDENAMENTO JURÍDICO.
8.4. POSSIBILIDADE DE MEDIDA CAUTELAR
É POSSÍVEL A CONCESSÃO DE MEDIDA CAUTELAR, PELA MAIORIA ABSOLUTA DOS
MEMBROS DO STF, CONFORME ESTABELECE O ART. 12-F DA LEI Nº 9.868/99.
A CONCESSÃO DA MEDIDA CAUTELAR CONSISTIRÁ NUMA DETERMINAÇÃO
PARA QUE OS DEMAIS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO SUSPENDAM O
JULGAMENTO DOS PROCESSOS QUE ENVOLVAM A APLICAÇÃO DA LEI OU ATO
NORMATIVO FEDERAL ATÉ APRECIAÇÃO DO MÉRITO PELA CORTE MAIOR.
NÃO HÁ QUE SE FALAR NA SUSPENSÃO DA NORMA (COMO OCORRE NA AÇÃO
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE), POIS NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE
CONSTITUCIONALIDADE, O AUTOR NÃO PEDE A INCONSTITUCIONALIDADE DA
NORMA, MAS, SIM, SUA CONSTITUCIONALIDADE.
ATENÇÃO! EMBORA NÃO EXPLICITADO PELA LEI, COMO SE DÁ NA AÇÃO DIRETA
DE INCONSTITUCIONALIDADE GENÉRICA (ADI), A JURISPRUDÊNCIA DO STF JÁ
DECIDIU QUE A CONCESSÃO DE MEDIDA CAUTELAR EM ADC, DE MANEIRA
SEMELHANTE AO QUE OCORRE NA ADI, TEM EFICÁCIA ERGA OMNES E EFEITOS
VINCULANTES, ALÉM DE EFEITOS EX NUNC.
ESSE ENTENDIMENTO RESTOU PACIFICADO NO JULGAMENTO DA AÇÃO
DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE Nº 4, QUE FUNDAMENTOU A
POSSIBILIDADE DE CONCESSÃO DE EFICÁCIA ERGA OMNES E EFEITOS
VINCULANTES NO PODER GERAL DE CAUTELA DO PODER JUDICIÁRIO.
8.5. RELEVANTE CONTROVÉRSIA JUDICIAL
DE ACORDO COM A CORTE SUPREMA, PARA O CONHECIMENTO E ANÁLISE DO
MÉRITO DA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE É PRECISO
CONTROVÉRSIA JUDICIAL, QUE CONSISTE NA EXISTÊNCIA DE DIVERSAS AÇÕES
NAS QUAIS A CONSTITUCIONALIDADE DA NORMA SEJA OBJETO DE JULGAMENTO,
POR MEIO DE CONTROLE INCIDENTAL, PELO PODER JUDICIÁRIO (LEI Nº
9.868/99, ART. 14, INCISO III E ADC Nº 8). A EXISTÊNCIA DE CONTROVÉRSIA
DEVERÁ SER DEMONSTRADA NA PETIÇÃO INICIAL.
A CONTROVÉRSIA DEVE SER JUDICIAL, OU SEJA, A COMPROVAÇÃO DA
EXISTÊNCIA DE CONTROVÉRSIA DOUTRINÁRIA NÃO É SUFICIENTE PARA A
PROPOSITURA DA ADC. ASSIM, SE O AUTOR DA AÇÃO DECLARATÓRIA DE
CONSTITUCIONALIDADE NÃO COMPROVAR A EXISTÊNCIA DE RELEVANTE
CONTROVÉRSIA JUDICIAL SOBRE A VALIDADE DA LEI, A AÇÃO NÃO SERÁ
CONHECIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
8.6. ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AFASTOU A OBRIGATORIEDADE DE
PARTICIPAÇÃO DO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO NO PROCESSO DE ADC,
ENTENDENDO QUE NESSA AÇÃO, POR SE BUSCAR A PRESERVAÇÃO DA
PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DO ATO QUE É SEU OBJETO, NÃO HÁ
RAZÃO PARA QUE ESTE ÓRGÃO ATUE COMO DEFENSOR DESSA MESMA
PRESUNÇÃO.
LOGO, NÃO SE APLICA À AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE O
ART. 103, §3º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
8.7. POSSIBILIDADE DO AMICUS CURIAE
AMICUS CURIAE É UM AUXILIAR DO JUÍZO, UM COLABORADOR INFORMAL QUE
PODE FORNECER AOS MINISTROS DO PRETÓRIO EXCELSO OS CONHECIMENTOS
NECESSÁRIOS PARA O ADEQUADO JULGAMENTO DA CAUSA, NOTADAMENTE
NOS PROCESSOS QUE ENVOLVAM MATÉRIAS TÉCNICAS ESPECÍFICAS OU DE
ALTA RELEVÂNCIA POLÍTICA.
