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Morte Encefálica

Camila Freire Sebastião


R1 Psicologia – HCUE
• A personalidade termina com a morte.
 não há o que se falar de pessoa e
sujeito de direitos.

E o corpo?
 protegido pelo direito e não pode ser
objeto de relações de direito privado
patrimoniais, por conservar a memória da
pessoa viva.
Concepção de morte encefálica

Transplante de orgãos e tecidos

• Necessidade de facilitar o
transplante com órgãos integros.

• MORTE: processo lento e gradual.


 Morte clínica: paralisação da
função cardiaca e respiratória.
 Morte biológica: destruição celular.
 Morte encefálica: paralisação das
funções cerebrais.
• A fixação de critérios na determinação da
morte denominado encefálica foi-se
estabelecendo à luz das normas que se
criaram para a realização dos
transplantes.
• 1968 – estabeleceu-se os critérios sobre
morte cerebral. O que se deve entender
por morte do doador em casos de
transplantes:
1-) perda de todo sentido ambiente;
2-) debilidade total dos músculos;
3-) paralisação espontânea da respiração;
4-) colapso da pressão sanguínea;
5-) traçado linear do eletroencefalograma.
• Existem, com os avanços
tecnológicos, dilemas sobre o
diagnóstico da morte.
 o dilema do médico com a
morte está justamente na decisão
de suspender os esforços de
reanimação.
 uma vez ocorrido a morte
encefálica revela-se inviável
prosseguir mantendo-se
artificialmente as funções
cardiorrespiratórias.
O que é vida?
 atividade biológica, sociológica e
psicológica, manifestada por um
dinamismo mantido por processos
intrínsecos ao organismo – elementos
naturais – e sustantado por outros
fatores extrinsecos adquiridos pelo
próprio homem – a cultura.

 a morte então seria a consequência


da desintegração total destes elementos.
• Para biologistas e neurologistas  a
cessação definitiva da atividade
cerebral seria o momento da morte,
por se estatuir a perda da
personalidade, determinando,
portanto, a impossibilidade de
relação com o mundo exterior.

• MORTE CEREBRAL  dano global


irreversível de todo encefalo
incluindo o tronco encefálico,
mantendo-se as atividades
pulmonar e cardiovascular por
processos artificiais.
 O grande problema é o
diagnóstico seguro.
O grande problema na prática é
determinar se e quando interromper as
medidas de sustentação vital. Deixar que
a família decida sobre tais medidas
contribui para aliviar a “consciência” do
médico.

 Somente o médico, que compreende


integralmente a possibilidade de salvar o
paciente, tem o dever de decidir da
interrupção da sustenção vital.
Conclui-se que…
• Estabelecida a morte encefálica,
com base em diagnóstico preciso,
em seu significado amplo,
abrangente, com a manutenção da
sustenção vital, meramente
vegetativa, por intermédio de meios
mecânicos, a suspensão ou interrupção
da reanimação torna-se lícita e também
necessária, evitando-se com isso
tratamentos inúteis, onerosos, tanto para
a família e os responsáveis pelo paciente
como pela instituição hospitalar.
Houve um tempo em que nosso poder perante a Morte
era muito pequeno. E, por isso, os homens e as
mulheres dedicavam-se a ouvir a sua voz e podiam
tornar-se sábios na arte de viver. Hoje, nosso poder
aumentou, a Morte foi definida como inimiga a ser
derrotada, fomos possuídos pela fantasia onipotente
de nos livrarmos de seu toque. Com isso, nós nos
tornamos surdos às lições que ela pode nos ensinar. E
nos encontramos diante do perigo de que, quanto mais
poderosos formos perante ela (inutilmente, porque só
podemos adiar...), mais tolos nos tornaremos na arte
de viver.
Rubem Alves