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Profª.

Luciana Melo
Introdução
 Diferentes concepções acerca da morte;

 Morte como tabu social: algo a ser escondido e negado;

 Fenômeno impregnado de valores sociais, sua


compreensão depende do contexto e das
circunstâncias em que a morte acontece;
Luto
 Definição: Conjunto de reações desencadeadas a partir de uma
perda.
 O processo de enlutamento é, normalmente, vivenciado através
de um ou mais sintomas abaixo:
 Entorpecimento - O indivíduo recentemente enlutado sente-se
descrente, em choque, atordoado, desamparado. Isso acontece
devido à dificuldade em aceitar a perda.
 Negação – Se apresenta como mecanismo de defesa frente a essa
situação tão dolorosa.
 Anseios - Crises intensas de choro e Dor profunda – A perda pode
gerar um grande anseio por reencontrar a pessoa morta. A
impossibilidade desse reencontro pode gerar crises intensas de
choro e dor profunda, assim como uma preocupação excessiva com
seus pertences e objetos que tornem sua lembrança viva.
Luto
 Culpa – Em muitos casos, esse sentimento é bastante
presente. O enlutado pode, ao relembrar alguns eventos
vivenciados com a pessoa morta, achar que deveria ter
agido de forma diferente nessas ocasiões, ou, até mesmo,
que poderia ter evitado sua morte.
 Raiva, desespero, falta de prazer e hostilidade - Muitas
vezes, o enlutado se volta contra amigos, familiares,
médicos, Deus e, quando há o sentimento de culpa, contra
si mesmo. Ele pode vir a se afastar dos amigos e do convívio
social assim como perder o prazer e interesse no mundo
externo, tanto em atividades novas quanto costumeiras.
Luto
 As manifestações do luto estão ligados aos seguintes
fatores:
 Identidade e papel da pessoa perdida;
 Tipo de vínculo existente;
 Circunstâncias da perda;
 Idade, gênero, religião e personalidade do enlutado;
 Contexto sociocultural e psicológico que afeta o
enlutado, durante e após a perda;
 Estresses secundários;
Luto
 Segundo Bowlby (1970/1997), existem 4 fases para o
luto, que variam em intensidade e duração em cada
indivíduo, mas seguem um padrão básico:
Luto
1. Fase do torpor ou aturdimento: com duração de
algumas horas ou semanas, que pode vir
acompanhada de manifestação de desespero ou
raiva;
2. Fase da saudade ou busca da figura perdida: pode
durar meses ou anos, quando ocorre o impulso de
buscar e recuperar o ente querido podendo a raiva
estar presente quando se percebe de fato a perda;
Luto
3. Fase de desorganização e desespero em que as
manifestações frequentes são de choro, raiva, acusações
envolvendo pessoas próximas; manifestação de tristeza
intensa, quando ocorre a constatação de que a perda é
definitiva; pode haver o sentimento de que nada mais tem
valor;

4. Fase de organização: aceitação da perda e constatação de


que uma nova vida precisa ser iniciada; pode haver
saudade, tristeza e necessidade do outro, porque o
processo de luto e gradual e nunca totalmente concluído;
Papel do Psicólogo
 Acolhimento da família;
 Esclarecimento sobre o processo de luto;
 Luto antecipatório:
 Permitir ao paciente expressar seus sentimentos diante
da morte;
 Permitir que o paciente faça planos;
 Acolher a família e facilitar a comunicação entre
paciente, família e equipe;
Obrigada!
lucianamesouza@gmail.com