NO CASO ESPECÍFICO DA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE,
NÃO HÁ REGRA ESPECÍFICA SOBRE O TEMA, TENDO EM VISTA QUE O §2º DO
ART. 18 FOI OBJETO DE VETO. NO ENTANTO, PARA A DOUTRINA É POSSÍVEL
FALAR-SE EM UTILIZAÇÃO DA FIGURA DO AMICUS CURIAE NA ADC, APLICANDO-
SE, POR ANALOGIA, O ART. 7º, §2º, DA LEI Nº 9.868/99.
8.8. EFEITOS DA DECISÃO DA ADC (CF, ART. 102, §2º)
A ERGA OMNES (EFICÁCIA CONTRA TODOS); EX TUNC (EFEITO RETROATIVO);
VINCULANTE EM RELAÇÃO AOS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO E À
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL, ESTADUAL, MUNICIPAL E DISTRITAL. POR
SUA VEZ, EM RAZÃO DA NATUREZA DÚPLICE (AMBIVALENTE) DAS AÇÕES
DIRETAS, A IMPROCEDÊNCIA DA ADC IMPLICA O RECONHECIMENTO DA
INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI OU ATO NORMATIVO FEDERAL, PODENDO,
NESSE CASO, SER APLICADA A REGRA DA MODULAÇÃO DA EFICÁCIA TEMPORAL,
PREVISTA NO ART. 27 DA LEI Nº 9.868/1999.
TENDO SIDO A ADC DEFERIDA, DECIDINDO, PORTANTO, PELA
CONSTITUCIONALIDADE DA NORMA, FICA IMPEDIDA A PROPOSITURA DE ADI, E AS
AÇÕES QUE ESTEJAM TRAMITANDO NO CONTROLE DIFUSO COM ESSE OBJETO
DEVEM SER EXTINTAS.
PARA O PROFERIMENTO DA DECISÃO SERÁ NECESSÁRIO QUE ESTEJAM
PRESENTES NA SESSÃO PELO MENOS OITO MINISTROS E QUE SEJA OBSERVADA A
MAIORIA ABSOLUTA (MANIFESTAÇÃO DE PELO MENOS 6 MINISTROS).
A DECISÃO QUE DECLARA A CONSTITUCIONALIDADE OU A
INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI OU ATO NORMATIVO FEDERAL EM ADC É, DA
MESMA FORMA QUE A ADI E ADO, IRRECORRÍVEL, RESSALVADA A INTERPOSIÇÃO
DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS, NÃO PODENDO SER OBJETO DE AÇÃO
RESCISÓRIA.
8.9. PETIÇÃO INICIAL
A ADC, COMO TODA DEMANDA JUDICIAL, INICIA-SE, NECESSARIAMENTE,
MEDIANTE A PROVOCAÇÃO, POR MEIO DE UMA PETIÇÃO INICIAL, DE UM DOS
SUJEITOS INDICADOS NO ART. 103 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
A PETIÇÃO INICIAL DEVERÁ CONTER:
I – O DISPOSITIVO DA LEI OU DO ATO NORMATIVO QUESTIONADO E OS
FUNDAMENTOS JURÍDICOS DO PEDIDO;
II – O PEDIDO COM AS SUAS ESPECIFICAÇÕES;
III – A EXISTÊNCIA DE CONTROVÉRSIA JUDICIAL RELEVANTE SOBRE A APLICAÇÃO
DA DISPOSIÇÃO OBJETO DA AÇÃO DECLARATÓRIA.
SERÁ APRESENTADA EM DUAS VIAS, DEVENDO CONTER CÓPIAS DO ATO
NORMATIVO QUESTIONADO E DOS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA
COMPROVAR A PROCEDÊNCIA DO PEDIDO DE DECLARAÇÃO DE
CONSTITUCIONALIDADE.
CASO A PETIÇÃO INICIAL SEJA INEPTA, NÃO FUNDAMENTADA E
MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE, SERÁ LIMINARMENTE INDEFERIDA PELO
RELATOR. DESSA DECISÃO CABE AGRAVO.
EXERCÍCIOS
1ª Durante a tramitação de determinado projeto de lei de iniciativa do Poder
Executivo, importantes juristas questionaram a constitucionalidade de diversos
dispositivos nele inseridos. Apesar dessa controvérsia doutrinária, o projeto
encaminhado ao Congresso Nacional foi aprovado, seguindo-se a sanção, a
promulgação e a publicação. Sabendo que a lei seria alvo de ataques perante o Poder
Judiciário em sede de controle difuso de constitucionalidade, o Presidente da
República resolveu ajuizar, logo no primeiro dia de vigência, uma Ação Declaratória
de Constitucionalidade.
Diante da narrativa acima, responda aos itens a seguir.
A) É cabível a propositura da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nesse
caso?
