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Universidade Paulista

Curso de Arquitetura e Urbanismo

Iluminação
Artificial &
Ergonomia

Prof. André Luiz O. Chaves

Bauru, 2016
Por que estudar a ILUMINAÇÃO nos ambientes?

Iluminação inadequada
 Boa Iluminação

 Fadiga Visual  Aumenta a produtividade
 Desconforto  Gera um ambiente agradável
 Dor de Cabeça  Evita os problemas relacionados
 Ofuscamento ao lado
 Redução da Eficiência Visual

 Acidentes
Grandezas Fotométricas
Grandezas Fotométricas

Fluxo Radiante (watt [W])

“ Potência da radiação eletroma-gnética


emitida ou recebida por um corpo.
Contem frações visíveis e invisíveis.

Fluxo luminoso (Lumens)

Quantidade energia radiante capaz de


sensibilizar o olho humano.
Grandezas Fotométricas

Fluxo luminoso - F ( lumen [lm] )

“ é a parcela do fluxo
radiante que gera
uma resposta visual ”
FATORES A SEREM CONSIDERADOS
PARA UMA ILUMINAÇÃO ADEQUADA

 Tipo de lâmpada:
 reprodução de cores
 aplicações especiais
 eficiência luminosa
 Tipo de luminária:
 difusão
 diretividade
 ofuscamento/reflexos
 Quantidade de luminárias
 nível de iluminamento

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FATORES A SEREM CONSIDERADOS
PARA UMA ILUMINAÇÃO ADEQUADA

 Distribuição e localização das luminárias


 homogeneidade
 contrastes
 Sombras

 Manutenção
 reposição/limpeza

 Cores adequadas
 Contraste
 Idade do Trabalhador
APARELHO VISUAL

CAUSAS EFEITOS
Baixa Acuidade Visual
Baixo Nível de Iluminamento FADIGA

Reflexos/Ofuscamento

Exposição a Raios Infravermelhos CATARATA

Exposição a Raios Ultravioletas ÚLCERA DE


CÓRNEA
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PROJETOS DE ILUMINAÇÃO

REQUISITOS:
 Desempenho visual:
 Iluminância
 Tamanho aparente
 Contraste em cor e luminância
 Conforto visual e agradabilidade
 Economia

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NR-17 - ERGONOMIA

17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação


adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à
natureza da Atividade.

17.5.3.1. A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e


difusa.

17.5.3.2.A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e


instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos,
sombras e contrastes excessivos.

17.5.3.3. Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados


nos locais de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos na
NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO.

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LEGISLAÇÃO

17.5.3.4. A medição dos níveis de iluminamento previstos no


subítem 17.5.3.3 deve ser feita no campo de trabalho onde se
realiza a tarefa visual, utilizando-se de luxímetro com
fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e
em função do ângulo de incidência.

17.5.3.5. Quando não puder ser definido o campo de


trabalho previsto no subitem 17.5.3.4 este será um plano
horizontal a 0,75 m do piso.

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NBR 5413
Tabela 1 - Iluminâncias por classe de tarefas visuais

Iluminância
Classe Tipo de Atividade
(lux)
A 20 - 30 - 50 Áreas públicas com arredores escuros
Iluminação geral 50 - 75 - 100 Orientação simples para permanência curta.
para áreas usadas 100 - 150 - 200 Recintos não usados para trabalho contínuo;
ininterruptamente ou depósitos.
com tarefas visuais 200 - 300 - 500 Tarefas com requisitos visuais limitados,
simples trabalho bruto de maquinaria, auditórios.
500 - 750 - 1000 Tarefas com requisitos visuais normais,
B
trabalho médio de maquinaria, escritórios.
Iluminação geral
1000 - 1500 - 2000 Tarefas com requisitos especiais, gravação
para área de trabalho
manual, inspeção, indústria de roupas.
2000 - 3000 - 5000 Tarefas visuais exatas e prolongadas,
C
eletrônica de tamanho pequeno.
Iluminação adicional
5000 - 7500 - 10000 Tarefas visuais muito exatas, montagem de
para tarefas visuais
microeletrônica.
difíceis
10000 - 15000 - 20000 Tarefas visuais muito especiais, cirurgia
NBR 5413

Tabela 2 - Fatores determinantes da iluminância adequada

Características da Peso
tarefa e do -1 0 +1
observador
Idade inferior a 40 anos 40 a 55 anos Superior a 55 anos
Velocidade e Sem importância Importante Crítica
precisão
Refletância do fundo Superior a 70% 30 a 70% Inferior a 30%
da tarefa
NBR 5413

