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Identidade

no Currículo Escolar
O que é IDENTIDADE?

• Seu conceito tem origem na filosofia. Utiliza-se o conceito IDENTIDADE


para descrever algo que é diferente dos demais, porém idêntico a si
mesmo.
• É um conjunto de características, físicas e psicológicas,
essenciais e distintivas de alguém, de um grupo social ou de alguma coisa.
• No campo da psicologia, entende-se identidade como metamorfose, ou
seja, ela está em constante transformação, sendo o resultado provisório da
intersecção entre a história da pessoa, seu contexto histórico e social e seus
projetos. (ANTONIO DA COSTA CIAMPA, Psicólogo)
• Para a Sociologia toda e qualquer identidade é construída.
• A questão é como se dá esse processo de construção, sua origem, finalidade
e peculiaridades.
• A construção da identidade passa por vários tipos de sentimentos, decisões
racionais e irracionais, e pela escolha dos investimentos pessoais que o
sujeito faz para sua identificação.
• É difícil falar de identidade sem remeter à cultura, porém, o Currículo deve
pensar a diferença cultural para além da identidade.
• A noção de identidade não se inicia com a Modernidade, mas nela assume
novas formas.
• A modernidade inaugura o homocentrismo, o que inaugura a noção de
identidade como a conhecemos.

• O homem é entendido como um indivíduo uno e centrado.


• No Marxismo Estruturalista as identidades dos sujeitos são determinadas
pelas posições ocupadas pelo sujeito na estrutura social.

• EXEMPLO:
• Membros da classe operária partilham uma identidade de trabalhador
em função de sua localização no sistema produtivo.
• O Estado tem por função expelir tudo o que possa por em risco o projeto
coletivo.

• O Estado é o árbitro último das identidades toleradas, o certificador de


pertencimentos que só são aceitos se não colocarem em risco a identidade
nacional.
• No que se refere às identidades nacionais, a globalização traz, no plano
político e econômico, um claro enfraquecimento das fronteiras nacionais e,
mais do que isso, da própria soberania.
• Os Movimentos identitários:
• Movimentos Indígenas.
• Movimentos feministas.
• Movimentos homossexuais.
• Movimentos negros.
• Vêm denunciando exaustivamente as exclusões de suas identidades das políticas
públicas em geral, salientando o caráter excludente das identidades nacionais.
Descentrando as identidades

• Até o século XIX as identidades tinham caráter binário, ou seja, o negro é o


não branco; a mulher o não homem; o homossexual o não hétero, etc...
• Com o advento da psicanálise, do estruturalismo e do pós-estruturalismo
fica claro que não há esse lugar onde o sujeito possa ser fixado.
Cultura de significação

• Toda cultura, suas ficções e símbolos são criações humanas, logo seu
sistema de significados também o são.
• As experiências dos sujeitos se dão nesses sistemas representativos de
regulação.
• As identidades são o resultado de um processo de identificação no qual os
indivíduos se subjetivam dentro dos discursos culturais.
• É preciso encontrar algo em comum para criar uma identidade.
• Pode a história de um povo, a linguagem a cultura, ou vida social.