B) Em sede de Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC), é cabível a
propositura de medida cautelar perante o Supremo Tribunal Federal? Quais seriam
os efeitos da decisão do STF no âmbito dessa medida cautelar?
ATENÇÃO! O examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do
dispositivo legal não confere pontuação.
2ª No tocante à Ação Declaratória de Constitucionalidade, considere:
I. Pode ser proposta por Confederação Sindical ou entidade de classe de âmbito
nacional.
II. O Procurador-Geral da República e a Mesa da Câmara dos Deputados têm
legitimidade ativa para a sua propositura.
III. Tem a finalidade principal de transformar a presunção relativa de
constitucionalidade em presunção absoluta, em razão dos seus efeitos vinculantes.
IV. Pode ter como objeto a lei ou ato normativo federal ou estadual que se
pretenda declarar constitucional.
Está correto APENAS o que se afirma em
a) I, II e IV.
b) I e III.
c) II e III.
d) I, II e III.
e) III e IV.
3ª A propósito da ação declaratória de constitucionalidade e da
ação direta de inconstitucionalidade, enquanto instrumentos de
controle abstrato de constitucionalidade de atos normativos,
segundo a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal
Federal, é correto afirmar que:
a) O ajuizamento da ação declaratória de constitucionalidade, que faz instaurar
processo objetivo de controle normativo abstrato, supõe a existência de efetiva
ou potencial controvérsia judicial em torno da legitimidade constitucional de
determinada lei ou ato normativo federal.
b) O rol de legitimados ativos à propositura da ação declaratória de
constitucionalidade comporta interpretação extensiva, de sorte que os conselhos
profissionais, para essa finalidade, observada a pertinência temática,
consubstanciam entidade de classe de âmbito nacional a que alude o art. 103, IX,
da Constituição da República.
c) Não se há de cogitar a prorrogação da eficácia de liminar concedida em ação
direta de constitucionalidade, quando, vencido o prazo, os autos se encontrem,
para parecer, na Procuradoria-Geral da República.
d) O indeferimento de liminar em ação direta de inconstitucionalidade, pouco
importando o fundamento, não dá margem à apresentação de reclamação.
4ª Considere a seguinte situação hipotética. Lei do Município de Marília que versa
sobre navegação aérea, no espaço aéreo correspondente ao território municipal, é
aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo Prefeito. Como a matéria é de
competência privativa da União, conforme previsto pela Constituição Federal, a
inconstitucionalidade da lei municipal pode ser alegada em sede de controle
concentrado de constitucionalidade por meio de
a) Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, sendo o
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo competente para julgá-la.
b) Ação Direta de Inconstitucionalidade, sendo o Supremo Tribunal Federal
competente para julgá-la.
c) Ação Declaratória de Constitucionalidade, sendo o Tribunal de Justiça do Estado
de São Paulo competente para julgá-la.
d) Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, sendo o Supremo
Tribunal Federal competente para julgá-la.
e) Ação Direta de Inconstitucionalidade, sendo o Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo competente para julgá-la.
5ª Sobre a decisão da ação direta de inconstitucionalidade e na declaratória de
constitucionalidade, é correto afirmar que
a) a decisão sobre a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da lei ou do ato
normativo somente será tomada se presentes na sessão pelo menos sete Ministros.
b) a decisão que declara a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da lei ou do
ato normativo em ação direta ou em ação declaratória é irrecorrível, ressalvada a
interposição de embargos declaratórios, não podendo, igualmente, ser objeto de ação
rescisória.
c) dentro do prazo de quinze dias após o trânsito em julgado da decisão, o
Supremo Tribunal Federal fará publicar em seção especial do Diário da Justiça e do
Diário Oficial da União a parte dispositiva do acórdão.
d) ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e tendo em vista
razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, poderá o Supremo
Tribunal Federal, por maioria de três quartos de seus membros, restringir os
efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu
trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado.
e) a declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, exceto a
interpretação conforme a Constituição e a declaração parcial de
inconstitucionalidade sem redução de texto, têm eficácia contra todos e efeito
vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública
federal, estadual e municipal.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
MORAES, Guilherme Peña de. Curso de Direito Constitucional. 8ª Edição. São
Paulo. Editora Atlas. 2016.
DANTAS, Paulo Roberto de Figueiredo. Direito Processual Constitucional. 5ª
Edição. São Paulo. Editora Atlas. 2014.
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 18ª Edição. São Paulo.
Editora Saraiva. 2014.
NOVELINO, Marcelo. Direito Constitucional. 6ª Edição. São Paulo. Editora Método.
2012.
MEDINA, Paulo Roberto de Gouvêa. Direito Processual Constitucional. 5ª Edição.
Rio de Janeiro. Editora Forense. 2012.
BULOS, Uadi Lammêgo Bulos. Curso de Direito Constitucional. 6ª Edição. São
Paulo. Editora Saraiva. 2011.