5.3. Iluminâncias em lux, por tipo de atividade (valores médios em serviço)

5.3.1. Acondicionamento
 engradamento, encaixotamento e empacotamento ………………. 100 - 150 - 200

5.3.2. Auditórios e anfiteatros


 tribuna ……………………………………………………………. 300 - 500 - 750
 platéia ……………………………………………………………. 100 - 150 - 200
 sala de espera .……………………………………………………. 100 - 150 - 200
 bilheterias…………………………………………………………. 300 - 150 - 750

5.3.3. Bancos
 atendimento ao público……………………………………………. 300 - 500 - 750
 máquinas de contabilidade..………………………………………. 300 - 500 - 750
 estatística e contabilidade …..……………………………………. 100 - 150 - 200
 bilheterias…………………………………………………………. 300 - 150 - 750
EXEMPLO DE CÁLCULO LUMINOTÉCNICO
PARA ÁREAS INTERNAS

Exemplo de cálculo:
Queremos saber quantas luminárias serão necessárias e qual a
sua disposição, para que em uma área de bombas de
transferência de óleo se tenha um nível de iluminamento
desejado?

Local: Área de Bombas


10 metros de largura X 20 metros de comprimento
Altura das lâmpadas em relação ao plano do eixo das bombas: 3,5 m

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EXEMPLO DE CÁLCULO LUMINOTÉCNICO
PARA ÁREAS INTERNAS

1. Escolha do nível de iluminamento (E) em "lux”


2. Escolha do tipo de luminária, lâmpada e iluminação
3. Cálculo da Proporção e Índice do local
4. Cálculo do Fator de Manutenção
5. Determinação das refletâncias
6. Determinação do fator de utilização
7. Escolha da lâmpada e determinação de seu fluxo luminoso
8. Cálculo do número de lâmpadas
9. Cálculo do número de luminárias

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EXEMPLO DE CÁLCULO LUMINOTÉCNICO
PARA ÁREAS INTERNAS

1. Escolha do nível de iluminamento (E) em "lux”


Segundo N-2429: E = 100 lux

2. Escolha do tipo de luminária, lâmpadas e sistema de


iluminação
Luminária Tipo W-50 equipada com 2 lâmpadas fluorescentes
de 40 Watts
Sistema de iluminação (item 2.2 - N-537a): direto, semi-direto,
direto-indireto (difuso), semi-indireto, indireto
Para o exemplo: semi-direto

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EXEMPLO DE CÁLCULO LUMINOTÉCNICO
PARA ÁREAS INTERNAS

3. Cálculo da Proporção e Índice do local


Segundo N-537a:
LxC
Proporção do local = ----------- = 1,9
H1(L+C)
Índice do local (ítem 2.3 da N-537a) = E
4. Cálculo do Fator de Manutenção
(relação entre o fluxo luminoso produzido por uma luminária no fim do período
de manutenção (tempo decorrido entre duas limpezas consecutivas de uma
luminária) e o fluxo emitido pela mesma luminária no início de seu
funcionamento.
Segundo Tabela IV do Anexo II da N-537a, 3a. Luminária
Fator de manutenção = 0,65

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EXEMPLO DE CÁLCULO LUMINOTÉCNICO
PARA ÁREAS INTERNAS

5. Determinação das refletâncias


Segundo N-537a:
Teto = 50%
Parede = 30%

6. Determinação do fator de utilização


É a relação do fluxo luminoso que atinge o plano de trabalho, e o fluxo luminoso
total produzido pelas lâmpadas. Leva em consideração a eficiência e a curva
fotométrica da luminária, sua altura de montagem, as dimensões do local bem
como as refletâncias das paredes, teto e piso.
Segundo N-537a: Tabela IV do Anexo II, pag. VII, 3a. Luminária
Fator de utilização = 0,52

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EXEMPLO DE CÁLCULO LUMINOTÉCNICO
PARA ÁREAS INTERNAS

7. Escolha da lâmpada e determinação de seu fluxo luminoso


Lâmpadas de 40 W - TLRS-40/54
Fluxo Luminoso = 2550 lumens

8. Cálculo do número de lâmpadas


Nº lâmpadas = Fluxo luminoso necessário/Fluxo luminoso por lâmpada
ExS
N = -------------- = 23,2 ~ 24
0 x Fu x Fm

9. Cálculo do número de luminárias


Número de luminárias = 24/2 = 12

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